Portas confronta primeiro-ministro com saída de 4600 efectivos da PSP e GNR
Paulo Portas confrontou hoje o primeiro-ministro com a saída de 4600 polícias e agentes da GNR desde 2005, com José Sócrates a defender que a admissão de 2000 novos efectivos "é suficiente" para as necessidades do país.
O líder democrata-cristão escolheu os temas da segurança e da economia para o confronto com o primeiro-ministro no primeiro debate quinzenal da quarta sessão legislativa, que decorreu em tom mais moderado que os da anterior sessão.
Paulo Portas considerou "um erro" político que o Governo não abra concurso para a admissão, em 2009/2010, de elementos que compensem a saída de cerca de 4600 agentes da GNR e da PSP nos últimos três anos, defendendo que o "país ficará mais vulnerável" ao aumento da criminalidade.
Portas aproveitou para questionar o primeiro-ministro sobre se está disponível para alterar as leis penais de forma a "permitir julgamentos sumários em 72 horas" de criminosos "apanhados em flagrante delito", frisando que a prevista alteração à lei das armas "não resolve os problemas de segurança do país".
Na área da economia, o líder do CDS-PP questionou o primeiro-ministro se vai, em sede de Orçamento do Estado para 2009, propor medidas para aliviar o peso fiscal suportado pela classe média e, no caso das empresas, se vai melhorar as condições fiscais em sede de IRC ou nos prazos do IVA, questão que ficou sem resposta.
CDS/Lusa






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