sexta-feira, setembro 26, 2008

CDS exige medidas para segurança dos portugueses na Venezuela

O CDS-PP exigiu hoje ao Governo português medidas para assegurar "os direitos civis" e a segurança da comunidade residente na Venezuela, onde já foram assassinados dez portugueses desde Janeiro.
"Os índices (de criminalidade) contra a comunidade portuguesa na Venezuela chegaram a um ponto tal que se pode colocar a questão de existir uma ausência de protecção protocolar e legal entre Portugal e a Venezuela", refere o CDS-PP, num requerimento dirigido ao ministério de Estado e dos Negócios Estrangeiros.
No documento, os deputados democratas-cristãos questionam a tutela sobre se tenciona tomar medidas para "repor a segurança e a protecção dos cidadãos portugueses" que vivem e trabalham na Venezuela.
"Numa altura em que está prevista a visita do Presidente da Venezuela a Portugal, seria esta a ocasião ideal para que o Governo português faça as diligências necessárias para pôr cobro a esta situação de criminalidade", defendeu o CDS-PP.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chega esta noite a Lisboa, vindo de Paris, para assinar sábado na capital portuguesa alguns acordos que estiveram em preparação ao longo dos últimos meses.
Na cerimónia presidida por José Sócrates e Chávez, os acordos mais importantes entre os dois países dizem respeito à venda de um milhão de computadores Magalhães e à construção de 50 mil fogos de habitação social na Venezuela.
O presidente da Venezuela e o primeiro-ministro português assinarão ainda acordos para o desenvolvimento conjunto de projectos na área da electricidade.
Citando dados da comunidade portuguesa na Venezuela, o CDS-PP salientou que desde Janeiro já foram "raptados mais de vinte empresários e comerciantes portugueses, que dez portugueses foram assassinados, quatro dos quais nas últimas três semanas".
"É dever do Estado português e dos seus governantes assegurar legalmente os deveres civis e os direitos de cidadania das suas comunidades", reiterou o CDS-PP.
Diário Digital / Lusa