Juventude Popular quer punir aliciamento de menores na Internet
A Igreja de São Vicente de Fora, um dos monumentos nacionais de Lisboa, está fechada ao público desde o início de Agosto por falta de condições de segurança.
O CDS-PP vai apresentar hoje na Assembleia da República um projecto de alteração ao sistema de devoluções do IVA, propondo uma redução do prazo de reembolsos de três para um mês.
O CDS-PP exigiu hoje ao Governo português medidas para assegurar "os direitos civis" e a segurança da comunidade residente na Venezuela, onde já foram assassinados dez portugueses desde Janeiro.
Uma discrepância entre os preços fixados em Diário da República e os praticados pelas operadoras de telecomunicações no âmbito do programa “e-escolas” impede os alunos de saber ao certo quanto pagarão pela Internet, apontou o CDS-PP na quarta-feira. Um despacho do gabinete do secretário de Estado Adjunto e da Educação, publicado em Diário da República a 11 de Agosto, fixa preços mais baixos da ligação à banda larga do que os divulgados pelas operadoras de telecomunicações e do que os previstos no próprio "site" do programa.
Energia, ambiente, cultura e defesa do consumidor vão ser prioridades do grupo parlamentar do CDS-PP na nova sessão legislativa, anunciou hoje o deputado Diogo Feio, reeleito por unanimidade líder da bancada.
Paulo Portas confrontou hoje o primeiro-ministro com a saída de 4600 polícias e agentes da GNR desde 2005, com José Sócrates a defender que a admissão de 2000 novos efectivos "é suficiente" para as necessidades do país.
O líder democrata-cristão escolheu os temas da segurança e da economia para o confronto com o primeiro-ministro no primeiro debate quinzenal da quarta sessão legislativa, que decorreu em tom mais moderado que os da anterior sessão.
Paulo Portas considerou "um erro" político que o Governo não abra concurso para a admissão, em 2009/2010, de elementos que compensem a saída de cerca de 4600 agentes da GNR e da PSP nos últimos três anos, defendendo que o "país ficará mais vulnerável" ao aumento da criminalidade.
Portas aproveitou para questionar o primeiro-ministro sobre se está disponível para alterar as leis penais de forma a "permitir julgamentos sumários em 72 horas" de criminosos "apanhados em flagrante delito", frisando que a prevista alteração à lei das armas "não resolve os problemas de segurança do país".
Na área da economia, o líder do CDS-PP questionou o primeiro-ministro se vai, em sede de Orçamento do Estado para 2009, propor medidas para aliviar o peso fiscal suportado pela classe média e, no caso das empresas, se vai melhorar as condições fiscais em sede de IRC ou nos prazos do IVA, questão que ficou sem resposta.
CDS/Lusa
País volta a ter Dia sem Carros mas em Lisboa reinou o caos
Cerca de sete mil beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) frequentam acções de formação profissional e mais de 27 mil acções ocupacionais e de preparação para o emprego, revelou hoje o presidente do Instituto da Segurança Social.Falando numa audição parlamentar da Comissão Nacional do Rendimento Social de Inserção, a pedido do CDS-PP, Edmundo Martinho precisou que, actualmente, 6.728 beneficiários do RSI frequentam acções de formação profissional e cerca de 27.200 acções ocupacionais e de preparação para o emprego.O responsável adiantou que o tempo médio de permanência da prestação do RSI é de "28 meses a nível nacional e de 26 meses no Continente".
Segundo dados de Agosto, existem 344 mil beneficiários do Rendimento Social de Inserção, o que corresponde a um aumento de 32 mil pessoas desde Dezembro de 2007 (312 mil).Esta subida "muito significativa" foi realçado na audição pelo deputado do CDS-PP Pedro Mota Soares, que também criticou a "ausência de dados relativos ao RSI" no site do Instituo da Segurança Social."Desde Agosto também verificou-se uma subida de 13,5 por cento no número de beneficiários. Se isto continuar assim, o Governo vai gastar 46.6 milhões acima do orçamentado", acrescentou o deputado.
O CDS-PP defende a necessidade de travar os "abusos" no RSI, alegando ser "radicalmente contra" a atribuição desta prestação social a quem não quer trabalhar.Nesse sentido, o partido liderado por Paulo Portas pretende apresentar, em Outubro, no Parlamento, iniciativas legislativas para alterar "de forma global" o regime do rendimento, que considera "permeável à fraude", uma vez que permite que se "transforme uma prestação" que deveria servir para ajudar pessoas a saírem de uma situação de pobreza e inseri-las no mercado de trabalho numa "espécie de mesada".
As iniciativas legislativas a propor pelo CDS-PP visam "uma alteração global do regime do RSI nas áreas da fiscalização, controlo dos contratos de inserção e renovação automática e nas causas de exclusão", entre outros.Respondendo a perguntas do deputado do CDS-PP Pedro Mota Soares, o presidente do Instituto da Segurança Social, Edmundo Martinho, sublinhou que a "fiscalização dos titulares do RSI tem vindo a aumentar gradualmente nos últimos anos".
Enquanto "em 2004 foram fiscalizadas 3.400 agregados familiares", este número passou para "19.00 em 2005, 27 mil em 2007" e, finalmente, este ano deverão ser fiscalizadas "30 mil", precisou.Sobre o "aumento exponencial" da despesa, o presidente do Instituto da Segurança Social disse que as "regras de fixação do montante" são "as mesmas de sempre", lembrando que as alterações têm a ver com "o recuperar de atrasos (retroactivos)" e também com a "assinatura de 215 protocolos com Instituições Particulares de Solidariedade Social".Edmundo Martinho lembrou, também, que em Portugal "já existiram 400 mil beneficiários" e que o número actual é um valor "mais baixo".
O responsável adiantou que desde a criação do RSI "84 mil agregados familiares viram cessada a sua prestação" por diversos motivos, entre os quais 5.500 por falta de informação; 3.415 por alteração da composição do agregado familiar; 47.191 por alterações de rendimento; 5.861 a pedido do requerente e 5.900 por falta de celebração do programa.O presidente do Instituto da Segurança Social lembrou ainda que muitos dos regressos ao RSI "têm a ver com saídas apressadas desse regime" e que 11.200 dos actuais beneficiários são cidadãos não-nacionais.
A alegada discrepância na distribuição distrital do RSI, o baixo número de imigrantes beneficiários deste regime e o que o "aumento exponencial" de beneficiários representa para as estatísticas da pobreza em Portugal foram outros temas abordados pelos deputados das diferentes bancadas.A Lei n.º 13/2003, de 21 de Maio, revogou o Rendimento Mínimo Garantido, previsto na Lei n.º 19-A/96, de 29 de Junho, e criou o Rendimento Social de Inserção.
Lusa
O CDS-PP/Lisboa criticou hoje a ausência de um rumo estratégico para a cidade, apresentando 17 medidas para "uma maior e melhor mobilidade" na capital, como a criação de novas zonas com restrições à circulação automóvel.Em comunicado, e a propósito da semana da mobilidade, o CDS-PP/Lisboa lança críticas à falta de definição de um rumo estratégico para a cidade, lamentando que, em vez de medidas concretas, o executivo camarário "PS-BE" opte pelo "show-off" de fechar as ruas da Baixa ao trânsito.Uma decisão que, segundo os democratas-cristãos da capital "tornou a condução nas avenidas da Liberdade, 24 de Julho e Infante D.Henrique um caos".
No entanto, é ainda referido na nota, propostas como as apresentadas em Assembleia Municipal pelo CDS-PP, nomeadamente para a repavimentação de artérias como a rua da Prata e dos Fanqueiros, "continuam a ser chumbadas".Aproveitando o facto de hoje também se assinalar o Dia Europeu sem Carros, o CDS-PP apresenta ainda 17 propostas para serem implementadas em Lisboa para "uma maior e melhor mobilidade".
Assim, entre outras medidas, o CDS-PP/Lisboa defende a criação de novas zonas de constrangimento de circulação automóvel, total ou só de veículos particulares, o combate e fiscalização ao estacionamento irregular e em cima dos passeios, bem como o aumento do número de lugares de estacionamento para veículos de duas rodas.
A melhoria da sinalização e iluminação, a criação de mais parques de estacionamento, em particular, junto às entradas das estações de metro, o aumento da extensão dos corredores BUS e o alargamento do sistema de transportes "Lisboa Porta-a-Porta" são outras das propostas do CDS-PP/Lisboa.
Ainda no âmbito da melhoria da mobilidade, os democratas-cristãos de Lisboa exigem que a Autoridade Metropolitana de Transportes seja rapidamente "uma realidade" e defendem a criação de incentivos para a habitação no centro da cidade.
Lusa

O líder do CDS/PP exigiu este sábado ao primeiro-ministro medidas específicas de combate à insegurança que, afirma Portas, se verifica no país.
O líder nacional do CDS/PP, Paulo Portas, criticou na noite de sexta-feira as alterações agora introduzidas aos cálculos para a atribuição do abono de família aos portugueses.
O Parlamento aprovou ontem um voto de pesar pela morte do escritor russo Alexander Soljenitsin, proposto pelo CDS-PP e que motivou uma violenta troca de palavras entre o comunista Bernardino Soares e o deputado democrata-cristão Telmo Correia.
O CDS-PP lançou um apelo ao Governo e aos restantes partidos, para que o Parlamento faça um debate sobre a situação financeira e económica em Portugal. Os populares gostavam que este se realizasse ainda antes do debate do Orçamento de Estado.
O CDS-PP pediu hoje esclarecimentos ao Governo sobre a "falta de manuais escolares" nas livrarias que estará a pôr em causa o início "normal" do ano lectivo, reclamando medidas urgentes para que a situação seja ultrapassada.
Na sessão da Assembleia Municipal de Lisboa, ocorrida terça-feira, os deputados municipais do CDS-PP José Rui Roque e Carlos Barroso apresentaram uma recomendação sobre a criação de Bolsas de Estudo por parte da Câmara Municipal de Lisboa.O Grupo Municipal do CDS-PP
O CDS criticou hoje a excepção atribuída pelo Governo à Sociedade Frente Tejo para adjudicações directas de valor cinco vezes superior ao limitado pelo código dos contratos públicos, classificando a medida como "pouco transparente".
O líder do CDS/PP, exigiu hoje uma atitude de "coragem" do ministro da Economia, no sentido de fazer baixar o preço dos combustíveis no país.
O CDS-PP disse hoje respeitar "as opções de vida de cada um", mas recusa modificações à natureza jurídica do casamento, hoje apenas possível entre homem e mulher, e que BE e Verdes querem alargar aos homossexuais.
O CDS-PP de Lisboa afirmou hoje que houve "falta de transparência" nas negociações e que o acordo entre o presidente da autarquia, António Costa, e o movimento Cidadãos por Lisboa, teve como objectivo "garantir apoios eleitorais".
COMUNICADO
Acordo celebrado entre António Costa e Helena Roseta
Recentemente o Senhor Presidente da CML anunciou aquilo a que chamou “acordo de cooperação” com os Vereadores do Movimento Cidadãos por Lisboa.
Esse anúncio deixa-nos perplexos e causa enorme dificuldade de compreensão no cidadão.
Ao invés do Partido Socialista estar preocupado e concentrar as suas energias na resolução dos problemas da cidade que se arrastam e agravam-se dia a dia, entra em jogos de poder apenas com interesses partidários e com o objectivo aritmético de garantir apoios eleitorais, de modo a tentar garantir aquilo que a má gestão não consegue disfarçar.
Os Lisboetas estranham que quem se disse tão independente venha agora coligar-se com aqueles que tanto criticou.
Não podemos deixar de sublinhar a falta de transparência nestas negociações que se arrastavam desde Maio. Isto quando a própria Vereadora Helena Roseta há pouco mais de 2 meses, afirmava que “ A palavra que melhor define este ano é a ineficácia, não há resultados.”.
Avizinha-se não ser fácil a partilha de poder entre as duas alas do PS, uma dita independente e o Vereador do Bloco de Esquerda que, ao que parece, não foi tido nem achado no alargamento da Coligação de que faz parte.
Os Lisboetas não compreendem que se crie a figura do Vereador com projecto, a somar ao Vereador com pelouro, o qual irá auferir, supostamente, um vencimento igual ao deste.
Os eleitores têm que tirar conclusões da forma como os políticos utilizam o seu voto.
O CDS irá estar atento a estes compromissos por interesse e não deixará que à resolução dos problemas da cidade se sobreponham jogos partidários.
A Comissão Política Concelhia de Lisboa
Paulo Portas elegeu hoje “a estagnação económica e a escalada da criminalidade” para temas da “reentré” do CDS em Aveiro, onde deixou ao primeiro-ministro o desafio de um debate televisivo sobre segurança e criminalidade.São problemas que, pensando nas eleições legislativas, o líder do CDS afirmou não se resolverem à esquerda, “porque os partidos de esquerda têm complexos: desconfiam das empresas e da autoridade”.
No comício da “rentreé”, em que o CDS do Algarve a Mirandela vestiu a aveirense Praça do Peixe de azul e branco, Paulo Portas insistiu, sobretudo, no tema da segurança, procurando centralizar em José Sócrates a responsabilidade “pelos erros cometidos pelo governo”.
“Até hoje, José Sócrates mantém um inaceitável silêncio sobre a criminalidade que grassa no país; não reconhece a falha de efectivos; mantém-se obstinado a defender leis penais inadequadas; improvisa remendos”.
Procurou também obter dividendos políticos do facto das questões de segurança serem recorrentes no seu discurso: “fui o único líder partidário que, desde o primeiro dia, interrogou o primeiro-ministro sobre a insegurança crescente no país. Levantei a voz contra a redução de efectivos da polícia; não votei leis penais permissivas; critiquei a reiterada libertação de delinquentes perigosos”.
“Foi o primeiro-ministro que anunciou o cancelamento das admissões na PSP e na GNR, prometendo uma fantasiosa reconversão de 4800 agentes administrativos em operacionais e a sua substituição por 1800 funcionários públicos. Nem uns nem outros apareceram e o país ficou com menos polícias no exacto momento em que sofria mais crimes”, disse.
Paulo Portas considerou ainda Sócrates um dos ideólogos do “Pacto de Justiça” que levou a “leis penais brandas quando a criminalidade endurece”.
Ao nível económico, o presidente do CDS considerou que o governo “ainda não percebeu o que está a acontecer: muitos portugueses, da classe média, vivem o dilema entre a prestação ao banco e a educação dos filhos, os empresários entre pagar impostos ou aos trabalhadores no fim do mês, os jovens licenciados entre emigrar ou ficar a marcar passo no desemprego ou em empregos para que não têm vocação”.
Reclamou ser “devido um esclarecimento aos portugueses, depois do primeiro-ministro dizer que, desde o início do seu mandato, já tinham sido criados 130 mil postos de trabalho”. Remetendo para o boletim do Instituto Nacional de Estatística de Setembro, Portas frisou que “entre Março de 2005 e Julho de 2008, foram criados apenas 71 mil postos de trabalho” pelo que “há uma considerável diferença entre o verbo e o facto”.
“A verdade, triste e crua, é que dezenas de milhar de portugueses foram para o estrangeiro procurar as oportunidades que o país de José Sócrates não lhes dá”, concluiu.Em relação a aspectos económicos e sociais deixou no ar algumas das propostas que o CDS vai apresentar para o próximo Orçamento do Estado como a atribuição de um prémio fiscal às empresas que aumentem a produtividade e que seja transferida para o pagamento de melhores pensões uma parte das verbas do rendimento mínimo.
“Manteremos o nosso compromisso de rever a lei que rege o rendimento social de inserção porque o que se está a passar com o rendimento mínimo é profundamente imoral. É inaceitável que os socialistas sejam poupados nas pensões de quem trabalhou uma vida inteira e gastadores nas prestações de quem não quer trabalhar”, disse, alertando que o número de beneficiários do “rendimento mínimo” ascende já a 344 mil e a despesa anual a 371 milhões de euros.
Lusa
O CDS-PP lamentou hoje que as preocupações expostas pelo líder do seu partido, Paulo Portas, em matérias como o "aumento da insegurança" e a "estagnação económica" sejam respondidas pelo PS com "graçolas".
"No seu comício de rentrée, o CDS invocou questões que preocupam os portugueses, mas o melhor que o PS parece ser capaz de fazer é de brincar com graçolas que em nada respondem a essas preocupações", declarou Nuno Melo.
Sábado, em Aveiro, Paulo Portas elegeu "a estagnação económica e a escalada da criminalidade" como temas centrais do comício de "rentrée" do CDS.
No mesmo comício, o presidente do CDS-PP desafiou o primeiro-ministro, José Sócrates, para um debate televisivo sobre insegurança e criminalidade.Na resposta, o dirigente socialista José Lello afirmou hoje que Paulo Portas ataca o Governo apenas para "minimizar os prejuízos" de ter escondido a demissão de Luís Nobre Guedes no bolso do seu colete.
"Essas palavras [de José Lello] dignificam muito pouco quem além do mais exerce funções num órgão de soberania", reagiu Nuno Melo, referindo-se ao deputado socialista.Para vincar que a questão da insegurança tem de ser encarada com apreensão, Nuno Melo referiu que "só em seis meses de 2008 já houve mais assaltos e roubos a bombas de gasolina do que na totalidade de 2004".
"Só em seis meses deste ano já houve mais assaltos a bancos do que na totalidade de 2006, isto para não falar dos casos relativos ao carjacking e a roubos com recurso a violência, que dispararam no primeiro semestre deste ano", sustentou o dirigente democrata-cristão.
De acordo com o deputado do CDS, o país quer que "estas questões políticas sejam discutidas" e "também percebe porque o Governo foge a dar qualquer resposta"."A verdade é o que o primeiro-ministro, José Sócrates, receia discutir com o presidente do CDS as questões de segurança. Compreende-se esta atitude quando o aumento da criminalidade violenta é também resultado directo do sinal errado e das alterações legislativas pouco ponderadas que nesta legislatura a maioria socialista tem imposto ao país", sustentou Nuno Melo.
O dirigente do CDS-PP apontou como exemplos de actuações negativos do Governo na área da segurança "a redução dos efectivos das forças de segurança, as alterações aos códigos Penal e de Processo Penal, as tentativas de governamentalização da investigação criminal, e as sucessivas vezes em que foram declaradas inconstitucionalidades em normas de diplomas" provenientes do executivo.
O CDS-PP vai aproveitar o comício da sua "rentrée" política no sábado na Praça do Peixe, em Aveiro, para "fazer uma demonstração de força" e "acelerar o ritmo" para o ano eleitoral que se aproxima.
O líder do CDS-PP defendeu hoje a necessidade de travar os "abusos" no Rendimento Social de Inserção, alegando ser "radicalmente contra" a atribuição desta prestação social a quem não quer trabalhar.
O ministro da Administração Interna, reconheceu hoje um atraso no processo de transferência de polícias em funções administrativas para o terreno, mas garantiu que até ao final do ano mais 2.000 a 3.000 agentes deixarão as secretárias.
O atraso naquele processo deve-se ao facto de a lei orgânica da GNR ainda não ter sido publicada, explicou Rui Pereira aos deputados da Comissão Permanente da Assembleia da República, onde esta tarde participou num debate sobre segurança agendado pelo CDS/PP.
O processo prevê a transferência de 4.800 agentes das forças de segurança que actualmente desempenham funções administrativas para o terreno. Segundo o ministro, que respondia a uma questão do CDS/PP, até ao momento foram transferidos, "no mínimo, duzentos agentes das forças de segurança e até ao final do ano vão mudar de funções entre dois mil a três mil militares da GNR".
O CDS questionou ainda o Governo sobre a admissão de novos agentes para as forças de segurança, tendo o deputado centrista Nuno Magalhães sublinhado que "o Governo diz que nesta legislatura vão ser admitidos um total de 4.400 agentes para as forças de segurança, mas o que o Governo não diz é que em apenas três anos já saíram 4.635".
Rui Pereira respondeu que entre 2002 e 2005 o número de agentes diminuiu em 1.305, mas que entre 2006 e 2005 os agentes das forças de segurança aumentaram em 798.
Hoje foi a 14ª vez que Rui Pereira esteve no Parlamento para falar de questões segurança, segundo disse o próprio durante o debate.
Lusa
O CDS-PP vai apresentar no Parlamento iniciativas legislativas para alterar "de forma global" o regime do Rendimento Social de Inserção (RSI), que considera actualmente "permeável à fraude".
"Actualmente o RSI é permeável à fraude. O regime permite que se transforme uma prestação que devia servir para ajudar pessoas a saírem de uma situação de pobreza e inseri-las no mercado de trabalho numa espécie de mesada", afirmou o deputado Pedro Mota Soares, em declarações à Lusa.
Antes da elaboração concreta das propostas, que espera entregar em Outubro, o CDS-PP pretende ouvir no Parlamento o presidente do Instituto de Segurança Social e da comissão nacional de acompanhamento do RSI, Edmundo Martinho, pedido de audição que será discutido hoje na comissão parlamentar de Trabalho.
"Queremos perceber questões como o facto de metade dos beneficiários não terem um contrato de inserção, nenhuma obrigação com o Estado, e como é que é possível que o número de beneficiários tenha subido 8,2 por cento nos primeiros seis meses do ano", disse o deputado.
As iniciativas legislativas a propor pelo CDS-PP visam "uma alteração global" do regime do RSI nas áreas da "fiscalização, controlo dos contratos de inserção, renovação automática" e nas "causas de exclusão", acrescentou.
O CDS-PP vai ainda promover uma audição pública com especialistas para analisar o actual regime do RSI e ouvir autarcas, responsáveis das redes de instituições de solidariedade social e de combate à pobreza para "avaliar no terreno os efeitos do RSI" e "receber contributos para melhorar o sistema", disse.
Lusa
Uma medalha de ouro com um sabor ainda mais especial do que a de Atenas, foi assim que o atleta português João Paulo Fernandes descreveu, emocionado, como sentiu novo título de campeão paralímpico de boccia BC1, conquistado hoje em Pequim.
A Assembleia da República retoma, esta terça-feira, os trabalhos com um debate sobre segurança, requerido pelo CDS-PP que em comissão vai também apresentar alterações ao Regime de Rendimento Social de Inserção.
O Conselho Nacional (CN) do CDS-PP deu por «esclarecido o assunto relativo a Nobre Guedes», depois de Paulo Portas admitir ter cometido uma falha de informação e alegado que apenas queria alterar a opinião de Nobre Guedes.
Aquele órgão reuniu-se segunda-feira à noite, num hotel portuense, e aprovou uma deliberação apresentada pelo seu presidente, Pires de Lima, que aceitou «as informações prestadas» por Paulo Portas.
A deliberação foi aprovada com 100 votos a favor e quatro abstenções, facto saudado por Portas depois de explicar aos conselheiros as razões do silêncio que manteve durante um ano sobre a demissão do vice-presidente centrista Luís Nobre Guedes. Portas explicou que não recebeu um pedido oficial de demissão do ex-vice-presidente do CDS.
«Se eu tivesse recebido uma carta formal de demissão e a tivesse fechado, como alguns disseram, a sete chaves numa gaveta, o próprio, que é uma pessoa respeitável, teria protestado», sustentou. O líder centrista reafirmou que a sua intenção foi procurar convencer Nobre Guedes a «mudar de opinião», evitando assim a sua renúncia à política activa.
O presidente grupo parlamentar do CDS-PP, Diogo Feio, escusou-se hoje a esclarecer se tenciona recandidar-se, frisando que qualquer decisão será transmitida em primeiro lugar aos colegas de bancada no início da sessão legislativa.
João Rebelo considerou hoje “perfeitamente aceitável” que Paulo Portas tenha ocultado da comissão política a demissão de Nobre Guedes da vice-presidência e declarou que aquele órgão afirmou a confiança no líder.
António Pires de Lima defendeu hoje que Paulo Portas «fez bem» em reconhecer que errou ao ocultar a demissão de Nobre Guedes, admitindo convocar uma reunião do Conselho Nacional do CDS-PP apenas «se entender» que é necessária.
O líder do CDS/PP defendeu o julgamento imediato dos delitos em flagrante, a retirada do rendimento social de inserção a quem cometa crimes e o repatriamento de imigrantes que cometam actos ilícitos, informa a agência Lusa.Quanto ao flagrante delito, Paulo Portas preconizou o «processo sumário, com julgamento imediato, para que a sociedade tenha a certeza de que há castigo para o crime». «Não é possível que as forças de segurança arrisquem a vida para deter criminosos perigosos que vão a tribunal e, logo de seguida, soltos porque a lei prevê um excesso de condescendência que destroça completamente o trabalho da polícia», disse.
No segundo caso, defende o «fim da atribuição do Rendimento Social de Inserção (RSI) aos beneficiários que cometam crimes».
No caso de imigrantes que cometem crimes, «estes devem ser repatriados porque romperam o acordo de confiança estabelecido com o país de acolhimento», alegou o presidente do CDS/PP: «Dou como exemplo o caso de açorianos que foram repatriados dos EUA, o que nos leva a perguntar porque é que em Portugal não se enfrenta com bom senso e firmeza esta questão».
in Portugal Diário