quinta-feira, maio 31, 2007

Bagão Félix entrega lista do CDS à Câmara de Lisboa

Para o mandatário Bagão Félix, que acompanhou Telmo Correia na entrega da lista no Palácio da Justiça, afirma que as pessoas do CDS/PP "podem trazer algo novo à gestão autárquica".
"Neste momento mais que a função de interesses é necessário que haja a função de competências", sustentou.
"Na equipa do CDS/PP existe a partilha de competências, o sentido de serviço e a perspectiva humanista", referiu, acentuando que "estas pessoas não dependem da política e é disso que a câmara precisa".
in Lusa

Aeroporto da Ota é uma "obra faraónica"

O candidato do CDS/PP à Câmara de Lisboa Telmo Correia classificou hoje o novo aeroporto da Ota como "obra faraónica".
Em declarações aos jornalistas no final da entrega da lista do CDS/PP, no Palácio da Justiça, Telmo Correia afirmou que "critica o que está mal", mas "apresentará sempre soluções de melhora".
O candidato deu como exemplo o novo aeroporto da Ota, que classificou com uma "obra faraónica", que representa "o novo-riquismo da cidade, que está cada vez mais assumir-se".
Telmo Correia disse ainda que a vitória do partido é "convencer" os lisboetas de que o CDS/PP vai triunfar na câmara.
"Estas eleições são para resolver os problemas dos lisboetas" e para governar Lisboa é "necessário" que na Câmara "exista um clima de estabilidade, autoridade e capacidade de liderança", afirmou.
Telmo Correia salientou que as mudanças na cidade têm que ser feitas "com a nova gestão da sua equipa".
"A nossa equipa representa os melhores quadros de ligação a Lisboa e possui uma enorme competência de gestão", disse.
in Lusa

Portas acusa Costa de ser advogado do Governo ao defender aeroporto na Ota

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, atacou hoje o candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa (CML), considerando que António Costa, ao defender o aeroporto na Ota, "está a ser advogado do Governo".
"O dr. António Costa, como era ministro do Governo até há umas semanas, defende o aeroporto na Ota. Não está a ser procurador dos lisboetas, está a ser advogado do Governo", criticou Portas, num encontro com autarcas do CDS de Lisboa.
As críticas do líder do CDS-PP estenderam-se também ao PSD nesta matéria.
"O dr. Negrão propôs um pacto para defender a Portela e nós não podemos concordar mais. Mas o líder do PSD, o dr. Marques Mendes, diz que a Portela está esgotada. Têm de se entender uns com os outros!", apelou, lembrando que o CDS sempre defendeu a manutenção do actual aeroporto.
Paulo Portas realçou a coesão do CDS-PP como uma vantagem para as eleições intercalares em Lisboa.
"No CDS não há duas listas, isso só se passa no PS e no PSD", frisou, pedindo aos eleitores para julgarem a 15 de Julho quer o trabalho dos socialistas do Governo, quer a gestão social-democrata da capital."As pessoas sabem que votar no dr. António Costa é votar no Governo e o Governo não merece um prémio. O PS não está a governar bem o País e o PSD não governou bem a cidade de Lisboa", resumiu.

Também o cabeça-de-lista do CDS às eleições para a CML , Telmo Correia, apontou baterias aos seus adversários nesta campanha.Apontando o equilíbrio financeiro da Câmara como a "urgência" para este mandato de dois anos, Telmo Correia sublinhou que parte do passivo do Município - 155 milhões de euros - resultou da Expo'98."Este passivo vem de um presidente de Câmara - João Soares - e de um ministro que era responsável pela Expo, António Costa", atacou.Na sua intervenção, Telmo Correia voltou ainda a criticar o vereador do Bloco de Esquerda em Lisboa, José Sá Fernandes, responsabilizando-o pela paragem, durante dez meses, das obras do Túnel do Marquês, que considerou uma "boa obra" para Lisboa.
"O Bloco de Esquerda tem um cartaz que diz 'O Zé faz falta'. O que faz falta ao orçamento da Câmara são os 4,5 milhões de euros que custou esse tempo em que a obra esteve parada", acusou.Pedindo aos autarcas do CDS reunidos na sede do partido que não dêem ouvidos aos comentadores políticos, Telmo Correia deixou também um 'recado' ao ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa.
"Não nos vamos preocupar com os moralizadores do costume, aqueles que receberam a Câmara de mão beijada e se puseram a dar saltos para o Tejo", criticou, referindo-se à candidatura derrotada de Marcelo Rebelo de Sousa à CML em 1989.
Telmo Correia apelou aos autarcas do CDS em Lisboa para fazerem campanha "rua a rua, porta a porta" e salientou a importância de manter o CDS na gestão do município lisboeta, numas eleições disputadas por 12 candidatos.
"Esta é uma eleição onde não há maioria absoluta. A manutenção de um vereador do CDS será uma contribuição importante para a Câmara", salientou.
in Lusa

Debate- a Cultura em Lisboa

Realizou-se no Teatro São Luiz, em Lisboa, um debate com representantes das várias candidaturas às eleições intercalares para a Câmara de Lisboa, sobre a sua posição em relação à Cultura na cidade.
Para Teresa Caeiro, do CDS, deve haver um alargamento do acesso à cultura e acabar-se com mito de que o que é visto por muitos é popularucho e mau e o que é visto por poucos é hermético e mau - dá o exemplo da Festa da Música e de Fernando Pessoa, ícone suficientemente internacional para ser explorado, tal como James Joyce em Dublin. Nesse sentido, a CML tem que ter um papel pró-activo, devendo haver uma articulação da Cultura com o sector do Turismo e com municípios limítrofes.
- via pfnews

quarta-feira, maio 30, 2007

Ota: CDS quer Manuel Pinho no Parlamento para explicar impacto da saída de aeroporto de Lisboa

O CDS-PP anunciou hoje que vai pedir a presença do ministro da Economia, Manuel Pinho, na Assembleia da República para explicar qual o impacto económico da saída de Lisboa do futuro aeroporto internacional.
Para o CDS-PP, existe uma questão prévia antes de se discutir se o aeroporto deve ser na Ota, como tem defendido o Governo, ou noutros locais como Rio Frio ou Poceirão.
"Sabemos se o aeroporto da Portela está ou não está esgotado, se é possível ou não prolongar a vida da Portela?", questionou o líder parlamentar do CDS-PP e candidato autárquico a Lisboa, Telmo Correia, numa conferência de imprensa no Parlamento.
Para os democratas-cristãos, não está suficientemente estudada a hipótese de manter a Portela em funcionamento, com o apoio de um outro aeroporto mais pequeno, vocacionado sobretudo para as companhias 'low-cost'.
"Queremos saber qual é o impacto na economia do país e de Lisboa da saída do aeroporto da capital. Por isso chamamos o ministro da Economia", explicou Telmo Correia.
O líder parlamentar do CDS referiu dois estudos - um de 2000, outro de 2005 - que apontam para um impacto negativo no turismo da saída do aeroporto na Portela.
"Há estimativas que dizem que podemos perder 20, 30, 40 mil empregos [na área do turismo]", alertou o candidato autárquico a Lisboa.
Questionado sobre o apelo lançado terça-feira pelo candidato do PSD à Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Negrão - que propôs um pacto entre todos os candidatos para a manutenção do aeroporto em Lisboa -, Telmo Correia frisou que a posição do PSD não tem sido clara.
"Nós só podemos pactuar se estivermos de acordo mas não conseguimos perceber a posição do PSD", afirmou o líder parlamentar do CDS, recordando declarações do líder social-democrata em que Marques Mendes referia que a Portela estava "esgotada".
"A nossa posição sempre foi clara, se o PSD mudar de ideias em relação ao que disse o dr. Marques Mendes e quiser juntar-se a nós...", desafiou o candidato do CDS-PP.
Telmo Correia reiterou a discordância do seu partido em relação à construção do aeroporto na Ota, considerando que se trata "da pior opção".
"Basta ver fotografias: há um pântano gigantesco para drenar, são 80.000 metros cúbicos que teriam de ser removidos", afirmou Telmo Correia, empunhando fotografias do local.
"Seria necessário qualquer coisa como construir a muralha da China para aí se poder fazer o aeroporto", comparou.
in Lusa

Greve geral: CDS diz que Governo não conseguiu "cumprimento integral" dos serviços mínimos

O CDS-PP considerou hoje que o Governo não conseguiu garantir "o cumprimento integral" dos serviços mínimos, mas disse compreender as razões pelas quais muitos portugueses aderiram à greve geral.
"O CDS, como partido conservador, não apela nem à convocação nem à participação nestas acções, embora reconhecendo o direito à greve, garantido pela Constituição", afirmou o deputado do CDS-PP Pedro Mota Soares, em declarações aos jornalistas.
Recusando-se a comentar os números provisórios da greve - o Governo diz que a adesão é de 12,8 por cento na função pública, a CGTP diz que estes dados estão a ser manipulados -, o deputado do CDS-PP destacou um ponto que considerou essencial.
"Não pondo em causa o direito à greve, os portugueses têm direito a ter serviços mínimos. Parece que o Governo não conseguiu o cumprimento integral dos serviços mínimos", frisou.
Ainda assim, Pedro Mota Soares disse "compreender" as razões que levaram muitos portugueses a aderir à paralisação.
"Compreendemos o sentimento muito negativo que hoje muitos portugueses, em especial na função pública, têm em relação ao Governo", disse.
A CGTP, que remeteu para o final do dia os números da adesão total à paralisação, marcou a greve geral de hoje para exigir uma mudança de rumo para as políticas económicas e sociais de modo a garantir aos portugueses melhores condições de vida e de trabalho.
in Lusa

Lei da Televisão aprovada pela maioria socialista sob críticas

A proposta de lei da Televisão foi hoje aprovada em votação final global pela maioria socialista, com críticas da oposição que considerou tratar-se de um diploma que já está desajustado à realidade.(...)
Pelo CDS-PP, que também votou contra a proposta de lei, o deputado Pedro Mota Soares assinalou o «grande retrocesso» que a nova lei imprime quanto à «protecção dos públicos mais sensíveis», deixando igualmente críticas ao facto da nova lei ser já «passado» em determinados aspectos, nomeadamente quanto à questão do acesso à televisão digital terrestre.
«Esta lei é uma oportunidade perdida. Daqui a seis ou sete meses já terá de ser revista», salientou Pedro Mota Soares.(...).

in Lusa

Hoje


Reunião de Autarcas de Lisboa
com os candidatos à CML
e com Paulo Portas
21h00
Sede Concelhia

Educação: Portas protesta contra "sistema de ensino de faz-de-conta"

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, protestou ontem contra a ausência de penalização dos erros ortográficos na prova de aferição de português, considerando que se vive "um sistema de ensino faz-de-conta".
"Através da comunicação social, o país tomou hoje conhecimento de que nas provas de aferição na disciplina de Português os erros de Português, de ortografia, não contam para efeitos de classificação. Gostava de deixar muito claro o protesto do CDS por este facto", afirmou Paulo Portas, em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita à Feira do Livro de Lisboa.
O Diário de Notícias noticia hoje que os "erros de ortografia não contam para a avaliação", escrevendo que "erros de construção frásica, grafia ou de uso de convenções não são para descontar" nas referidas provas, informação entretanto desmentida "liminarmente" pelo Ministério da Educação.
O Gabinete de Avaliação Educacional justificou a ausência de penalização de erros ortográficos na parte das provas de aferição dedicada à interpretação de texto com a necessidade de avaliar separadamente diferentes competências da língua e traçar estratégias distintas.
"Já sabíamos que as provas de aferição não contam para a avaliação do aluno, agora ficámos a saber que os erros de português numa prova de português não contam para a classificação do aluno", criticou Portas.
"Estamos num sistema de ensino faz-de-conta, e isso do ponto de vista do CDS é inaceitável", acrescentou.
Para o líder do CDS-PP, "há verbos proibidos" entre os "ideólogos do Ministério da Educação".
"O verbo estudar é disfarçado, o verbo examinar é disfarçado, o verbo passar é disfarçado, o verbo chumbar desapareceu e agora errar também é indiferente", criticou Portas, garantindo que o CDS irá questionar o Ministério da Educação sobre esta matéria.
"Não é para isto que o contribuinte paga o sistema educativo", acrescentou.
in Lusa

Impostos: Portas critica Estado por "entrar em casa das famílias sem bater à porta"

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, criticou hoje a obrigatoriedade de as doações acima dos 500 euros terem de ser declaradas ao Fisco, acusando o Estado de querer "entrar em casa das famílias sem bater à porta".
"Eu não aceito que o Estado, através da administração fiscal, se ache no direito de, sem bater à porta, entrar na casa das famílias e ingerir na gestão financeira das famílias", criticou Paulo Portas, em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita à Feira do Livro de Lisboa.
Devido às alterações introduzidas em 2006 ao Imposto de Selo, todos os contribuintes que façam doações superiores a 500 euros estão obrigados a pagar imposto de selo, entregando ao Fisco o modelo 1 do Imposto de Selo na altura da doação.
As doações entre pais e filhos, marido e mulher e avós e netos estão isentas do pagamento desse imposto, mas todos os contribuintes que façam doações superiores a 500 euros têm a obrigação de o declarar ao Fisco, sob pena de serem multados.
A confusão nesta matéria surgiu depois do primeiro-ministro ter dito no Parlamento, em Janeiro, que "não existem doações entre pais e filhos, nem entre cônjuges", sugerindo que as mesadas que os pais dão aos filhos não têm de ser declaradas às Finanças.
"Fizemos a pergunta pertinente ao primeiro-ministro e lembrar-se-ão, os que assistiram ao debate, que o primeiro-ministro dizia que era fantasia nossa. Afinal, o primeiro-ministro não estava exactamente dentro do assunto", referiu Portas.
Depois de um requerimento feito por duas deputadas socialistas ao Ministério das Finanças a pedir esclarecimentos sobre este assunto, o gabinete de Teixeira dos Santos reafirmou segunda-feira a obrigação de declaração em situações de doações superiores a 500 euros entre pais e filhos, mas esclareceu que as mesadas decorrem do dever do poder paternal e não são por isso consideradas doações para efeitos fiscais.
No entanto, o líder do CDS-PP deu alguns exemplos de situações que implicam a declaração de uma doação ao Fisco, e que classificou de "absurdas".
"Por exemplo, um pai que dá um prémio a um filho porque ele passou de ano (...), um avô que paga alguns dos estudos do seu neto (...), um presente de casamento", enumerou.
"Para os socialistas o Estado pode entrar em casa das pessoas, para nós o Estado fica à porta, e isso é uma separação absolutamente fundamental", defendeu Paulo Portas.
O líder do CDS-PP salientou que foi por influência do seu partido que terminou o imposto sucessório entre cônjuges, descendentes e ascendentes.
"Essa foi uma das marcas que o CDS conseguiu levar para o Estado, maior respeito pela família", disse.
"O Estado que se meta na sua vida e deixe a vida das famílias tranquilas", aconselhou Portas, garantindo que o CDS irá questionar o Ministério das Finanças sobre este tema.
in Lusa

terça-feira, maio 29, 2007

Telmo Correia quer GPS instalado nos táxis lisboetas

No final de uma visita à ANTRAL (Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis Ligeiros), Telmo Correia reiterou que o CDS-PP não pretende fazer «grandes promessas» para Lisboa, devido à situação financeira do município, mas deixou um alerta.
«Uma coisa é não fazer grandes promessas, outra são compromissos da Câmara Municipal de Lisboa que não foram cumpridos», afirmou Telmo Correia, em declarações à Agência Lusa, à saída da reunião com o presidente da ANTRAL, Florêncio Almeida.
O candidato do CDS-PP salientou que a instalação de GPS (sistemas de posicionamento global) nos táxis chegou a estar orçamentada - 840 euros por viatura, três milhões de euros de custo total - e implementada numa fase experimental, tendo depois sido abandonada.
«Os sistemas GPS nos táxis têm uma dupla função: por um lado, protegem os motoristas e permitem-lhes dar o alerta em caso de perigo», realçou.
Por outro, acrescentou, estes sistemas permitiriam aos taxistas chamar a atenção para outras ocorrências na cidade, como assaltos, incêndios ou acidentes.
«Era bom que a Câmara Municipal de Lisboa pudesse cumprir os seus compromissos», frisou Telmo Correia, que esteve acompanhado nesta acção de pré-campanha pelo número quatro da sua lista, António Carlos Monteiro, e pelo deputado Nuno Magalhães, ex-secretário de Estado da Administração Interna.
Telmo Correia questionou também o Governo sobre a exclusão do município lisboeta do programa Táxi Seguro, que abrange grande parte das localidades da Área Metropolitana de Lisboa.
«O Governo, que mandou o seu número dois como candidato à Câmara, não explicou porque é que Lisboa ficou de fora do programa 'Táxi Seguro'», disse o candidato autárquico do CDS-PP.
Telmo Correia prometeu que, se for eleito para a autarquia da capital, irá estudar uma reivindicação dos taxistas de instalação de sistemas de vídeovigilância.
De acordo com o presidente da ANTRAL, esta associação representa 95 por cento do sector e tem 9.500 associados em todo o país, dos quais 3.500 em Lisboa.
in Lusa

Novo líder da 'jota' quer revogação da Constituição e texto mais curto

O novo líder da Juventude Popular (JP), Pedro Moutinho, propôs hoje a revogação da Constituição da República e a elaboração de uma nova Lei fundamental, com poucos artigos e com a qual "todos os portugueses se identifiquem".
Pedro Moutinho, 25 anos, foi eleito domingo líder da Juventude Popular, substituindo João Almeida - agora secretário-geral do partido - e que esteve à frente desta estrutura durante sete anos.
"Já não há revisão que valha à Constituição. Deve ser revogada e ser feita uma nova Constituição com poucos artigos, centrada nos direitos, liberdades e garantias", defendeu Pedro Moutinho, em declarações à Lusa.
Esta é uma das duas prioridades externas apontadas pelo novo líder da JP, a par da reforma do Estado.
"O Estado deve estar muito menos presente na vida dos cidadãos e das empresas", apelou.
A nível interno, Moutinho quer focar a sua agenda no crescimento da JP e na formação política dos seus membros.
Sobre as recém-criadas 'tendências' dentro do CDS-PP, Pedro Moutinho não quer, para já, comprometer-se com nenhuma.
"A minha tendência é a da Juventude Popular", frisou, acrescentando que se revê com partes do discurso liberal e com outras das teorias democratas-cristãos.
"Na JP, assim como no partido, deve haver espaço para todos. As tendências são saudáveis, mas não devem excluir ninguém", disse.
No futuro, o líder da JP conta apresentar ao grupo parlamentar propostas em áreas como a educação, família, Constituição e Orçamento de Estado.
Licenciado em Gestão pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Pedro Moutinho está actualmente a concluir um MBA na mesma universidade.
Na JP, já foi secretário-geral e vice-presidente, subindo agora à liderança desta estrutura.
No Congresso, que se realizou este fim-de-semana na Covilhã, a moção de Pedro Moutinho conseguiu 87 por cento dos votos, contra o documento estratégico apresentado por Luís Chiti Dias.
in Lusa

Declaração de doações é um «acto de coscuvilhice fiscal»

A exigência de que as doações em dinheiro entre familiares tenham de ser declaradas ao fisco quando excederem os 500 euros foi hoje considerada um «acto de coscuvilhice fiscal» pelo deputado Pedro Mota Soares, do CDS-PP.
«Esta medida do Governo é um acto de coscuvilhice fiscal e representa um intromissão do Estado no seio da gestão familiar», declarou o parlamentar à agência Lusa, acrescentando que «o CDS vai apresentar um projecto-lei a solicitar a revogação desta decisão».
Segundo Pedro Mota Soares, «em Janeiro deste ano, o CDS perguntou ao primeiro-ministro o que é que ele achava do decreto-lei do seu Governo sobre a obrigatoriedade de declarar as doações e ele respondeu que isso não era bem assim mas, hoje, o Ministério das Finanças confirmou que as doações entre elementos de uma família vão ter de ser declaradas e, em alguns casos, taxadas».
De acordo com a medida governamental, não são apenas as doações únicas que ficam sujeitas a declaração, tendo também o fisco de ser informado das doações parcelares, a partir do momento em que o acumulado destas ultrapasse os 500 euros.
Ou seja, se um pai der uma mesada de 50 euros por mês a um filho, ao fim de dez meses - quando atingir os 500 euros - tem de declarar esse montante global às Finanças.
«Então, e se um pai tiver de dar mais de 500 euros a um filho para este pagar as propinas da faculdade? Ou se lhe quiser dar mil euros para o ajudar a adquirir um automóvel? Passa a ter de ir constantemente às finanças?», questiona o deputado, para quem esta decisão «obriga as famílias a fazerem denúncias quase diárias dos seus gestos».
E se no caso das doações entre pais e filhos ou entre cônjugues o valor não é tributado, o mesmo já não sucede com as doações efectuadas entre outros membros da família.
«Se estivermos a falar de um presente de casamento oferecido por um tio a uma sobrinha ou entre irmãos que exceda os 500 euros, além da declaração às finanças o valor é taxado em 10%, que é o Imposto de Selo», assinalou Pedro Mota Soares.
O parlamentar sublinhou ainda à Lusa que «uma vez que a medida está, afinal, em vigor desde o início do ano, importa saber o que vai acontecer a quem acreditou nas palavras iniciais do primeiro-ministro e fez doações sem as declarar ao fisco».
«Será que essas pessoas vão agora ter de pagar multa?», pergunta o deputado da bancada popular.
A obrigação de declarar as doações superiores a 500 euros constam da legislação desde 2006 mas, em Janeiro, José Sócrates desmentiu essa hipótese no Parlamento.
O documento do Ministério das Finanças, em resposta a um requerimento das deputadas socialistas Leonor Coutinho e Maria Irene Veloso, confirma agora que a lei exige a declaração ao fisco das doações entre ascendentes e descendentes directos bem como o pagamento do Imposto de Selo se a doação for feita em dinheiro, num montante superior a 500 euros, entre familiares sem linha directa.
No entanto, se essa doação for feita em cheque e não em dinheiro não há lugar ao pagamento do Imposto de Selo, refere a resposta do Ministério das Finanças.
O Jornal de Negócios assinala que estas regras já existiam no Imposto sobre Sucessões e Doações, extinto pelo Governo de Durão Barroso em 2003, mas nunca foram cumpridas, não havendo registo de qualquer penalização por incumprimento.
in Diário Digital pela Lusa

segunda-feira, maio 28, 2007

Telmo Correia faz campanha contra graffitis no Bairro Alto

O líder parlamentar do CDS/PP, e candidato à Câmara de Lisboa, Telmo Correia, disse hoje, em campanha pelo Bairro Alto contra a pintura de "graffitis", que apenas abandona a liderança parlamentar caso ganhe as eleições.
Telmo Correia agendou para hoje às 12:30 um encontro com jornalistas para "mostrar as paredes cheias de rabiscos e gatafunhos que enchem o Bairro Alto", em Lisboa.
No local estiveram presentes membros da lista da candidatura do CDS/PP às eleições intercalares da autarquia lisboeta, Teresa Caeiro, Luís Nobre Guedes, António Carlos Monteiro e Orisia Roque.
O líder parlamentar do CDS/PP disse aos jornalistas que "não é aceitável o estado do património desta cidade. É possível ver que as paredes estão vandalizadas por graffitis, neste caso denominados Bombing, em que é prática comum grafitar e assinar o maior número de paredes possível".
Para Telmo Correia deveria ser garantido "que esta matéria seja tratada de um ponto de vista penal e criminal pois é um crime de responsabilidade civil, um crime de dano", embora "aceite que possam existir espaços próprios para a prática do graffiti".
No início do percurso, na Rua da Rosa, em frente ao Hospital de São Luís dos Franceses, o candidato à autarquia apontou para uma parede e disse "isto não é arte, é vandalismo, morreram aqui o Fernando Pessoa e o Almada Negreiros, e vejam como está", constatando o estado degradado e vandalizado das paredes.
O CDS/PP propõe que a Câmara de Lisboa deveria ter "uma comissão intermunicipal, que vá deste a polícia municipal ao departamento da juventude e aos serviços de limpeza. "É necessário que a câmara tenha um regulamento próprio, eficaz em relação a esta matéria. A câmara devia promover uma campanha de sensibilização junto das escolas e dos jovens", para apelar à protecção do património", disse.
Quando questionado sobre a candidatura de Manuel Monteiro, líder do Partido Nova Democracia, e antigo presidente do CDS/PP, Telmo Correia disse que não se pronuncia "sobre outras candidaturas", mas que "quando tentaram marcar uma data para que algumas listas não pudessem avançar, o CDS disse que não tinha problemas com nenhuma candidatura".
Caso ganhe as eleições intercalares da Câmara Municipal de Lisboa, Telmo Correia "abandona o cargo de deputado e líder parlamentar do CDS/PP na Assembleia da República".
"Já fui vereador da Câmara Municipal de Lisboa e vice-líder parlamentar", a acumulação de cargos "só é incompatível se ganhar a presidência da câmara. Se for eleito vereador mantenho-me como líder parlamentar", acrescentou.
Teresa Caeiro, numero dois da lista candidata às eleições, e deputada eleita pelo círculo eleitoral de Leiria disse à Lusa que acumula os dois cargos se for eleita vereadora da câmara. Só em caso de obter algum pelouro é que "abandona a Assembleia da República, por legalmente não ser possível acumular as duas funções", disse.
in Lusa

Hoje - Acção de Rua


Bairro Alto

12h00

Ponto de encontro:
Escola Básica do 1º Ciclo e Jardim Infância
Padre Abel Varzim
Rua da Rosa, 168

domingo, maio 27, 2007

Pedro Moutinho eleito Presidente da Juventude Popular

Pedro Moutinho, foi eleito presidente da JP e escolheu o ministro da Economia, Manuel Pinho, como um dos alvos no seu discurso.
O novo líder da JP acha que "no mundo globalizado de hoje, já nem faz sentido haver um Ministério da Economia".A ideia foi defendida ao criticar as recentes intervenções de Pinho, em defesa da fábrica da Delphi, na Guarda, e de postos de trabalho.Para o presidente da JP, "o Ministério da Economia não arranja trabalho a ninguém. Isso não faz sentido".
O emprego deve resultar de intervenções "do ministro das Finanças, com melhor fiscalidade para as empresas", ou "do ministro da Justiça, com um melhor sistema judicial".
Pedro Moutinho garantiu ainda a Paulo Portas o apoio da JP na campanha eleitoral para a Câmara de Lisboa.

in Lusa

«António Costa é candidato da Ota», diz Telmo Correia

Telmo Correia, candidato do CDS/PP à Câmara Municipal de Lisboa, acusa António Costa de ser «o candidato da Ota, quer queira, quer não queira». Telmo Correia diz que o Governo socialista «está obcecado pela Ota», mas admite que o assunto do novo aeroporto de Lisboa é um importante para a cidade, reafirmando ser contra a opção Ota.
Em entrevista ao Jornal Nacional da TVI, Telmo Correia elege como prioridade o «equilíbrio financeiro» da Câmara, que passa por um corte nas despesas e pela concentração de serviços. Mas o candidato do CDS-PP não esquece os idosos e fala na importância dos cuidados domiciliários e na criação de uma rede de alerta. Tudo para que os mais velhos vão para os lares «o mais tarde possível».
As prioridades do candidato passam também pelas questões de segurança, nomeadamente pela instalação de vídeo vigilância nas zonas comerciais, assim como na iluminação adequada da cidade.
Telmo Correia diz que só deixa o Parlamento se for eleito presidente. Se se ficar pela eleição como vereador, pretende levar os dois mandatos, o de autarca e o de deputado, até ao fim.
Quanto a uma possível eleição pós-eleitoral, Telmo Correira coloca a hipótese de parte se for a Esquerda a ganhar as intercalares de Lisboa. «Se for a Esquerda a ganhar, deve ser a Esquerda a resolver o problema», diz.
in TVI

Portas quer estudos sobre ampliação dos actuais aeroportos

O presidente do CDS-PP defende que se façam estudos sobre a ampliação dos actuais aeroportos na região de Lisboa, recusando-se a aceitar o projecto da Ota como facto consumado.
Paulo Portas falava no XVI Congresso da Juventude Popular, nas instalações da Faculdade de Medicina da Covilhã.
«O Governo ainda não provou que seja absolutamente necessário construir um novo aeroporto, todo de raiz», referiu Paulo Portas.
«Para começo de conversa, gostava que o Governo explicasse se os aeroportos da Portela, Figo Maduro e a base do Montijo, todos com os obras, não são uma solução que serve para a expansão do actual aeroporto e que sai bastante mais económica», sublinhou.
Para Paulo Portas, a opção pela Ota revela um «novo-riquismo de fazer tudo de novo e deitar fora o que existe, que não se adequa à situação do país».
O presidente do CDS-PP pede uma discussão «em tom sereno» e com «argumentos credíveis».
«Dou o meu contributo com esta e outras perguntas que vou fazer ao longo da semana. Vou fazer muitas mais», sublinhou Paulo Portas.
«A Ota não pode ser uma conversa acabada», acrescentou.
Lusa / SOL

sábado, maio 26, 2007

Telmo Correia responsabiliza Sá Fernandes por derrapagem financeira do Túnel do Marquês

O candidato do CDS-PP à Câmara de Lisboa, Telmo Correia, responsabilizou o seu adversário do Bloco de Esquerda, Sá Fernandes, pela derrapagem financeira de mais de 4,5 milhões de euros na construção do Túnel do Marquês.
"Há uma derrapagem que pode chegar aos cinco ou seis milhões de euros que é directamente imputável ao vereador do Bloco de Esquerda", acusou Telmo Correia, em declarações aos jornalistas na Praça do Marquês de Pombal, antes de visitar o túnel.
Lembrando que, devido a uma acção judicial interposta pelo candidato do Bloco de Esquerda às eleições intercalares, as obras estiveram paradas 10 meses, Telmo Correia apelou aos lisboetas para que não esqueçam a "travagem" imposta por Sá Fernandes a uma "obra polémica", mas "boa para a cidade", e que, apesar de não ser da autoria do CDS-PP, sempre contou com o seu apoio.
"Não estou à espera que os lisboetas peçam uma indemnização a Sá Fernandes, mas quero que olhem para quem está aqui para propor e quem está para obstruir", sublinhou o candidato democrata-cristão às eleições intercalares marcadas 15 de Julho.
Numa alusão ao `slogan` dos cartazes de Sá Fernandes, onde se lê que "o Zé faz falta", Telmo Correia salientou que "o que faz falta são os 4,5 milhões de euros nos cofres da Câmara Municipal de Lisboa", que precisa de "equilibrar as contas".
"Não podemos ter a postura de travar isto e aquilo", insistiu Telmo Correia, defendendo, contudo, que também não é altura de propor projectos megalómanos para a cidade.
"Quem propuser mais projectos megalómanos será irresponsável", disse, defendendo antes que, nos próximos dois anos, será tempo de equilibrar as contas da autarquia e tratar das pequenas obras.
"Não propomos grandes obras, mas pequenos arranjos e terminar as obras pendentes", declarou, apontando como exemplo de pequenos arranjos a iluminação ou os passeios.
Se nos dois anos que restam até às próximas eleições autárquicas for possível fazer esses pequenos arranjos, terminar as obras pendentes e equilibrar as contas do município, "já será bom", acrescentou.
Questionado sobre a proposta que o candidato do PSD, Fernando Negrão, faz hoje numa entrevista ao semanário Expresso para um pacto para que o aeroporto da Portela não saia da cidade de Lisboa, Telmo Correia lembrou que desde 1999 mantém a mesma posição.
"Nunca mudámos, tivemos sempre a mesma posição", disse, apontando a manutenção da Portela e a construção de um novo aeroporto como a solução ideal.
"Portela mais um sempre foi a solução que defendemos", afirmou.
in Lusa

Útil a Lisboa

Cartaz da candidatura ontem apresentada:

sexta-feira, maio 25, 2007

Telmo Correia garante que vai cumprir mandato para que foi eleito

O candidato do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Telmo Correia, manifestou hoje a sua confiança em ser eleito vereador e garantiu que irá cumprir o seu mandato.
"O meu primeiro compromisso com os lisboetas é que nós vamos ser eleitos, eu vou ser eleito e vou cumprir o meu mandato. Aconteça o que acontecer, o meu mandato vai ser cumprido", garantiu o também líder parlamentar do CDS-PP, na apresentação da lista dos democratas-cristãos a Lisboa.
Tal como já tinha sido anunciado no Congresso do CDS-PP, no último fim-de-semana, a número dois da lista será a ex-governadora civil de Lisboa Teresa Caeiro, seguindo-se o ex-ministro do Ambiente Luís Nobre Guedes, o líder da distrital de Lisboa do CDS-PP António Carlos Monteiro e a presidente da concelhia Maria Orísia Roque.
A lista, com 17 elementos efectivos e seis suplentes, é totalmente paritária.
O ex-ministro das Finanças Bagão Félix, o mandatário da campanha, deixou um recado possivelmente dirigido ao candidato do PS, António Costa, ex-número dois do Governo.
"Basta de eleições politicamente travestidas na capital do país, usadas como rampa de lançamento para projectos políticos pessoais", apelou Bagão Félix.
Na opinião do ex-ministro, "as pessoas estão fartas do carrocel do centrão, sempre ávido na busca do voto útil".
"Útil a Lisboa" foi precisamente o lema da apresentação da lista encabeçada por Telmo Correia, que voltou a definir como a sua primeira prioridade o reequilíbrio das contas da autarquia da capital.
"Há mais de dez anos que a Câmara Municipal de Lisboa gasta mais do que aquilo que recebe, é uma regra que, numa câmara ou numa família, não é aceitável", salientou Telmo Correia.
Para resolver este problema, o candidato democrata-cristão propõe uma concentração dos serviços camarários e uma ruptura com a lógica do "betão".
"Lisboa não precisa de construir mais, Lisboa precisa de recuperar", defendeu o candidato democrata-cristão, que indicou Nobre Guedes como o responsável da sua equipa pelas questões do ordenamento, urbanismo e ambiente.
Como prioridade social, Telmo Correia elege os "133.304 idosos" da cidade de Lisboa, propondo para esta população mais sistemas de apoio domiciliário e sistemas eficazes de alerta para casos de emergência.
A segurança será a "prioridade política" da campanha do CDS-PP, que quer também uma cidade que não seja "inimiga dos deficientes".
"Outros dizem vamos vencer, nós dizemos vamos convencer. Julguem-nos pelas nossas propostas", pediu Telmo Correia, que prometeu a apresentação do seu programa completo para Lisboa para daqui a uma semana.
No seu discurso, o candidato do CDS-PP não esqueceu a intenção do Governo de construir o futuro aeroporto de Lisboa na Ota.
"A deslocalização do aeroporto seria um crime contra Lisboa, que vive em larga medida do turismo e que precisa aqui do seu aeroporto", criticou.
Telmo Correia prometeu ainda uma campanha "ecologicamente responsável" e com "recursos escassos", dizendo que o CDS-PP irá "estar atento" à campanha dos restantes partidos nestes aspectos.

in Lusa

CDS-PP espera que palavras do PR sensibilizem Governo

O líder parlamentar do CDS-PP e candidato autárquico a Lisboa, Telmo Correia, disse hoje esperar que o apelo do Presidente da República a um debate parlamentar aprofundado sobre a Ota possa "sensibilizar o Governo".
"As declarações do Presidente da República não causam qualquer mudança na posição do CDS mas esperamos que possam sensibilizar o Governo", afirmou Telmo Correia, em declarações à Lusa.
No entanto, para o candidato do CDS à Câmara Municipal de Lisboa, "se o Governo vier com estudos de milhões de contos apenas para apoiar a posição que defende, esse debate não servirá de muito". "Mas temos sempre esperança que as palavras do Presidente da República possam sensibilizar o Governo", disse.
O presidente da República, Cavaco Silva, defendeu hoje, na Covilhã, a realização de um "debate aprofundado" na Assembleia da República sobre a localização do novo aeroporto internacional de Lisboa.
"Seria altamente benéfico para o país que a Assembleia da República realizasse um debate aprofundado sobre este projecto com base em estudos realizados por organizações e instituições competentes, dado o impacto para gerações futuras", afirmou Cavaco Silva. O chefe de Estado apelou ainda a que seja feito um esforço para que se alcance "um consenso técnico" e "um consenso político tão amplo quanto possível" sobre o novo aeroporto de Lisboa.
"O CDS sempre defendeu que a Assembleia da República deve ser o centro do debate desta questão", salientou Telmo Correia. "O Governo partiu para esta questão com absoluto radicalismo e fanatismo e até com alguns dislates, do ministro Mário Lino e do presidente do PS Almeida Santos, sem considerar outras hipóteses e outras soluções", criticou.
O ministro das Obras Públicas Mário Lino contestou a localização do futuro aeroporto na margem sul do Tejo, argumentando que as localidades alternativas à Ota nessa região são "um deserto".
Na mesma linha, Almeida Santos considerou que a construção do aeroporto na margem sul levantaria o risco de, num acto terrorista, uma ponte de ligação entre as duas margens do rio "ser dinamitada".
"Mais do que discutir se o novo aeroporto deve ser na Ota ou em Rio Frio, não prescindimos do aeroporto na Portela", defendeu Telmo Correia.
in Lusa

Apresentação da candidatura de Telmo Correia à CML

Hoje, 6ª feira, dia 25 de Maio pelas 13h, apresentação da candidatura de Telmo Correia às Eleições Intercalares à Câmara Municipal de Lisboa, no Hotel Vila Galé Ópera, junto à F.I.L. em Alcântara. (Clique no sublinhado para obter o mapa de localização do Hotel)

Compareça!

Todos juntos, faremos desta Cidade uma "Lisboa Melhor"!

quinta-feira, maio 24, 2007

Na Grande Entrevista: "coligação com PSD só com «personalidade excepcional»

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, revelou esta quinta-feira que só teria ponderado uma coligação com o PSD para a Câmara Municipal de Lisboa se os sociais-democratas lhe tivessem proposto «uma personalidade excepcional» mas sem referir nomes.

«Na vida, como em política, quando um partido se porta bem deve ser premiado, quando se porta mal deve ser penalizado», afirmou Paulo Portas, em entrevista à RTP1.


No entanto, perante a insistência da entrevistadora Judite de Sousa, Portas admitiu que poderia ter ponderado uma coligação com o PSD mas apenas em circunstâncias excepcionais.

«Não sou uma pessoa intransigente. Se me apresentassem uma personalidade excepcional, que respeitasse o CDS-PP…», disse, salientando, contudo, que o PSD afastou essa hipótese antes dele próprio se pronunciar.

Sem nunca referir nomes, Portas negou, por outro lado, que o CDS tivesse ponderado apoiar o ex-presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues.

O líder do CDS-PP voltou a acusar PS e PSD de estarem em «guerra civil» em Lisboa e alertou que os dois partidos irão prolongar, na Câmara, essas guerras internas.

«O PS vai prolongar a guerra com a arquitecta Roseta dentro da Câmara, o PSD vai prolongar a guerra com o professor Carmona dentro da Câmara», disse.

Portas manifestou a sua confiança na eleição do candidato do CDS-PP, Telmo Correia, como vereador, salientando uma diferença em relação às eleições de 2005 que dão vantagem ao CDS.

«Não há voto útil nestas eleições, em 2005 havia», defendeu.

Na entrevista, o líder do CDS-PP voltou a responsabilizar o PSD pela queda do executivo da capital, reiterando uma ideia que manifestou no Congresso do partido, no último fim-de-semana.

«Não consigo entender como é que um primeiro-ministro [Durão Barroso] se foi embora a meio do mandato e como é que um presidente de Câmara foi despedido a meio do mandato», frisou.

Diário Digital / Lusa

Hoje - Entrevistas


Telmo Correia
20h00
Jornal Nacional
TVI





Paulo Portas
21h00
Grande Entrevista
com Judite de Sousa
RTP 1

AR: Oposição unida no pedido de explicações a Mário Lino

A oposição uniu-se hoje nas críticas ao ministro das Obras Públicas, e na exigência de explicações de Mário Lino perante a Assembleia da República sobre as referências que fez à margem sul do Tejo.
O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações afastou quarta-feira a hipótese do aeroporto se localizar na margem sul do Tejo por as zonas de Poceirão, Faiais e Rio Frio (as alternativas à Ota) serem um «deserto».
«Fazer um aeroporto na margem Sul seria um projecto megalómano e faraónico, porque, além das questões ambientais, não há gente, não há hospitais, não há escolas, não há hotéis, não há comércio, pelo que seria preciso levar para lá milhões de pessoas», sustentou Mário Lino.
«O ministro tem de vir à Assembleia da República pedir desculpas aos portugueses, especialmente aos portugueses da margem sul pelos dislates de ontem [quarta-feira]», exigiu o líder parlamentar do PSD Marques Guedes, numa intervenção política na Assembleia da República.
Para o presidente da bancada social-democrata, o ministro das Obras Públicas «já não parece estar no seu perfeito juízo».
«O que está por detrás dos seus insultos são a arrogância, o autismo e o desespero de que o Governo e o primeiro-ministro cada vez mais dão mostras na Ota», reforçou Marques Guedes.
O CDS-PP, que já hoje sugeriu a demissão do ministro, apelou também à presença de Mário Lino no Parlamento para «explicar as ofensas que fez aos habitantes da margem sul».
«Deste membro do Governo (.) veio agora a constatação de que Setúbal, Seixal, Barreiro ou Alcochete, não têm hospitais, escolas, pessoas, são um deserto. E no dia seguinte continua ministro do Governo de Portugal», estranhou o deputado do CDS-PP Nuno Melo.
Também o PCP, através do deputado Bruno Dias, considerou que as declarações de Mário Lino são «desculpas de mau pagador» e reveladoras da «má consciência» no processo de decisão quanto à localização do futuro aeroporto de Lisboa.
«O Governo PS, ao preferir o caminho do disparate, da demagogia e do insulto às populações, apenas reforça a nossa firme convicção de que é absolutamente indispensável o estudo sério de alternativas de localização [à Ota]», apelou o deputado comunista.
Na resposta, o PS, primeiro através do vice-presidente da bancada socialista Ricardo Rodrigues, considerou que «o que preocupa a oposição é que o Governo vai realizar obra e vai construir o novo aeroporto da Ota».
Outro vice-presidente da bancada socialista José Junqueiro respondeu aos pedidos de explicações da oposição com a garantia de que o ministro Mário Lino estará na Assembleia da República, a 11 de Junho, no âmbito de um colóquio sobre o futuro aeroporto de Lisboa, o que motivou a indignação do Bloco de Esquerda.
«O colóquio que vai ser organizado tem outras funções. O sr. ministro Mário Lino tem de vir à comissão ou ao plenário para fazer o debate político sobre a Ota», exigiu a deputada do BE Helena Pinto.

in Diário Digital

Paulo Portas exige desculpas de Sócrates ou demissão de Mário Lino


O líder do CDS-PP afirma que espera que o primeiro-ministro faça «um pedido de desculpas expresso» pelas declarações do ministro Mário Lino, que qualificou a Margem Sul do Tejo como «um deserto»

«Se o não fizer não há outra forma senão remover o ministro», afirmou Paulo Portas no início de uma visita à esquadra da PSP de Chelas, no âmbito da campanha do candidato do CDS-PP Telmo Correia à câmara de Lisboa.


«O senhor primeiro-ministro ou põe tento na língua do seus ministros ou o Governo começa a ter um problema sério», afirmou, classificando as declarações de Mário Lino como «infelizes, injustas e levianas».

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações afastou quarta-feira a hipótese do aeroporto se localizar na margem sul do Tejo por as zonas de Poceirão, Faiais e Rio Frio (as alternativas à Ota) serem um «deserto».

«Fazer um aeroporto na margem Sul seria um projecto megalómano e faraónico, porque, além das questões ambientais, não há gente, não há hospitais, não há escolas, não há hotéis, não há comércio, pelo que seria preciso levar para lá milhões de pessoas», sustentou Mário Lino, num debate promovido pela Ordem dos Economistas.

Para o líder do CDS-PP, estas declarações são «infelizes nos termos e comparações» e «injustas para quem vive na margem sul, onde é duro viver».

«E são levianas porque o aeroporto da Ota vai-nos custar muito caro, é cada vez mais uma teimosia e só pode ser defendido com argumento técnicos seguros, e não com palpites e dichotes», criticou o líder do CDS-PP. Para Paulo Portas, o ministro das Obras Públicas «tentou ter graça e não teve graça nenhuma».


Na quarta-feira, o deputado do CDS-PP por Setúbal, Nuno Magalhães, já tinha criticado as declarações de Mário Lino e exigido a presença do ministro das Obras Públicas e do primeiro-ministro José Sócrates no Parlamento para dar explicações sobre esta matéria.

- Lusa / SOL

Telmo Correia diz que candidatura de Carmona Rodrigues demonstra "guerra civil" no PSD

O candidato do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Telmo Correia, afirmou hoje que a candidatura de Carmona Rodrigues à autarquia da capital demonstra que "está instalada uma guerra civil no PSD".

"Não afecta em nada a candidatura do CDS", defendeu Telmo Correia
, questionado pelos jornalistas no final de uma visita à 14ª esquadra da PSP de Chelas.

O ex-presidente da Câmara Carmona Rodrigues - eleito em 2005 pelas listas do PSD - anunciou quarta-feira que vai concorrer às eleições intercalares de 15 de Julho, como independente.

"A candidatura do professor Carmona Rodrigues demonstra que está instalada a guerra civil no PSD", afirmou o candidato autárquico do CDS-PP, assinalando que essa divisão também acontece no PS, com as candidaturas de António Costa e da independente Helena Roseta, ex-militante socialista.

Para Telmo Correia, esta "divisão" nos dois principais partidos significa que "o voto útil não funcionará".
"O voto está mais livre do que nunca, o voto no CDS é o voto da confiança e o voto seguro", afirmou.


Acompanhado pelo presidente do partido, Paulo Portas, e pelo número quatro da sua lista, o líder da distrital do CDS-PP/Lisboa António Carlos Monteiro, Telmo Correia reafirmou a segurança como uma das prioridades do CDS-PP na campanha.

"Em toda a área metropolitana de Lisboa, é na zona oriental, onde nos encontramos, onde se regista o maior aumento da criminalidade violenta, 63 por cento", afirmou, citando dados do relatório de segurança interna, que será hoje discutido no Parlamento.

Nesta área, o candidato autárquico do CDS-PP propôs medidas como o recurso à vídeovigilância nas zonas mais complexas, sistemas de alerta para os idosos ou uma maior participação da polícia municipal na segurança dos cidadãos.
"Essa polícia devia ter mais funções de segurança, não pode ser apenas para os comerciantes e para passar multas", defendeu, lamentando que na esquadra de Chelas existam apenas 30 efectivos onde deveriam estar 50.


À saída da esquadra, Telmo Correia e, sobretudo, Paulo Portas tinham à espera alguns moradores locais, que fizeram questão de protestar contra a Fundação Dom Pedro IV na gestão das habitações dos bairros dos Lóios e Amendoeiras, em Chelas.
"Pagávamos uma renda fixa de 6,5 euros e agora aumentaram-nos para mais de 300 euros", criticou uma das moradoras, pedindo a atenção de Paulo Portas para este problema.


O líder do CDS-PP ouviu as queixas e referiu que o deputado António Carlos Monteiro já recebeu no Parlamento uma destas associações de moradores.

"É preciso penalizar quem não trata destes assuntos (.) A Câmara diz que é com a Câmara, o Governo diz que é com o Governo, e quem se lixa é o mexilhão, não é?", apoiou Portas.

"Pois é", concordou a moradora.


A transferência da gestão de 1.415 fogos do Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado (IGAPHE) para a Fundação Dom Pedro IV surgiu na sequência de um decreto-lei aprovado pelo Governo liderado por Durão Barroso e que previa a "possibilidade de transferência, sem qualquer contrapartida" do património daquele instituto para os municípios.

- Lusa/Expresso Online

quarta-feira, maio 23, 2007

Candidatura de Carmona Rodrigues divide PSD em dois

O porta-voz da candidatura do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, António Carlos Monteiro, considerou hoje que a recandidatura de Carmona Rodrigues à autarquia da capital divide «o PSD em dois», apelando ao «voto seguro» nos democratas-cristãos.

«Sucedeu o que se esperava: depois do PS aparecer dividido em dois, aparece o PSD também dividido em duas candidaturas», afirmou António Carlos Monteiro, líder da distrital do CDS-PP de Lisboa e número quatro na lista encabeçada por Telmo Correia.


O deputado do CDS-PP referia-se às candidaturas de António Costa, pelo PS, de Helena Roseta, independente mas recém-desfiliada do Partido Socialista, de Fernando Negrão, candidato do PSD, e de Carmona Rodrigues, que surge agora como independente mas que, nas últimas eleições autárquicas, foi eleito na lista dos sociais-democratas.

O ex-presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, assegurou hoje que a sua candidatura às eleições intercalares é uma «candidatura de continuidade», garantindo que pretende manter-se como vereador caso não ganhe a presidência da autarquia.

«Ninguém pode apelar ao voto útil, uma vez que os dois principais partidos estão divididos em duas candidaturas», reforçou António Carlos Monteiro, em declarações à Agência Lusa.

Questionado se essa divisão pode beneficiar o CDS-PP, o porta-voz da candidatura democrata-cristã salientou que o voto no CDS é «um voto seguro».

«No meio desta confusão que sucede à nossa esquerda, o CDS é sem dúvida uma proposta segura e será uma segurança para os lisboetas», defendeu.

«No CDS as pessoas sabem com o que contam», acrescentou.

- Diário Digital / Lusa

CDS vai presidir à Comissão contra incêndios florestais

O deputado do CDS-PP Abel Baptista vai presidir à comissão eventual de acompanhamento e avaliação da política nacional de defesa da floresta contra incêndios, que hoje teve a primeira reunião.
Esta é a primeira comissão presidida pelo CDS-PP na actual legislatura, já que a presidência das comissões parlamentares é atribuída em regime de rotatividade aos partidos com assento na Assembleia da República, por ordem de grandeza.

Abel Baptista, 43 anos, é deputado por Viana do Castelo e presidente da Assembleia Municipal deste concelho.

A anterior comissão eventual sobre fogos florestais era presidida pelo socialista Rui Vieira.

- Diário Digital / Lusa

CDS-PP quer possibilidade de haver espaços para fumadores


O CDS-PP propôs hoje, no início da discussão na especialidade da Lei do Tabaco, que possam existir espaços classificados como para fumadores e outros para não-fumadores, à semelhança do que acontece em Espanha.

«Queremos a possibilidade de existirem espaços para fumadores e para não-fumadores (...). Não podemos atentar contra o direito de iniciativa privada de quem quer ter um espaço para fumadores», defendeu o deputado do CDS-PP Hélder Amaral, em declarações aos jornalistas no Parlamento.


«Deve caber a cada cidadão a escolha de ir a um restaurante para fumadores ou não-fumadores», acrescentou.

O deputado do CDS-PP considerou que esta alteração tornaria a lei «equilibrada, que protege direitos dos fumadores e não fumadores», salientando que é este o modelo legislativo em Espanha.


A proposta de lei do tabaco, aprovada na generalidade pela Assembleia da República a 03 de Maio, com os votos favoráveis do PS, do PSD e do CDS-PP, proíbe totalmente o fumo em restaurantes e bares com menos de 100 metros quadrados, permitindo a criação de um espaço para fumadores - nunca superior a 30% da área total - nos estabelecimentos de maior dimensão.

O CDS-PP quer ainda que, em estabelecimentos onde o espaço de fumadores e não fumadores seja comum (com dimensão superior a 150 metros quadrados), seja atribuída uma quota de 50% a cada uma das categorias.

«É do mais elementar bom senso que o espaço entre fumadores e não fumadores seja equilibrado», defendeu, considerando que, se tal não acontecer, os bares, restaurantes e discotecas situados perto da fronteira com Espanha poderão ser prejudicados.

O CDS-PP quer ainda uma redução das coimas para os infractores particulares, situando-as entre os 10 e os 150 euros.


A proposta de lei aprovada na generalidade prevê para quem insistir em fumar nos locais proibidos contra-ordenações que poderão ser punidas com coimas entre os 50 e os mil euros para o fumador.

O diploma começou a ser hoje discutido na especialidade, num grupo de trabalho a funcionar junto da Comissão parlamentar de Saúde.

Contactada pela Lusa, a presidente desta comissão, a socialista Maria Belém, disse esperar que a votação da lei na especialidade possa ocorrer a 20 de Junho.

- Diário Digital / Lusa

CML acumula uma dívida a fornecedores de 832 M

A Câmara Municipal de Lisboa acumula uma dívida a fornecedores de 832 milhões de euros, uma situação de «ruptura financeira», de acordo com o relatório de execução financeira da autarquia relativo ao primeiro trimestre deste ano.

Segundo o relatório de execução financeira do primeiro trimestre de 2007, citado hoje pelo Rádio Clube Português, existe um «desequilíbrio financeiro estrutural ou de ruptura financeira» na autarquia lisboeta.


A 31 de Março deste ano, a dívida a fornecedores a curto prazo situava-se nos 316 milhões de euros, sendo a dívida a fornecedores a médio e longo prazo de 516 milhões de euros.

A dívida a fornecedores na globalidade representa 90% da receita de 2006, afirma o relatório, acrescentando que «evidencia um agravamento da situação financeira nas suas várias vertentes».

«Em termos de tesouraria, a situação tende, de igual modo, a agravar-se, atenta a execução da receita extraordinária, que se situa muito abaixo dos valores considerados desejáveis», refere o documento.

Entre as obras que se encontram paradas, o relatório enumera, entre outras, três «mega-empreitadas» de reabilitação urbana em Alfama, Mouraria e São Bento suspensas «por falta de pagamento».

No que diz respeito ao túnel do Marquês, há uma «factura em dívida de 3,5 milhões de euros» à Construtora do Tâmega SA e estão por cabimentar 5,3 milhões de euros.

- Diário Digital / Lusa

terça-feira, maio 22, 2007

CDS-PP aposta na terceira idade

O CDS-PP escolheu esta quarta-feira um lar de idosos para a primeira acção pública dos candidatos à Câmara de Lisboa, tendo o cabeça-de-lista, Telmo Correia, anunciado que a prioridade social do partido é a terceira idade, refere a Lusa.

«Lisboa é uma cidade em que 35 por cento dos habitantes é que são população activa, tem 133.304 cidadãos maiores de 65 anos», afirmou Telmo Correia, no final da visita ao Lar de São Francisco, uma obra apoiada pela Igreja, com 63 utentes, dos quais 28 recebem apoio da Segurança Social.

Acompanhado pelo líder do partido, Paulo Portas, e por mais dois elementos da lista - Teresa Caeiro e António Carlos Monteiro -, o número um do CDS para Lisboa afirmou que para quem queira governar a cidade, a terceira idade «tem de ser forçosamente uma prioridade».

Como principal responsável por esta área ficará a ex-secretária de Estado de Bagão Félix, quando detinha a pasta da Segurança Social, Teresa Caeiro, disse.

«O CDS tem uma tradição e um historial nesta matéria», afirmou Telmo Correia, recordando o trabalho de Bagão Félix e Teresa Caeiro no Governo de coligação com o PSD.

«Aquilo que era prioridade, designadamente com os pensionistas e com as pensões, subiu cerca de 14 por cento porque o CDS condicionou essa prioridade. Com a governação socialista, a taxa está à volta de seis por cento», acusou.

Telmo Correia justificou ainda a opção do partido afirmando que os «males da cidade» afectam particularmente os mais idosos, seja nas bolsas de pobreza, nos problemas de mobilidade ou na segurança.

Para Telmo Correia, a regularização da situação financeira da câmara constitui «uma prioridade e uma urgência absoluta», defendendo que na área social a prioridade é a terceira idade. A prioridade política, acrescentou, «é a segurança».

Estas foram as três grandes linhas hoje apresentadas, estando a ser elaboradas as propostas a submeter ao voto dos lisboetas, nas eleições intercalares de dia 15 de Julho.

O lar hoje visitado, onde a média de idades dos utentes ronda os 87 anos, foi considerado um exemplo positivo: «o que temos de pensar é como vamos ter mais exemplos como este», referiu Telmo Correia.

- Portugal Diário

Assembleia Municipal aprovou empréstimo "para acorrer a dificuldades de tesouraria"


A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou hoje a contratação de um empréstimo de 30 milhões de euros a duas entidades bancárias para "acorrer a dificuldades de tesouraria", que não deverá ser utilizado para pagar salários ou subsídios de férias.

A proposta de contratação de dois empréstimos de 15 milhões de euros a dois bancos foi aprovada com os votos favoráveis do PSD, a abstenção do CDS-PP, PS e PCP, e os votos contra do PEV e do Bloco de Esquerda.

A presidente da comissão administrativa da Câmara de Lisboa, Marina Ferreira (ex-vice-presidente da autarquia), garantiu que o montante não deverá ser utilizado para pagar salários ou subsídios de férias.

A autarca esclareceu os deputados municipais que apesar de estarem assegurados os pagamentos de salários e subsídios de férias, não pode esconder que a "gestão de tesouraria está a ser feita muito à pele".

"Para acautelar qualquer contingência, esta facilidade de crédito é uma almofada que nos permitirá encarar os próximos meses", disse Marina Ferreira durante a reunião da Assembleia Municipal de Lisboa.

Marina Ferreira sublinhou que a comissão administrativa analisou o empréstimo, tendo entendido que devia ser contraído e explicou que tem um "spread" zero, não terá encargos se não for utilizado e caso seja usado tem de ser pago até ao final do ano, de acordo com a lei.

"Este é um empréstimo que pode contribuir para a normalidade da gestão da Câmara municipal", afirmou.

A deputada municipal socialista Sofia Dias defendeu que estes empréstimos são "um mero paliativo" para a situação financeira da autarquia lisboeta.

Sofia Dias referiu ainda que existe um "conhecimento insuficiente do passivo real porque não foi divulgado o relatório financeiro do primeiro semestre".

Também o deputado comunista Modesto Navarro considerou "os empréstimos são remendos" e um espelho da gestão social-democrata, sob a presidência de Carmona Rodrigues.

Para o deputado do CDS-PP José Rui Roque, a contratação destes empréstimos "é um pequeno balde num incêndio florestal".
"No fim, vai tudo arder", disse, sublinhando que há um "desequilíbrio estrutural entre a dívida e a receita" das finanças da Câmara.


O deputado do Bloco de Esquerda Carlos Marques insurgiu-se contra a contratação de empréstimos por parte da autarquia e frisou que "qualquer acção que se terá de fazer é no sentido de cortar despesas".

Carlos Marques referiu igualmente que "em nenhum local está escrito que este empréstimo servirá para pagar salários aos trabalhadores".

Quando a proposta foi aprovada em Câmara, a 11 de Abril, os empréstimos foram justificados com "dificuldades de tesouraria", tendo o então vereador social-democrata Amaral Lopes admitido que o montante poderia destinar-se a pagar subsídios de férias a trabalhadores.

- Lusa

Bagão Félix mandatário da campanha de Telmo Correia



O ex-ministro das Finanças Bagão Félix vai ser o mandatário da campanha de Telmo Correia, candidato do CDS-PP às eleições intercalares na Câmara Muncipal de Lisboa, afirma fonte da candidatura.

Bagão Félix, independente, foi ministro da Solidariedade Social e das Finanças indicado pelo CDS-PP nos Governos de coligação com o PSD.

O líder parlamentar do CDS-PP Telmo Correia foi apresentado como candidato a Lisboa no sábado, no Congresso do partido em Torres Novas, pelo líder Paulo Portas.

Da lista de Telmo Correia, fazem parte a deputada Teresa Caeiro, o número dois do CDS Luís Nobre Guedes - dois nomes que estiveram em análise para encabeçar a lista a Lisboa - bem como os líderes da distrital e da concelhia democrata-cristãs da capital, António Carlos Monteiro e Orísia Roque, respectivamente.

As eleições intercalares em Lisboa realizam-se a 15 de Julho.

- Diário Digital / Lusa

Mandatário de candidatura

segunda-feira, maio 21, 2007

O apelo ao voto

Suspensão de intercalares



Suspensão de intercalares mostra que Portugal é um Estado de direito

Cabeça-de-lista à CML

O nosso estimado correligionário e cabeça-de-lista às Eleições Intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa (CML):

Telmo Augusto Gomes de Noronha Correia
(Basta clicar no nome, para obter o curriculum do cabeça-de-lista do CDS-PP à CML)

Eleições Intercalares: CML 2007

Sob o lema:

"Lisboa Melhor"

Damos início à rúbrica da Candidatura do Partido às Eleições Intercalares de 2007 para a Câmara Municipal de Lisboa.

Nesta nova rúbrica, traremos os candidatos, as ideias, as notícias, as novidades, e a agenda política e de campanha para as Eleições que se avizinham.

Se entender, poderá enviar-nos as suas sugestões e os seus comentários, a sua participação conta.
Conte connosco perto de si!

Com o CDS-PP por uma "Lisboa Melhor".

domingo, maio 20, 2007

"Têm agora um voto seguro"

O candidato do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Telmo Correia, apelou sábado à noite aos eleitores que no passado votaram PS e PSD e que estão agora desiludidos para que votem no CDS nas eleições intercalares na capital.
"Os que acham que o PS tem governado bem (...), que estão satisfeitos com as promessas eleitorais do engenheiro José Sócrates e do seu número dois António Costa, sintam-se à vontade", afirmou Telmo Correia, no seu discurso ao Congresso do CDS-PP, depois ter sido anunciado pelo presidente Paulo Portas como candidato a Lisboa. "Mas os que votaram no PS e estão desiludidos têm agora um voto seguro, e o voto seguro é no CDS", apelou Telmo Correia.
O líder parlamentar do CDS-PP fez o mesmo apelo aos eleitores social-democratas. "Aqueles que votaram no PSD em 2005 e estão desiludidos e compreendem que a principal responsabilidade é do PSD, têm uma oportunidade de voto útil, e o voto útil é no CDS", frisou.
Sob o lema "Lisboa Melhor", Telmo Correia renovou o pedido de demissão da governadora civil de Lisboa, depois de o Tribunal Constitucional ter anulado a data inicial das eleições intercalares (1 de Julho). "Quem começou muito mal esta campanha foi o candidato António Costa, o ministro da Administração Interna António Costa", criticou Telmo Correia, lembrando que Adelaide Rocha foi nomeada pelo actual candidato autárquico do PS a Lisboa. "Se houvesse vergonha, a governadora civil em Lisboa, em vez de ter ido hoje apoiar o seu candidato, já se teria demitido", disse.
Telmo Correia foi recebido pelo Congresso entusiasticamente, com gritos de "Telmo, Telmo", e classificou a sua candidatura como um acto de gratidão ao partido. "Só há duas maneiras de estar na política e na vida: a primeira consiste em sentarmo-nos à sombra e no sofá. A segunda obriga-nos a sair para a rua, para o sol e para a chuva, correr todos os riscos sem medo e sem hesitação", enunciou.
in SIC

Congresso trouxe «tempo novo, de respeito e tolerância»

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, disse que o congresso do partido, que termina hoje em Torres Novas, mostrou que chegou «um tempo novo, de respeito e tolerância».
Paulo Portas, que votou cerca das 11h30 para os órgãos nacionais do partido, contrapôs à afirmação de que, se este não foi um congresso de «um homem só» acabou por ser «de uma moção só», a ideia de que os membros do partido têm «vontade de paz e pacificação».
«Sei que a comunicação social gosta de congressos mais quezilentos, mas de quezílias está o eleitorado cansado», afirmou, frisando a existência de «pluralidade», de «diferenças internas, mas com respeito por todos».
Portas disse ainda que o congresso «recebeu muito bem o espírito de serviço, de dedicação à cidade de Lisboa, a competência e experiência como autarca» do candidato às eleições intercalares que se disputam a 15 de Julho para a Câmara Municipal de Lisboa.
Portas reafirmou as críticas a todo o processo que conduziu às eleições intercalares, nomeadamente ao facto de o acto eleitoral decorrer «a meio do Verão», frisando ser necessário um ainda maior empenhamento e «sentido de ajuda» perante uma situação de «emergência».
Sem adiantar se Telmo Correia foi a sua primeira escolha, Portas disse ser «uma felicidade» poder receber várias disponibilidades e escolher, frisando que o CDS-PP apresentou «uma equipa A», com um cabeça de lista «muito combativo» e «muito conhecedor de Lisboa».
«Basta de maus-tratos a Lisboa», disse, sublinhando que a sua opção foi «não por um outdoor, um nome», mas antes por uma equipa.
Portas disse que o facto de Telmo Correia ser o líder da bancada parlamentar não trará qualquer problema porque o grupo parlamentar é «forte, bom».
in Lusa

CDS contitui grupos de missão para avaliar políticas

Estes grupos, que funcionarão junto do Conselho Económico e Social do partido, devem apresentar estudos à direcção até ao Outono.
O primeiro grupo de missão será sobre política energética em Portugal e vai analisar a aposta nas energias renováveis, enquanto o segundo terá por âmbito a competitividade e o emprego.
«A rigidez dos socialistas, a rigidez dos marxistas é o melhor aliado do desemprego», acusou Portas.
Demografia e políticas familiares é o tema do terceiro grupo de missão, que Portas quer ver apresentar soluções «verdadeiramente ousadas» de conciliação da vida familiar com a vida profissional.
A reforma institucional da União Europeia e a questão da adesão da Turquia serão estudadas por outro grupo de missão, depois de Portas já se ter manifestado contra a adesão turca ao espaço comunitário.
Finalmente, o quinto grupo de missão será dedicado ao voluntariado, matéria que o líder do CDS considera estar esquecida na agenda nacional.
Depois da proclamação dos órgãos nacionais eleitos, Paulo Portas subiu ao palco do Congresso com as cores da bandeira nacional projectadas na tela gigante atrás de si - 45 metros por dez - onde se lia um novo slogan: «Portugal mais à frente».
Outra das novidades da sessão de encerramento prendeu-se com a música: depois de ouvido o hino nacional, o Congresso fechou ao som da banda sonora do filme O Rei Artur, sem que nunca se tenha ouvido o tradicional hino do CDS-PP, nos três dias da reunião.
Na sua intervenção, o líder destacou o ambiente de paz em que decorreu o conclave.
«Este Congresso revela um CDS que começa a ser uma realidade diferente: os portugueses que representamos e queremos representar apreciam a diferença mas não premeiam os conflitos», frisou.
«Não contem com um CDS dividido sobre si próprio», avisou, saudando, contudo, a institucionalização nos estatutos do partido das correntes de opinião.
Portas reiterou o seu desejo de abertura do partido ao centro de direita, «um espaço onde sociologicamente se revê, pelo menos, um em cada quatro portugueses».
Anunciando que desde as directas em que foi eleito, a 21 de Abril, se filiaram no partido mais de 400 militantes, Portas agradeceu aos novos quadros da direcção, como João Ribeiro da Fonseca, Assunção Cristas ou Miguel Morais Leitão.
O líder agradeceu ainda aos que têm estado sempre a seu lado, como Luís Nobre Guedes, que volta a integrar a direcção na qualidade de primeiro vogal, ao candidato autárquico do partido a Lisboa, Telmo Correia, e a António Pires de Lima, que aceitou presidir à mesa do Conselho Nacional.
«Este foi um bom Congresso para um novo tempo e uma nova atitude. O que aqui houve foi maturidade», enalteceu Portas.

in Sol online

Sócrates em risco de ser «a maior decepção política das últimas décadas»

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou hoje que o primeiro-ministro José Sócrates se arrisca a ser «a maior decepção política das últimas décadas», no encerramento do XXII Congresso do partido.
Na sua intervenção, Portas anunciou que o CDS irá pedir explicações ao Governo no Parlamento sobre a perda do poder de compra das famílias portuguesas.
«É no seu consulado que se regista a maior taxa de desemprego dos últimos anos e a maior perda de poder de compra. O engenheiro José Sócrates arrisca-se a ser a maior decepção política das últimas décadas», acusou Portas.
O líder do CDS-PP pediu ainda ao primeiro-ministro que «não apareça só quando há boas notícias, dê a cara por aquilo que é difícil».
Ainda em relação ao Governo, Paulo Portas prometeu a oposição determinada do CDS a uma medida contida no pacto da justiça, acordado entre o PS e o PSD.
«O CDS está chocado com a proposta do Governo no âmbito do chamado pacto de justiça para alterar o artigo 217 do Código Penal», afirmou.
Segundo o presidente dos democratas-cristãos, esta mudança determina que os furtos simples deixem de ser crimes públicos, ou seja, passem a estar dependentes de acusação particular.
«Uma idosa que tenha até cem euros na sua carteira, ou seja, grande parte da sua pensão, é assaltada. (...) O Governo quer que a polícia se demita, que o Estado faça de conta, que o ladrão seja premiado e que a vítima tenha de pagar, para recuperar o seu dinheiro, 190 euros em custas judiciais», exemplificou.
Esta é uma medida que revela «crueldade social», criticou Portas. Para Paulo Portas, este é apenas um exemplo de «irresponsabilidade social» do Governo Sócrates, que se revela em outras áreas como a violência nas escolas ou as mudanças na lei da imigração.
«O senhor primeiro-ministro, que tantas vezes nos fala de excelência, que esteja mais atento aos exemplos de facilitismo e negligência que o seu Governo vai acumulando», aconselhou.
in Lusa

Ota "é uma teimosia"

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu hoje que a intenção do Governo de construir um novo aeroporto na Ota "é uma teimosia", salientando que os argumentos económicos e de segurança são contrários a esta opção.
"Pensamos que a Ota é uma teimosia que só podemos atribuir ao facto de o ministro das Obras Públicas, segundo as suas próprias palavras, estar inscrito na Ordem", ironizou Portas, no discurso de apresentação da sua moção ao XXII Congresso do CDS-PP, que decorre desde sexta-feira e até domingo em Torres Novas. Recentemente, num colóquio onde defendia as potencialidades do aeroporto da Ota, o ministro Mário Lino sublinhou estar "inscrito na Ordem dos Engenheiros", numa referência implícita à polémica à volta da licenciatura do primeiro-ministro em Engenharia Civil na Universidade Independente.

in Sic

Paulo Portas quer questionar Sócrates sobre perda de poder de compra dos portugueses

Paulo Portas quer questionar Sócrates sobre perda de poder de compra dos portugueses
No discurso de encerramento do XII Congresso do CDS-PP, aludindo à "agenda focada" que pretende impor no partido, Paulo Portas anunciou para breve, no Parlamento, um debate sobre a perda de poder de compra dos portugueses. O líder centrista acusa o Governo de "crueldade social", pois, segundo Portas, é durante o consulado de José Sócrates que se regista a pior taxa de desemprego dos últimos 21 anos e a maior perda de poder de compra dos últimos 22 anos.

Comissão Política Nacional eleita com 82,4% dos votos

A Comissão Política Nacional do CDS-PP foi eleita, numa lista única apresentada pelo presidente do partido, com 82,4% dos votos, tendo o ex-líder líder Ribeiro e Castro conseguido eleger oito conselheiros nacionais.
Luís Queiró, reeleito presidente da mesa do congresso, com 85,14% dos votos, anunciou os resultados da votação que decorreu durante a manhã de hoje para a eleição dos órgãos nacionais do partido, no final do XXII Congresso do CDS-PP, que termina com uma intervenção de Paulo Portas.
A lista do líder centrista para o Conselho Nacional do partido recolheu 76,12% dos votos (529 votantes), elegendo 39 conselheiros, a lista afecta a Ribeiro e Castro obteve 16,55% dos votos (115 votantes), com oito conselheiros eleitos, e a de Ismael Pimentel conseguiu 5,76% dos votos (40 votantes), três eleitos.
António Pires de Lima, o nome proposto pelo líder do partido, foi eleito presidente da mesa do conselho nacional com 81,2% dos votos (563 votantes), tendo a lista liderada por Ismael Pimentel obtido 5,56% dos votos (108 votantes).
Nuno Magalhães foi eleito, na única lista levada a votação, presidente do Conselho Nacional de Jurisdição, com 80,52% dos votos. Tiago Pessoa, também em lista única, foi eleito presidente do Conselho Nacional de Fiscalização, com 80,95% dos votos (561 votantes).
A Comissão Política Nacional, na qual votaram um total de 693 congressistas, teve 122 votos brancos ou nulos, enquanto para o Conselho Nacional foram 12 os votos brancos ou nulos.
in Lusa

Paulo Portas é hoje confirmado líder

O XXII Congresso do CDS-PP encerra este domingo com a confirmação de Paulo Portas como líder do CDS-PP, depois de ter sido eleito em directas a 21 de Abril.
Na madrugada de hoje, a moção de Paulo Portas, «Directos ao Futuro», foi aprovada, com 25 abstenções e apenas três votos contra.
As outras três moções - «Crescer Diferente», de Manuel Queiró, «A Direita do Futuro», de Ismael Pimentel, e «Afirmação pelos Valores», da Federação dos Trabalhadores Democratas-Cristãos - foram retiradas pelos subscritores antes da votação.
No encerramento dos trabalhos, Portas respondeu aos que afirmaram que este Congresso, o primeiro realizado com o presidente já eleito em directas, foi «morno». «O CDS andava bem precisado de um Congresso calmo, o que não precisamos de certeza é de guerra civil», afirmou.
Paulo Portas aproveitou a sua intervenção para confirmar ao Congresso alguns nomes que irão integrar a sua direcção: João Almeida como secretário-geral, como secretários-adjuntos Henrique Campos Cunha, Hélder Cravo e José Pedro Amaral, e o deputado Hélder Amaral como coordenador autárquico. O líder do CDS/PP confirmou também que irá propor o ex-dirigente António Pires de Lima para presidente do Conselho Nacional, sucedendo a Maria José Nogueira Pinto no cargo, e o «histórico» Andrade Pereira será o «número um» da sua lista ao «parlamento» do partido.
A comissão política nacional de Paulo Portas vai integrar novidades como o presidente das OGMA, Miguel Morais Leitão, o director-geral do Ministério da Justiça Filipe Lobo d´Ávila e o presidente da Portugália, João Ribeiro da Fonseca. Solari Alegro, director do Hospital de Santo António, no Porto, João Varandas, director das urgências do Hospital de São José e que esteve na comissão política de Ribeiro e Castro, Leonardo Mathias e Manuel Castel-Branco são outras das novidades da direcção.
A direcção portista integra ainda nomes como a ex-ministra da Justiça Celeste Cardona, o ex-secretário de Estado Nuno Fernandes Thomaz, o histórico José Luís Cruz Vilaça, o ex-presidente do Conselho de Jurisdição de Ribeiro e Castro, Manuel Machado, ou Assunção Cristas, uma das caras da campanha conta a liberalização do aborto. Os deputados João Rebelo, Teresa Caeiro e Mota Soares e o vereador da Câmara Municipal do Porto Manuel Sampaio Pimentel fazem também parte da comissão política.
Ao contrário do que acontecia no passado, a comissão executiva - núcleo duro da direcção - não será escolhida em Congresso mas na primeira reunião da futura comissão política. Paulo Portas não terá vice-presidentes.
O ex-líder parlamentar Nuno Melo vai ser o porta-voz do CDS-PP e o deputado João Rebelo o responsável financeiro do partido. Para a presidência do Conselho de Jurisdição, o líder do CDS propõe o deputado Nuno Magalhães, e, para o Conselho de Fiscalização, o administrador da EMEL Tiago Pessoa. Luís Queiró volta a ser proposto para presidente da mesa do Congresso, tendo como primeiro vice-presidente o líder do CDS-PP/Madeira José Manuel Rodrigues.
Ao Conselho Nacional do partido concorrem mais duas listas, além da de Portas, uma dos ex-dirigentes de Ribeiro e Castro, liderada por Ricardo Vieira, e outra de Ismael Pimentel. Pimentel apresentou também uma lista alternativa à presidência da mesa do Conselho Nacional, liderada por Celeste Capelo.
A sessão de encerramento do Congresso, com a aclamação dos novos órgãos do partido e o discurso do líder Paulo Portas, está marcada para as 13:00 horas.

in Diário Digital

Falhanço de coligação PP-PSD «é culpa» de Marques Mendes

Um dos nomes sugeridos por Paulo Portas à Câmara Municipal de Lisboa (CML) e dirigente do CDS/PP, Luís Nobre Guedes, responsabilizou o líder do PSD, Marques Mendes, pelo falhanço de uma coligação dos dois partidos para as eleições intercalares, marcadas para o próximo dia 15 de Julho.
«Ficou claríssimo que o doutor Marques Mendes não queria qualquer coligação», afirmou Nobre Guedes, acrescentando que o mesmo sucedeu com a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa e presidente da distrital do PSD-Lisboa, Paula Teixeira da Cruz, o que levou a uma «total falta de entendimento».
Contudo, o dirigente dos democratas cristãos, que figura actualmente na lista do candidato escolhido pelo partido à autarquia lisboeta, Telmo Correia, considerou também que «o PSD não merece a coligação» com o CDS pela «responsabilidade» que teve na gestão do município.
Quanto à escolha de Telmo Correia, Nobre Guedes considerou ser um nome «excelente» e garantiu estar «100% solidário» com a sua candidatura, uma vez que é necessário que «haja decência» na gestão da autarquia, depois de ter passado por tempos «maus demais».
Caso fosse o escolhido para liderar a lista por Lisboa, Luís Nobre Guedes iria «aceitar o sacrifício», já que acredita que, quando se pertence a um partido, «não é só para ter direitos, mas também deveres e obrigações».

in Diário Digital

CDS pode roubar eleitorado ao PSD

O tema da direita liberal entrou no XXII Congresso do CDS pela mão de Pires Lima. O ex-deputado anunciou, em entrevista, a vontade de abrir o partido a um eleitorado mais vasto.
Aos jornalistas, à margem da reunião, explicou que «O CDS tem de olhar para o seu passado e saber como tem de evoluir para ter a confiança não de 5 ou 7 por cento, mas de um eleitorado mais vasto». O ex-deputado olha para França, Espanha e agora Inglaterra com o sucessor de Tony Blair e quer que em Portugal, com Paulo Portas, o CDS também evolua e estique o seu eleitorado.
Para isso é preciso deixar de «gerar anticorpos em 90 por cento da população portuguesa» e que o CDS faça «coerentemente um discurso amigo da liberdade». Além da liberdade em relação à iniciativa privada e da economia, o ex-deputado quer também o discurso da «liberdade individual. Na boa tradição da direita liberal», Pires de Lima refere-se «ao direito à diferença e o direito de cada um viver a sua vida».
Esticando o eleitorado, Pires de Lima espera chegar a «muitas simpatias de gente que tradicionalmente cabe no PSD e todo o eleitorado que não é socialista».
Questionado sobre se receia perder o eleitorado conservador, que historicamente cabe no CDS, o ex-dirigente rejeita «diabolizações» às suas ideias. Até porque, na sua intervenção no Congresso, momentos mais tarde, Pires de Lima garante que não é a favor do casamento entre homossexuais ou da adopção por casais homossexuais.

Aborto: Pires de Lima tinha razão antes de tempo
E para provar que a abertura ao partido é importante, Pires de Lima recorda que há dois anos disse, em reunião-magna, que era impraticável a legislação que condenava as mulheres a julgamentos públicos por praticarem o aborto. «Na altura, a sala gelou. Vi muitos rasgarem as vestes e dizerem que o caminho que eu sugeria era perigoso. Depois, os mesmos pediram-me para fazer campanha contra a liberalização do aborto, no último referendo que nós perdemos. E a dois dias» da consulta popular «esses mesmos disseram o que eu tinha proposto dois anos antes».

Linha democrata-cristã conservadora
Na sua intervenção ao Congresso, Paulo Núncio, que esteve à frente dos movimentos pró-vida por altura do referendo ao aborto, defende um «linha democrata-cristã conservadora», «sem cedências a progressismos ou experimentalismos sociais».
«Ventos de modernidade»
Sampaio Pimentel, vereador na câmara do Porto, e que alinha pela corrente de Pires de Lima, aposta numa «leitura contemporânea e mais liberal». Por isso, Sampaio Pimentel propõe uma estratégia que aponte para o «arco de governabilidade» do país.
O autarca portuense «não quer abdicar» do código genético do CDS, mas também contesta que o partido se tranque no sotão das ideias, fechando «as janelas aos ventos da modernidade».
in Portugal Diário

sábado, maio 19, 2007

Telmo Correia candidato à Câmara de Lisboa

O candidato do CDS-PP à Câmara de Lisboa Telmo Correia revelou este sábado, em Torres Novas, que não vai abandonar a liderança do grupo parlamentar do partido, considerando que o cargo não é incompatível com a disputa eleitoral.
«Não vou deixar a liderança parlamentar, ser líder parlamentar não é incompatível com ser candidato à Câmara de Lisboa», afirmou Telmo Correia aos jornalistas, instantes depois de ter feito o seu primeiro discurso como escolhido do CDS no XXII Congresso, que decorre em Torres Novas.
«Designei na última reunião do grupo parlamentar três vice-presidentes (Diogo Feio, Mota Soares e Nuno Magalhães) e durante os dias de campanha pedirei mais ajuda», explicou.
Quanto aos objectivos do CDS-PP para as eleições intercalares de 15 de Julho, Telmo Correia disse querer aumentar o resultado do partido em relação às últimas autárquicas.
«O nosso primeiro objectivo é reforçar a nossa votação, o nosso peso na cidade e aumentar o número de vereadores», disse, não esclarecendo se já sabia ser o escolhido por Paulo Portas para liderar a lista do CDS-PP.
«Tinha essa expectativa, obviamente tinha notas e estava preparado para fazer este discurso», admitiu o candidato, que criticou também a escolha da data das eleições por obrigar a «uma campanha no meio do Verão».
A lista do CDS conta ainda com Teresa Caeiro, Luís Nobre Guedes, António Carlos Monteiro e Orísia Roque.

in Diário Digital/Lusa - foto RR