Portas diz que Governo lucra com subida dos preços dos combustíveis e pede devolução de "receita anómala"
Paulo Portas, confrontou hoje o primeiro-ministro com as receitas que "o Estado ganha anomalamente" com o aumento de preço dos combustíveis, exigindo que o Governo devolva o imposto aos portugueses."Está disposto a devolver, em imposto sobre os produtos petrolíferos, aquilo que anomalamente está a ganhar em IVA?", questionou Paulo Portas, no debate quinzenal com o primeiro-ministro na Assembleia da República.
Paulo Portas sublinhou que "desde Janeiro que o Estado está a ganhar três cêntimos em IVA em cada litro de gasóleo e dois cêntimos em cada litro de gasolina", considerando que é uma "receita não prevista".
"Gota a gota o automobilista paga mais mas litro a litro as finanças arrecadam mais", criticou, considerando "tardia" a decisão do Governo de pedir à Autoridade da Concorrência que analise a formação dos preços dos combustíveis, para que este reflicta os custos de produção.
O primeiro-ministro recusou a ideia do CDS-PP.
Quanto à exigência feita por Paulo Portas para que o Governo investigue também a formação dos preços do pão e do leite, José Sócrates justificou que o Governo só manda investigar os preços "se tiver elementos que criem dúvida".
O reflexo da subida de preços na perda de poder de compra dos pensionistas e a segurança foram os outros temas levados ao debate pelo líder do CDS-PP.
Portas sublinhou que os pensionistas que foram aumentados em 2,4 por cento estão a perder poder de compra uma vez que a inflação subiu acima desse valor e questionou o primeiro-ministro sobre se o Governo iria devolver essa diferença aos idosos.
Na resposta, o ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, defendeu que com o modelo de actualização das pensões aprovado pelo Governo, os pensionistas não ficarão prejudicados.
Paulo Portas acusou o primeiro-ministro de, "em matéria de segurança, ser incompetente", referindo o caso de uma esquadra da PSP em Moscavide que foi invadida por um grupo quando tinha apenas um "agente a guardá-la".
"O erro não foi da comissária nem do director nacional da PSP. O erro foi seu. Porque o senhor é que veio aqui dizer que não eram precisos mais polícias", acusou Paulo Portas.
CDS/Lusa































