segunda-feira, abril 30, 2007

Portas quer AR com modelo britânico

O novo líder do CDS-PP, Paulo Portas, pretende importar «o modelo de controlo dos governos praticado em Espanha, França ou Inglaterra» para o Parlamento português.
A garantia surge publicada na edição desta segunda-feira do Diário de Notícias, dada pelo próprio Paulo Portas, que com este projecto, que será tornado público na próxima quarta-feira, pretende aproximar a democracia parlamentar portuguesa das daqueles países.
O objectivo é, salienta o diário, valorizar o Parlamento como centro do debate político e órgão de fiscalização do Governo em Portugal.
Entre as propostas do CDS está a alteração do actual modelo de debate entre o Executivo e as bancadas da oposição, tornando-o semanal em vez de mensal, passando os temas a serem indicados, não pelo Governo, mas pela oposição parlamentar.
Outra inovação prevista no projecto do CDS é o direito potestativo da oposição de chamar periodicamente ministros à AR, tanto ao plenário como às comissões.

in Diário Digital

sexta-feira, abril 27, 2007

Sócrates aceita desafio de Portas sobre debate mensal

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, desafiou hoje o primeiro-ministro a aceitar novas regras para o debate mensal no Parlamento, que o tornem mais curto e mais frequente, um repto que mereceu a concordância de José Sócrates.
«Está disponível para aceitar um sistema democrático de controlo de Governo, hoje e para o futuro, em que o primeiro-ministro venha uma vez por semana ao Parlamento, numa sessão mais curta e com respostas mais rápidas?», questionou Paulo Portas, na sua primeira intervenção parlamentar depois de ter sido eleito líder do CDS-PP, no sábado.
Na resposta, o primeiro-ministro garantiu estar "de acordo" com um modelo diferente de debate no Parlamento.
«Eu acho que este debate mensal com o primeiro-ministro podia e devia ser mudado: mais vezes e menos tempo», afirmou.
«Estou muito disponível para, entre todos os partidos, se conseguir um novo método de debate e avaliação do Governo», acrescentou, lembrando que não foi ele quem criou estas regras.
José Sócrates questionou, aliás, Paulo Portas por que razão não propôs a mudança das regras no passado, quando esteve no Governo, como ministro de Estado e da Defesa.
«Quando o sr. primeiro-ministro argumenta com o passado corre um risco: é começar a fazer parte dele», respondeu Portas.
O primeiro-ministro rejeitou esta crítica, e reforçou que «há um julgamento político que tem de ser feito» sobre esse passado.
«Se saiu da direcção do CDS e agora regressou não pode esperar voltar imaculado e que não haja um membro do Governo que lhe recorde o seu passado», afirmou José Sócrates.
Na resposta, Portas recordou uma frase que Sócrates utilizava a seu respeito quando estava na oposição.
«Quando Vexa. estava aqui e eu aí, eu era, no seu dizer, um cadáver político. Aqui está o cadáver político que apesar de tudo se mexe!», concluiu Portas.
Portas e Sócrates trocaram argumentos sempre utilizando um tom cordial e de alguma ironia, mesmo depois do líder do CDS ter prometido que faria uma oposição «firmíssima» ao Governo socialista.
Na sua intervenção, Portas acusou o primeiro-ministro de usar uma «técnica habilidosa» nos debates mensais, ao anunciar um tema preparado durante meses e do qual a oposição só na véspera tem conhecimento, crítica rejeitada por José Sócrates.
«Trago aqui os assuntos da governação, que coisa incomodativa, devíamos talvez discutir os jornais?», ironizou o primeiro-ministro.
Além das regras do debate mensal no Parlamento, Paulo Portas questionou ainda José Sócrates sobre a nomeação do socialista Pina Moura para a administração da TVI, lembrando que a televisão é «um bem escasso e um bem público».
«Não faço juízos de valor (...) Mas se porventura, depois da nomeação, a TVI se transformar em TVS, TV Socialista, pode contar da parte do CDS com um exercício de acção crítica e de impulso jurídico», garantiu Portas, lembrando que a lei prevê a suspensão das licenças de televisão se estiver em causa a sua imparcialidade e pluralismo.
Na resposta, o primeiro-ministro manifestou a sua convicção de que Pina Moura saberá ser «um presidente não executivo que prime pela isenção e pluralismo».
«Quando a TVI se transformar numa televisão parcelar e partidária, tenho a certeza que a ERC [Entidade Reguladora para a Comunicação Social], e não o Governo, agirá», garantiu José Sócrates, pedindo a Portas que aplique iguais critérios em relação à RTP e à SIC.
O líder do CDS-PP introduziu ainda no debate mensal o estatuto do aluno, criticando o Governo por prever que um aluno da escolaridade obrigatória que exceda o limite de faltas injustificadas possa ainda ter aproveitamento, ao contrário do que acontecia no passado, em que ficava retido.
«Quer dar este sinal à sociedade portuguesa? O que é que está a dizer aos alunos, que podem passar de ano sem ir às aulas?», questionou Portas.
José Sócrates defendeu a proposta do Governo, que diz ter como base uma «acção preventiva», actuando antes de o aluno atingir o limite máximo de faltas.
«O aluno que excede as faltas injustificadas vai a exame, é a penalização. É melhor do que o sistema anterior: faltava e tinha de repetir o ano», defendeu o primeiro-ministro, concordando com Portas na necessidade de «reforçar a autoridade dos professores».

in Sol online

Portas quer primeiro-ministro uma vez por semana no parlamento

O novo líder do CDS PP propôs hoje uma alteração nas regras do jogo parlamentar. Paulo Portas sugeriu que o primeiro-ministro passe a visitar a Assembleia da Republica uma vez por semana para responder aos partidos da oposição.
A ideia do líder popular surge na sequencia daquilo que ele próprio chama de "depreciação dos mandatos electivos".
"Está disponível para aceitar um sistema democrático de controlo a que o primeiro ministro venha uma vez por semana ao parlamento para responder a perguntas curtas dos partido da oposição?", questionou Portas.
Ao desafio, Sócrates respondeu com abertura: "este estilo de debate talvez devesse ser mudado. Se reparar, estou aqui 3 horas, é muito exigente."
A ideia de Paulo Portas não é mais do que uma transposição para o regimento parlamentar daquilo que já acontece em países como a Espanha, França ou a Inglaterra.

in Jornal de Negócios online

CML: Anacoreta Correia apela a consenso entre partidos

O vereador do CDS-PP na Câmara de Lisboa, Miguel Anacoreta Correia, defendeu hoje uma solução de consenso entre os partidos em torno dos principais assuntos da cidade, um cenário que considera preferível à convocação de eleições intercalares.
Anacoreta Correia apelou ao PSD para se pronunciar sobre a situação do executivo da Câmara de Lisboa, depois de o presidente, independente eleito pelos sociais-democratas, ter sido notificado para ser ouvido como arguido pelo Ministério Público no caso Bragaparques.
«Uma situação de consenso entre os partidos em torno dos grandes eixos da cidade seria uma solução que garantiria o funcionamento a dois anos», até às próximas eleições autárquicas, defendeu o vereador democrata-cristão.
Anacoreta Correia sublinhou que esta é a sua posição pessoal, ainda não concertada com a direcção do CDS-PP.
Para o autarca, a solução de um consenso entre todos os partidos seria a que «melhor respeitaria os interesses da cidade de Lisboa».
Anacoreta Correia recupera assim a ideia avançada pelo CDS quando, em Janeiro, a ex-vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara, foi constituída arguida no processo Bragaparques, o que levou à suspensão do mandato por oito meses.
A contenção da despesa e a racionalização do pessoal são alguns destes «eixos» que, defendeu o vereador democrata-cristão, que devem passar por uma «gestão em tempos de crise».
«Efectivamente, as eleições intercalares poderiam ser um elemento clarificador, mas chamo a atenção que a Assembleia Municipal tem uma maioria absoluta do PSD», afirmou.
Segundo o autarca, «poderia estar-se a substituir a erosão do executivo da câmara por um conflito institucional entre a câmara e a Assembleia Municipal», caso a maioria que resultasse dessas eleições fosse de uma cor política diferente do PSD.
O vereador sublinhou que as eleições intercalares seriam «um cenário simplista mas não simplificador».

in Diário Digital

Opinião: Paulo Portas vence Directas. Sócrates que se cuide!

Paulo Portas venceu as eleições directas para a presidência do CDS-PP, com 2/3 dos votos depositados nas urnas. Com esta votação bem expressiva, os militantes disseram claramente que queriam uma mudança de líder, mas também uma mudança de rumo.
O Partido Popular tem vivido um ciclo marcado por divisões, conflitos e incompreensões que tem de ser ultrapassado. Não é identificado, na opinião pública, como força competitiva e relevante e carece de uma agenda política que os Portugueses conheçam e identifiquem como próxima das suas preocupações.
A oposição ao PS, e ao primeiro-ministro José Sócrates, deve ser firme na crítica e credível no contraditório. Nos debates na Assembleia da Republica, o CDS-PP deve trabalhar em prol da qualificação dos debates com o primeiro-ministro, que o próprio tem transformado em actos decorativos dos seus anúncios.
Quanto à governação, deve avaliar sistemática e regularmente as reformas que o Partido Socialista prometeu em campanha eleitoral e quando no poder, só parcialmente as concretizou, assim como vigiar os poderes do primeiro-ministro e denunciar os crescentes sinais de arrogância e acumulação de poderes especiais. A crítica, eficaz e consistente, aos sectores mais vulneráveis do Governo, deve ser uma constante, dado que se acumulam ministérios politicamente inexistentes e ministros que são, obviamente, pouco competentes. Em termos práticos, deve fiscalizar efectivamente o Governo, que dá sinais preocupantes de teimosia e obsessão nos grandes projectos e investimentos públicos. Ao mesmo tempo, fracassa nas políticas de proximidade com o cidadão.
As políticas do Governo acentuaram a insegurança dos Portugueses. Insegurança face ao funcionamento do Serviço Nacional de Saúde, essencial para a protecção dos mais desfavorecidos; insegurança quanto à solvência, a prazo, do sistema de pensões, uma garantia essencial para quem trabalha; insegurança quanto à capacidade da economia portuguesa gerar riqueza, criar emprego e dar novas oportunidades a trabalhadores que são as primeiras vítimas da nossa falta de competitividade; insegurança quanto à defesa do poder de compra das famílias, agravada pela subida da carga fiscal; insegurança quanto a própria defesa das pessoas e dos seus bens, em face da criminalidade, sobretudo nas grandes cidades.
Embora num período muito curto, de 2002 a 2005, o CDS-PP já provou aos Portugueses que sabe ser Governo, é um garante de estabilidade, cumpre mandatos e marca uma diferença. Não sendo responsável, nem responsabilizável, pelos factos que diminuíram a confiança do país nos dois executivos em que participou, o CDS-PP deve aproveitar a experiência e credibilidade ganhas, tirar lições do sucedido e preparar o futuro, exactamente como um dos três Partidos, que em Portugal, podem ter efectiva influência no Governo.
Como partido responsável e do arco da governabilidade, o CDS-PP deve reconhecer, sem embaraços, as decisões correctas do Governo, quando as toma. Deve fazer uma oposição sem resvalar para o mero protesto, e mostrar-se indisponível para falsos consensos, de que o Pacto da Justiça é um exemplo disso.
Com tempo, e muita visão de futuro, deve também preparar uma equipa de Governo visível e funcional, que se mostre capacitada para governar o país em 2009.
Os Portugueses querem que alguém faça oposição a um primeiro-ministro que faz muito menos do que prometeu e Paulo Portas é sem dúvida, aquele que melhor está preparado para o fazer e como tal, o que melhor sabe fazer.
É importante para o futuro do País, e dos Portugueses, que exista uma oposição forte e credível, pois José Sócrates confunde autoridade com autoritarismo, confunde maioria absoluta com poder absoluto e alguém tem de lhe fazer lembrar estas diferenças. Paulo Portas é o político melhor preparado para o fazer.
José Maria Moreira da Silva

Eleições bancada 4ªfeira, novo líder e Portas vão Madeira

As eleições para a presidência do grupo parlamentar do CDS-PP vão realizar-se na quarta-feira, para que o novo líder parlamentar possa acompanhar o presidente Paulo Portas no encerramento da campanha eleitoral na Madeira.
No final da reunião do grupo parlamentar do CDS-PP, o líder Paulo Portas escusou-se a fazer declarações.
Na reunião, que demorou cerca de meia hora, Telmo Correia formalizou a sua candidatura à liderança da bancada, devendo contar com a unanimidade do grupo.
Questionado pela Lusa, o único deputado que integrava a direcção do anterior presidente José Ribeiro e Castro, José Paulo de Carvalho, manifestou a sua intenção de votar favoravelmente a candidatura de Telmo Correia.
Se for eleito na próxima quarta-feira, Telmo Correia irá com Paulo Portas - e mais um ou dois deputados democratas-cristãos - ao encerramento da campanha nas regionais da Madeira.
à entrada para a reunião, Telmo Correia, que já liderou a bancada do CDS entre Abril de 2002 e Julho de 2004, considerou que esta repetição seria «uma boa oportunidade».
«Uma boa oportunidade porque temos um grupo parlamentar composto por deputados na sua maioria jovens mas muito experientes», justificou.
«Este grupo parlamentar pode ser o melhor grupo parlamentar da Assembleia da República», defendeu.
O deputado assumiu, desde já, dois objectivos. «Por um lado, a oposição que o CDS quer tem de ser uma oposição de iniciativa», defendeu, elegendo como prioridades temas como os impostos, segurança, pensões e saúde.
A reforma do Parlamento foi a outra prioridade definida por Telmo Correia, garantindo que o CDS-PP apresentará até terça-feira um projecto próprio neste domínio.
in Diário Digital

quinta-feira, abril 26, 2007

Telmo Correia disponível para liderar grupo parlamentar

O vice-presidente da Assembleia da República e deputado do CDS-PP Telmo Correia manifestou hoje a sua disponibilidade para assumir a liderança do grupo parlamentar, em eleições que deverão realizar-se na próxima semana.
À entrada para uma reunião da bancada democrata-cristã, com a presença do presidente eleito e deputado Paulo Portas, Telmo Correia anunciou que mantém a disponibilidade, manifestada ainda durante a liderança de Ribeiro e Castro, para ser candidato à presidência do grupo parlamentar.
«Nesta reunião, tenciono dizer que a minha disponibilidade expressa há cerca de um mês (...) se mantém e, se for essa a vontade dos meus colegas deputados, serei candidato à liderança parlamentar», afirmou, em declarações aos jornalistas, no Parlamento.
Ainda sob a liderança de Ribeiro e Castro, Telmo Correia tinha manifestado a sua disponibilidade para ser candidato à presidência da bancada mas as eleições acabaram por ser suspensas na véspera da sua realização, a pedido do então presidente do partido, até que se resolvesse a disputa da liderança.
Com a eleição de Paulo Portas no sábado para presidente do partido, em directas, Telmo Correia considerou que a liderança do grupo parlamentar do CDS-PP é «uma boa oportunidade».
«Uma boa oportunidade porque temos um grupo parlamentar composto por deputados na sua maioria jovens mas muito experientes», justificou.
«Este grupo parlamentar pode ser o melhor grupo parlamentar da Assembleia da República», defendeu.
Telmo Correia garantiu que, se for eleito, desempenhará a função de líder parlamentar - que já ocupou - «com gosto, alegria e como se fosse o primeiro dia» da sua actividade política.
O deputado assumiu, desde já, dois objectivos.
«Por um lado, a oposição que o CDS quer tem de ser uma oposição de iniciativa», defendeu, elegendo como prioridades temas como os impostos, segurança, pensões e saúde.
A reforma do Parlamento foi a outra prioridade definida por Telmo Correia, garantindo que o CDS-PP apresentará até terça-feira um projecto próprio neste domínio.
Questionado sobre quem assegurará a vice-presidência a que o CDS tem direito no Parlamento, Telmo Correia remeteu essa questão para depois das eleições.
«Cada coisa a seu tempo. Se vier a ser eleito proporei um nome para esse lugar», disse.
Nas eleições que chegaram a estar marcadas no início de Março, o ex-líder parlamentar Nuno Melo tinha sido apontado por fontes da bancada como o nome mais provável para ser apresentado pelo CDS - que depois terá de ser aprovado pela maioria dos deputados em efectividade de funções - para a vice-presidência do Parlamento.
in Diário Digital

Aprovados projectos PS e CDS apertando regras animais perigosos

A Assembleia da República aprovou hoje na generalidade e por unanimidade os projectos-lei do PS e do CDS-PP que visam apertar as regras para os proprietários de animais potencialmente perigosos.
O CDS-PP exige aos proprietários de animais potencialmente perigosos exames de aptidão física e psicológica e um registo criminal limpo de crimes contra a vida e a integridade física, contra a liberdade pessoal ou a autodeterminação sexual e contra a saúde a paz públicas.
A proposta do PS defende igualmente a «exigência da imposição de um atestado de capacidade física e psíquica (dos proprietários de animais perigosos), bem como a proibição da publicidade à comercialização destes animais».
Sem votação, baixaram à comissão projectos do PS e Bloco de Esquerda sobre a investigação científica em células estaminais, que irão ser agora discutidos na especialidade.
Em votação final global, o Parlamento aprovou ainda, por unanimidade, a transposição de uma directiva europeia sobre a colheita e transplante de órgãos, tecidos e células de origem humana.
Com os votos contra do PS, foi rejeitado um projecto do PCP que visava criar um plano de emergência para a resolução dos pedidos de inspecção pendentes na Inspecção-Geral do Trabalho, que teve votos favoráveis de todas as bancadas da oposição.
Pelo caminho ficou também um projecto do PSD - que teve votos contra do PS e abstenção do BE - e que pretendia estabelecer novas regras para as provas de agregação na carreira académica.
in Diário Digital / Lusa

Mota Soares saúda eleição de Portas como presidente do CDS/PP

O vice-presidente do grupo parlamentar do CDS-PP Mota Soares saudou hoje a eleição de Paulo Portas como presidente do partido, que apontou como uma oportunidade de maior união do partido e «uma nova forma de fazer oposição».
«O resultado foi expressivo, a vontade dos militantes foi clara e inequívoca. O novo presidente do CDS foi eleito com uma maioria de 75% com mais de 5.500 votos de militantes», sublinhou Mota Soares, saudando quer o derrotado Ribeiro e Castro quer o novo presidente eleito Paulo Portas.
Numa declaração política no plenário da Assembleia da República, Mota Soares salientou que «todo este processo foi exemplar, quer quanto à decisão, quer quanto à discussão e participação».
«Os que vaticinaram o declínio do CDS certamente ficaram surpreendidos.
Nós não. O CDS tem o sentido vital da sua existência e muito para dar à democracia portuguesa», considerou.
Numa declaração nem sempre aplaudida pelo único deputado da direcção de Ribeiro e Castro, José Paulo de Carvalho, o vice-presidente da bancada defendeu que os resultados das directas de sábado representam »a oportunidade de voltar a unir o partido«.
«Mas representam também e acima de tudo a oportunidade de uma nova forma de fazer oposição e o dever de marcar um novo rumo para esta legislatura», defendeu.
O vice-presidente da bancada do PSD Montalvão Machado deu os parabéns a Paulo Portas pela sua eleição e desejou-lhe «sucessos pessoais e políticos».
Também o PS, pela vice-presidente da bancada Helena Terra, felicitou Paulo Portas.
«Esperamos todos que as últimas eleições que reelegeram Paulo Portas tenham ajudado a pacificar o partido», frisou a deputada socialista.
Paulo Portas foi eleito sábado presidente do CDS-PP, em directas, com 74,6% dos votos, contra 24,9% para Ribeiro e Castro.
in Diário Digital / Lusa

segunda-feira, abril 23, 2007

Portas pede ao eleitorado para que volte a confiar no CDS

Paulo Portas disse hoje no Funchal que o CDS-PP deixou para trás os tempos de convulsão interna, voltando a ser um «partido calmo, equilibrado e confiável», capaz de se assumir como uma alternativa credível ao Partido Socialista.
«Podem confiar no CDS. O partido votou, teve a sua Primavera, está calmo, é um partido confiável», disse Portas na sua primeira aparição pública depois de ter derrotado José Ribeiro e Castro na corrida pela presidência do partido, acrescentando que o ambiente no partido está agora «descomprimido».
Durante uma arruada no Funchal, onde se deslocou para honrar uma promessa feita durante a campanha interna, Paulo Portas estendeu a todo o país os recados que dirigiu ao eleitorado madeirense, que dia 06 de Maio vai às urnas em eleições antecipadas provocadas pela demissão de Alberto João Jardim do cargo de presidente do Governo Regional da Madeira.
«O CDS é uma oposição com legitimidade contra o poder que se eterniza», disse, referindo-se à situação na Madeira, para logo de seguida prometer que o seu partido é também uma alternativa credível no panorama nacional. «O eng. Sócrates vai passar a ter uma oposição firme, credível, leal. Os portugueses querem alguém que diga ao eng. Sócrates o que precisa de ser dito», reforçou.
Paulo Portas, que foi recebido sem euforias mas com simpatia no centro do Funchal, considera que a situação que o país atravessa «é menos optimista do que diz o primeiro-ministro», denunciando a existência de problemas graves de desemprego e de dificuldades financeiras. E prometeu que o CDS vai apresentar-se como «um partido moderado e responsável, em que os eleitores podem confiar».
Esta preocupação em transmitir uma imagem de serenidade e de descompressão interna marcou também as declarações sobre as eleições na Madeira, onde a lista do CDS é encabeçada pelo jornalista José Manuel Rodrigues.
«No dia 6 de Maio ajudem-nos na Madeira», começou por apelar Paulo Portas, lembrando que a alteração recente da Lei Eleitoral na Região (os 11 círculos anteriores, que correspondiam aos 11 concelhos, foram substituídos por um círculo único) pode vir a beneficiar o CDS.
«Agora nenhum voto se perde. Antes tínhamos mais votos do que mandatos», sublinhou, garantindo que «um voto no CDS é um voto equilibrado» num partido que pode fazer a diferença.
O esperado ataque a Alberto João Jardim foi moderado, num sinal dos novos tempos do partido. «Ao fim de 30 anos de poder não é presumível que uma maioria absoluta mantenha a eficácia, o controle e a moderação necessárias», sublinhou.
Cumprindo a sua promessa de moderação e equilíbrio, Portas recusou-se a entrar em polémica com Alberto João Jardim, que o acusou de não cumprir as promessas que fez à Madeira durante o tempo em que foi Ministro da Defesa.
«Deixei vários casos encaminhados, e os que não estão concluídos depois de dois anos não são de minha responsabilidade», rematou.

Diário Digital

Presidente felicita Sarkozy e deseja triunfo na 2.ª volta

O presidente eleito do CDS-PP, Paulo Portas, enviou hoje um telegrama a felicitar Nicolas Sarkozy pela vitória na primeira volta das eleições francesas de domingo e desejou-lhe "novo triunfo" na segunda volta, dentro de quinze dias.
Fonte do gabinete de Paulo Portas disse à Lusa que o telegrama foi enviado hoje de manhã e que, na missiva, o novo líder do CDS-PP considerou que o resultado obtido por Sarkozy representou «uma importante vitória do centro-direita na Europa».
Paulo Portas saudou ainda a expressiva participação dos franceses neste «importante acto eleitoral».
Segundo a mesma fonte, o presidente do CDS-PP concluiu o telegrama «com desejos de novo triunfo de Nicolas Sarkozy na segunda volta» das eleições francesas, a 06 de Maio.
O CDS é parceiro, no grupo parlamentar do Partido Popular Europeu, do UMT (União para um Movimento Popular), partido de Sarkozy.
Os resultados definitivos da primeira volta das eleições presidenciais francesas, divulgados esta madrugada pelo Ministério do Interior, ainda sem terem sido contados os votos dos franceses no estrangeiro, dão 31,11 por cento dos votos ao candidato conservador Nicolas Sarkozy e 25,84 por cento à socialista Ségolène Royal.
Paulo Portas foi eleito líder do CDS-PP directamente por todos os militantes no sábado, tendo obtido 74,6 por cento dos votos, contra 24,9 do seu antecessor, José Ribeiro e Castro.

in Diário Digital

domingo, abril 22, 2007

PAULO PORTAS DIZ QUE ELEIÇÕES DE ONTEM FORAM "PRIMAVERA DO CDS"

O líder eleito do CDS-PP, Paulo Portas, considerou hoje que as eleições directas de onte "foram a Primavera do CDS" e garantiu que esta vitória "foi o início de uma grande caminhada".
"As directas de ontem foram em certo sentido uma primavera do CDS", afirmou Paulo Portas, na sua primeira declaração depois de terem sido anunciados os re sultados das directas que lhe deram uma vitória de 74,6 por cento.
"Os militantes não querem um partido acantonado, um partido resignado ou satisfeito com a sua dimensão", afirmou.Portas falou na sede do partido, no Largo do Caldas, perante algumas dezenas de militantes, notáveis e anónimos, e prometeu que seria "o presidente de todos", incluindo os que votaram em José Ribeiro e Castro, anterior líder do CDS-PP, derrotado nas eleições directas de ontem.O presidente eleito reafirmou o seu objectivo de fazer do CDS "um grande partido de centro-direita".
"Se conseguirmos nada ficará igual na política portuguesa", garantiu.Para Paulo Portas, esta vitória confere-lhe três mandatos."Um mandato para fazer mais e melhor oposição ao Governo Sócrates", considerou, prometendo fazer oposição a "um primeiro-ministro que é muito diferente do que prometeu", a um Governo "em que se acumulam os ministros incompetentes" e a "uma política socialista que alastra no Estado e quer manipular quase tudo".
Por outro lado, o líder considerou que o seu segundo mandato é para promover a abertura do CDS no sistema político.
"Afirmo o CDS como um partido que tem vocação de Governo e, por isso, tem de ser moderado, realista e credível", disse, elegendo como causas do partido o serviço público de saúde, a solvência do sistema de pensões e a criminalidade.Finalmente, Portas prometeu modernizar o CDS e ter uma atitude diferente da sua liderança entre 1997 e 2005.
"Se fosse para fazer mais do mesmo, não estaria aqui. Vou tentar fazer melhor, vou certamente fazer diferente", garantiu, prometendo abrir o partido a questões novas, como a ciência, a cultura e o ambiente.
O líder eleito retomou o compromisso que fez durante a campanha de institucionalizar as diferenças em "correntes de opinião"."Temos de aprender a conviver impecavelmente com a liberdade de opinião, a não transformar cada diferença num conflito", apelou.
No final, Paulo Portas deixou um 'recado' para aqueles, que na sociedade portuguesa, têm preconceitos em relação ao CDS e a ele próprio."Vou lidar com eles com inteira naturalidade, prestar-lhes atenção e ter al guma ironia. Na política, como em tudo na vida, é preciso estar nisto com boa disposição", disse.

CDS elege novo Presidente


Parabéns Dr. Paulo Portas!

sábado, abril 21, 2007

Resultados em Lisboa


Concelho de Lisboa

Universo de votantes: 426

Paulo Portas: 332 votos - 78%

José Ribeiro e Castro - 93 votos - 22%

Nulos: 1 voto

Portas vence com 74,6%

Paulo Portas venceu com 74,6 por cento dos votos contra os 29,9 por cento obtidos por Ribeiro e Castro. No total, votaram 7563 militantes do CDS-PP, referiu o presidente da comissão encarregue da organização das eleições directas em conferência de imprensa.
Segundo o mesmo responsável, o número de militantes que agora votou é «claramente» superior ao que votou nas últimas eleições em 2005 (5305), pelo que é um «motivo de orgulho». Só segunda-feira é que será possível confirmar a votação real, com a chegada dos votos à sede do CDS-PP.
Paulo Portas dá amanhã, domingo, uma conferência de imprensa às 13h00 para se pronunciar sobre a sua vitória.

sexta-feira, abril 20, 2007

AMANHÃ



Eleições Directas


Presidência do Partido

14h00 às 20h00

Sede Concelhia
Informações:
21 8881 47 00
91 2588 657

Células Estaminais: CDS chumba proposta PS

A oposição de direita na Assembleia da República considerou hoje eticamente reprovável um projecto de lei do PS sobre investigação com células estaminais por prever a utilização de «produtos» de aborto induzido em pesquisas científicas.
O projecto do PS que estabelece o regime jurídico de utilização das células estaminais, debatido hoje em sessão plenária, prevê a obtenção de células a partir de «produtos de abortamento espontâneo ou induzido», mediante o consentimento da progenitora ou progenitores.
A possibilidade, incluída no projecto de lei, motivou queixas nas bancadas parlamentares do CDS-PP e PSD, que consideraram que a utilização de células provenientes de «produtos» de aborto levanta questões de ordem ética.
A deputada social-democrata Regina Basto classificou a palavra «produto» como «verdadeiramente aberrante», defendendo que a utilização de células numa situação de aborto voluntário pode conduzir a comportamentos ilícitos.
Considerando aquele item «muito discutível» do ponto de vista ético, a deputada criticou ainda o PS por «muito oportunamente» ter apresentado o diploma depois da publicação da lei de despenalização do aborto.
O socialista Manuel Pizarro respondeu à deputada dizendo que o PSD tem dado continuidade à sua «tradição» de fazer «grandes escândalos» em vez de se deter na discussão do conteúdo dos projectos.
Também Teresa Caeiro, do CDS-PP, levantou dúvidas éticas quanto à utilização de células provenientes de abortos voluntários, considerando que estes não se podem colocar no mesmo nível dos involuntários.
Uma vez que não se gerou o consenso em torno do projecto de lei que estabelece o regime jurídico de utilização de células estaminais, o PSD pediu que a proposta baixasse à Comissão Parlamentar de Saúde sem votação.
O deputado socialista Manuel Pizarro disse à Lusa que o PS concordou com a sugestão os social-democratas por se tratar de um tema com fortes repercussões éticas, em que é importante gerar consenso.
Vai ser agora nomeado um grupo de trabalho para redigir um texto de substituição que congregue os projectos do PS e Bloco de Esquerda e eventuais contribuições de outros partidos ou da comunidade científica.
Segundo Manuel Pizarro, a proposta de substituição não deverá estar pronta antes de Julho, por se tratar de um projecto de lei complexo.
No diploma do PS refere-se que as normas a aprovar pela lei regulam os actos de «criopreservação de células diferenciáveis em diversos tipos celulares, com capacidade de se auto-renovarem e dividirem indefinidamente».
O projecto estabelece ainda as coimas a aplicar em caso de utilização de células estaminais fora dos casos autorizados, que podem ir de 10 mil a 500 mil euros.
Diário Digital

quinta-feira, abril 19, 2007

Portas saúda compromisso do Governo com ex-combatentes

O ex-ministro da Defesa Paulo Portas considerou hoje positivo o anúncio de que o Governo irá manter o compromisso de pagar um suplemento de pensão aos antigos combatentes.
«Só posso dizer, como autor da lei e como promotor dessa política, que é bom que o Estado mantenha a sua palavra e respeite os compromissos com os antigos combatentes», afirmou Paulo Portas, em entrevista à Agência Lusa.
A edição de hoje do Correio da Manhã noticia que o Governo vai reduzir para mais de metade (até 150 euros anuais) o valor do suplemento especial de pensão, de forma a garantir a sua atribuição a todos os ex-combatentes.
De acordo com o Correio da Manhã, o ministro da Defesa, Severiano Teixeira, assegurou que o complemento especial de pensão será atribuído a todos os ex-combatentes (450 mil), ao contrário da decisão do anterior titular da pasta, Luís Amado, que pretendia restringir o suplementos a 20 mil antigos militares.
Dizendo desconhecer «as notícias em concreto», Paulo Portas considerou «positivo» que o Governo «finalmente aceite o princípio de que a lei é para cumprir».
«Foi graças ao trabalho de deputados como o dr. João Rebelo [CDS-PP] e também o dr. Henrique de Freitas [PSD] que a questão dos antigos combatentes não foi transformada numa miragem», considerou Paulo Portas.
«Vamos ver agora em concreto qual é que é a orientação do Governo», alertou, contudo.
Portas recordou que, quando foi ministro da Defesa, foi «muito criticado» porque o valor da pensão a atribuir aos ex-combatentes era baixo.
«Chegou o Governo socialista e desde o início houve a tentativa de diminuir o valor da pensão ou de diminuir o número de beneficiários», assinalou.
Diário Digital

Ridículo e caricato não haver referendo europeu

O líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, discordou hoje da posição do Presidente da República sobre o referendo europeu, considerando "ridículo e caricato" que não se faça a consulta popular.
"Nós achamos essencial que se faça o referendo europeu, não tencionamos rever essa posição. Não estou de acordo com o senhor Presidente da República nesse ponto", afirmou Ribeiro e Castro, em entrevista à Agência Lusa.
Na semana passada, o Presidente da República, Cavaco Silva, recordou na Letónia que é contra a realização de um referendo em Portugal sobre a próxima revisão do Tratado da União Europeia e acusou os partidos de precipitação nesta matéria.
Na entrevista à Lusa, Ribeiro e Castro recordou que foi feita uma revisão constitucional específica para permitir este referendo.
"Seria absolutamente caricato, completamente ridículo que, chegado o momento de finalmente fazer o referendo, ele não fosse feito", considerou o líder do CDS-PP.
Para o eurodeputado, "Portugal precisa de um referendo europeu", que até já se poderia ter feito aquando dos tratados de Maastricht e Amesterdão.
"Para maior solidez política do processo creio que é muito importante que haja referendo e que os portugueses votem 'sim'. Eu desejo votar 'sim' nesse referendo e desejo que o CDS vote 'sim'", disse, considerando que para tal é necessário que o próximo tratado "seja um bom tratado".
"É nisso, com todo o respeito, que o Presidente da República e o Governo se devem empenhar: em construir um bom tratado", apelou.
Esta é a segunda vez em poucas semanas que o CDS-PP, que apoiou Cavaco Silva na campanha eleitoral, discorda abertamente do Presidente da República, depois do chefe do Estado ter promulgado a lei do aborto.
No entanto, Ribeiro e Castro assegurou não estar desiludido com o desempenho global de Cavaco Silva.
"Não estou nada desiludido (...) O desempenho do sr. Presidente da República em nada ofusca a independência das nossas posições", garantiu.
Notícia LUSA

AR debate amanhã agravamentos à lei dos animais perigosos

A Assembleia da República (AR) discute amanhã as propostas de alteração de CDS-PP e PS relativas à lei dos animais perigosos.
Segundo a edição desta quinta-feira do jornal Público, as propostas passam por impor mais exigências aos donos de cães e outros animais potencialmente perigosos, pelo endurecimento da exigência de colocação dos chips electrónicos e pela proibição de publicidade à comercialização deste tipo de animais. O jornal revela ainda que nenhuma das propostas altera o elenco das raças já consideradas perigosas desde 2003 ou mesmo os critérios para se considerar perigoso qualquer animal, sendo que, desta vez, as exigências somam-se para os seus proprietários, que terão de apresentar atestados de capacidade física e psíquica para obter a licença de detenção do animal perigoso.
«A introdução de requisitos adicionais aos titulares de licenças de detenção de cães ou outros animais perigosos poderá contribuir para uma melhor avaliação e triagem dos detentores deste tipo de animais, por via da exigência de um atestado de capacidade física e psíquica», justificam os socialistas na sua proposta.
Mas se o PS remete a regulamentação deste atestado para o Governo, já o CDS explicita o que pretende: exigir que o proprietário não tenha registo criminal por crime contra a vida, integridade física, liberdade ou saúde e paz públicas, não tenha sido privado do direito de detenção de cães perigosos e ainda «dispor de capacidade física e aptidão psicológica» para o efeito. Em concreto, quer exigir certificados que comprovem a não existência de doenças ou deficiências físicas ou psíquicas de qualquer tipo, «para garantir o adequado manejo e domínio do animal».
Por outro lado, o PS pretende que nenhum animal potencialmente perigoso possa ser vendido sem ter já implantada a cápsula de identificação electrónica (o chip), e pretende proibir a criação ou reprodução de cães perigosos sem prévia licença da Direcção-Geral de Veterinária onde conste todo o historial da família dos animais em causa, acompanhado de um livro de origens com a datação de cada ninhada e registo de vendas. São ainda agravadas as coimas por incumprimento da legislação em causa.
O CDS-PP acrescenta ainda a proposta de alargamento a outras entidades, além das autoridades policiais, da capacidade de fiscalizar o cumprimento das normas, podendo mesmo exigir a identificação de quem esteja em desrespeito flagrante da lei e solicitar a intervenção da polícia nesses casos.

terça-feira, abril 17, 2007

Eleições Directas


18 de Abril

23h00


Debate


Paulo Portas vs Ribeiro e Castro

RTP 1

Parque Mayer em debate


quinta-feira, abril 12, 2007

Violência doméstica: Projecto conjunto aprovado na AR

As forças políticas com assento parlamentar - PS, PSD, PCP, CDS-PP, BE e PEV - aprovaram hoje por unanimidade e aclamação um projecto comum de combate à violência doméstica, nomeadamente contra mulheres, associando-se a uma campanha europeia com esse objectivo. Através do projecto conjunto, os seis partidos com assento parlamentar assumem o compromisso de «avaliar o enquadramento jurídico existente» em Portugal «relativo à violência doméstica, com o objectivo de o actualizar».
Além disso, propõem-se «promover uma cultura de consciencialização das vítimas para os seus direitos» e propor «o reforço das medidas de protecção à vítima e de repressão do agressor».
Outros objectivos são «assegurar a realização de estudos para a análise, compreensão e combate ao fenómeno da violência» e «divulgar o conhecimento do fenómeno para melhor sensibilização de todos os agentes envolvidos, para uma melhor identificação e combate à violência doméstica».
Os partidos pretendem, igualmente, «assegurar a avaliação das políticas de apoio às vítimas e, bem assim, as relativas aos agressores, no âmbito das competências parlamentares».
«Apelar ao povo português no sentido de uma maior responsabilização colectiva, tendo em vista a prevenção e o combate da violência contra as mulheres» é outra acção prevista no projecto conjunto hoje aprovado na Assembleia da República.
O projecto inscreve-se na iniciativa europeia «Parlamentos unidos para combater a violência doméstica contra as mulheres».
O Conselho da Europa deliberou, na Cimeira de Varsóvia, de Maio de 2005, organizar uma campanha transeuropeia de «Luta contra a violência sobre as mulheres, incluindo a violência doméstica», a qual decorre de Novembro de 2006 até Março de 2008.
A Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa deliberou, na sua sessão de 28 de Junho de 2006, associar-se à campanha através da iniciativa «Parlamentos unidos no combate à violência doméstica».
Através do projecto conjunto hoje aprovado, a Assembleia da República afirma-se «solidária com esta importante campanha e manifesta-se empenhada na procura das melhores respostas para tão grave problema, fazendo uso de todos os meios ao seu alcance, em articulação com a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa».
Em 2006, a Associação de Apoio à Vítima (APAV) registou um total de 22 casos de homicídio ou tentativa de homicídio contra mulheres e mais de 13 mil crimes de violência doméstica em Portugal.
Cerca de 30% das vítimas de homicídio ou tentativa de homicídio residiam no concelho de Cascais, mas também Sintra, Porto e Vila Nova de Gaia registaram valores na ordem dos 9%.
Segundo os dados da associação, de um total de 15.758 crimes registados, cerca de 86% foram crimes de violência doméstica.
Em termos de faixa etária das vítimas em Portugal, destacaram- se as idades entre 26 e 45 anos (33,9%), enquanto no caso dos autores de crime situaram-se, maioritariamente, entre 26 e 55 anos de idade (37,9%).
Em termos percentuais, as vítimas casadas representaram mais de 50% do total das vítimas de violência doméstica, o mesmo se verificando relativamente aos autores de crimes (59,4%) referenciados na APAV em 2006.
As estatísticas de 2006 da APAV - instituição particular de solidariedade social - revelam uma realidade portuguesa semelhante ao que ocorre no resto do mundo.
Em Espanha, por exemplo, morreram entre 25 de Novembro de 2005 e 20 de Novembro de 2006 um total de 87 mulheres vítimas de violência doméstica.
in Diário Digital

Energia nuclear: CDS lidera o debate

O líder da bancada parlamentar social-democrata, Marques Guedes, manifestou ontem a disponibilidade do PSD para discutir a questão do nuclear mas frisou que "o Governo só pretende lançar esse debate 2008/2009".
"O Governo já disse que só pretende lançar esse debate lá para 2008, 2009. Obviamente quando isso acontecer, lá estaremos", afirmou Marques Guedes, em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República.
Em Riga, na Letónia, o Presidente da República, Cavaco Silva, afirmou que não tardará muito para a energia nuclear começar a ser abertamente debatida em Portugal.
"É difícil evitar a sua discussão, surgirá mais dia, menos dia", disse o Presidente à saída da conferência de imprensa do "Grupo de Arraiolos".
Cavaco valorizou a aposta em energias alternativas tais como a eólica, biomassa, biodiesel ou hídrica, mas não acredita que sejam suficientes.
"Se não for descoberta outra fonte de energia como o hidrogénio, o nuclear terá de ser debatido em Portugal de forma mais aberta", defendeu o chefe de Estado.
Marques Guedes assegurou que "o PSD vê com total à vontade a realização desse debate", ressalvando no entanto que "não está lançado na sociedade portuguesa" ainda.
Do lado do CDS-PP, o deputado Diogo Feio considerou que a discussão política em torno da energia nuclear "já é feita em Portugal". O CDS-PP já promoveu debates sobre o tema, com especialistas em energia.
"Eu acho que essa discussão deve ser uma discussão a pensar no futuro, sobre aquilo que será realmente importante daqui a 30 anos (...) seja no plano da política energética, seja no plano da política do nuclear", afirmou.
Notícia LUSA

quarta-feira, abril 11, 2007

CDS quer esclarecimentos sobre avaliação do ensino superior

O CDS-PP exigiu hoje esclarecimentos ao Governo sobre a forma como está a ser fiscalizado o ensino superior, considerando que «uma avaliação pública» poderia ter prevenido situações como a da Universidade Independente.
Num requerimento que vai ser entregue na Assembleia da República e dirigido ao ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, os democratas-cristãos salientam que «actualmente não existe nenhuma avaliação em Portugal sobre este sector».
«O CNAVES (Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior) está em vias de extinção. A opção do Governo é uma forma de avaliação internacional que não será a melhor para situações como a que se verifica na Universidade Independente», afirmou o deputado do CDS-PP Diogo Feio, em declarações à Lusa.
O ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, anunciou segunda-feira que iria emitir um despacho provisório de encerramento compulsivo da Universidade Independente (UnI), considerando que o seu funcionamento estava a decorrer «em manifesta degradação pedagógica».
De acordo com o ministro, o relatório da Inspecção-Geral do Ensino Superior concluiu que «a entidade instituidora da UnI atravessa uma situação calamitosa, que se estende à universidade, provocando grande perturbação académica e indignação geral».
«Uma avaliação séria que seja feita dentro das instituições, que seja pública, e cujas conclusões sejam atendidas pelos órgãos de Governo seria uma forma de prevenir situações como esta», considerou Diogo Feio.
Para o deputado democrata-cristão, «este Governo poderá ficar ligado a uma página negra da avaliação do ensino superior em Portugal».
«Não é normal que agora se fale em condições de degradação pedagógica de que nunca se falou antes e que não surgiram de um dia para o outro», considerou.
No requerimento, os democratas-cristãos questionam Mariano Gago sobre «que avaliação está a decorrer no ensino superior» e «de que modo está a decorrer a avaliação internacional».
Se não obtiverem esclarecimentos «céleres» por parte do ministro do Ensino Superior, os democratas-cristãos admitem vir a chamar Mariano Gago ao Parlamento.
in Diário Digital

terça-feira, abril 10, 2007

Fiscalização à lei da IVG

O vice-presidente Mota Soares foi mais cauteloso e remeteu para depois da promulgação da lei uma decisão sobre este possível pedido de fiscalização sucessiva da lei do aborto ao TC.
Bastante menos crítico que Ribeiro e Castro, Mota Soares salientou a importância da mensagem de Cavaco Silva, considerando que as suas preocupações "vão ao encontro do que tinha sido dito pelo CDS-PP". "A mensagem do sr. Presidente da República é um aviso à forma como será feita a regulamentação, onde haverá a possibilidade de incluir um conjunto de aspectos", defendeu, destacando a necessidade de ser dada à mulher toda a informação sobre as alternativas ao aborto, a importância da participação do pai no processo e a proibição de publicidade à realização de Interrupções Voluntárias da Gravidez (IVG).
Na mensagem, o Presidente da República defende - ao contrário do que está no diploma - que a mulher deveria ser informada sobre a adopção, que a publicidade ao aborto deveria ser restringida e que os médico objectores de consciência não deveriam estar excluídos de dar as consultas prévias à interrupção da gravidez.
Além disso, propõe que o Estado crie "uma rede pública de acompanhamento psicológico e social para as mulheres que o pretendam" ou apoie "a acção realizada neste domínio por entidades privadas sem fins lucrativos".

Desapontamento com promulgação da lei do aborto

O líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, manifestou hoje o seu desapontamento com a promulgação da lei do aborto pelo Presidente da República, salientando que Cavaco Silva "não é apenas um comentador".
O Presidente da República, Cavaco Silva, promulgou a nova lei do aborto aprovada no Parlamento pelo PS, PCP, BE, Verdes e 21 deputados do PSD, anunciou hoje a página da Presidência da República na Internet.
Cavaco Silva fez acompanhar a promulgação de uma mensagem enviada à Assembleia da República "em que identifica um conjunto de matérias que deve merecer especial atenção por parte dos titulares do poder legislativo e regulamentar, de modo a assegurar um equilíbrio razoável entre os diversos interesses em presença".
Apesar de considerar positivas as recomendações incluídas na mensagem de Cavaco Silva, Ribeiro e Castro defendeu que o chefe de Estado deveria ter tido um papel mais activo neste processo.
"O Presidente da República não é apenas um comentador, é uma parte do processo legislativo. Deveria ter politicamente assinalado, por um gesto de acção, essas reservas e não através de uma simples comentário", criticou Ribeiro e Castro, em declarações à Lusa.
Para o líder democrata-cristão, se o chefe de Estado não queria vetar politicamente a lei - o que obrigaria a Assembleia da República a reapreciá-la - "devia no mínimo ter promovido a fiscalização preventiva da sua constitucionalidade".
"A promulgação desta lei marca um momento de profunda divergência e profundo desapontamento com parte do eleitorado que elegeu o professor Cavaco Silva", considerou.
Ribeiro e Castro voltou a garantir que se empenhará para que a lei possa ser ainda apreciada pelo Tribunal Constitucional (TC), através do mecanismo de fiscalização sucessiva, caso vença as eleições directas para a presidência do partido a 21 de Abril.
"Concluído o processo das directas, empenhar-me-ei para que a lei seja apreciada pelo TC", assegurou, lembrando que este mecanismo pode ser espoletado por 23 deputados (mais 11 do que os 12 parlamentares que o CDS tem), o Procurador-Geral da República ou o Provedor
de Justiça.

segunda-feira, abril 09, 2007

UnI: CDS diz que processo «não foi transparente nem exemplar»

O CDS-PP considerou hoje que o processo da Universidade Independente foi gerido pelo Governo de forma «nem exemplar, nem transparente», apelando ao executivo para que dê garantias quer aos actuais quer aos antigos alunos.
«Este processo não foi nem exemplar nem transparente. Parece que houve uma imensa distracção por parte do Governo e do Ministério do Ensino Superior», acusou o dirigente Mota Campos, em declarações à Lusa, lembrando que a situação de suspeição na Independente «se arrasta há meses».
O ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, decidiu hoje emitir um despacho provisório de encerramento compulsivo da Universidade Independente (UnI), considerando que o seu funcionamento estava a decorrer «em manifesta degradação pedagógica».
«Tomei a decisão de proferir um despacho de encerramento compulsivo da UnI, despacho que é, por força da lei, provisório. Já mandei notificar a universidade que, nos termos da lei, tem dez dias úteis para se pronunciar, fazendo os considerandos ou as alegações que entender», afirmou Mariano Gago, em conferência de imprensa.
Para o membro da comissão executiva do CDS-PP, o Governo tem agora de ter duas preocupações: os actuais e os antigos alunos.
Quanto aos actuais alunos da Independente, Mota Campos defende que sejam objecto de uma «medida excepcional», que permita a sua transferência para outras universidades com garantias de equivalências.
«O Governo tem de ter uma preocupação especial para com os alunos desta Universidade que frequentam cursos não reconhecidos, como julgo ser o caso do curso de Engenharia», apelou.
Por outro lado, defendeu, o executivo tem de elaborar uma lista de todos os títulos académicos conferidos pela Universidade Independente ao longo da sua história, sob pena de minar a credibilidade dos seus diplomados.
«Queremos que essa lista seja tornada pública antes do encerramento da Universidade para que não possa haver depois uma inflação de licenciados», alertou.
Mota Campos recusou fazer qualquer comentário sobre o processo do primeiro-ministro José Sócrates, licenciado em Engenharia Civil pela Universidade Independente.
Diário Digital

domingo, abril 08, 2007

CDS-PP quer António Costa no Parlamento com «máxima urgência»

O CDS-PP vai solicitar a audição com «a máxima urgência» do ministro da Administração Interna em sede de comissão parlamentar, para que António Costa dê explicações sobre a «inacção» do Governo em matéria de segurança.
Em declarações à Lusa, o deputado do CDS-PP Nuno Magalhães adiantou que os democratas-cristãos irão entregar, no início da próxima semana, um requerimento a solicitar a audição do ministro da Administração Interna, para que António Costa dê explicações aos deputados sobre matérias relacionadas com a área que tutela.
Uma das questões que os deputados democratas-cristãos querem colocar ao ministro está relacionada com o assalto à mão armada numa estação de serviço de Benavente, Santarém, que provocou na sexta-feira a morte da funcionária da bomba de gasolina.
«Os postos de abastecimento já estão há muito identificados como zonas de risco, tendo Governo constituído uma comissão para elaborar um plano especifico para esta área», referiu Nuno Magalhães, antigo secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna do Governo de maioria PSD/CDS-PP.
Contudo, acrescentou, mais de um ano após a constituição dessa comissão, «ainda não há plano nenhum», o que, no entender do CDS-PP, exige uma justificação por parte do ministro da Administração Interna.
Outra matéria sobre a qual António Costa deverá dar explicações está relacionada com os incidentes verificados no passado domingo no Estádio da Luz, durante o Benfica - FC Porto.
«Tudo o que foi exemplo dado por Portugal durante o Euro 2004 e que chegou a ser exportado para outros países está a ficar descredibilizado», lamentou Nuno Magalhães, considerando que o «modelo de segurança» que começou a ser implementado em 2004 está a ser «travado por omissão do Governo, que nada faz».
Por exemplo, adiantou, continua sem existir regulamentação para os assistentes de recintos desportivos.
Por outro lado, o CDS-PP exige que António Costa preste esclarecimentos acerca do Relatório de Segurança Interna de 2006, que aponta para «um aumento da violência total», sobretudo da criminalidade violenta, grupal e nas zonas metropolitanas de Lisboa e margem sul.
«Só na área de Lisboa, os bairros de risco já são 87», salientou o deputado do CDS-PP.
Todas estas questões revelam, para o CDS-PP, «a inexistência de um plano integral e global em matéria de segurança».
«Mais do que lamentar ou abrir inquéritos é preciso acção. E é por isso que queremos que o ministro vá ao Parlamento, mas não para se lamentar ou para dizer que vai abrir mais um inquérito», acrescentou Nuno Magalhães.
in Diário Digital

quinta-feira, abril 05, 2007

Um desejo a todos

Candidaturas de Ribeiro e Castro e Portas confirmadas


Em declarações à Lusa, o presidente da COD, o deputado João Rebelo, adiantou que «estava tudo em ordem» nas candidaturas de Ribeiro e Castro e Paulo Portas, que foram, assim, oficialmente confirmadas pela COD.
«Verificámos as assinaturas que os dois candidatos apresentaram, que eram muito acima do mínimo exigido (250), e estava tudo em ordem», afirmou João Rebelo.
Além das assinaturas, Ribeiro e Castro e Paulo Portas entregaram os respectivos documentos de orientação política das candidaturas, acrescentou o deputado democrata-cristão.
Na reunião de hoje da COD, adiantou João Rebelo, tratou-se também do envio das convocatórias para as eleições directas, que seguiram para as concelhias do partido.
Além disso, foi também autorizado o acesso das candidaturas às moradas dos militantes e respectivos e-mails.
«É nossa obrigação permitir o acesso e utilização dos dados de forma igual às duas candidaturas», sublinhou João Rebelo.
Entretanto, está já agendada para terça-feira outra reunião da COD, onde será analisada a escolha do local para o congresso que se irá realizar depois das directas, a 28, 19 e 20 de Maio, para a discussão das moções e eleição dos restantes órgãos do partido. Nessa reunião será também tratado o processo de envio das urnas, cadernos eleitorais, boletins de voto e de uma nota explicativa sobre o acto eleitoral.
Na nota explicativa a enviar às concelhias, a COD explicará que nas mesas de voto poderá estar presente um delegado de cada lista e que o apuramento dos resultados será feito nas sedes distritais do partido.
«O processo de organização das directas está adiantado e a correr muito bem», acrescentou João Rebelo, assinalando o «apoio total» que a direcção e os serviços do partido estão a dar à COD.
A campanha interna para as eleições directas de 21 de Abril arranca segunda-feira, com Ribeiro e Castro a dar o pontapé de saída na Madeira, enquanto Paulo Portas estará em Aveiro.

in Lusa

terça-feira, abril 03, 2007

CDS chumba subsídio maternidade proposto por PCP

PS, PSD e CDS-PP chumbaram esta terça-feira um projecto de lei do PCP que previa atribuição de um subsídio de 190 euros a mães ou pais sem trabalho e sem qualquer tipo de prestação social.
O projecto de lei do PCP, que mereceu os votos favoráveis apenas do PEV e do Bloco de Esquerda, previa a atribuição de um subsídio social, por quatro meses, no valor da pensão social, a mães ou pais que não trabalhem, não recebam subsídio de desemprego nem o rendimento social de inserção.
O projecto de lei foi considerado «inadequado e confuso» pela deputada do PS Maria José Gambôa, que disse ter dúvidas sobre o «espaço reservado ao pai» no diploma - só poderia receber o subsídio se se verificasse a incapacidade física ou psíquica ou a morte da mãe.
Tal como o CDS-PP, a deputada do PS considerou que a iniciativa «se dirige a um grupo reduzido de mulheres, que não trabalham nem recebem o rendimento de inserção» e que, ao não considerar os rendimentos do agregado familiar, poderia ocorrer a entrega da prestação a mães que não trabalham por opção.
«Só à cabeça parece ser uma ideia generosa, mas o articulado ignora quaisquer outros rendimentos que o agregado possa ter. Não podemos excluir rendimentos do agregado familiar, ou mesmo rendimentos da bolsa ou patrimoniais», defendeu, no mesmo sentido, o deputado do CDS-PP Pedro Mota Soares.
Por seu lado, a deputada do BE Helena Pinto mostrou-se favorável ao projecto, frisando que o desemprego tem atingido em particular as mulheres, e criticou o PS e o CDS-PP por sugerirem que o subsídio poderia beneficiar um reduzido grupo de mulheres, que não trabalhando, não precisam de apoio do Estado.
«A nossa sociedade não está reduzida a quem tem trabalho e a quem tem o subsídio do rendimento social de inserção», criticou Helena Pinto.
O PSD votou contra a iniciativa por considerar que se forem aplicados na prática os benefícios sociais já previstos legalmente, não é necessário aprovar mais medidas públicas de protecção à maternidade.
in Lusa

JP marca Congresso para Maio

Vai ser em congresso, e não através de "directas", que a Juventude Popular (JP) vai votar o seu próximo líder, no próximo mês de Maio.
A decisão de antecipação de eleições na estrutura de juventude do CDS foi votada anteontem, por unanimidade, num conselho nacional que decorreu em Gaia e no qual o actual líder da JP, João Almeida, anunciou que não se vai recandidatar ao cargo: "É a altura ideal para se abrir um novo ciclo".

in Público

segunda-feira, abril 02, 2007

Consulados: CDS apela ao Governo que reconsidere

O líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, apelou hoje ao Governo para que reconsidere o encerramento de quatro consulados em França, depois da vitória expressiva do "não" num referendo realizado entre as comunidades portuguesas.
"Quero exprimir a solidariedade do CDS e manifestar a esperança que, depois dos resultados expressivos do referendo, o Governo pare de voltar as costas às comunidades portuguesas e reconsidere a decisão de encerrar quatro consulados em França", afirmou Ribeiro e Castro, em declarações à Agência Lusa.
No referendo não vinculativo que se realizou entre sexta-feira e domingo em 55 associações, igrejas e rádios portuguesas em França, 6.521 emigrantes (99,4 por cento) responderam "não" e 34 "sim" à pergunta "Concorda com a decisão do governo português de encerrar os consulados de Orléans, Nogent, Versalhes e Tours e com a criação do mega consulado em Paris".
Os resultados do referendo vão ser entregues ao Governo, Presidente da República e Assembleia da República, na segunda semana de Abril, por membros das comunidades portuguesas que se deslocam a Portugal.
O líder do CDS-PP apelou ainda a que o Governo revogue a decisão de encerrar o consulado português na Namíbia, em Windoek, salientando que este encerramento afectaria igualmente a comunidade portuguesa no sul de Angola.
O Governo português vai encerrar 11 consulados, quatro dos quais em França, e vai criar várias estruturas consulares e despromover consulados em vice-consulados.
Notícia LUSA

Dados do Tribunal de Contas são chocantes

O líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, considerou hoje que os dados revelados sexta-feira por uma auditoria do Tribunal de Contas são "chocantes", sobretudo "numa altura em que são pedidos tantos sacrifícios aos portugueses".
"Devemos tornar como um assunto principal da nossa agenda este último relatório do Tribunal de Contas (TC) sobre os gabinetes ministeriais", defendeu Ribeiro e Castro, em declarações à Agência Lusa.
Para o líder do CDS-PP, "é urgente uma revisão das regras a este nível, quer quanto à composição dos gabinetes quer quanto à contratação de serviços externos".
"Os dados do Tribunal de Contas são muito chocantes numa altura em que são pedidos tantos sacrifícios aos portugueses", declarou.
Uma auditoria do Tribunal de Contas ao período entre 2003 e 2005 concluiu que a contratação de pessoal para os gabinetes de membros do Governo tem sido pouco transparente, ignorando os critérios da boa gestão financeira e criando situações de salários diferentes para funções semelhantes.
A auditoria aos gabinetes governamentais, feita pelo órgão que fiscaliza as contas públicas a três anos entre desde 2003 e até ao final de Dezembro de 2005 e que abrangeu três governos, mostra que o recrutamento de colaboradores foi feito sem a observância dos "critérios de boa gestão financeira [economia da eficácia e eficiência]", tendo-se privilegiado uma "actuação discricionária", diz o Tribunal.
Além disso, a selecção das pessoas foi feita de forma "pouco transparente", dada a "opacidade do teor e conteúdo dos múltiplos despachos" dos gabinetes, algumas vezes "pouco claros na especificação e precisão das situações de recrutamento".
Numa reacção a este documento, o Governo recusou, em absoluto, que os seus gabinetes ministeriais tenham transferido de forma ilegal, ou menos transparente, verbas para entidades públicas ou privadas, contrapondo que essas transferências se fizeram por força das leis em vigor.
Por outro lado, o executivo salientou que as despesas com os seus gabinetes ministeriais baixaram 14 por cento em 2005, em comparação com 2003 (executivo PSD/CDS-PP), estando prevista nova descida de sete por cento de 2006 para este ano.
Notícia LUSA

domingo, abril 01, 2007

Conselho Nacional aprovas directas para 21 Abril

O Conselho Nacional do CDS-PP, reunido este sábado em Torres Novas, deliberou convocar as eleições directas para Presidente do Partido a 21 de Abril, com 154 votos a favor, 54 contra e duas abstenções.
Depois da aprovação das directas, o Conselho Nacional debateu os regulamentos quer deste método de eleição, quer do Congresso e da eleição dos seus delegados.
Os actos eleitorais decorrerão nas sedes concelhias e, em caso de não existirem, em locais a designar. Foi ainda eleita a Comissão Organizadora das Directas e do Congresso, ambas presididas por João Rebelo.