CDS aprova apoio a Cavaco Silva
O Conselho Nacional encerrou com moção de Ribeiro e Castro a obter 87 votos contra os 57 votos conseguidos por Pires de Lima. Juventude Popular decidiu retirar a sua moção da votação, que propunha realização de referendo interno sobre apoio a Cavaco.
O CDS-PP formalizou hoje o apoio à candidatura de Cavaco Silva a Presidente da República, com a moção de Ribeiro e Castro a obter 87 votos contra os 57 votos conseguidos por Pires de Lima.
O texto apresentada pelo presidente do partido, que conseguiu 60,5 por cento dos votos, não foi formalizada por escrito, uma vez que Ribeiro e Castro considerou que a moção apresentada no último Congresso, "2009", já traçava a estratégia presidencial, ao definir um perfil em que Cavaco Silva encaixa.
O CDS-PP formalizou hoje o apoio à candidatura de Cavaco Silva a Presidente da República, com a moção de Ribeiro e Castro a obter 87 votos contra os 57 votos conseguidos por Pires de Lima.
O texto apresentada pelo presidente do partido, que conseguiu 60,5 por cento dos votos, não foi formalizada por escrito, uma vez que Ribeiro e Castro considerou que a moção apresentada no último Congresso, "2009", já traçava a estratégia presidencial, ao definir um perfil em que Cavaco Silva encaixa.
A moção apresentada por Pires de Lima obteve 39,5 por cento dos votos e pretendia esclarecer algumas posições de Cavaco Silva sobre temas como a revisão da Constituição ou a proporcionalidade do sistema eleitoral antes de o CDS dar um apoio definitivo ao ex-primeiro-ministro do PSD. Votaram 144 conselheiros nacionais.
A Juventude Popular (JP) decidiu retirar a sua moção da votação, que propunha a realização de um referendo interno sobre o apoio político-institucional à candidatura de Cavaco Silva a Belém.
"Na conclusão do debate sobre presidenciais foi entendido pelo presidente do partido que, havendo três propostas em cima da mesa, essas se excluíam umas às outras, quando a JP disse desde o início que a sua proposta visava incluir", explicou o presidente desta estrutura, João Almeida, em declarações aos jornalistas.
"Não estava cumprido aquele que para nós era o princípio essencial: que o partido participasse na decisão", afirmou, justificando a retirada da proposta.
O líder do CDS-PP, Ribeiro e Castro, considerou hoje que o Conselho Nacional do partido se pronunciou com "absoluta clareza" sobre o apoio a Cavaco Silva, depois de a sua moção ter obtido 60 por cento dos votos.
Dos 144 conselheiros nacionais votantes - não foi possível obter a lista completa do Conselho Nacional -, 87 votaram na moção de Ribeiro e Castro, que defende o apoio imediato a Cavaco Silva, e 57 (quase 40 por cento) preferiram o texto de António Pires de Lima, que pedia algumas clarificações antes de o partido tomar uma decisão definitiva sobre o apoio ao ex-primeiro-ministro do PSD.
"Pedi que o Conselho Nacional tomasse uma decisão clara e o Conselho tomou uma decisão absolutamente clara", sublinhou o líder do CDS, no final da reunião.
Ribeiro e Castro vai encontrar-se ainda hoje à noite com Cavaco Silva para lhe transmitir este apoio do CDS, mas escusou-se a divulgar as conversas que já teve com o ex-primeiro-ministro.
"Estou consciente de quais são os interesses do meu partido e várias questões são conversadas", disse, apenas.
O autor da moção derrotada, Pires de Lima, também saiu satisfeito do que classificou como um "grande Conselho Nacional".
"Se 40 por cento dos conselheiros nacionais votaram nesta proposta, significa que há uma percentagem importante das pessoas que entendiam que devíamos ter sido mais exigentes e conduzido este processo de forma mais habilidosa", afirmou.
Quanto aos resultados, Pires de Lima sublinhou que foi uma "votação democrática", por voto secreto dos conselheiros, e manifestou o desejo de que "a campanha traga as clarificações que ainda faltam".
O ex-vice-presidente do CDS lembrou que a sua proposta também apontava para o apoio a Cavaco Silva e garantiu que irá votar neste candidato.
"Obviamente vou votar no professor Cavaco Silva, é o melhor candidato", disse.
Também Telmo Correia, que defendia a apresentação de um candidato presidencial próprio mas apoiou a moção de Pires de Lima, sublinhou o "resultado significativo" obtido pelo texto do ex- dirigente.
Questionado se irá fazer campanha por Cavaco Silva, Telmo Correia respondeu que "não foi requisitado" pelo partido para essa tarefa.
À saída do Conselho Nacional, Maria José Nogueira Pinto saudou os resultados da reunião como "a vitória da clarificação".
"Representa a vitória de uma proposta apresentada pelo presidente do partido, uma clarificação de uma questão muito importante para o partido e para o país", sublinhou.
Fonte: Portugal Diário








