segunda-feira, março 28, 2005

O partido multipessoal

Como militante do CDS fico muito satisfeito com a preocupação demonstrada por tanta gente que não é do CDS com a próxima liderança do CDS. É que esta aparente preocupação está a ser apresentada pela mesma gente que ao longo dos últimos trinta anos vem garantindo que o CDS é um partido unipessoal, que só sabe viver à sombra de uma liderança forte – a tal gente que sempre que um líder partiu, lá repetiu que o CDS não iria durar muito mais tempo. Enquanto isto, o CDS foi Governo, esteve na oposição e de novo voltou ao Governo de Portugal, estando agora de regresso a uma oposição credível e competente, como manda a democracia.
Como militante do CDS, eu sei que os militantes do CDS não estão assim tão preocupados com quem vai ser ou quem não vai ser o próximo líder do partido – ou, pelo menos, não deviam estar porque de outro modo estarão a embarcar nos propósitos alheios de quem não é amigo do CDS e porque os militantes do CDS sabem que o próximo líder irá aparecer naturalmente.
Como militante do CDS fico muito satisfeito por verificar que os militantes e os dirigentes do meu partido estão neste momento muito mais preocupados em debater ideias e muito mais ocupados em apresentar moções de estratégia para os próximos quatro anos.
Porque o tempo de hoje deve servir para debater ideias e formular estratégias nacionais para o presente e para o futuro do CDS – e não para discutir nomes avulsos ou lideranças unipessoais.
Porque o tempo de hoje já provou à saciedade que o CDS é um partido multipessoal – com muitas pessoas novas e muitas pessoas boas, do Norte ao Sul do País.
Como deve ser.

Paulo Pinto Mascarenhas

domingo, março 27, 2005

Desfazendo Mitos III

Como o insuspeito Dr. Miguel Sousa Tavares veio denunciar (Publico de sexta feira), o Governo PS já cedeu em praticamente tudo o que podia ao BE: assim, adensam-se os sinais de que a maioria absoluta nao libertou o Eng. Socrates do peso e da influëncia da esquerda radical. O PR deve estar a esfregar as maos de contente.

JPCC

Desfazendo Mitos II

A Ler, o artigo da Dra. Helena Matos, sobre o mito de Catarina Eufemia. A nao perder em http://jornal.publico.pt/noticias.asp?a=2005&m=03&d=26&id=12872&sid=1400.

JPCC

Desfazendo mitos I

A Ler o artigo do Prof. Vasco Pulido Valente sobre o Dr. Antonio Borges e outras "reservas morais do PSD". A nao perder em http://jornal.publico.pt/noticias.asp?a=2005&m=03&d=26&id=12867&sid=1400

JPCC

quinta-feira, março 24, 2005

Votos de Excelente Páscoa!

terça-feira, março 22, 2005

PS compara suspensão de Freitas do PPE ao episódio do retrato

O inefável eurodeputado socialista Manuel dos Santos, referiu esta pérola de retórica:

(..) "rábula" (..) "A tradução europeia do episódio caricato da devolução da foto à sede do PS."

É assim que o líder dos eurodeputados socialistas, Manuel dos Santos, reage à proposta de suspensão de Diogo Freitas do Amaral do Partido Popular Europeu (PPE), que começou ontem à noite a ser discutida em Bruxelas. E que, a confirmar-se, terá de ser oficializada pelo Bureau Político do PPE , em Maio ou Junho. (..)


(Notícia completa- DN)

domingo, março 20, 2005

Candidato a líder do CDS falhou eleição para delegado

Miguel Matos Chaves, até agora o único candidato à liderança do CDS/PP, falhou a eleição para delegado ao congresso do partido, marcado para 23 e 24 de Abril.

Matos Chaves recolheu apenas 18 votos, no universo de cerca de 180 militantes que, na última quinta-feira, escolheu os delegados pelo concelho de Lisboa à reunião magna dos populares. Um escrutínio a que se apresentaram 54 candidaturas, tendo sido eleitas 49.

O facto de ficar fora da lista de delegados não impede Matos Chaves de se apresentar no congresso do CDS como candidato à presidência do partido - apenas não terá direito a voto. Mas não deixa de ser um sinal do fraco apoio que esta candidatura recolhe entre os democratas-cristãos.

A pouco mais de um mês do congresso, o CDS continua à espera que uma figura de "primeira linha" avance para a corrida à presidência. Em declarações ao Expresso, Luís Nobre Guedes sugeriu ontem o nome do eurodeputado Ribeiro e Castro. Mas, entre o núcleo-duro do partido, são muitos os dirigentes que apostam ainda numa candidatura do agora vice-presidente da Assembleia, Telmo Correia.

- DN

Correcções à notícia:

1 - Onde a jornalista do DN, erradamente, refere - «.. no universo de cerca de 180 militantes» deve ler-se - votaram 154 militantes.

2 - Onde refere sem outras explicações - «.. tendo sido eleitas 49», deve ainda mencionar-se que Lisboa tem direito a eleger 49 delegados ao Congresso, pelo que, independentemente do número de candidaturas, apenas e somente, poderiam ser eleitos 49 delegados/as ao Congresso, por Lisboa.

Ficam aqui estas explicações para melhor compreensão do Acto.

sábado, março 19, 2005

Partido Popular Europeu expulsa Freitas do Amaral

Ministro dos Negócios Estrangeiros deixa de participar nas listas do Partido Popular Europeu

O facto de ter aceite o convite para participar num Governo socialista está a sair caro a Freitas do Amaral. Depois da retirada do seu retrato da sede do Partido Popular português, avança o jornal Expresso que também o Partido Popular Europeu (PPE) pode vir a expulsar o agora governante.

Segundo adianta o mesmo jornal, o partido deverá confirmar esta decisão na reunião do PPE marcada para o próximo dia 27 de Junho.

Recorde-se que Freitas do Amaral foi presidente da União Europeia para a Democracia Cristã - estrutura entretanto inserida no PPE.

O jornal cita ainda uma fonte social-democrata para dizer que não terá sido preciso haver iniciativa portuguesa nesta decisão uma vez que o processo de expulsão terá tido início pelo próprio secretariado do partido europeu.

- Portugal Diário

quinta-feira, março 17, 2005

"A nova Direita".

A ler: artigo sobre a "Nova Direita" em http://marsalgado.blogspot.com.

JPCC

Sinais: O PS e a Comunicação Social I

A ler: artigo de José Pacheco Pereira em http://jornal.publico.pt/noticias.asp?a=2005&m=03&d=17&id=11495&sid=1249.

Vale a pena continuar atento. E, perceber quando vai o Governo PS alienar todas as participações do Estado na Comunicação Social: é que, se o Primeiro Ministro concordava com esta ideia, já o Ministro que escolheu para tutelar a comunicação social tinha mais dúvidas. A ver o que o futuro nos reserva.

JPCC

segunda-feira, março 14, 2005

Olá cá estou eu

Recebi um simpático convite para colaborar aqui no blogue da Concelhia de Lisboa, o que muito me orgulha (obrigado ao Diogo e à Margarida). Este meu primeiro poste é só para confirmar que irei aqui escrever sempre que o tempo e a imaginação o permitirem. Tema é que não vai certamente faltar.

Paulo Pinto Mascarenhas

domingo, março 13, 2005

CDS-PP admite referendo europeu com autárquicas, mas prefere com presidenciais

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, admitiu hoje a possibilidade de se acumular o referendo sobre a constituição europeia com as eleições autárquicas, mas defendeu que a data das presidenciais, em 2006, seria mais adequada.

"Há vantagens em que se acumule o referendo europeu com um acto eleitoral, mas pensamos que a data das presidenciais seria mais adequada. No limite, não sendo possível, que o seja com as autárquicas", afirmou Nuno Melo em declarações à Agência Lusa.

No seu discurso após tomar posse do cargo de primeiro- ministro, no sábado, José Sócrates anunciou que irá propor a realização do referendo europeu em simultâneo com as eleições autárquicas.

Para o deputado do CDS-PP Nuno Melo, a acumulação do referendo com um acto eleitoral "é positivo porque dá garantias de maior adesão e participação da população" à consulta popular.

"Faria mais sentido" a acumulação com as eleições para a Presidência da República, em 2006, porque permitiria "mais tempo para o esclarecimento e informação sobre o que está em discussão no referendo e porque as presidenciais são eleições de carácter nacional"
.

Nuno Melo saudou a "mudança de posição tão rápida" do PS sobre a necessidade de rever a Constituição Portuguesa para permitir uma pergunta directa sobre o tratado constitucional europeu, frisando que "foi o PS que rejeitou há poucos meses" uma proposta do CDS-PP nesse sentido.

"Lembramos que o CDS-PP tinha proposto ao PS há três meses a realização da revisão constitucional para permitir referendar o tratado europeu e foi o PS que recusou a proposta", frisou
.

- LUSA

Concordo em pleno que o referendo sobre a "pretensa" Constituição Europeia seja efectuado em conjunto com as eleições à Presidência, em 2006.

É de aplaudir uma Revisão Constitucional Extraordinária - uma vez que a nossa proposta foi recusada aquando da revisão ordinária, permitindo a referenda a Tratados, e deste modo possibilitar a colocação ao eleitorado de uma questão simples e compreensível. E, ainda assim, permitir que possam efectuar-se em conjunto com eleições nacionais - em matérias de carácter nacional e, locais - em matérias de cariz local.

A possibilidade de se coadunarem dois actos num mesmo, implica uma economia de recursos; é por tal, um acto de gestão racional e correcto.

A data de 2006, parece ser a mais adequada, na medida em que permitirá uma maior e melhor informação da população sobre uma questão tão importante como aquela que está subjacente à consulta em causa.

sábado, março 12, 2005

Miragem Centrista

A Miragem Centrista, em artigo do Prof. Rui Ramos, disponível em http://www.portugaldiario.iol.pt/colunistas/artigo.php?id=511958&div_id=2731.

JPCC

E pronto..

..foi empossado o novo governo de Portugal: o XVII Governo Constitucional.

A tomada de posse mais rápida nesta 3ª República (já não era sem tempo, *que o 'ritual' de tomada de posse, fosse encurtado).

'Um grito de vitória' do Presidente da República, e um novo destino político para Portugal.

Esperemos, para bem do País e da população, que tudo 'corra bem', e nós, cá estaremos - vigilantes, construtivos e contribuintes da democracia: com elevação, rigor e trabalho.

* Addenda

Nogueira de Brito demite-se

O presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Luís Nogueira de Brito, apresentou a demissão ao ministro da Defesa cessante, Paulo Portas, que tem a tutela da organização, disse ontem o próprio à Agência Lusa.
Nogueira de Brito precisou ainda que apresentou a sua demissão na passada quinta-feira, por entender que o cargo é da confiança pessoal do ministro da Defesa e que «dessa confiança depende em muito o bom funcionamento da Cruz Vermelha».
«Foi o actual Ministro da Defesa, Paulo Portas, quem me convidou para o cargo e, portanto, apresento a demissão ainda a ele, para que o próximo Ministro da Defesa não tenha constrangimentos nenhuns e tenha liberdade total» para escolher um novo presidente da Cruz Vermelha, adiantou o presidente demissionário da Cruz Vermelha portuguesa.
O novo ministro da Defesa Nacional, Luís Amado, toma posse esta manhã.

- A Capital

sexta-feira, março 11, 2005

Pelas vítimas do terrorismo

Sinais: O PS e a Comunicação Social

Transcrevo (porque vale bem a pena) este post do Dr. José Pacheco Pereira no Abrupto: "Vai ser interessante ver como o governo do PS vai organizar a sua “central de comunicação” e tentar alargar o seu espaço de tranquilidade na comunicação social. Alguns preliminares já são visíveis para quem esteja atento aos sinais. A ofensiva contra os comentadores políticos que lhes podem ser hostis ou criar problemas já está em curso, só que não é feita da forma grosseira como o governo Santana a fez, mas sim mais sofisticada, baseada em critérios “jornalísticos” ou “institucionais”. Já se nota poder novo no ar... "

Estamos todos atentos.

JPCC

quarta-feira, março 09, 2005

Artigo do prof. Rui Ramos: A vitória eleitoral do Partido Socialista

No Portugal Diário, o Prof. Rui Ramos escreve um artigo sobre a vitória eleitoral do Eng. José Sócrates que, concorde-se ou não, devia ser discutido e debatido no espaço da Direita.

O Prof. defende que não foi só o Dr. Pedro Santana Lopes que perdeu as eleições: o Eng. José Sócrates também as ganhou. É que este, ao contrário da Direita Política, convidou os portugueses a aderirem a um projecto político, e não tão só financeiro ou económico: "...Ao invés das direitas governamentais, que apenas tentaram explicar ao país que não eram nem «liberais» nem «conservadoras», o Eng. Sócrates assumiu frontalmente que era «socialista». Não à maneira das esquerdas de protesto, a fim de transformar totalmente o mundo, mas para gerir melhor o que existe. Nem as esquerdas de protesto, embaraçadas pela ditadura cubana, nem as direitas governamentais, por receio de serem associadas ao capitalismo americano, mostraram um exemplo concreto do que desejavam para Portugal. O Eng. Sócrates, pelo contrário, citou sem complexos o «modelo social europeu» na sua versão escandinava, com um Estado-Providência a cavalgar uma indústria tecnologicamente avançada. É esta indústria que o Eng. Sócrates se propõe ajudar a crescer em Portugal. Para começar, vai implantar, por conta do Estado, jovens tecnocratas nos embriões de empresas promissoras. O Eng. Sócrates, como homem de esquerda, acredita na força criativa do poder político, desde que democrático. Por isso, atribui sinceramente a «crise» em Portugal, não a qualquer fatalidade contabilística, mas à inaptidão das direitas para usar o Estado com convicção e competência. Se o poder político educar e mobilizar o povo, tudo é possível...".

Acho que vale a pena discutir este artigo (e só transcrevi uma amostra).

JPCC

Salvaguarda dos serviços públicos

A não perder, o artigo do Prof. Vital Moreira no "Público" de ontem, sobre a salvaguarda dos serviços públicos, também disponível em http://causa-nossa.blogspot.com/.

JPCC

"Os ministros que acabam"

No artigo de opinião de Luis Delgado no DN, "Linhas Direitas", na edição de hoje, fala-nos da prestação de Paulo Portas no Governo, dizendo:

"Dos 18 ministros que cessam funções, no sábado, há méritos indiscutíveisPaulo Portas foi o melhor ministro da Defesa desde o 25 de Abril. Pragmático, incansável, decidiu o que levou anos a estudar, refazer e protelar. Será sempre bom."

terça-feira, março 08, 2005

Preparação das Eleições Autárquicas de Lisboa

Após os resultados eleitorais das Legislativas, é altura de reflectirmos sobre os mesmos. Embora a situação nacional em que o CDS se encontra não seja a melhor, a verdade é que no concelho de Lisboa crescemos. Obtivemos quase mais 7000 votos do que nas últimas eleições, subindo de 8,75% para 10,54%.
Em algumas Freguesias, o CDS-PP chegou mesmo a atingir os 24%, muitas das vezes ocupando o 2º lugar.
E estando a Concelhia de Lisboa a iniciar o processo de constituição das listas para as próximas Eleições Autárquicas, que decorrerãoa decorrerem em Outubro deste ano e, no seguimento dos bons resultados no nosso concelho, que vimos convidá-lo(a) a colaborar connosco neste acto eleitoral tão importante.
As listas para as Freguesias procuram conciliar, por um lado, a experiência dos nossos autarcas, e, por outro, a sua abertura à participação de pessoas que, até agora, não tiveram a oportunidade de exercer um mandato ou ter qualquer contacto com a vida autárquica.
Nesta linha de renovação de listas, venho, através da presente carta, convidá-lo(a) a juntar o seu nome, se ainda não o fez, aos eventuais candidatos do Partido para as próximas Eleições Autárquicas, para o que deverá entrar em contacto com a Concelhia de Lisboa e indicar a Freguesia pela qual gostaria de se candidatar (mais informações: Diogo Moura – Telefones: 218814700 e 912588657 e diogomoura@cds.pt).
Este apoio é especialmente dirigido aos novos militantes, às mulheres e aos jovens que, com o seu contributo, com toda a certeza enriquecerão a próxima campanha eleitoral.
Grato pela sua atenção apresento as minhas saudações amigas,
Maria Orisia Roque
Presidente da CPC de Lisboa

segunda-feira, março 07, 2005

Rui Ramos

A não perder, Rui Ramos em http://www.portugaldiario.iol.pt

JPCC

domingo, março 06, 2005

CDS-PP envia retrato de Freitas do Amaral para a sede do PS

O retrato do fundador do CDS e ministro indigitado do Governo socialista, Diogo Freitas do Amaral, vai ser enviado, por encomenda, na segunda-feira, para a sede do PS pelo secretário-geral do CDS-PP, Pedro Mota Soares.
Em declarações à agência Lusa, Mota Soares disse ter decidido enviar para o largo do Rato, o retrato do fundador do CDS que se encontra à entrada da sede do partido, no largo do Caldas, adiantando que o fará segunda-feira, quando abrem os correios.
«Temos muita juventude a aderir ao CDS e, no sábado (dia seguinte à apresentação do Governo), essa juventude perguntava porque é que temos na nossa sede o retrato de uma pessoa que frequentou comícios do Bloco de Esquerda e agora é ministro do PS», justificou.
Questionado sobre se este acto não será criticado pelos militantes mais antigos do CDS-PP, o secretário-geral do partido sublinhou que estes democratas cristãos «sentiram-se muito desiludidos por Freitas do Amaral nos últimos anos», que «disse o que disse acerca do CDS».
«Aliás, milhares de portugueses sentiram-se desiludidos com o professor Freitas do Amaral por causa daquela lógica «dá-me cá o teu apoio que eu dou-te o teu ministério»», declarou, sugerindo haver uma troca de favores entre o PS e o fundador do CDS.
«Este gesto vai ser muito criticado por vários comentadores e figuras da nossa democracia, mas não é por isso que vamos deixar de o fazer», acrescentou.
«Não estamos a querer apagar ou esquecer a história. O professor Freitas do Amaral não deixa de ter um lugar na história do CDS, mas é importante que a política seja feita de forma genuína, com honestidade intelectual, sem hipocrisias», salientou.
Para o secretário-geral do CDS-PP, o ministro indigitado dos Negócios Estrangeiros «tem mudado muito» e, embora tenha o «direito de mudar as vezes que quiser», «não faz sentido que esteja em lugar de destaque no CDS».
Mota Soares afirmou ainda acreditar que, para Freitas do Amaral, o envio por correio do seu retrato para o largo do Rato «representará algum alívio» porque «deixará de estar presente, ainda que em fotografia, na sede de um partido do qual ele não gosta».

Miguel Matos Chaves é o 1º candidato à liderança

Miguel Matos Chaves assumiu-se hoje, em entrevista à rádio TSF, como o primeiro candidato à liderança do CDS/PP, depois de Paulo Portas ter deixado o lugar vago na sequência dos resultados das últimas eleições legislativas.

No dia em que o partido se reúne em conselho nacional para debater o significado dos resultados obtidos nas eleições e marcar a data do próximo congresso, Miguel Matos Chaves apresenta-se como candidato à liderança, o que deverá formalizar na próxima quinta-feira.

Miguel Matos Chaves, um dos dirigentes do partido no tempo em que Manuel Monteiro liderava o CDS/PP afirmou à TSF considerar que «com a saída de Paulo Portas, o partido fecha um ciclo».

Apesar de se escusar a revelar nomes, o candidato garantiu ter recebido «muitos telefonemas de apoio» desde a saída do ex-líder do partido, Paulo Portas.

A necessidade de «clarificar o que é a direita nacional» e «o apelo constante para que a sociedade civil se envolva activamente na política» foram alguns dos motivos apontados por Miguel Matos Chaves para avançar para a candidatura.

Considerando existirem demasiados partidos no centro político, o candidato adiantou pretender «reunificar as várias tendências da direita em Portugal» até porque, sublinhou, é preciso que as escolhas dos eleitores sejam feitas «entre modelos alternativos» e não «entre pessoas».

Fonte: Portugal Diário

Os resultados eleitorais

Agora, que estamos em fase de reflexão, um bom ponto de partida para começarmos a pensar são os artigos da Prof. Marina Costa Lobo, do Prof. Pedro Magalhães e do Prof. André Freire no Público de hoje.

JPCC

O novo Governo

O novo Governo do PS não cria grandes expectativas. Mas, como os Portugueses lhes deram uma mandato muito claro, devemos esperar para ver.

JPCC

O PS e o seu programa de Governo

A bem de todos nós, espero que o PS não cumpra todas as suas promessas eleitorais: se o fizer, estamos mal. Um exemplo: a manutenção do sistema das SCUTS. Isto não impede, claro, que registemos a desconformidade entre a fantasia e a realidade, entre o que prometeu e o que deixou de fazer.

JPP

As declarações do Ministro das Finanças

O novo Ministro das Finanças veio dizer-nos que, porventura, será necessário aumentar os impostos. Estas declarações merecem, na minha leitura, dois comentários.

O primeiro comentário é para registar que o Governo PS já começou a incumprir o seu programa eleitoral. Para além do facto de este tipo de coisas só servir para desacreditar ainda mais a nossa classe política e, por via disso, minar ainda mais a confiança dos cidadãos sobre o sistema político e, no limite e no fim, sobre as virtudes do sistema representativo, é uma boa notícia: a verdade é sempre melhor que a mentira e é um sinal que se comece por não fantasiar.

O segundo comentário é para registar as reacções, aquelas que vêm mais dos militantes ou simpatizantes do PS. Não, não é para já. É só se não conseguirem diminuir a despesa pública. “Camaradas”: claro que devem começar pela despesa pública (era o que mais faltava). Mas, já agora, não nos venham dizer que primeiro esperam para ver se chega. Claro que não chega e convém que não se registe nenhuma coincidência entre o (não) aumento dos impostos e a realização das eleições autárquicas: se o Governo do Partido Socialista quiser mudar alguma coisa era bom começar por aqui.

JPCC

sábado, março 05, 2005

CDS ataca escolha de Freitas do Amaral

O CDS-PP lamentou hoje a ausência de Vítor Constâncio, António Vitorino e Jaime Gama no governo socialista e assinalou com "muita preocupação" a escolha do ex-líder democrata- cristão Freitas do Amaral para os Negócios Estrangeiros.

"Nos últimos dois anos, Freitas do Amaral disse e escreveu sobre os Estados Unidos e a Aliança Atlântica o que nem o dr. Louçã e a esquerda mais radical foram capazes de pensar", criticou o líder parlamentar do CDS-PP Nuno Melo, em declarações à Agência Lusa.

Nuno Melo sublinhou ainda "a profunda incoerência do trajecto político" do ex-presidente do CDS.

Depois de em 2002 ter apelo ao voto no PSD, Freitas do Amaral manifestou nestas eleições o seu apoio público ao PS e apelou a uma maioria absoluta socialista, que acabou por se verificar.

Para Nuno Melo, "se o professor Freitas do Amaral for coerente com o seu percurso escrito e falado, isso significará um retrocesso tremendo da posição de Portugal no mundo, na relação com os EUA e com a NATO".

O dirigente democrata-cristão realçou ainda "quem não está" no Governo hoje divulgado.

"Não está o dr. Vítor Constâncio, que preferiu o silêncio do Banco de Portugal ao arregaçar de mangas na pasta das Finanças para pôr em prática as ideias que defendeu", criticou, afirmando esperar que Constâncio "seja tão interventivo no futuro como na última legislatura".

Nuno Melo destacou também as ausências de António Vitorino, "uma garantia de moderação e institucionalismo", e de Jaime Gama.

O líder parlamentar do CDS apontou ainda como erros do executivo socialista "o fim das pastas do Turismo e dos Assuntos do Mar", duas áreas que no anterior Governo eram tutelados por responsáveis do CDS- PP.

O dirigente centrista levantou ainda "duas dúvidas" na composição do novo Governo, nas áreas das Finanças e da Defesa, que irão ser tuteladas, respectivamente, pelo independente Luís Campos e Cunha e por Luís Amado.

"Dúvidas não tanto pelas pessoas nomeadas, mas pelo peso político que poderão ter no Governo e entre os colegas de Governo para garantirem o sucesso nas respectivas pastas", afirmou.

O CDS-PP deixou apenas uma "nota positiva": "o relevo dado à Administração Interna", entregue a António Costa, também ministro de Estado.

"O CDS-PP está muito atento às questões da segurança e espera que estas sejam razão de aplauso na governação", concluiu.

- Portugal Diário

Paulo Portas vai assumir mandato de deputado nos próximos meses

O presidente demissionário do CDS-PP, Paulo Portas, anunciou hoje perante o Conselho Nacional do partido que vai assumir o seu mandato de deputado no Parlamento nos próximos meses e assegurou que não interferirá na escolha do seu sucessor.

De acordo com fontes do Conselho Nacional do CDS-PP, que está reunido em Lisboa para avaliar os resultados das legislativas e decidir a data do próximo congresso, Paulo Portas anunciou que assumirá o lugar de deputado, eleito pelo círculo de Aveiro, durante os próximos meses.

Segundo as mesmas fontes, Portas justificou a sua saída da liderança defendendo a necessidade de o CDS-PP, depois de três anos no Governo, poder alterar o seu discurso, entrando num novo ciclo político, o que implica novas caras à frente do partido.

Num discurso de cerca de uma hora e meia, que abriu a reunião do Conselho Nacional do CDS-PP, o líder demissionário garantiu que não se envolverá na corrida pela sua sucessão e teve um discurso optimista em relação ao futuro do partido, apesar da derrota eleitoral.

Portas terá defendido que o Governo socialista, apresentado sexta-feira ao Presidente da República, Jorge Sampaio, é "fraco" e que o novo presidente do PSD, seja Marques Mendes ou Luís Filipe Menezes, aproximará os sociais-democratas da esquerda, deixando espaço político para o CDS-PP.

Apesar de se considerar o primeiro responsável pelos resultados do partido nas legislativas de 20 de Fevereiro, o ainda ministro da Defesa terá, de acordo com dirigentes do Conselho Nacional, responsabilizado também Jorge Sampaio, acusando-o de "conscientemente" ter dissolvido o Parlamento no melhor momento para a oposição e no pior momento para o Governo.

Aplaudido pelos dirigentes do órgão magno do partido entre congressos no final da sua intervenção, Portas terá também "corrigido" o líder social-democrata demissionário, Pedro Santana Lopes, afirmando que a relação de forças entre os dois parceiros de coligação não se manteve após as eleições, uma vez que o CDS-PP representa agora um quarto do PSD quando antes representava um quinto.

- LUSA

Freitas é «presença perigosa» nos Negócios Estrangeiros

CDS-PP garante que fundador do partido tem desenvolvido «doutrina anti-americana que o levou a comparar Bush a Hitler». E essa postura, dizem os populares, «não augura nada de bom»

O vice-presidente do CDS-PP, António Pires de Lima, defendeu hoje que o fundador do partido Diogo Freitas do Amaral "é uma presença perigosa" no Ministério dos Negócios Estrangeiros do Governo socialista, podendo indiciar um afastamento da NATO.

"Há razões estruturais para nós do CDS acharmos que o professor Freitas do Amaral é uma presença perigosa na pasta dos Negócios Estrangeiros", disse Pires de Lima aos jornalistas, à margem da reunião do Conselho Nacional do CDS-PP.

Como motivos para a presença do fundador e ex-líder do partido no Governo de José Sócrates ser "perigosa", Pires de Lima lembrou que Freitas do Amaral, "ao longo dos últimos anos, tem desenvolvido uma espécie de doutrina anti-americana que o levou a comparar o presidente Bush, eleito democraticamente, a um ditador como Hitler".

"É uma atitude que não augura nada de bom relativamente às políticas externas que Portugal vai seguir", sustentou o dirigente democrata-cristão, questionando directamente o primeiro-ministro indigitado sobre as suas futuras políticas nesta área.

"Que política vai seguir este Governo relativamente aos nossos aliados como o Reino Unido e os Estados Unidos da América e ao próprio papel de Portugal na NATO?", interrogou.

Pires de Lima desafiou também José Sócrates a esclarecer quando é que vai subir os impostos - hipótese que qualificou de "inevitável" e disse já ter sido admitida pelo futuro ministro das Finanças - e "quais os impostos que vão ser aumentados".

Ao mesmo tempo que declarou que Freitas do Amaral "nota-se demais" no Governo do PS, o vice-presidente do CDS-PP apontou as "ausências" dos socialistas Vítor Constâncio ("a maior figura da área financeira do PS"), António Vitorino, Jaime Gama e Jorge Coelho no executivo.

Quanto à reunião do Conselho Nacional do CDS-PP, que ainda está a decorrer, Pires de Lima desvalorizou a importância das candidaturas à liderança, preferindo destacar a discussão sobre "o que é que o partido quer ser nos próximos quatro anos".

O vice-presidente do CDS-PP manifestou, no entanto, o "desejo" de que apareçam várias candidaturas, mas sugeriu que estas poderão ser apresentadas "na véspera do Congresso ou até no próprio Congresso".

"Primeiro discutem-se as ideias", afirmou, recordando que "foi isso que aconteceu há sete anos. Paulo Portas só confirmou a sua candidatura na última semana antes do Congresso".

Frisando que as candidaturas "não se sucedem" e são "um acto de vontade dos militantes", e assegurando que "a direcção do partido não apresentará um candidato oficial", Pires de Lima adiantou ainda que "há já um trabalho intenso de elaboração de várias moções de estratégia".

No final da reunião do Conselho Nacional, serão divulgados a data e o local do congresso do CDS-PP e o próprio presidente demissionário do partido deverá fazer uma declaração aos jornalistas.

- Portugal Diário

Composição do XVII Governo Constitucional

Primeiro-Ministro
José Sócrates

Ministro de Estado e da Administração Interna
António Costa – Eurodeputado e Vice-presidente do Parlamento Europeu; ex-Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista; ex-Ministro da Justiça.

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Diogo Freitas do Amaral – Professor Catedrático da Universidade Nova de Lisboa; ex-Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas; ex-Vice-Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros (1980); ex-Vice-Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa Nacional (1981-1982); Fundador do CDS.

Ministro de Estado e das Finanças
Luís Campos e Cunha – Director e Professor Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa; Doutorado pela Columbia University de Nova Iorque; ex-Vice-Governador do Banco de Portugal.

Ministro da Presidência
Pedro Silva Pereira – Mestre em Direito e Assistente da Faculdade de Direito de Lisboa; ex-Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza; Deputado e Porta-voz do Partido Socialista.

Ministro da Defesa Nacional
Luís Amado – ex-Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e ex-Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna; Auditor do Curso de Defesa Nacional.

Ministro da Justiça
Alberto Costa – Deputado e ex-Presidente da Comissão Parlamentar dos Assuntos Europeus; Membro da Convenção sobre o Futuro da Europa; ex-Ministro da Administração Interna.

Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional
Francisco Nunes Correia – Presidente do LNEC e Professor Catedrático de Ambiente e Recursos Hídricos do Instituto Superior Técnico; ex-Coordenador Nacional do Programa Polis e do Plano Nacional de Política de Ambiente.

Ministro da Economia e da Inovação
Manuel Pinho – Doutorado em Economia pela Universidade de Paris X (Dez); Administrador do Banco Espírito Santo; ex-Director-Geral do Tesouro.

Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Jaime Silva – Administrador Principal da Direcção-Geral Empresas e Indústria da Comissão Europeia; Conselheiro Principal da REPER e porta-voz do Comité Especial Agricultura do Conselho de Ministros Europeu da Agricultura.

Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Mário Lino – ex-Presidente do Grupo Águas de Portugal (1996/2002); Mestre em Hidrologia e Recursos Hídricos (Universidade do Estado do Colorado).

Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social
José António Vieira da Silva – Deputado e Presidente da Comissão Parlamentar do Trabalho e Assuntos Sociais; ex-Secretário de Estado da Segurança Social e ex-Secretário de Estado das Obras Públicas; Assistente do ISCTE.

Ministro da Saúde
António Correia de Campos – Professor Catedrático e Presidente do Conselho Científico da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa; ex-Ministro da Saúde; ex-Presidente do Instituto Nacional de Administração.

Ministra da Educação
Maria de Lurdes Rodrigues – Presidente do Conselho Científico do ISCTE e Doutorada em Sociologia; ex-Presidente do Observatório das Ciências e das Tecnologias.

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Mariano Gago – Professor Catedrático do Instituto Superior Técnico e Presidente do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas; ex-Ministro da Ciência e da Tecnologia e ex-Presidente da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica.

Ministra da Cultura
Isabel Pires de Lima – Professora Catedrática da Faculdade de Letras do Porto e Doutorada em Literatura Portuguesa; Deputada.

Ministro dos Assuntos Parlamentares
Augusto Santos Silva – Deputado; ex-Ministro da Educação e ex-Ministro da Cultura; Professor da Faculdade de Economia do Porto e Doutorado em Sociologia.

Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Jorge Lacão – Deputado; ex-Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista e de diversas Comissões Parlamentares; Professor convidado da Universidade Lusíada.


- SIC Online

quarta-feira, março 02, 2005

Nogueira Pinto defende deputado para presidente do CDS

Maria José Nogueira Pinto considera que o CDS/PP deve escolher o próximo presidente para o partido entre os deputados. Em seu entender o grupo parlamentar «vai ter uma grande relevância para a reconstrução do partido» nos próximos quatro anos.

A opinião de Maria José Nogueira Pinto foi expressa esta quarta-feira em declarações à rádio Renascença, por estar convencida de que Paulo Portas não voltará atrás na sua decisão de deixar a liderança do partido.
Em seu entender o próximo líder deverá vir do Parlamento, uma vez que, «o grupo parlamentar nos próximos quatro anos vai ter uma grande relevância para a reconstrução do partido».

Maria José Nogueira Pinto reafirmou ainda que não será candidata à liderança do CDS/PP.


- Diário Digital

terça-feira, março 01, 2005

Constituída a Comissão Autárquica

Após as recentes eleições legislativas, em que o CDS, no concelho de Lisboa teve um crescimento à volta dos 3%, correspondendo a mais 6200 votos e, já sendo intenção imediata da Comissão Política Concelhia de Lisboa, foi constituída uma Comissão Autárquica, com o objectivo de preparar as próximas candidaturas às 53 freguesias da cidade.
A Comissão é constituída por:

Carlos de Melo Barroso
João Diogo Moura
Francisco D' Aguiar

A todos aqueles que queiram colaborar nas próximas autárquicas, não hesitem em contactar a comissão para diogomoura@cds.pt.

A composição da Comissão foi aprovada por unanimidade na última reunião da CPC de Lisboa, tendo sido a mesma apresentada pela Presidente, Maria Orisia Roque.

Maria José Nogueira Pinto exlcui candidatura

Maria José Nogueira Pinto excluiu hoje a sua candidatura à liderança do CDS-PP, depois da demissão de Paulo Portas na sequência das legislativas do passado domingo, e defendeu que é mais útil ao partido «noutros fóruns».
Em declarações à Antena 1, Maria José Nogueira Pinto frisou que nestas situações «não se devem ter estados de alma, mas sim sentido de eficácia».
«Na presidência do PP só seria isso e só poderia fazer isso. Noutros fóruns posso fazer mais pelo partido», sublinhou.
Maria José Nogueira Pinto afirmou também que não acredita que «haja um vazio de poder» e que «vão surgir pessoas [candidatos] com certeza».
O Conselho Nacional do CDS-PP, para abrir a discussão sobre a futura liderança às estruturas distritais e aos militantes, foi convocado para 05 de Março.
Dirigentes como Pires de Lima, Luís Nobre Guedes e Telmo Correia já manifestaram a sua indisponibilidade para liderar o partido.
Maria José Nogueira Pinto, actual provedora da Santa Casa da Misericórdia, disputou a liderança do CDS-PP em 1998, perdendo para Paulo Portas.

Fonte: Portugal Diário

Senado do CDS que reunir com Portas

O presidente do Senado do CDS-PP revelou hoje que aquele órgão vai pedir uma reunião urgente com o líder do partido, Paulo Portas, para discutir a «situação preocupante» causada com a sua demissão.
O Senado do CDS-PP é um órgão consultivo, composto por 25 elementos, figuras históricas do partido, que tem a função de apresentar sugestões e recomendações à Direcção Nacional.
Sem revelar o que os senadores vão pedir ao líder do CDS-PP, João Abreu Lima explicou que os «históricos» do partido se reuniram hoje em Fátima devido à «situação particular do partido» e aprovaram um «conjunto de recomendações» para apresentar a Paulo Portas.
No entanto, o antigo autarca de Ponte de Lima negou esclarecer se uma das recomendações que serão feitas passa pela manutenção de Paulo Portas à frente da liderança do partido.
«São questões que irei revelar primeiro ao presidente do partido», afirmou.
No entanto, um dos elementos que acompanhou a reunião de hoje confirmou que o Senado vai pedir formalmente a Paulo Portas que reconsidere a sua demissão, decidida na semana passada, perante a perda de dois deputados nas eleições legislativas de 20 de Fevereiro.
Durante o dia, a Agência Lusa tentou obter mais comentários de outros senadores mas todos eles recusaram prestar quaisquer esclarecimentos.
O pedido a Paulo Portas para que continue à frente do partido foi também feito hoje pela Distrital do CDS de Leiria, que recomendou, em comunicado, ao seu senador (José Esperança Lourenço) que sensibilize o Senado para esta questão.
No documento, a Comissão Política Distrital saudou o «exemplo político do doutor Paulo Portas enquanto presidente de um partido seguro, sereno e de um referencial de estabilidade», manifestando-lhe o desejo que «continue o projecto de renovação que iniciou para Portugal».

Fonte: Portugal Diário