Revista de Imprensa - CDS apresenta 17 medidas para Mobilidade
País volta a ter Dia sem Carros mas em Lisboa reinou o caos
José Martins foi um dos muitos condutores surpreendidos ontem pelo corte do trânsito nas ruas do Ouro e da Prata e no Rossio, no âmbito do Dia Europeu sem Carros. Parado no trânsito no Terreiro do Paço, o operário da construção civil explicou ao DN que acha a iniciativa positiva, mas que "para quem precisa de andar de carro é complicado". Para evitar complicações, muitos dos 59 municípios que aderiram à iniciativa concentraram as principais medidas no fim-de-semana. No Porto, onde não houve corte de ruas ao trânsito, apenas a chuva prejudicou o tráfego.(...)
Para o CDS, fechar as ruas da Baixa ao trânsito foi um show-off que tornou "as avenidas da Liberdade, 24 de Julho e Infante D. Henrique um caos". Já Mário Alves, da câmara, que também apresentou outras medidas considera que "a cidade funcionou de forma relativamente normal" mas deixa o balanço para hoje.
in Diário de Notícias
Dia Europeu sem Carros não sensibilizou automobilistas e gerou o caos em Lisboa
A medida anunciada pelo executivo camarário para libertar as artérias entre a Avenida da Liberdade e o Terreiro do Paço não convenceu ninguém. Foram muitas e audíveis as queixas
Foi apenas durante meio dia, mas em zonas tão nevrálgicas quanto poderiam ser o Rossio, a Rua do Ouro e a Rua da Prata - o coração da Baixa Pombalina -, que Lisboa se associou à iniciativa europeia do Dia sem Carros. Mas foi meio dia de caos automóvel, acentuado nos períodos de entrada e saída da capital. A terminar a Semana da Mobilidade, a confusão foi muita, pouca a sensibilização e queixas de sobra.
Foi apenas durante meio dia, mas em zonas tão nevrálgicas quanto poderiam ser o Rossio, a Rua do Ouro e a Rua da Prata - o coração da Baixa Pombalina -, que Lisboa se associou à iniciativa europeia do Dia sem Carros. Mas foi meio dia de caos automóvel, acentuado nos períodos de entrada e saída da capital. A terminar a Semana da Mobilidade, a confusão foi muita, pouca a sensibilização e queixas de sobra.
Aquela praça central e artérias estiveram encerradas à circulação automóvel entre as 8h e as 18h, com excepção para os transportes públicos colectivos e veículos de emergência, e desde cedo se viu que a medida desagradou a automobilistas, comerciantes e até aos agentes da Polícia Municipal que regulavam o trânsito nas artérias alternativas, e que se desdobravam para explicar aos automobilistas, à vez, a razão do corte das vias e as opções a tomar.
A tarde de ontem tornou-se por isso caótica para aqueles que circulavam junto à Praça do Comércio e que pretendiam prosseguir caminho pela Rua da Prata. Este foi o caso de João Fernandes, que apenas ao chegar ao local se deparou com o encerramento daquela via.
Também o CDS-PP de Lisboa, em comunicado, lamentou o "show-off" camarário de fechar as ruas da Baixa ao trânsito. Na mesma nota afirmou que a mobilidade foi "bandeira da coligação PS-BE", mas sem "medidas concretas". E acusou, entre outras 17 medidas, que propostas suas "apresentadas em assembleia municipal, nomeadamente para a repavimentação de artérias como a Rua da Prata e dos Fanqueiros, continuam a ser chumbadas".
in Jornal Público






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