O líder do CDS-PP, Paulo Portas, anunciou hoje, na Golegã, que a reforma fiscal, a segurança e a educação estão entre as prioridades do programa de Governo do seu partido.
À margem de uma reunião com os coordenadores do programa, onde estão deputados na Assembleia da República, dirigentes do partido e o ex-ministro das Finanças Bagão Félix, Paulo Portas explicou que o CDS-PP vai dar “a maior importância a uma verdadeira reforma fiscal”.
O objectivo é que a classe média e as classes desfavorecidas tenham “menos impostos”, afirmou Paulo Portas, que prometeu ainda “impostos mais simples de compreender, de preencher e de cumprir”.
“Impostos que fomentem a actividade económica em vez de a dificultarem, impostos muito mais rapidamente devolvidos e reembolsados às empresas, que são a legião que faz avançar a nossa economia”, declarou, defendendo a necessidade de os impostos permitirem uma “mobilidade social”.
“Aquilo que de mais grave está a acontecer em Portugal é que o elevador social daqueles que querem subir na vida pelo seu trabalho, pelo seu talento, pelo seu mérito, estagnou, estancou”, disse, considerando esta “a pior herança” do primeiro-ministro.
Classe média “empobreceu”
Segundo Paulo Portas, “quem estava na classe média empobreceu, quem era pobre, mais pobre está. Alguns dos que já tinham muito, ainda têm mais”.
“Mas a tentativa e possibilidade de subir na vida pelo trabalho e pelo mérito, essa está estagnada”, salientou, comentando que esta é a “pior herança” do primeiro-ministro.
Paulo Portas adiantou que outra das prioridades é “uma política a sério contra a delinquência e contra a criminalidade”, enquanto para a educação apontou “uma lógica completamente diferente daquela que tem tido”.
O líder do CDS-PP sublinhou que “o ponto de partida” para a constituição do programa de Governo surge “exactamente no momento em que a população parece mais desanimada, a descrença nas instituições é mais acentuada, a insegurança em relação ao sistema financeiro e à economia é mais evidente, a pobreza está à vista”.
“É exactamente neste momento que um partido tem de saber contribuir para encontrar uma missão, para encontrar um destino capaz de mobilizar os portugueses para o futuro e virar esta página que as pessoas querem virar do socialismo de José Sócrates”, declarou Paulo Portas.
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