terça-feira, abril 26, 2005

Pires de Lima

O líder do CDS, Ribeiro e Castro, já fez saber que não pretende abdicar do cargo de eurodeputado, em Bruxelas

«Estou curioso para ver como é que se consegue dirigir o partido a 3000 quilómetros de distância», questiona o dirigente do CDS, António Pires de Lima

O ex-vice-presidente do CDS, António Pires de Lima, critica a decisão de Ribeiro e Castro em pretender continuar como eurodeputado e dirigir, a partir de Bruxelas, o partido. «Fiquei atónito quando o dr. Ribeiro e Castro disse que é possível dirigir o partido a partir de Bruxelas», confessou o dirigente do CDS, que apoiou Telmo Correia para suceder a Paulo Portas na presidência do CDS.

Pires de Lima disse a "A Capital" que está «curioso para ver como é que se consegue dirigir o partido a 3000 quilómetros de distância» e reiterou a ideia de que o CDS «precisa de um presidente com disponibilidade total, próximo dos militantes».

Também Nuno Melo - apoiante do ex-ministro do Turismo - , reforça a ideia que manifestou antes do conclave do passado fim-de-semana. «Continuo a achar que era uma grande vantagem que o líder do CDS saísse do grupo parlamentar. Mas a vontade dos militantes foi outra», disse o líder da bancada centrista, quando confrontado com o facto de Ribeiro e Castro continuar como deputado no Parlamento Europeu, deixando implícito que o novo líder peca por não ser deputado na Assembleia da República.

Ribeiro e Castro garantiu, no domingo - já depois de ter sido eleito líder do CDS - que tenciona continuar a exercer o seu mandato em Bruxelas. «Creio que é possível e útil continuar a desempenhar esses mandatos e é possível fazê-lo», disse o líder do CDS.

(continua na edição impressa)

- A Capital