sexta-feira, abril 22, 2005

Telmo Correia avança para a liderança do CDS

Nuno Melo confirmou que Telmo Correia aceitou ser «o rosto comum» da distrital de Lisboa e da moção «Portugal Já», apoiada pela maioria das distritais do CDS


Telmo Correia vai candidatar-se à liderança do CDS no congresso do partido que começa amanhã em Lisboa. O ex-ministro do Turismo mantém o longo silêncio sobre uma eventual candidatura, contudo, fontes próximas do vice-presidente da Assembleia da República garantem que Telmo Correia vai entrar na corrida à sucessão de Paulo Portas. O dirigente do CDS subscreveu ontem duas das principais moções que serão discutidas no conclave centrista do fim de semana, mais um sinal de que o ex-ministro se prepara para avançar. «Telmo Correia disse-me que ia subscrever as duas moções e que ia candidatar-se», afiançou ontem a A Capital, um dirigente centrista, confirmando que Telmo Correia, um dos nomes mais desejados no CDS para suceder a Paulo Portas, vai, finalmente, assumir a candidatura à liderança, ao que tudo indica, durante o congresso que vai decorrer no Centro de Congresso de Lisboa.

Indicador de que o ex-ministro do Turismo irá avançar, é o facto de Telmo Correia ter aceite ontem subscrever duas das principais moções – «Afirmar Portugal», apoiada pela distrital de Lisboa; e «Portugal, já!», suportada pela maioria das distritais do partido – que serão levadas ao congresso do CDS. Segundo avançou ontem Nuno Melo, líder parlamentar do CDS, à agência Lusa, Telmo Correia aceitou «ser o rosto comum» das moções que, em conjunto, recolhem grande parte do apoio dentro do partido.
A decisão do ex-ministro de se candidatar à liderança do partido surgiu após uma longa reunião na quarta-feira à noite com Nuno Melo e o presidente da distrital de Lisboa, António Carlos Monteiro, primeiros subscritores das duas moções.

Já antes, na apresentação da moção «Portugal, já!», Nuno Melo tinha referido que o «candidato desejável» à liderança do CDS já havia decido candidatar-se à liderança. O líder parlamentar centrista recusou avançar nomes, mas deixou implícito que se estava a referir a Telmo Correia. Apesar de ser o nome mais desejado dentro do partido para suceder a Paulo Portas na liderança do CDS – figura que também agrada ao líder demissionário –, o ex-ministro do Turismo recusou sempre ser candidato.

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- A Capital