sábado, abril 30, 2005

Ribeiro e Castro quer manter líder parlamentar

Nuno Melo pode continuar a liderar a bancada parlamentar do CDS/PP, se for esse o seu desejo. A "luz verde" foi confirmada, ontem, pelo novo presidente do CDS-PP, Ribeiro e Castro. O próprio, porém, não confirma a disponibilidade.

"Desejo que Nuno Melo, querendo continuar, o faça", disse Ribeiro e Castro, no final de uma reunião com os deputados democratas-cristãos, na Assembleia da República, sublinhando que "será o grupo parlamentar a tomar formalmente uma decisão".

Nuno Melo, a quem o líder do CDS/PP comunicou o seu apoio à recandidatura, limitou-se a afirmar, citado pela Lusa "Vou convocar eleições para a direcção da bancada para quarta-feira. No final, se verá quem é candidato".

O deputado, que, no recente Congresso do partido, apoiou Telmo Correia, candidato derrotado à liderança, acrescentou que qualquer dos 12 membros da bancada pode desempenhar as funções. Ontem, durante o debate mensal com o Governo, entregou o protagonismo da bancada a Anacoreta Correia, um dos vice-presidentes do CDS recém-eleitos.

Ribeiro e Castro, questionado sobre uma eventual coligação autárquica com o PSD em Lisboa, escusou-se a comentar casos concretos, "antes de ter um retrato completo da situação, que poderá estar concluído no final da próxima semana". O líder do CDS reiterou a estratégia aprovada em congresso nenhuma coligação será definida sem ouvir os órgãos concelhios e distritais.

- JN

Deputados do CDS 'incomodados'

A bancada parlamentar do CDS/PP transmitiu ontem ao presidente do partido o incómodo com algumas referências que membros da nova direcção centrista têm feito a alguns deputados.

Naquela que foi a primeira reunião formal entre José Ribeiro e Castro e o grupo parlamentar - quase todo alinhado com Telmo Correia, derrotado no congresso do último fim-de-semana -, foram vários os deputados que alertaram o novo líder para a necessidade de evitar situações de tensão. Ao que o DN apurou, o alerta foi deixado pelo próprio presidente da bancada, Nuno Melo, e depois secundado por outros parlamentares.

Um dos casos que não caiu bem entre o grupo parlamentar refere-se a declarações da presidente da distrital de Leiria, Isabel Gonçalves, sobre Teresa Caeiro, deputada eleita pelo círculo leiriense. Agora também membro da Comissão Política, a líder distrital afirmou ao Jornal de Leiria que foi com "grande desagrado" que os militantes locais foram "forçados a aceitar uma pessoa de fora". "Teresa Caeiro não nos diz nada", afirma Isabel Gonçalves, acrescentando que a deputada sente "muitas dificuldades em se integrar" no distrito. Além deste caso foram igualmente apontados "comentários muito desagradáveis" feitos em blogs por membros da nova direcção - dirigidos a nomes como Nuno Melo ou Álvaro Castello-Branco. Queixas a que Ribeiro e Castro respondeu com a promessa de que procurará apaziguar os ânimos.

Durante a reunião, que não contou com a presença de Paulo Portas, o novo presidente centrista garantiu ter total confiança no grupo parlamentar, pedindo idêntica atitude e uma estreita colaboração por parte dos deputados.

Liderança. No final, em declarações aos jornalistas, Ribeiro e Castro disse apoiar a continuidade do actual líder parlamentar. "Desejo que Nuno Melo, querendo continuar, o faça", afirmou, ressalvando que a escolha cabe à bancada. Questionado sobre a disponibilidade para uma recandidatura, Nuno Melo remeteu uma resposta para quarta-feira, dia da eleição.

- DN

quinta-feira, abril 28, 2005

Reunião Autárquica

Após mais um Congresso do Partido, do qual saiu uma nova direcção liderada pelo Dr. José Ribeiro e Castro, a quem, desde já, felicito pela eleição, desejando os maiores sucessos à frente dos destinos do CDS, é altura de nos prepararmos com todo o empenho e dedicação nas próximas Eleições Autárquicas.
Estando a Concelhia de Lisboa desde o início do ano a preparar as mesmas, tendo constituído uma Comissão Autárquica, com o objectivo conjunto com a Comissão Política de elaborar as listas para os vários órgãos autárquicos do nosso Concelho, preparar propostas e programas eleitorais, bem como prestar toda a colaboração e formação aos nossos candidatos e autarcas, venho convidá-lo(a) a participar numa reunião sobre as próximas Autárquicas em Lisboa, a realizar no próximo dia 11 de Maio de 2005 (Quarta-feira), às 21h00, na Sede Concelhia.
Com a sua opinião e esforço na elaboração de programas eleitorais e na construção de boas equipas para concorrerem às várias Assembleias de Freguesia, poderemos fazer do CDS um Partido com mais força, alcançado o poder local.
Junte-se a nós neste desafio. Todos juntos sairemos, certamente, vitoriosos.
A Presidente da Concelhia
Maria Orisia Roque
Por motivos de logística, solicita-se confirmação para Diogo Moura (912588657 ou diogomoura@cds.pt)

quarta-feira, abril 27, 2005

Coligação em Lisboa

Questionado sobre a eventual vontade de Carmona Rodrigues em coligar-se com o CDS-PP, o Líder da Bancada do CDS na Assembleia Municipal de Lisboa, Dr. José Rui Roque, não adiantou quaisquer prazos para uma decisão.
"O CDS acabou de sair de um congresso. O Presidente Ribeiro e Castro estará a pensar na matéria", afirmou aos jornalistas.
Para o deputado popular, a "batalha" em Lisboa passa por uma bipolarização entre a esquerda e a direita, e a direita deve ter um trabalho conjunto, mas não é obrigatório que seja uma coligação pré-eleitoral.
No entanto, posso acrescentar que a Comissão Política Concelhia, como já vos tinha comunicado anteriormente, nomeou uma Comissão Autárquica, a qual está a preparar todo o processo autárquico em Lisboa, desde o Programa Eleitoral à elaboração das listas.

terça-feira, abril 26, 2005

Pires de Lima

O líder do CDS, Ribeiro e Castro, já fez saber que não pretende abdicar do cargo de eurodeputado, em Bruxelas

«Estou curioso para ver como é que se consegue dirigir o partido a 3000 quilómetros de distância», questiona o dirigente do CDS, António Pires de Lima

O ex-vice-presidente do CDS, António Pires de Lima, critica a decisão de Ribeiro e Castro em pretender continuar como eurodeputado e dirigir, a partir de Bruxelas, o partido. «Fiquei atónito quando o dr. Ribeiro e Castro disse que é possível dirigir o partido a partir de Bruxelas», confessou o dirigente do CDS, que apoiou Telmo Correia para suceder a Paulo Portas na presidência do CDS.

Pires de Lima disse a "A Capital" que está «curioso para ver como é que se consegue dirigir o partido a 3000 quilómetros de distância» e reiterou a ideia de que o CDS «precisa de um presidente com disponibilidade total, próximo dos militantes».

Também Nuno Melo - apoiante do ex-ministro do Turismo - , reforça a ideia que manifestou antes do conclave do passado fim-de-semana. «Continuo a achar que era uma grande vantagem que o líder do CDS saísse do grupo parlamentar. Mas a vontade dos militantes foi outra», disse o líder da bancada centrista, quando confrontado com o facto de Ribeiro e Castro continuar como deputado no Parlamento Europeu, deixando implícito que o novo líder peca por não ser deputado na Assembleia da República.

Ribeiro e Castro garantiu, no domingo - já depois de ter sido eleito líder do CDS - que tenciona continuar a exercer o seu mandato em Bruxelas. «Creio que é possível e útil continuar a desempenhar esses mandatos e é possível fazê-lo», disse o líder do CDS.

(continua na edição impressa)

- A Capital

Populares rejeitam que CDS tenha vencido PP

Os populares rejeitam a ideia de que com a eleição de Ribeiro e Castro para líder do CDS, o partido possa cortar com o "PP" de Paulo Portas. Os centristas ouvidos por a A Capital recusam que as tendências - liberal e conservadora - que Paulo Portas conseguiu introduzir no partido durante sete anos, sejam anuladas a partir do novo ciclo que o partido agora inicia.

Anacoreta Correia diz que a questão não se coloca. «O CDS é a matriz e o PP é o cognome», assegura o novo vice-presidente dos democratas-cristãos.

António Carlos Monteiro, líder da distrital de Lisboa, partilha igualmente da mesma opinião e sublinha que «o partido nunca perdeu a ideologia democrata-cristã».

Já Pires de Lima admite que Ribeiro e Castro representa «mais» a filosofia social-cristã».
Contudo, o ex-vice-presidente dos centristas afirma que Paulo Portas «nunca deixou cair a linha democrata-cristã», apesar de representar uma tendência mais liberal e conservadora, com a qual se identifica. «Logo veremos como é que ele - Ribeiro e Castro - vai exercer a sua presidência, se vai tornar o partido confessional ou não».

O líder da bancada, Nuno Melo, recusa também a ideia de recuperação da filosofia democrata-cristã: «Não acho que tenha havido qualquer vitória do CDS sobre o PP. Eu próprio me considero um democrata-cristão». O dirigente do CDS acrescenta ainda que, apesar da nova direcção se identificar com essa matriz, «não faz qualquer sentido fazer um corte com o passado».

- A Capital

Após o Congresso..



.. re-iniciam-se os trabalhos.

Porque o Partido faz-se a cada dia, o labor e a persistência em bem-fazer também.

domingo, abril 24, 2005

Novos Órgãos Nacionais

COMISSÄO POLÍTICA NACIONAL Presidente: José Ribeiro e Castro Vice-Presidentes: Miguel Anacoreta Correia e José Paulo Castro Coelho Secretário-Geral: Martim Borges de Freitas Vogais: António Lobo Xavier, Sílvio Cervan, José Paulo Carvalho, João Luís Mota Campos, Nuno Fernandes Thomaz, Ricardo Vieira, João Varandas, Paulo Núncio, Isabel Gonçalves, Pedro Melo, Nuno Peres Alves, Pedro Pestana Bastos, Sara Sepúlveda da Fonseca, Francisco Pinto Machado, João Tita Maurício, João Anacoreta Correia, Miguel Brito, Raul Almeida, João Vacas, José Lino Ramos, Sónia Sousa Mendes, Gonçalo Maleita Corrêa
MESA DO CONGRESSO Presidente: Luís Queiró Vice-Presidentes: Alvarino Pinheiro e Fernando Albuquerque Secretários: Luís Carlos Faria Silva, Paula Carvalhais, Conceição Cruz e Paulo Veiga
CONSELHO NACIONAL DE FISCALIZAÇÄO Presidente: José Girão Pereira Vice-Presidente: Mário Graça Vogais: Acácio Brito, Manuel Andrade, Manuel Isac, António José Barros, João Lobo Machado
CONSELHO NACIONAL DE JURISDIÇÄO Presidente: Manuel Machado Vice-Presidente: José Gagliardini Graça Vogais: Manuel Rebanda, Luís Lagos, Berta Viana, Rui Correia de Melo e Ernestina Ferreira
MESA DO CONSELHO NACIONAL Presidente: Maria José Nogueira Pinto Vice-Presidentes: Artur Jorge Sousa Basto, Paulo Miranda e José Manuel Santos
CONSELHO NACIONAL Vogais: Telmo Correia, António Pires de Lima, Narana Coissoró, Nuno Melo, António Carlos Monteiro, Álvaro Castelo Branco, Teresa Caeiro, Diogo Feyo, João Rebelo, Nuno Magalhães, Luís Fragoso, Miguel Repolho, Abel Batista, António Pinho, Domingos Doutel, Guilherme Magalhães, Mariana Ribeiro Ferreira, Maria Orísia Roque, Luís Manuel Damas, Altino Bessa, Fernando Moreno, Rui Barreira, Paulo Pinto Mascarenhas, António Alves Pereira, Rui Manuel Ribeiro dos Santos, Rui Simões, Rui dos Santos Antunes, Marcelo Mendes Pinto, Adelaide Freixinho, Ismael Pimentel, Miguel Capão Filipe, Mariana Cascais, Miguel Roquete, Próspero dos Santos, Augusto Cymbron, Carlos Furtado, Maria Azinheira, Maria Celeste Capelo, Pedro carvalho, Maria Antonieta Mariano, José Mexia, Carlos Veloso, Luís Fernandes, Ana Paula Inglês, Carlos Dantas, Elias Rodrigues, Carlos Resende, João Sande e Castro, João Mendes, Henrique Machado

Telmo Correia vence eleições para o órgão máximo do Partido

A lista ao Conselho Nacional do CDS-PP encabeçada por Telmo Correia, que viu a sua moção derrotada no sábado, foi hoje a mais votada pelos delegados.
O Conselho Nacional do CDS-PP foi o único órgão para o qual Telmo Correia apresentou uma lista, depois de desistir de apresentar uma candidatura à liderança do partido.
A diferença para a lista do Conselho Nacional proposta por Ribeiro e Castro, o futuro líder do CDS-PP, foi de cerca de duas dezenas de votos, de acordo com a mesma fonte.
Com este resultado, Telmo Correia terá mais apoiantes no órgão máximo do partido entre congressos do que o novo presidente do CDS-PP.

Moção 2009 vence

O futuro líder do CDS-PP José Ribeiro e Castro vai ter dois vice-presidentes - o histórico Miguel Anacoreta Correia e José Paulo Castro Coelho - e escolheu para presidente da mesa do Conselho Nacional Maria José Nogueira Pinto.
Para a comissão política nacional, apenas está em votação uma lista, a presidida por Ribeiro e Castro.
O eurodeputado, que viu esta madrugada a sua moção "2009" vencer o Congresso, terá uma comissão executiva - o "núcleo duro" do líder - com 12 elementos, incluindo os dois vice-presidentes (mais um do que tinha Paulo Portas).
Miguel Anacoreta Correia, "histórico" e ex-eurodeputado, será um dos vice-presidentes, a par de José Paulo Castro Coelho, que na equipa de Governo-sombra apresentada por Paulo Portas nas últimas legislativas era o responsável pela Agricultura e Pescas.
O ex-líder da Juventude Centrista Martim Borges de Freitas será o novo secretário-geral do partido.
O dirigente António Lobo Xavier, o antigo deputado Sílvio Cervan, o deputado pelo Porto José Paulo Carvalho (presidente da Associação Vida Norte), o ex-secretário de Estado da Justiça João Luís Mota Campos, o presidente da concelhia de Loures João Varandas, o presidente da Missão Vida Paulo Núncio, o advogado e membro da anterior comissão política Pedro Pestana Bastos e o jovem quadro Pedro Melo completam a comissão executiva de Ribeiro e Castro.
Para a mesa do Conselho Nacional existe também uma lista única, afecta a Ribeira e Castro, e que propõe como presidente a ex- dirigente Maria José Nogueira Pinto.
No entanto, para o Conselho Nacional foram entregues três listas, sendo de esperar que sejam eleitos vogais de todas elas.
A lista de Ribeiro e Castro tem entre os seus membros o ex- deputado Marcelo Mendes Pinto e o líder da concelhia da Amadora Ismael Pimentel.
Outra das listas a votos para o Conselho Nacional representa a moção derrotada, "Portugal, Já!", integrando Telmo Correia, António Pires de Lima, Narana Coissoró, Nuno Melo, António Carlos Monteiro, Álvaro Castello-Branco, Teresa Caeiro, Diogo Feio, João Rebelo e Nuno Magalhães, entre outros.
A outra lista ao Conselho Nacional tem como primeiro vogal Rui Manuel Ribeiro dos Santos.
Para a mesa do Congresso, existe também uma única lista, ligada a Ribeiro e Castro, que propõe a manutenção de Luís Queiró como presidente da mesa do Congresso.
Para o Conselho Nacional de Fiscalização, José Ribeiro e Castro propõe como presidente José Girão Pereira e Manuel Machado para presidir ao Conselho Nacional de Jurisdição.
Miguel Matos Chaves, militante de base, não entregou qualquer lista para a comissão política nacional, depois de ter garantido que seria candidato e assegurado que reunia o apoio necessário para presidir ao partido.
As eleições para os órgãos nacionais decorrem até às 13:30, com os resultados a serem proclamados duas horas depois.
A moção de Ribeiro e Castro, "2009", foi a mais votada, obtendo esta madrugada 492 votos, mais 105 do que os conseguidos pelo documento estratégico que apoiava uma candidatura de Telmo Correia à presidência do partido, a "Portugal, Já!".
Com a derrota da sua moção, Telmo Correia não avançou para a disputa da liderança do partido.
SMA.
Lusa/Fim

sexta-feira, abril 22, 2005

Telmo Correia avança para a liderança do CDS

Nuno Melo confirmou que Telmo Correia aceitou ser «o rosto comum» da distrital de Lisboa e da moção «Portugal Já», apoiada pela maioria das distritais do CDS


Telmo Correia vai candidatar-se à liderança do CDS no congresso do partido que começa amanhã em Lisboa. O ex-ministro do Turismo mantém o longo silêncio sobre uma eventual candidatura, contudo, fontes próximas do vice-presidente da Assembleia da República garantem que Telmo Correia vai entrar na corrida à sucessão de Paulo Portas. O dirigente do CDS subscreveu ontem duas das principais moções que serão discutidas no conclave centrista do fim de semana, mais um sinal de que o ex-ministro se prepara para avançar. «Telmo Correia disse-me que ia subscrever as duas moções e que ia candidatar-se», afiançou ontem a A Capital, um dirigente centrista, confirmando que Telmo Correia, um dos nomes mais desejados no CDS para suceder a Paulo Portas, vai, finalmente, assumir a candidatura à liderança, ao que tudo indica, durante o congresso que vai decorrer no Centro de Congresso de Lisboa.

Indicador de que o ex-ministro do Turismo irá avançar, é o facto de Telmo Correia ter aceite ontem subscrever duas das principais moções – «Afirmar Portugal», apoiada pela distrital de Lisboa; e «Portugal, já!», suportada pela maioria das distritais do partido – que serão levadas ao congresso do CDS. Segundo avançou ontem Nuno Melo, líder parlamentar do CDS, à agência Lusa, Telmo Correia aceitou «ser o rosto comum» das moções que, em conjunto, recolhem grande parte do apoio dentro do partido.
A decisão do ex-ministro de se candidatar à liderança do partido surgiu após uma longa reunião na quarta-feira à noite com Nuno Melo e o presidente da distrital de Lisboa, António Carlos Monteiro, primeiros subscritores das duas moções.

Já antes, na apresentação da moção «Portugal, já!», Nuno Melo tinha referido que o «candidato desejável» à liderança do CDS já havia decido candidatar-se à liderança. O líder parlamentar centrista recusou avançar nomes, mas deixou implícito que se estava a referir a Telmo Correia. Apesar de ser o nome mais desejado dentro do partido para suceder a Paulo Portas na liderança do CDS – figura que também agrada ao líder demissionário –, o ex-ministro do Turismo recusou sempre ser candidato.

(..)

- A Capital

quinta-feira, abril 21, 2005

Telmo Correia candidato

O ex-ministro do Turismo Telmo Correia aceitou ser o «rosto comum» das duas principais moções ao Congresso do CDS-PP, de que vai ser subscritor, afirmou hoje à Lusa o líder parlamentar dos democratas-cristãos, Nuno Melo.
Ao subscrever as duas moções, que em conjunto reúnem a maioria dos apoios dentro do partido, Telmo Correia dá um sinal claro de que irá disputar a liderança do CDS-PP.
Numa reunião quarta-feira à noite, Nuno Melo e o presidente da distrital de Lisboa, António Carlos Monteiro, - primeiros subscritores das moções «Portugal, Já!» e «Afirmar Portugal», respectivamente - reuniram-se com Telmo Correia com o objectivo de «coordenar as duas moções e de encontrar uma solução para a liderança do partido».
«Concluímos que o que une as duas moções é muito maior do que as nossas razões de divergência e passámos a ter um rosto comum para esses documentos», afirmou Nuno Melo, referindo-se a Telmo Correia.
«Cabe agora aos congressistas decidir da questão da liderança», acrescentou, escusando-se também a pronunciar-se sobre o timing da formalização da candidatura de Telmo Correia à presidência do partido.
A moção «Afirmar Portugal» foi impulsionada pela distrital de Lisboa, mas reuniu apoios entre quadros de todo o país, enquanto a moção «Portugal, Já!» conta com o apoio de 15 das 18 distritais do partido.
No Congresso do CDS-PP, que decorre este fim-de-semana em Lisboa, estas duas moções serão discutidas separadamente sábado à tarde, mas poderá haver depois uma votação conjunta.
O prazo para a entrega de candidaturas aos órgãos nacionais termina tradicionalmente na madrugada do primeiro dia de Congresso.
Até agora, a única candidatura formalizada à liderança do CDS é a de Miguel Matos Chaves, militante de base e sem apoios conhecidos no partido.
Fonte: PD

quarta-feira, abril 20, 2005

"Pela refundação da Direita"

Sugiro a leitura deste artigo, publicado na edição de hoje da Revista Tempo, escrito pelo autarca e vogal da CPC Lisboa, Jorge Madrugo Garcia.

CPC Lisboa apoia Telmo Correia

Na reunião da Comissão Política Concelhia de Lisboa do CDS/PP, realizada na noite passada, foi deliberada e tomada a seguinte posição, no que respeita ao Congresso que se avizinha:
"A CPC de Lisboa do CDS/PP encara o próximo Congresso do partido como um momento fundamental para a afirmação do CDS/PP como partido do arco governativo, responsável, moderado, competente e mobilizador.

Nesse momento, é importante que o partido encontre um projecto que aposte na continuidade do esforço de credibilização mas que se empenhe também num movimento de renovação e de abertura, tornando o CDS/PP na referência partidária do eleitorado de direita.

A CPC de Lisboa acredita na viabilidade de um CDS aberto à sociedade civil, capaz de cativar os melhores, de abraçar novas bandeiras, de afirmar os valores de sempre e de congregar as famílias políticas que rejeitam o socialismo. A CPC de Lisboa quer um CDS activo, enérgico e que seja o líder da oposição.

Assim, sem excluir que todos os candidatos têm legitimidade para apresentar as suas soluções e sem esquecer que o CDS/PP saberá escolher o melhor líder para o representar, a CPC de Lisboa vem comunicar que o militante que, no seu entender, melhor corporizará o espírito das ideias expostas é o Dr. Telmo Correia.

A CPC de Lisboa vem, assim, apelar à candidatura do Dr. Telmo Correia, na convicção clara de que tal candidatura favorecerá o CDS e o espaço político do centro e da direita."
A Comissão Política Concelhia de Lisboa do CDS-PP

Programa do XX Congresso

A todos os interessados em conhecer o Programa do XX Congresso, basta solicitar o mesmo para o e-mail diogomoura@cds.pt, ou qualquer sobre a reunião magna deste Partido.

Apresentação de Moção

Os subcritores da Moção "Combater com Ideias, Lutar por Portugal", Distrital de Setúbal, apresentam a sua moção em Lisboa na próxima 6ª feira, dia 22 de Abril, às 18h00, na Sede Nacional do Partido. Desde já estão todos convidados.
Confirmações para diogomoura@cds.pt.

Portas pede transparência

Portas foi hoje recebido por Sampaio no âmbito de uma ronda de audiências aos partidos com assento parlamentar solicitadas pelo Presidente da República antes do debate sobre o referendo ao aborto, agendado para amanhã na Assembleia da República.
Sem surpresa, Paulo Portas defendeu perante Sampaio - e depois perante os jornalistas que o aguardavam no final da audiência - que o referendo ao aborto não é prioritário e não deve realizar-se antes do referendo ao Tratado Constitucional Europeu. A este propósito, Portas declarou não se opor a que o referendo europeu decorra no mesmo dia das eleições autárquicas de Outubro próximo.
O (ainda) líder do CDS-PP (partido que escolhe novo líder no próximo fim-de-semana) considera - à margem da conhecida oposição à interrupção voluntária da gravidez - que ainda é muito cedo para novo referendo ao aborto. Recorde-se que a despenalização do aborto foi referendada em 1998, com uma vitória marginal do 'não', mas numa consulta de fraca participação popular.
Quando se faz um referendo sobre uma matéria deve haver um acordo generalizado pelo prazo de duas legislaturas normais, no mínimo oito anos, para respeitar a vontade dos que se pronunciaram sobre a matéria", disse Portas, à saída da audiência com Sampaio. Feitas as contas, o CDS-PP não quer referendo ao aborto este ano.
Na ocasião, Paulo Portas disparou farpas políticas ao PS, acusando o partido governamental (de maioria parlamentar) de se preparar para amanhã propor na Assembleia da República um texto de pergunta para o referendo ao aborto que, no entender do líder do CDS-PP, não reflecte o projecto legislativo dos socialistas.
"Na pergunta (do PS) quer saber se os portugueses concordam que se despenalize o aborto até às 10 semanas, quando no projecto (do PS) o que está em causa é a despenalização até às 16 semanas", disse Paulo Portas.
Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, abril 19, 2005

O 254º Papa - Bento XVI

O Cardeal Medina Menendez acaba de anunciar o novo Papa com muita alegria: Joseph Ratzinger, o cardeal alemão conhecido como o braço direito do falecido Papa João Paulo II.
Vivas ao Papa Bento XVI !

"Habemus Papam"

Os cardeais acabaram de votar e eleger o 254º Chefe máximo da Igreja Católica. Os sinos dobraram e o fumo branco elevou-se no ar em San Pietro.
Falta apenas saber quem foi o escolhido. Aguardamos com expectativa.

domingo, abril 17, 2005

Nova "Roupagem"

Em homenagem à nossa Reunião Magna, que terá lugar no próximo fim-de-semana, eis-nos com roupagem nova.

O Logo (é lindo!):

quinta-feira, abril 14, 2005

"Telmo contará comigo"

Entrevista publicada na edição de hoje do Correio da Manhã:
"António Carlos Monteiro, presidente da distrital de Lisboa do CDS-PP, avisa os possíveis candidatos à liderança no próximo congresso que é errado perpetuar artificialmente um ciclo que terminou com a demissão de Paulo Portas. Diz que Telmo Correia tem as melhores condições para unir o partido e, por isso, contará com o seu apoio.

Correio da Manhã – Qual é a sua expectativa em relação ao próximo congresso do CDS?

António Carlos Monteiro – Há uma coisa que, para nós, é importante neste congresso: da mesma forma que entendemos que é necessário que se faça uma reflexão estratégica, achamos que este novo congresso não deve servir para perpetuar artificialmente um ciclo que terminou com a demissão do dr. Paulo Portas. Deve servir, isso sim, para lançar um novo ciclo com uma nova liderança e com uma nova estratégia.

– O que é que quer dizer com ‘não perpetuar artificialmente um ciclo’?

– Significa que apesar de haver vários nomes que são discutidos como possíveis soluções de liderança, entendemos que este novo ciclo só fará sentido se tivermos um líder que possa não só protagonizar estas ideias mas também que tenha vontade de criar esse novo ciclo.

– De todos os nomes possíveis para a liderança, qual é o que merece o seu apoio?
– Entendemos que, se o dr. Telmo Correia decidir avançar com uma candidatura, será a pessoa que terá as melhores condições para unir o partido em torno de um novo ciclo.
– E se Telmo Correia não avançar? Existe um plano B?

– Isto não se faz em torno de planos A, planos B ou C. Isto faz-se na convicção de que é fundamental para o partido iniciar um novo ciclo. Como já referi, não concordamos com a perpetuação artificial do ciclo anterior.
– Falou-se na possibilidade de uma candidatura do eurodeputado José Ribeiro e Castro. O que é que pensa dessa hipótese?
– Digo apenas que considero fundamental que uma candidatura tenha condições de mobilizar o partido para esse novo ciclo e seja capaz de unir o partido em torno desse novo ciclo...
– Pelos vistos a saída de Paulo Portas está a criar grandes dificuldades ao partido, porque, a menos de duas semanas do congresso, ainda não há candidatos assumidos à liderança.
– Eu aí responderia que o segredo é a alma do negócio. Com naturalidade surgirá sempre uma candidatura que poderá protagonizar a estratégia que vier a ser definida pelo partido.
– Se Telmo Correia avançar para a liderança, admite integrar a lista de candidatos aos órgãos directivos do partido?
– Como é evidente isso dependerá sempre de um convite. E ainda não foi feito. É certo que há uma coisa que eu penso poder dizer a título pessoal: o dr. Telmo Correia contará comigo para aquilo que considera importante.

A ESTRATÉGIA E AS MOÇÕES
CM – Telmo Correia não entregou uma moção de estratégia global. A ideia é fundir as principais moções, nomeadamente a de Lisboa e a do Porto/Braga?
A.C.M. – Penso que, neste momento, em relação às moções o que está em causa é ainda o debate das ideias que cada moção apresenta e fazermos uma reflexão em conjunto. Mas é evidente que o partido terá de ter uma estratégia e ela pode ser o resultado de uma ou de várias moções. É certo que nós entendemos que aquilo que é a futura liderança dependerá do surgimento, com naturalidade, de uma candidatura que consiga face àquilo que são as suas ideias e estratégia definida em moção ou moções."

CDS critica declarações de Jorge Sampaio

O deputado do CDS-PP Telmo Correia criticou hoje a "oportunidade" das declarações do Presidente da República em França sobre o aborto, em que Jorge Sampaio manifestou o desejo de ver a actual lei evoluir.
"O que criticamos é a oportunidade. Não faz sentido, em vésperas de referendo, o Presidente da República pronunciar-se a favor de uma das posições", defendeu Telmo Correia aos jornalistas, à margem da sessão plenária da Assembleia da República.
Em Paris, em resposta a uma pergunta colocada por uma estudante sobre a actual lei sobre o aborto, Jorge Sampaio lembrou hoje que a sua posição "é conhecida e é favorável a uma evolução da lei".
"Se (o Presidente da República) quer um debate sereno não faz sentido que tome posição por um dos lados", criticou Telmo Correia, salientando que "tudo indica" que vai haver novo referendo sobre o aborto, dada a actual maioria de esquerda no Parlamento.
Questionado sobre o facto de o CDS-PP não ter reagido quando Jorge Sampaio, que efectua uma visita de Estado a França, manifestou posição favorável em relação ao Tratado Constitucional europeu, que também deverá ser objecto de referendo, Telmo Correia considerou que a questão do aborto "é de outra natureza".
"A maioria dos projectos em cima da mesa não são nem razoáveis nem favorecem o consenso e o equilíbrio nesta matéria", disse, reiterando a posição oficial do CDS contra a alteração da actual lei que criminaliza o aborto.
No próximo dia 20, a Assembleia da República voltará a discutir a questão do aborto e deverá aprovar o projecto de resolução do PS que prevê a realização de um novo referendo para despenalizar a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) até às dez semanas a pedido da mulher.
Em declarações aos jornalistas, a deputada do PS Sónia Fertuzinhos considerou "lamentável" a crítica feita pelo CDS-PP ao Presidente da República e acusou os democratas-cristãos de fazerem "chantagem política sobre problemas graves do país".
"O Presidente da República fez uso da sua independência e da sua função para responder a uma pergunta que lhe foi feita de forma muito natural", disse a deputada socialista, sublinhando que as afirmações de Jorge Sampaio apenas "confirmam o que a sociedade portuguesa já conhecia" quanto às suas posições sobre o aborto.
Fonte: Portugal Diário

quarta-feira, abril 13, 2005

Lançamento do livro "O Acidental"

A Concelhia de Lisboa comunica aos interessados que o lançamento da obra "O ACIDENTAL - o blogue que a Direita gosta" do militante Paulo Pinto Mascarenhas & convidados, a realizarse-á no dia 21 de Abril (Quinta-feira), às 21:00 h, na FNAC Colombo (Centro Comercial Colombo).
Apresentação a cargo do Professor Doutor Rui Ramos
(Compilação de posts do blog O Acidental)

Debate promovido pela JP Lisboa hoje

A Concelhia de Lisboa da JP vai organizar HOJE, dia 13 de Abril, pelas 21 horas, no Largo do Caldas, um debate aberto a todos os militantes sobre o próximo Congresso do CDS/PP.

Desde o resultado eleitoral do passado mês de Fevereiro muito se tem discutido sobre o futuro da Direita. Nós não queremos ficar à margem desta discussão!

O próximo Congresso do CDS/PP é o momento indicado para que o nosso partido debata internamente as grandes questões que se vão por à Direita, tais como: a questão das eleições presidenciais; a posição a tomar face ao referendo do Tratado Constitucional da União Europeia; a organização interna do partido; as coligações nas próximas eleições autárquicas; o futuro posicionamento ideológico do CDS/PP, as relações com o PSD, etc.

Este debate terá como convidados:

António Miguel Lopes – dirigente do CDS/PP

Adolfo Mesquita Nunes – blogger no A arte da fuga

José Pedro Costa e Silva – blogger no Lobi do cháVai ser um debate muito interessante.

Não faltes!! Contamos contigo!!!

quarta-feira, abril 06, 2005

"A Direita em Portugal"

Levo ao Vosso conhecimento o artigo publicado hoje na edição da FOCUS, do nosso Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Concelhia, Dr. Carlos Melo Barroso:
"Temos hoje no panorama político a particularidade dos partidos de esquerda totalizarem mais de 60% dos votos e a raridade da extrema-esquerda situar-se a pouco mais de 1% dos democratas-cristãos. Isto faz-nos reflectir sobre a direita em Portugal, os seus desafios e os valores que defende.
Desde sempre existiu direita e esquerda. Porém, excluindo os extremistas, quase toda a actividade político-partidária passou a ser enquadrada ao centro.
Por isso, não encontramos grandes diferenças nos partidos do arco da governação, no que concerne aos grandes objectivos para o país. A decisão do voto, numa parte substancial do eleitorado, acaba por ser determinada por quem é o candidato, ignorando até os programas apresentados.
Mas não tem que ser, necessariamente, assim. Não pode ser assim.
Acredito que no futuro próximo a opção dos eleitores, face às exigências da nossa sociedade e da resolução dos seus problemas, vai passar a ser tomada tendo em conta os projectos, as ideologias e os valores defendidos por cada área política.
É certo que a nossa política interna está, em grande parte, condicionada pelas decisões tomadas no âmbito da União Europeia. Mas isso não explica tudo.
A direita encontra-se, neste momento, paralisada e sem sinais vitais visíveis. Mas ela existe.
Essa viragem ao centro não significa que não exista direita e esquerda e que não faça sentido proceder à sua distinção. O que importa é mostrar que ela existe, transmitir os valores da direita aos portugueses. E essa é a tarefa da direita portuguesa. Porque a esquerda não hesita em fazer-se ouvir.
Determinadas questões que a esquerda se quis, ilegitimamente, apropriar são, também, objectivos da direita. E, apesar dos objectivos poderem ser comuns, os meios para os atingir são substancialmente diferentes.
É óbvio que a evolução dos tempos implica a redefinição e adaptação de valores e de políticas, desde que de forma consistente. A direita portuguesa, mais do que nunca, precisa de definir um corpo de doutrina que transmita aos portugueses, como um programa de causas. Faz falta a Portugal conhecer as grandes bandeiras da direita democrática.
E esse é o grande desafio que se coloca a quem queira representar, verdadeiramente, a direita portuguesa.
Nestas poucas palavras é difícil concretizar os valores da direita e o que resulta deles. A título de exemplo serão, necessariamente, a defesa da iniciativa e propriedade privada, um estado subsidiário, redução do peso da despesa pública e da intervenção do estado, reforma do sistema de segurança social, flexibilização das relações de trabalho, promoção da solidariedade social e defesa da vida.
Uma vez criado esse conjunto de valores, estou certo que os portugueses perceberão a importância das verdadeiras políticas de direita e das soluções que tem para os nossos problemas. Não podemos é ter receio de dizer e mostrar que somos de direita! Muita gente quer integrar um projecto de direita capaz de representar uma direita democrática alternativa ao poder socialista.
Perante o espectro político português não acredito que possa ser o PSD a desempenhar essa função, porque tem uma forte tendência interna de centro esquerda.
O caminho da direita que a grande maioria dos portugueses pretende tem que passar pelo próximo congresso do CDS e pela sua actuação subsequente.
Quero poder contar no meu país com uma verdadeira direita. Uma direita assim pode contar com o meu apoio."
Carlos Manuel Melo Barroso
Advogado

terça-feira, abril 05, 2005

Entrega de moções para o Congresso

As moções estão entregues... faltam os candidatos.

O CDS/PP encerrou ontem o processo de entrega de moções ao congresso. Com um saldo que deverá ficar por pouco menos de uma dezena de documentos, o referendo à Constituição Europeia surge, para já, como o foco de maior divisão.

Reflectindo a história recente do partido - que evoluiu do eurocepticismo para o CDS "eurocalmo" defendido por Paulo Portas - as moções ontem apresentadas propõem desde o "sim" ao tratado constitucional europeu (caso do texto "patrocinado" por Lisboa) a "uma posição de princípio favorável", mas com liberdade de voto aos militantes (moção subscrita pelo eurodeputado Ribeiro e Castro).
No pólo oposto, totalmente contrários à aprovação do tratado estão pelo menos duas moções. A de Miguel Matos Chaves, até agora o único candidato à liderança do partido, e de Ismael Pimentel, líder da concelhia da Amadora do CDS/PP.

Modernizar. Actualizar o programa e o discurso dos democratas-cristãos é uma das propostas da moção "Afirmar Portugal", que ontem foi apresentada em Lisboa. Nascido da iniciativa da distrital lisboeta, mas apresentada pelos subscritores como um documento que congrega quadros e não estruturas - por oposição ao texto liderado pelas distritais do Porto e Braga -, o texto sublinha que os populares devem adaptar-se ás novas realidades sociais, nomeadamente no que respeita à família. "O CDS tem de deixar de ser visto apenas como o partido das famílias tradicionais, tem de actualizar o discurso e dar resposta aos problemas de novos tipos de famílias, como as monoparentais", sublinhou António Carlos Monteiro, líder da distrital de Lisboa, na apresentação da moção. Nesse sentido, o texto defende alterações na política fiscal, substituindo o coeficiente conjugal pelo familiar, no cálculo dos rendimentos.

No que se refere aos próximos desafios eleitorais, a moção defende uma candidatura única de centro-direita às presidenciais. Já no que se refere às autárquicas, os subscritores limitam as coligações com o PSD apenas aos concelhos onde exista uma "real possibilidade" de vitória.
Subscrita por nomes como Teresa Caeiro e João Rebelo (deputados), Diogo Feyo e Nuno Fernandes Thomaz (ex-secretários de Estado), ou pelos líderes das distritais de Aveiro e Viseu, a moção ontem apresentada não está, para já, associada a qualquer candidatura - facto comum aos restantes textos, à excepção do de Miguel Matos Chaves. Para António Carlos Monteiro esta é uma forma de potenciar o debate de ideias, já que "uma simples solução de liderança não contribuirá para a reflexão que tem de ser feita" no centro-direita, face aos últimos resultados eleitorais. Quanto ao facto de o documento reunir nomes próximos de Telmo Correia, o líder da distrital de Lisboa defendeu que a "moção não tem qualquer nome de presidente nem define qualquer perfil ". "Seria fazer batota se estivéssemos atrás desta moção a defender qualquer candidatura", afirmou.

Apesar disso, entre os populares esta moção é tida como a mais próxima de Telmo Correia

- que, apesar de já ter afirmado que não é candidato à liderança, continua a ser apontado como o mais provável sucessor de Paulo Portas na presidência do partido.


Fonte: DN

A 1ª Inovação do Eng. José Sócrates: Governo admite extinguir exames do 9ª ano

O Governo Socialista está prestes a tomar a primeira medida com vista à inovação tecnológica: extinção dos exames do 9º ano. A velha esquerda assolada pelos seus fantasmas igualitaristas, sempre pronta a facilitar a vida dos seus jovens cidadãos, promovendo a cultura da facilidade e da mais profunda irresponsabilidade.

Felizmente, à Esquerda, não faltam vozes atentas a denunciar este tipo de coisas, valendo a pena transcrever o comentário do prof. Vital Moreira: "É evidente que ninguém gosta dos exames: alunos, pais, professores... As motivações interesseiras são óbvias. Mas é assim que Sócrates quer fomentar uma cultura de exigência, rigor e avaliação de desempenho individual?".

JPCC

"A Direita de Magritte"

A Direita vista pelo Prof. Rui Ramos no: Portugal Diário

E o comentário do Prof. Vital Moreira a este artigo no: Causa Nossa

JPCC

domingo, abril 03, 2005

CDS/PP sugere sessão de Parlamento para evocar João Paulo II

O CDS irá propõr ao Presidente da Assembleia da República uma sessão parlamentar especial para evocar a memória de João Paulo II, considerando o Papa "a mais extraordinária personalidade do século XX e início do século XXI.
"O CDS-PP exprime as suas condolências e curva-se humildemente pela sua memória", afirmou Telmo Correia, vice-presidente da Assembleia da República e membro da direcção democrata-cristã, lembrando "o carinho e devoção" de João Paulo II por Fátima e pelos portugueses.
"João Paulo II foi o Papa de Fátima e os portugueses têm todas as razões para não o esquecerem", sublinhou.
Telmo Correia recordou o Sumo Pontífice como "um exemplo de vida e de dignidade" e exaltou o seu papel na "libertação de centenas de milhares de pessoas do totalitarismo comunista".
"João Paulo II tirou o medo do coração do mundo, fazendo cair os muros da divisão e antagonismo", sublinhou o dirigente centrista, recordando ainda o papel do Papa na defesa da "dignidade humana", no diálogo inter-religioso e a sua relação especial com os jovens.

"A morte de Sua Santidade convoca todos os seres humanos e os católicos em especial a um tempo de profundo recolhimento", acentuou Telmo Correia, considerando que a melhor forma de "ultrapassar a falta que já se sente" será evocar o "empenho e testemunho" deixado por João Paulo II.