terça-feira, julho 31, 2007

Democratas-cristãos fazem ‘rentrée’ a Norte virada para novas formas de comunicação do partido

O CDS-PP vai fazer a sua 'rentrée' política no Norte do país, numa iniciativa virada para novas formas de comunicação do partido e que deverá acontecer no último fim-de-semana de Agosto.
O secretário-geral do CDS, João Almeida, disse à Lusa que a 'rentrée' do CDS irá fugir ao habitual formato do jantar ou comício.
"A iniciativa, cujos moldes ainda estão a ser definidos, terá dois momentos: o primeiro, mais interno, com as estruturas do partido", explicou.
O segundo momento incidirá na agenda política do CDS-PP e na modernização das suas formas de comunicação.
"Faremos a apresentação do novo site do CDS-PP e estamos a trabalhar noutras formas inovadoras de comunicar a imagem do partido", afirmou.
O CDS-PP fazia, tradicionalmente, a sua 'rentrée' política no distrito de Aveiro, um hábito que desapareceu no final da liderança de Paulo Portas (a última realizou-se em 2003) e que não foi retomado durante a direcção de José Ribeiro e Castro.
Lusa

CDS-PP: Cem dias de liderança de Paulo Portas

"O balanço é positivo mas foram cem dias difíceis", assumiu o secretário-geral do CDS-PP João Almeida, em declarações à Agência Lusa.
Se a direcção assume os 3,7 por cento obtidos nas intercalares de Lisboa como negativos não deixa, no entanto, de lembrar que a "tendência de descida" do CDS-PP na capital começou na eleição de 2005, quando Maria José Nogueira Pinto foi eleita vereadora à tangente.
"Não é normal que uma direcção, nos seus primeiros cem dias, tenha de enfrentar dois actos eleitorais extraordinários [regionais na Madeira e intercalares em Lisboa], que obviamente não preparou e são condicionantes da acção do partido", acrescentou.
Por essa razão, defende, as consequências dos dois actos eleitorais "têm de ser partilhadas" com a anterior direcção de José Ribeiro e Castro.
No caso das regionais da Madeira, onde o partido desceu dos 9,7 para os 7 por cento, o secretário-geral não aceita falar em derrota, uma vez que o CDS-PP manteve os seus dois deputados.
"Aquela que foi a grande bandeira da campanha das directas, a mudança na forma de fazer oposição ao Governo, foi conseguida", destacou, por outro lado, João Almeida.
O aumento do número dos debates com o primeiro-ministro (um repto lançado por Portas, aceite por José Sócrates e integrado na reforma do Parlamento) ou o recuo do Governo nas regras de doações entre familiares são duas vitórias reclamadas pelo CDS-PP para esta nova direcção.
"Em termos internos, o partido inverteu o ciclo de redução da sua estrutura local: quando tomámos posse apenas estavam implantadas concelhias num terço do país, entretanto já houve eleições para 25 novas concelhias e duas distritais - Vila Real e Évora", disse João Almeida.
A organização de grupos de trabalho temáticos, o arranque da actualização de ficheiros dos militantes e o retomar de algumas iniciativas - o aniversário do partido no Algarve e o assinalar da 'rentrée' - são outras vitórias destacadas pelo secretário-geral do partido.
"As próprias sondagens dão-nos actualmente valores na casa dos 6 por cento, muito superiores aos anteriores a esta direcção, e que provam que o resultado de Lisboa é muito conjuntural", frisou.
Lusa

Educação: Ministra defende actuação da DREN no caso Charrua

A ministra da Educação defendeu hoje no Parlamento a actuação da directora regional do Norte e do director de serviço que denunciou o professor Fernando Charrua, alegando que ambos "cumpriram o seu dever".
"Os dirigentes, no exercício das suas competências, decidiram, um participar, e outro abrir o processo disciplinar. Depois de ter havido um insulto, era necessário ter havido um processo", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues na comissão extraordinária de Educação, que hoje decorreu com o objectivo de esclarecer o chamado “caso Charrua”, a pedido do PSD.
Na Assembleia da República, a ministra reiterou que ficaram provados no processo os factos de que era acusado o professor, afirmando que "houve um insulto, não uma piada jocosa, proferido num local de trabalho, num espaço público e que foi audível por várias testemunhas".
"Só isto é matéria suficiente para o levantamento de um processo disciplinar. Houve uma conduta violadora do dever de correcção de linguagem, o que é perturbador do funcionamento dos serviços", alegou.
A este propósito, a ministra evocou um artigo do estatuto dos funcionários públicos que os obriga a "denunciar um facto passível de perturbar o funcionamento dos serviços", considerando que a oposição está a tentar "transformar a figura legal da participação numa delação".Perante as declarações de Maria de Lurdes Rodrigues, os deputados da oposição apontaram a existência de uma "contradição", questionando a ministra sobre a razão pela qual decidiu arquivar o processo e não aplicar qualquer sanção, apesar de entender que houve uma violação do dever de correcção.
Na comissão de Educação, os partidos da oposição voltaram a acusar o Governo de promover um clima de intimidação política e de delação, exigindo o apuramento de responsabilidades políticas neste caso, nomeadamente a demissão da directora regional, Margarida Moreira.
"Considero absolutamente inadmissível que mantenha em funções a directora regional do Norte. Se ela não tem vergonha na cara para se demitir, devia ser a ministra a fazê-lo", defendeu o deputado do CDS-PP José Paulo de Carvalho.
Acerca desta exigência, partilhada por todas as bancadas da oposição, Maria de Lurdes Rodrigues afirmou apenas que "não se pode tirar o tapete aos directores regionais e dirigentes da Administração Pública que têm o dever de zelar pelo funcionamento dos serviços". No Parlamento, os partidos voltaram ainda a questionar a ministra sobre o motivo da cessação da requisição do professor Charrua na DREN, onde trabalhava há quase 20 anos, considerando ter-se tratado de uma "sanção política encapotada".
Lusa

Fisco: CDS-PP satisfeito com envio para o TC da Lei Tributária

O CDS-PP saudou ontem a decisão do Presidente da República, Cavaco Silva, de enviar para o Tribunal Constitucional o decreto que alterou a Lei Geral Tributária e o Código de Procedimento e Processo Tributário.
De acordo com um comunicado publicado no "site" da Presidência da República, Cavaco Silva manifestou dúvidas constitucionais quanto à possibilidade de "acesso à informação e documentos bancários dos cidadãos que decidam reclamar ou impugnar contenciosamente actos da administração tributária".
"Ficámos muito satisfeitos por vermos que a nossa posição desde a primeira hora teve acolhimento nesta decisão do sr. Presidente da República", afirmou o deputado do CDS-PP Diogo Feio, em declarações à Agência Lusa.
Diogo Feio recordou que, no Parlamento, "o CDS-PP sempre defendeu que não pode existir qualquer ligação entre o direito que o contribuinte tem de, legitimamente, reclamar ou impugnar as suas dívidas e o levantamento do sigilo bancário".
"O levantamento do sigilo bancário não deve ser para quem reclama ou impugna mas para quem é suspeito de estar a infringir a lei", defendeu o deputado democrata-cristão.Diogo Feio escusou-se a comentar sobre qual será o sentido da decisão do Tribunal Constitucional mas considerou que esta posição do chefe de Estado "é um primeiro passo relevante".
"Mais uma vez se demonstrou o que é fazer oposição útil ao Governo, pena é que o Governo não nos tenha dado ouvidos na altura devida", acrescentou.
Em causa estão alterações à Lei Geral Tributária, aprovadas no Parlamento a 17 de Julho, relativas ao levantamento do sigilo bancário para efeitos fiscais.O governo quer que quando um contribuinte reclame ou impugne uma decisão do Fisco, a administração fiscal passe a ter acesso imediato às suas contas bancárias.
Além disso, quando um contribuinte se atrasa na entrega da declaração anual de IRS, o Fisco passa a ter possibilidade de aceder às contas bancárias do cidadão, sem que este tenha de dar qualquer autorização.
Outra das alterações aprovadas foi a obrigação do Fisco avisar o Ministério Público sempre que faça uma correcção à matéria colectável de um contribuinte por entender que este tem sinais exteriores de riqueza que não estão de acordo com a sua declaração de rendimentos.
Depois de há cerca de um ano estas alterações terem sido aprovadas em conselho de ministros e após o PS as ter votado favoravelmente na Assembleia da República, no passado dia 17 a Comissão dos Assuntos Constitucionais deu um parecer positivo sobre estas alterações legislativas, concluindo que estavam de acordo com as garantias dos contribuintes.
Contactado pela agência Lusa, o Ministério das Finanças disse que não fará comentários a esta decisão do Presidente da República.
Lusa

domingo, julho 29, 2007

Portas promete para Setembro oposição forte ao Governo na Educação, Finanças e Saúde

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, prometeu ontem que a partir do mês de Setembro o partido irá fazer uma oposição forte ao Governo nas matérias sensíveis, como a Educação, Finanças e Saúde.
Paulo Portas falava em Portimão durante um jantar comemorativo dos 33 anos do partido, com a presença de cerca de 500 apoiantes.
Segundo o dirigente, a próxima legislatura irá contar com um CDS-PP "activo, vigilante, forte e determinado nas matérias mais sensíveis, por forma a contribuir para um país com qualidade e onde as famílias possam ter mais qualidade".
No rol das críticas ao Governo, o dirigente centrista apontou a falta de liberdade do expressão, os problemas na Saúde e Educação e o aumento da carga fiscal a que as famílias vão estar sujeitas, referindo-se à entrevista do primeiro-ministro, onde José Sócrates referiu o aumento do investimento público.
Portas disse que esse investimento irá ter reflexo na qualidade de vida das famílias mais carenciadas, sublinhando que deve ser o Estado a poupar, para aliviar os impostos e permitir que as famílias "tenham maior disponibilidade nos seus rendimentos mensais".
Na Educação, Paulo Portas congratulou-se com a posição do primeiro-ministro ao admitir que os erros nos exames nacionais iriam ser minimizados, mas criticou o chefe do Governo ao afirmar que "são erros normais que se repetem todos os anos".
Paulo Portas sublinhou ainda a importância de renovar o CDS-PP, abrir as portas "a um partido com dignidade para fazer uma oposição com iniciativa, que saiba o que quer e que possa propor alternativas inovadoras na Educação, Saúde, Finanças" e também naquilo que considerou ser essencial para o futuro do país, a questão demográfica.
O líder centrista anunciou que o CDS-PP está particularmente sensível e aberto a esta questão, garantindo que não falhará o debate, por este ser essencial para o futuro de Portugal, aproximando-o de outros países, como Espanha e Alemanha.
Lusa

Exames nacionais: CDS-PP vai propor medidas para evitar erros nas provas

O CDS-PP vai apresentar em Setembro, na Assembleia da República, propostas legislativas que visam melhorar a qualidade dos exames nacionais e, em especial, evitar que apareçam erros nas provas, disse hoje à Lusa o deputado Diogo Feio.
O deputado esclareceu que o grupo parlamentar do CDS-PP está ainda a estudar quais as propostas concretas que vai apresentar ao Parlamento, mas disse que são três as hipóteses em apreciação.A primeira possibilidade é atribuir a elaboração dos exames a uma entidade independente e externa ao Ministério da Educação.

A segunda hipótese é que os enunciados das provas passem a ser certificados por uma entidade independente e externa ao Ministério da Educação.A terceira possibilidade é a criação de “uma grande base de dados”, alimentada e validada todos os anos, com perguntas que possam integrar os enunciados.

Diogo Feio explicou que os detalhes sobre a forma como essa base de dados seria construída ainda não estão definidos.

O deputado considerou positivas as medidas de reforço dos mecanismos de controlo e de auditoria das provas, anunciadas na semana passada pelo ministério da Educação, mas considerou-as “insuficientes”, pelo que apresentará iniciativas legislativas ao Parlamento.Nos exames nacionais de 2007 foram detectados dois erros nas provas de Física e Química A (11º ano) e Biologia (12º ano).

Lusa

sábado, julho 28, 2007

Partidos da oposição no Algarve classificam visita de Sócrates como "acção de propaganda"

O líder distrital do CDS-PP, Miguel Camelo, sustentou que o programa de Sócrates assenta "na propaganda a que já vem habituando os portugueses", que contudo "estão cada vez mais indiferentes a estas operações de charme".
"A dúvida aqui é saber se esta operação foi organizada pela mesma empresa que organizou a entrega de computadores em Lisboa, mas em vez de crianças teremos antes veraneantes pagos para o aplaudir", ironizou.
Gostaria que Sócrates anunciasse uma "alteração de condições para o desenvolvimento do Turismo e um PROTAL [Plano Regional de Ordenamento do Território] de acordo com os poderes locais e vivos do Algarve".Gostaria ainda que Sócrates anunciasse uma profunda remodelação na descentralização para as autarquias, que deveriam ter "uma nova forma de funcionar", mas rejeita qualquer forma de regionalização.
Lusa

quinta-feira, julho 26, 2007

Lisboa: CDS-PP promete oposição “atenta e vigilante” apesar de ausente da Câmara

O CDS-PP prometeu hoje fazer uma "oposição atenta e vigilante" ao executivo da Câmara Municipal de Lisboa, apesar de ter perdido o seu único vereador nas eleições intercalares de 15 de Julho.
"Seremos uma oposição atenta e uma oposição vigilante. A partir do momento em que o dr. António Costa se torne presidente da Câmara, o CDS de Lisboa começará a agir e a pronunciar-se sobre as questões de Lisboa", prometeu o líder do CDS-PP Paulo Portas, em declarações aos jornalistas.

Com o objectivo de reorganizar a forma de fazer oposição em Lisboa, as estruturas distrital e concelhia do CDS-PP na capital estiveram hoje reunidas com o presidente do partido.
No final da reunião, o secretário-geral do CDS, João Almeida, definiu o objectivo.

"Faremos oposição de fora para dentro com o objectivo claro de, dentro de dois anos, voltarmos a estar presentes na Câmara Municipal de Lisboa", afirmou.Com essa meta, a concelhia e a distrital acompanharão de perto a agenda da Câmara e "haverá sempre uma posição pública do CDS sobre todas as questões" que forem discutidas nas sessões camarárias.

"Tudo isto conjugado com a acção da nossa bancada na Assembleia Municipal", garantiu João Almeida.
in Lusa

Portas preocupado com análise de Sócrates sobre desemprego e exames

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, considerou hoje "preocupante" a forma como o primeiro-ministro, José Sócrates, em entrevista à SIC, analisou a situação do desemprego e os erros dos exames escolares.
"Ontem [quarta-feira] os portugueses perceberam que os 150.000 empregos prometidos em campanha eleitoral não eram uma promessa mas um objectivo", salientou Paulo Portas, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com as estruturas concelhia e distrital do CDS-PP de Lisboa.

O líder do CDS-PP sugeriu que, no futuro, "de cada vez que o primeiro-ministro colocar um cartaz vai ter de pôr um asterisco para as pessoas perceberem que o que lá está não é para cumprir"."Tirando a ironia, percebemos que com este crescimento económico diminuto não vai haver diminuição do desemprego", lamentou.

Sobre os exames escolares, Portas reiterou a sua defesa de introdução de exames nacionais no 4º e 6º anos de escolaridade e criticou as declarações de José Sócrates na entrevista televisiva."O que eu não posso aceitar é que o primeiro-ministro diga com um ar um pouco displicente que erros nos exames sempre houve", criticou."Mesmo que sempre tenha havido, só significa que o Ministério da Educação tem de ter mais cuidado na forma como os exames são feitos", aconselhou o presidente dos democratas-cristãos.
Portas voltou a sugerir que, para evitar a repetição de erros nos exames escolares, o Governo proceda à certificação dos professores que fazem os exames ou nomeie uma entidade independente ou crie um banco de perguntas que contenha as questões susceptíveis de saírem nos exames.
A propósito da mesma entrevista à SIC, em que o primeiro-ministro se confessou surpreendido pela contratação de crianças como figurantes numa iniciativa governamental, o líder do CDS reiterou a intenção do seu partido pedir explicações ao Governo, sob a forma de um requerimento entregue no Parlamento.
"O grupo parlamentar do CDS vai perguntar quantas vezes os anúncios políticos do Governo foram concessionados a empresas publicitárias e quantas vezes recorreram a figurantes", detalhou Portas.Para o líder do CDS-PP, o mais preocupante neste caso "é o uso de crianças como elementos decorativos" em actividade de propaganda do Governo.

in Lusa

Aborto: Paulo Portas apela aos governos nacional e regional da Madeira “que se entendam”

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, apelou hoje aos Governos nacional e da Região Autónoma da Madeira para que "se entendam" sobre a aplicação da lei do aborto.
"Entendam-se! Com certeza que as leis são gerais e se aplicam em todo o território, mas têm de ser leis bem feitas", alertou Paulo Portas, sublinhando que "a lei não previu que os sistemas de saúde nas regiões autónomas estão regionalizados".
Paulo Portas respondeu desta forma ao primeiro-ministro José Sócrates que, na quarta-feira à noite, desafiou os líderes do PSD e CDS-PP a tomarem posição nesta matéria.
"A minha prioridade é o país, esta é a prioridade do engenheiro José Sócrates. Entendam-se!", reiterou Portas, perante a insistência dos jornalistas, no final de uma reunião com as estruturas concelhia e distrital de Lisboa do partido.
Em entrevista à SIC, na quarta-feira, o primeiro-ministro considerou "inadmissível" a resistência do Governo Regional da Madeira em aplicar em lei do aborto e considerou "ensurdecedor o silêncio" dos líderes do PSD e CDS-PP sobre esta matéria.
Segundo Sócrates, o Governo Regional da Madeira "vai ter que aplicar a lei, porque é uma lei da República e porque resulta da vontade popular".
"Tenho assistido a um silêncio ensurdecedor dos líderes da direita. O que tem a dizer o dr. Marques Mendes e o dr. Paulo Portas sobre isto? A lei do aborto será cumprida por todo o território nacional. Não me passa pela cabeça outro cenário", acrescentou.
A nova lei do aborto entrou em vigor a 15 de Julho em todo o país, excepto na Madeira, onde o executivo se recusa a aplicá-la até que o Tribunal Constitucional se pronuncie sobre a conformidade do diploma do governo socialista, afirmando ainda que os encargos com o diploma no sistema de saúde não estavam previstos no orçamento.
O diploma foi aprovado no Parlamento pelo PS, PCP, Bloco de Esquerda, Verdes e por 21 deputados do PSD na sequência do referendo de 11 de Fevereiro.
in Lusa

Comemorações do 33º Aniversário


33 anos de História
Jantar de Aniversário

28 Julho 2007
20h30

Restaurante Lugar do Rio
Portimão
(junto ao Pavilhão Arena)

Marcações:
21 881 47 42/20

IVG: CDS defende intervenção da justiça no caso da Madeira

O CDS-PP considera que a recusa da Madeira em aplicar a Lei do Aborto, e sobre a qual Sócrates acusou os partidos da direita de se remeterem ao silêncio, deve ser resolvida pelos tribunais.
Quarta-feira à noite, em entrevista à SIC, o primeiro-ministro socialista criticou o que considerou ser o «silêncio ensurdecedor dos partidos da direita» relativamente à recusa, «absolutamente inadmissível», do Governo Regional da Madeira (PSD) em aplicar a nova Lei do Aborto, invocando a sua inconstitucionalidade.
Reagindo, em declarações à Agência Lusa, às afirmações de José Sócrates, o porta-voz do CDS-PP, Nuno Melo, sustentou, corroborando a posição já manifestada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, que «cabe aos tribunais dirimir esse conflito».
O também deputado e vice-presidente da Assembleia da República disse que o primeiro-ministro, «antes de ter invocado o CDS-PP», deveria ter «justificado por que razão o Governo tem violado recorrentemente as leis da República».
Nuno Melo mencionou, a este propósito, a exoneração de funções do professor Fernando Charrua na Direcção-Regional de Educação do Norte, acto que, a seu ver, «violou a Constituição, os direitos, liberdades e garantias fundamentais».
Sobre este «incidente», o democrata-cristão defendeu que o primeiro-ministro deveria ter «censurado perante o País o comportamento» da directora-Regional de Educação do Norte e, se fosse caso disso, ter exigido «a sua exoneração».
Comentando ainda a entrevista de José Sócrates, Nuno Melo advogou que existe uma «diferença entre a realidade do País que o primeiro-ministro invoca e a que os portugueses sentem», apontando o encerramento de serviços de saúde, a «insegurança nas escolas» e a promessa, por cumprir, da criação de 150 mil novos postos de trabalho.
De «positivo», Nuno Melo salientou o facto de Sócrates ter assumido o controlo do défice «com algum sucesso».
in Lusa

quarta-feira, julho 25, 2007

Portas vai insistir com Governo para divulgar documentos de submarinos

O ex-ministro da Defesa e líder do CDS-PP vai insistir junto do Governo para divulgar os processos de compra dos dois submarinos, disse à Agência Lusa uma fonte do gabinete de Paulo Portas.
"Não se trata de revelar documentos de segurança militar, mas tornar públicos os pareceres técnicos, nomeadamente da Marinha, e os termos da adjudicação, de modo a que se perceba como o interesse público foi defendido e a lei respeitada", acrescentou a mesma fonte.
Na quarta-feira, o Governo anunciou que não vai divulgar os processos de compra dos dois submarinos, como pediu o ex-ministro, por "questões de segurança".
"Os processos de concurso para compra de equipamento militar e de Defesa não podem ser divulgados por conterem matéria classificada", afirmou à Lusa uma fonte do Ministério da Defesa.
Esses concursos, segundo a mesma fonte, incluem matéria classificada, como os requisitos técnicos e operacionais dos equipamentos.
No sábado, no final de uma reunião do Conselho Nacional do CDS-PP, Paulo Portas apelou ao Estado e ao Ministério da Defesa que abram à opinião pública o processo da compra de dois submarinos quando ele era ministro.
"Sou inteiramente favorável a que o Estado e o Ministério da Defesa abram completamente à opinião pública e aos srs. jornalistas o processo relativo a essa compra", defendeu.
"O que não estou certamente disponível é para saber que decidi com justiça, com base em pareceres técnicos, e de repente aparecerem rumores", criticou.
Portas garantiu "não ter feitio para a vitimização ou para teorias conspiratórias" mas pediu "que se investigue tudo", na sequência de notícias, divulgadas pelo JN, sobre o destino de 24 milhões de euros na compra dos submarinos, durante a campanha para as intercalares da Câmara de Lisboa.
Dias mais tarde, Paulo Portas deu uma conferência de imprensa em que disse ter recebido garantias do Ministério Público de que não estava a ser investigado.
No sábado, o ex-ministro fez um apelo ao Governo para divulgar os processos mas, de acordo com a mesma fonte governamental, não fez qualquer contacto com o Governo nesse sentido.
in Lusa

terça-feira, julho 24, 2007

Plano Tecnológico: CDS-PP vai pedir explicações ao Governo sobre contratação de figurantes

O CDS-PP vai entregar no Parlamento um requerimento a pedir explicações ao Governo sobre a contratação de figurantes para participar na apresentação do Plano Tecnológico.
"O Governo não está impedido de contratar figurantes. Mas, quando o faz, os portugueses têm o direito de saber", defendeu Nuno Melo, porta-voz do CDS-PP, em declarações à Agência Lusa.
Antes da apresentação do Plano Tecnológico da Educação, segunda-feira, no Centro Cultural de Belém, José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues assistiram a uma demonstração das potencialidades dos quadros interactivos, realizada por um professor e dez crianças recrutadas a uma agência de casting, recebendo cada uma delas 30 euros pelo trabalho.
O CDS-PP irá questionar o Governo sobre o recurso, por parte de diferentes Ministérios, a agências de comunicação na preparação e divulgação de iniciativas públicas e legislativas do Governo para que se saiba "se essas imagens correspondem à verdade".
"Quando um determinado ministro comparece numa escola, numa repartição pública, os portugueses têm o direito de saber se quem lá está a aplaudir, está porque genuinamente apoia as políticas do Governo, ou está porque é contratada", explicou Nuno Melo, considerando que "a percepção pública da governação" pode ser alterada por este recurso a figurantes.
Referindo-se concretamente ao caso da apresentação do Plano Tecnológico, o porta-voz do CDS-PP concluiu que "a medida até pode ser verdadeira, mas no que toca à adesão ficou a saber-se que era afinal uma encenação".
Confrontada segunda-feira pelos jornalistas, a ministra da Educação desvalorizou a questão.
"A empresa responsável pela organização desta apresentação propôs fazer uma demonstração no local para que pudéssemos perceber como funcionam os quadros interactivos", explicou a ministra da Educação, considerando que este era um pormenor irrelevante, tendo em conta o investimento e as medidas anunciadas pouco antes pelo Governo.
O Plano Tecnológico da Educação representa um investimento superior a 400 milhões de euros e prevê, entre outras medidas, a instalação em cada sala de aula, a partir de Setembro, de um computador com ligação à Internet, uma impressora e um videoprojector, e, até Abril do próximo ano, de um quadro interactivo por cada duas salas.
in Lusa

DREN: ministra levou meses «a constatar o óbvio», diz CDS

O CDS-PP lamentou hoje que a ministra da Educação tenha demorado meses «a constatar o óbvio» no caso do processo disciplinar a Fernando Charrua e desafiou a directora regional de educação do Norte a «tirar conclusões» deste arquivamento. «Parece evidente que a sra. ministra da Educação demorou muitos meses a constatar o óbvio (...) num Estado de direito democrático, não faz sentido que na base de uma delação de uma conversa privada alguém possa ser sancionado disciplinarmente», salientou o porta-voz do CDS-PP, Nuno Melo, em declarações à Agência Lusa.
O processo disciplinar instaurado a Fernando Charrua foi arquivado pela ministra da Educação, que decidiu não aplicar qualquer sanção ao professor por considerar que o comentário que fez à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates, se enquadra no direito à opinião.
Num despacho datado de segunda-feira e divulgado hoje, Maria de Lurdes Rodrigues defende que «a aplicação de uma sanção disciplinar poderia configurar uma limitação do direito de opinião e de crítica política, naturalmente inaceitável» numa sociedade democrática, uma vez que as declarações de Charrua não visavam um «superior hierárquico directo» mas sim o primeiro-ministro.
O porta-voz do CDS-PP salientou que este despacho contraria a decisão da directora regional de educação do Norte, Margarida Moreira, que instaurou o processo.
«A decisão da sra. ministra é de sentido exactamente oposto (...) A directora regional não agora simplesmente ficar calada, quando antes foi tão opinativa», desafiou.
No entanto, questionado se o CDS-PP pretende a demissão de Margarida Moreira, Nuno Melo salientou que é necessário esperar pelos seus esclarecimentos.
«Há avaliações pessoais que têm de ser feitas», sublinhou Nuno Melo.
in Lusa

sábado, julho 21, 2007

Portas assume "resultado negativo" mas diz que todos partidos foram penalizados

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, assumiu hoje que o partido teve "um resultado negativo" nas eleições intercalares em Lisboa, mas considerou que o eleitorado deu "um sério aviso" a todo o sistema partidário.
"O eleitorado castigou o sistema partidário. Os partidos têm de saber ler as lições, têm de saber renovar-se e ter melhores práticas", afirmou Paulo Portas, no final do Conselho Nacional do CDS-PP que durou cerca de cinco horas.
O presidente dos democratas-cristãos lembrou que todos os partidos perderam votos nas eleições do passado domingo, incluindo o PS.
"Houve, sobretudo por omissão, mas também por votação nos candidatos independentes um sinal do eleitorado relativamente aos partidos", frisou, garantindo que o CDS "irá escutar o eleitorado".
Portas considerou que o eleitorado "soube distinguir" o que era uma campanha autárquica do que serão as legislativas de 2009 e não se arrepende de ter estado muito presente na campanha do CDS.
"Eu prefiro ser criticado por excesso do que por cobardia. Eu, quando o partido vai a votos, dou a cara e não me escapo da leitura de resultados", referiu.
No entanto, o líder do CDS-PP recusou aplicar a expressão "erro" à estratégia eleitoral do partido, ao contrário do que tinha sido veiculado por conselheiros nacionais presentes na reunião.
"O eleitorado deu um sério aviso ao sistema partidário", reiterou, quando questionado sobre essa matéria.
Apesar de o CDS ter perdido o seu único vereador na Câmara Municipal de Lisboa, Portas garantiu que os democratas-cristãos continuarão a ter voz na capital e anunciou que a concelhia e distrital vão organizar-se nesse sentido a partir da próxima semana.
"O partido não está na Câmara mas está na Assembleia Municipal, fará uma intervenção sistemática e crítica quando tiver de ser", garantiu.
"O facto de termos perdido a nossa representação é apenas o primeiro passo para voltarmos a tê-la", salientou.
Paulo Portas aproveitou esta última reunião do partido antes das férias para anunciar os temas fortes do CDS na próxima sessão legislativa: educação, sistema fiscal e saúde.
"Darei a volta ao Portugal da saúde, sejam hospitais, centros de saúde, unidades de saúde familiar", prometeu.
O líder do CDS reiterou ainda o compromisso de, em Setembro, o partido apresentar propostas próprias de apoio à natalidade, depois de, na sexta-feira, o Governo ter anunciado o reforço do abono de família para famílias com vários filhos nos primeiros anos de vida e a extensão do abono de família aos últimos seis meses de gravidez.
in Lusa

Portas aponta "24 violações do segredo de Justiça"

No seu longo discurso, além dos resultados de Lisboa e da estratégia de oposição ao Governo, Paulo Portas abordou também as notícias negativas que foram publicadas sobre o CDS durante a campanha.
Sobre esta matéria, Portas apontou "24 violações do segredo de Justiça" e considerou que "há instituições do Estado que estão a ser parciais no seu desempenho".
Segundo fonte do partido, o líder do CDS começou a sua intervenção no Conselho Nacional (à porta fechada) pelos resultados de Lisboa, onde o CDS conseguiu 3,7 por cento dos votos e perdeu o único vereador que tinha na autarquia da capital.
Portas referiu ainda como explicações para os maus resultados do partido as "micro-candidaturas" à direita e o fenómeno das candidaturas independentes.
Neste domínio, o líder do CDS considerou que as autárquicas representaram "um sério aviso aos partidos", o segundo, depois das presidenciais, e alertou que, em 2009, um novo partido poderá beneficiar deste descontentamento.
Sobre as questões da justiça, a que dedicou 25 por cento do seu discurso, Portas considerou que a publicação de notícias negativas sobre o CDS - que apontavam suspeitas sobre o financiamento ilegal do partido e dúvidas sobre o concurso da compra dos submarinos - "não foi decisivo" para os resultados de Lisboa.
No entanto, considerou que estas notícias "vão continuar" e podem afectar a credibilidade do líder do CDS."Temos que estar preparados: para lá da oposição ao engenheiro Sócrates vou ter de fazer oposição ao rumor", avisou, garantindo que irá lutar "pela imparcialidade das instituições do Estado".
in Lusa

Portas defende que processo de compra submarinos seja público

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, apelou este sábado ao Estado e ao Ministério da Defesa que abram à opinião pública o processo da compra de dois submarinos quando ele era ministro da Defesa.
«Sou inteiramente favorável a que o Estado e o Ministério da Defesa abram completamente à opinião pública e aos srs. jornalistas o processo relativo a essa compra», defendeu Portas, no final do Conselho Nacional do CDS-PP.
«O que não estou certamente disponível é para saber que decidi com justiça, com base em pareceres técnicos, e de repente aparecerem rumores», criticou.
Portas garantiu «não ter feitio para a vitimização ou para teorias conspiratórias» mas pediu «que se investigue tudo».
«Faço oposição, um dia quanto mais oposição fizer e melhor oposição fizer, à beira das eleições, tentarão pôr nos jornais outros rumores e dar cabo da reputação de uma pessoa e da sua honorabilidade pessoal», afirmou.
Portas confirmou aos jornalistas o que anunciou aos conselheiros nacionais, que irá pôr um processo ao Estado pela violação do segredo de justiça, com a publicação de várias notícias negativas para o CDS durante a campanha autárquica.
«O CDS interporá uma acção contra o Estado por não ter sido capaz de garantir junto dos seus agentes o cumprimento de deveres elementares para que Portugal seja um Estado de direito e de bens relevantes como o segredo de justiça», disse.
Para Paulo Portas, o fundamental é «garantir a imparcialidade do Estado» e apurar responsabilidades por estas sucessivas violações do segredo de justiça.
«Nos últimos 40 dias houve 24 violações objectivas e até descaradas do segredo de justiça», enumerou.
O líder do CDS anunciou ainda que o partido terá «um diálogo relevante» com agentes do sistema judicial sobre estas preocupações.
Portas explicou que foi este o tema central do período de reflexão que abriu domingo, noite das intercalares para a Câmara de Lisboa, sobre o exercício da actividade política e garante que a sua continuidade à frente do CDS não esteve em causa.
«Não foi isso que esteve em causa. O que esteve em causa foi uma reflexão sobre a imparcialidade do Estado», disse.
No entanto, o líder do CDS fez questão de separar os resultados autárquicos do partido das matérias de justiça.
«Não faço nenhuma relação entre os dois temas», assegurou.
«Eu não tenho carácter de fraco nem de medroso, sou uma pessoa determinada, que dou o peito à luta, só exijo que a luta seja feita em condições de igualdade para todos», defendeu.
Diário Digital / Lusa

sexta-feira, julho 20, 2007

Portas questiona Sócrates sobre medida de apoio à natalidade anunciada em 2006

O líder do CDS-PP desafiou hoje o Governo a explicar o que aconteceu com uma medida anunciada em 2006 para apoiar a natalidade, que reduzia a taxa contributiva para a Segurança Social para quem tivesse mais filhos.

do número de filhos. Que é feito dessa medida que anunciou?", questionou Paulo Portas, na sua primeira intervenção do debate do Estado da Nação. "Diga-me se há algum decreto-regulamentar onde esta medida conste, para não acontecer com as medidas que hoje anunciou o que sucedeu com esta de há um ano...", desafiou Portas.
Na resposta, o primeiro-ministro, José Sócrates, esclareceu que essa proposta do Governo caiu em sede de concertação social."Essa foi a proposta que fizemos. Na concertação social foi rejeitada por empresários e sindicatos. Humildemente, o Governo reconheceu que para preservar o acordo devia retirar essa medida", explicou.
"O sr. sabe disso tudo mas finge que não sabe", acusou José Sócrates, embora elogiando a intervenção de Portas."O senhor ao menos fala dos problemas do país", saudou o primeiro-ministro.
Paulo Portas desafiou o Governo a ir mais longe nas medidas de apoio à natalidade, lembrando que na Alemanha o subsídio de apoio ao nascimento vai dos 4.200 anuais aos 25.000 euros/ano e que a Espanha aprovou recentemente um 'cheque-bébé' de 2.500 euros por ano.
"A sua proposta fica consideravelmente aquém, pelas minhas contas são 780 euros por ano", referiu o líder do CDS, questionando o Governo se é possível ir mais longe.
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje, no Parlamento, um programa de apoio à família e à natalidade, aumentando o abono de família para quem tem mais filhos, entre o segundo e o terceiro ano de vida, e criando uma nova prestação de apoio à gravidez, que será paga às grávidas que preenchem os requisitos para receber abono a partir do terceiro mês de gravidez.
"Não serão as únicas medidas mas estas duas estamos em condições de assumir a responsabilidade do seu avanço", respondeu Sócrates às exigências do CDS-PP.
O primeiro-ministro esclareceu ainda que o reforço de abono de família para quem tem mais filhos, quando entrar em vigor, terá aplicação a todos."Se alguém tem um filho com dois anos esse alguém já terá direito a essa prestação", garantiu.
Paulo Portas questionou também o primeiro-ministro sobre questões relacionadas com a educação, nomeadamente os exames nacionais, mas não obteve qualquer resposta por parte de José Sócrates.
"Vamos no terceiro erro nos exames (...) está disponível para certificar os professores que fazem os exames, ou elaborar um banco de perguntas ou permitir uma avaliação externa ao sistema de produção de exames em Portugal?", questionou o líder do CDS, sem obter resposta."O que não pode acontecer é que quem tem opiniões sobre si vá para a rua e quem faz exames fique exactamente na mesma", criticou Paulo Portas.
in Diário Económico

quinta-feira, julho 19, 2007

Distrito solidariza-se com Concelhia de Lisboa

As comissões políticas distrital e concelhia de Lisboa do CDS-PP afastaram hoje, em absoluto, a hipótese de demissão na sequência dos resultados do partido nas eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa.
Na sequência dos resultados, - o CDS-PP obteve 3,7 por cento dos votos e perdeu o único vereador na autarquia - alguns ex-dirigentes do partido, como Martim Borges de Freitas e José Paulo de Carvalho, responsabilizaram a concelhia e distrital de Lisboa pelos resultados e sugeriram a sua demissão.
No entanto, quarta-feira à noite, reuniram-se a maior parte das estruturas concelhias do partido do distrito de Lisboa e manifestaram a sua confiança no trabalho da distrital e do seu presidente, o deputado António Carlos Monteiro.
O presidente da distrital de Lisboa do CDS-PP disse à Lusa que, além desta manifestação de confiança, as concelhias que estiveram quarta-feira reunidas agradeceram e louvaram "o esforço e dedicação" do cabeça de lista Telmo Correia e manifestaram a sua solidariedade à concelhia de Lisboa e à sua presidente, Orízia Roque.
"Não há tempo agora para convocar agora uma Assembleia Distrital, iremos fazê-lo em Setembro para reorganizar trabalho", adiantou António Carlos Monteiro.
Em comunicado hoje divulgado, também a comissão política concelhia (CPC) Lisboa do CDS-PP garante estar de "consciência tranquila" quanto à campanha dos democratas-cristãos em Lisboa.
"A presidente da CPC e, bem assim, todos os membros que então e actualmente a integram, manifestaram e assumiram sempre a sua quota de responsabilidade por todos os resultados obtidos, não só naqueles que nos encheram de orgulho mas, também, naqueles que, por algum motivo, ficaram aquém das nossas expectativas", refere esta estrutura.
"O sentimento de consciência tranquila não afasta, naturalmente, a preocupação que nos mereceram os resultados eleitorais e que confirmaram a queda eleitoral, a nível autárquico, do CDS-PP em Lisboa e que já se manifestara fortemente nas eleições autárquicas de 2005", acrescentam.
Por essa razão, será convocada uma Assembleia Concelhia - que apenas deverá acontecer em Setembro - para analisar os resultados das eleições intercalares de domingo.
"A CPC de Lisboa entende, por isso, que é todo o partido que deve fazer internamente uma reflexão séria e construtiva do seu estado, e não apenas o seu presidente, contribuindo para delinear uma estratégia para as três eleições que se avizinham em 2009", apelam.
in Lusa

Bancada aceita demissão de Telmo Correia e convoca eleições para depois Verão

O grupo parlamentar do CDS-PP aceitou hoje a demissão do líder da bancada Telmo Correia e decidiu convocar eleições para a presidência do grupo no início da próxima sessão legislativa.
"Na reunião do grupo parlamentar, o dr. Telmo Correia apresentou a sua demissão, que foi obviamente aceite pelos colegas do grupo", afirmou o vice-presidente da bancada Mota Soares, no final da reunião.
"Serão convocadas eleições para o grupo parlamentar no início da próxima sessão legislativa", anunciou.
Telmo Correia anunciou domingo a sua demissão de todos os cargos dirigentes no CDS-PP - vice-presidente do partido e líder do grupo parlamentar - na sequência dos resultados do partido nas eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa.
O CDS-PP, cuja lista era encabeçada por Telmo Correia, obteve 3,7 por cento dos votos e perdeu o único vereador que detinha na Câmara da capital.
Questionado sobre quem desempenhará as funções da liderança da bancada até às eleições, Mota Soares considerou que "o problema não se coloca", uma vez que o último plenário da sessão legislativa será sexta-feira, com o debate do Estado da Nação.
"Amanhã não haverá líder parlamentar. Os doze deputados assegurarão a gestão do grupo", explicou.
Questionado quem serão os deputados a intervir no debate, Mota Soares recusou fazer essa antecipação.
"O CDS não tem por hábito antecipar debates com o primeiro-ministro, muito menos o do Estado da Nação", disse.
O vice-presidente da bancada democrata-cristã recusou igualmente responder se será candidato à liderança do grupo, referindo apenas que "essa questão não foi tratada na reunião do grupo parlamentar".
No sábado, o CDS-PP realiza um Conselho Nacional extraordinário, depois do líder do partido, Paulo Portas, ter aberto domingo "um período de reflexão sobre o exercício da actividade política em Portugal".
in Lusa

PARABÉNS

O CDS-PP completa hoje 33 anos de existência


O CDS foi fundado em 19 de Julho de 1974, "correspondendo ao apelo de amplas correntes de opinião pública, abrindo-se a todos os democratas do centro-esquerda e centro-direita": entre as personalidades que subscreveram a sua Declaração de Princípios contavam-se Diogo Freitas do Amaral, Adelino Amaro da Costa, Basílio Horta, Vítor Sá Machado, Valentim Xavier Pintado, João Morais Leitão e João Porto.
Os primeiros meses de actividade caracterizaram-se por um esforço de implantação e esclarecimento, dificultado e impedido pelo clima de instabilidade, violência e anarquia que se vivia no país, que culminaria nos assaltos à sede do Partido em 4 de Novembro de 1974 e em 11 de Março de 1975.
Em 13 de Janeiro de 1975, cumprindo a lei dos partidos políticos, o CDS entregou ao Supremo Tribunal de Justiça a documentação necessária à sua legalização.
Durante a realização do seu I Congresso, no Palácio de Cristal, no Porto, em 25 e 26 desse mesmo mês de Janeiro, o CDS foi vítima da extrema-esquerda, que provocou distúrbios, cercou o edifício e tentou a invasão, tendo as forças militares permitido o sequestro dos congressistas – entre os quais destacados membros das democracias cristãs Europeias – durante 15 horas. Nesse congresso, foi eleita a primeira Comissão Política, que teve como Presidente e Vice-Presidente, respectivamente, Diogo Freitas do Amaral e Adelino Amaro da Costa.
Em 11 de Março de 1975, na sequência de nova viragem política, que teve como vectores principais a intervenção colectivista na vida económica e a tutela militar do regime, o CDS declarou-se partido da oposição, atitude que manteria até à formação do II Governo Constitucional, em 1978.
Em Abril de 1975, o CDS elegeu os únicos 16 Deputados não socialistas da Assembleia Constituinte, que haveriam de votar sozinhos contra o texto final da Constituição, em 2 de Abril de 1976.
Entretanto o CDS foi admitido em finais de 1975 como membro da UEDC, União Europeia das Democracias Cristãs.
O grande objectivo do CDS foi alcançado em 1976, nas eleições legislativas: ultrapassar o PCP e colocar-se, ao lado dos socialistas e sociais-democratas, entre os grandes partidos democráticos portugueses
, com 42 Deputados.

Eleições Intercalares de Lisboa

Comunicado

A Comissão Política Concelhia (CPC) de Lisboa do CDS-PP na sequência de algumas notícias e declarações que têm sido divulgadas pela comunicação social esclarece e informa o seguinte:

1) A CPC de Lisboa foi eleita no dia 22 de Junho de 2006;

2) A Presidente da CPC de Lisboa, Maria Orísia Roque, encontra-se actualmente a exercer o seu segundo mandato como Presidente desta estrutura;

3) No exercício dessas funções, a Presidente da CPC de Lisboa colaborou activa e empenhadamente nos esforços de candidatura e campanha eleitoral do CDS-PP, nos seguintes actos eleitorais:

Legislativas 2005 - 37082 votos - 10,54%
Autárquicas 2005 - 16723 votos - 5,92%
Autárquicas 2007 - 7258 votos - 3,70%

4) Em todos os referidos actos eleitorais, a Presidente da CPC e, bem assim, todos os membros que então e actualmente a integram, emprestaram todo o seu esforço e dedicação, colaborando de forma activa em tudo quanto lhe foi pedido pelos vários candidatos apresentados pela Comissão Política Nacional do CDS-PP;

5) Igualmente, a Presidente da CPC e, bem assim, todos os membros que então e actualmente a integram, manifestaram e assumiram sempre a sua quota de responsabilidade por todos os resultados obtidos, não só naqueles que nos encheram de orgulho mas, também, naqueles que, por algum motivo, ficaram aquém das nossas expectativas;

6) Foi esta Presidente da CPC, assim como a grande maioria dos membros que actualmente a integram, que colaborou leal e dedicadamente com a candidatura da Dr.ª Maria José Nogueira Pinto nas eleições autárquicas de 2005, bem como em todo o trabalho por esta desempenhado. Tal esforço foi, aliás, por diversas vezes publicamente reconhecido pela própria.

7) Da mesma forma, esta CPC emprestou todo o seu empenho na candidatura apresentada pelo CDS-PP, encabeçada pelo Dr. Telmo Correia, seu actual Presidente da Mesa da CPC de Lisboa, assumindo, também aqui, como sempre, a sua quota de responsabilidade pelos resultados obtidos;

8) Importa realçar que esta CPC se encontra de consciência tranquila quanto ao esforço que desenvolveu e que correspondeu a tudo quanto nos foi solicitado pela candidatura e pelo Presidente do CDS-PP;

9) Na verdade, não houve um único evento, uma única acção, uma única reunião ou uma única intervenção nesta campanha em que esta CPC não tivesse estado presente e tivesse dado o seu contributo, quer à campanha, quer ao Presidente do Partido, como aliás sucedeu em todos os actos eleitorais que acompanhou;

10) É justo reconhecer, e publicamente sublinhar, assim como já o fez o Dr. Telmo Correia, que a Comissão Política Concelhia da Juventude Popular teve um papel relevante no apoio que deu à campanha da candidatura do CDS-PP;

11) O sentimento de consciência tranquila não afasta, naturalmente, a preocupação que nos mereceram os resultados eleitorais e que confirmaram a queda eleitoral, a nível autárquico, do CDS-PP em Lisboa e que já se manifestara fortemente nas eleições autárquicas de 2005;

12) Por isso mesmo, será convocada, como sempre sucedeu, uma Assembleia Concelhia, órgão que reúne todos os militantes de Lisboa, para análise dos resultados. A CPC de Lisboa faz assim um apelo para que aqueles que têm apreciações a fazer sobre o futuro do Partido, e dos seus órgãos, tragam o seu contributo a tal Assembleia;

13) A CPC de Lisboa entende, por isso, que é todo o Partido que deve fazer internamente uma reflexão séria e construtiva do seu estado, e não apenas o seu Presidente, contribuindo para delinear uma estratégia para as três eleições que se avizinham em 2009;

14) Desde já, a CPC começará a trabalhar na preparação das próximas eleições autárquicas, elaborando um Plano de Acção Autárquica e criando um Conselho Consultivo Autárquico, que serão apresentados naquela Assembleia Concelhia, e que se destinam a trilhar o rumo que entendemos necessário para recuperar este resultado, que não nos sossega e com o qual não nos resignaremos.

A Comissão Política Concelhia de Lisboa

Educação: CDS-PP exige explicações acerca dos exames

O CDS-PP exigiu esta quarta-feira explicações do Governo sobre os vários erros que têm sido detectados nos exames nacionais, questionando o Ministério da Educação se tenciona alterar a fórmula de realização e certificação destas provas, escreve a Lusa.
O CDS-PP vai formalizar estas questões à ministra de Lurdes Rodrigues, através de um requerimento entregue na Assembleia da República, depois de ter sido detectado um erro no exame nacional de Biologia, realizado segunda-feira.
«Hoje foi dado conta de que em mais um exame há um erro. Desta vez foi Biologia, os anteriores erros registaram-se nos exames de Física e Química e de História», frisou o deputado do CDS-PP Diogo Feio.
«Actualmente, temos em Portugal um sistema de exames de autores. Não podemos, ano após ano, ter repetidamente erros nos exames e alunos prejudicados», criticou.
Por essas razões, o CDS-PP questiona a ministra da Educação se tenciona alterar o modo como são formulados os exames em Portugal e, em caso afirmativo, qual o modelo que vai ser seguido.
«O CDS já apresentou três alternativas: uma base de dados de exames, a criação de uma entidade independente e a possibilidade de certificar os autores dos exames», enumerou.
Para o democrata-cristão, «no próximo ano já tem de haver uma fórmula de qualidade na certificação de exames».
in Portugal Diário

Juventude Popular apela à continuidade de Telmo Correia como líder parlamentar

A Juventude Popular (JP) enviou uma carta ao líder parlamentar do CDS-PP, Telmo Correia, apelando a que reconsidere a sua demissão da presidência do grupo democrata-cristão.
No entanto, deputados do CDS-PP contactados pela Lusa adiantaram que a decisão de Telmo Correia poderá ser irreversível, numa matéria que será discutida quinta-feira de manhã em reunião da bancada.
Em declarações à Lusa, o líder da JP, Pedro Moutinho, explicou o conteúdo da carta que enviou hoje a Telmo Correia.
"Escrevi-lhe a pedir que reconsidere a sua demissão. Há uma diferença clara entre o facto de os resultados de Lisboa não terem sido bons e o seu desempenho como líder parlamentar", defendeu Pedro Moutinho.
O presidente da Juventude Popular considerou que Telmo Correia "é um deputado extraordinário" e a sua continuidade à frente da bancada "não pode ser posta em causa" pelos resultados das eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa.
"Há uma geração que se habituou a vê-lo ser um dos mais ferozes combatentes no Parlamento", acrescentou.
Nas eleições intercalares de domingo, o CDS-PP perdeu o único vereador que tinha na Câmara Municipal de Lisboa, e obteve apenas 3,7 por cento dos votos.
Na sequência dos maus resultados nas eleições intercalares para a Câmara de Lisboa, o cabeça-de-lista Telmo Correia anunciou a demissão de todos os cargos no CDS-PP: vice-presidência do partido e liderança do grupo parlamentar.
in Lusa

quarta-feira, julho 18, 2007

Conselho Nacional extraordinário do CDS-PP realiza-se sábado em Lisboa

O presidente do Conselho Nacional do CDS-PP, António Pires de Lima, convocou hoje uma reunião extraordinária deste órgão para sábado, em Lisboa, a pedido do líder do partido, Paulo Portas.
"Análise da situação política" é o ponto único da ordem de trabalhos deste Conselho Nacional, disse fonte do partido. No domingo, na sequência dos resultados do CDS-PP nas eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa, Paulo Portas anunciou o início de um período de reflexão. "Entendo que o partido deve pensar no que sucedeu. Assumo as minhas responsabilidades, pedirei a convocação de um Conselho Nacional o mais breve possível", disse, na noite eleitoral. "Estou a fazer uma reflexão pessoal, não escondo, sobre as condições do exercício da acção política em Portugal e darei uma resposta aos conselheiros nacionais sobre as conclusões que tirarei", disse então, numa declaração sem perguntas. O vice-presidente Nobre Guedes foi mais longe e considerou que "pode estar em causa o regime e as condições de fazer política e oposição em Portugal", numa possível alusão às notícias negativas que foram publicadas sobre o CDS-PP durante a campanha autárquica. Essas notícias referiam suspeitas de financiamento ilegal do partido e lançaram dúvidas sobre o concurso da compra de dois submarinos à época em que Portas era ministro da Defesa. O CDS-PP obteve 3,7 por cento dos votos nas eleições de Lisboa e perdeu o único vereador que detinha na Câmara Municipal. O Conselho Nacional do CDS-PP tem início marcado para as 16h00, uma hora depois do começo do Conselho Nacional do PSD, também motivado pelos maus resultados em Lisboa do partido.

CDS contra: Assistentes individuais para deputados aprovados por PS e PSD

O novo direito dos deputados a terem assistentes individuais foi hoje aprovado em comissão apenas pelo PS e pelo PSD, com a abstenção do BE e o voto contra do PCP, CDS-PP e Verdes.
Essa inovação incluída no Estatuto dos Deputados faz parte da reforma do Parlamento, que foi hoje discutida e votada em comissão e que será votada em plenário nesta quinta-feira, para entrar em vigor em Setembro.
Hoje, em comissão, apenas o CDS-PP se opôs globalmente à revisão do Estatuto dos Deputados, que atribui também a cada parlamentar um gabinete próprio e uma página individual no portal da Assembleia da República na Internet.
Essa página incluirá obrigatoriamente as presenças e faltas e o registo de interesses do respectivo deputado, salientou aos jornalistas o socialista António José Seguro, que coordenou o grupo de trabalho sobre a reforma do Parlamento.
Na discussão da reforma em comissão, o deputado do CDS-PP Pedro Mota Soares discordou que "no actual momento do país, na actual conjuntura económica" passe a haver "mais 230 assistentes individuais".
Na resposta, António José Seguro lembrou que essa será uma das medidas a aplicar "gradualmente" e tendo em conta "a situação das finanças públicas" e alegou que is depurados devem ter "condições para exercer as suas funções com qualidade".
O momento das votações, um dos pontos do novo Regimento não consensuais, porque o PSD queria mantê-lo à quinta-feira, ficou associado ao último debate em plenário da semana sobre matérias que exijam deliberação.
Essa solução foi aprovada pelo PS, PSD, CDS-PP e BE, com os votos contra do PCP e dos Verdes, que queriam fixar as votações à sexta-feira para valorizar essa sessão plenária.
in Lusa

Nuno Melo, "surpreeendido", apela a que Telmo Correia reconsidere demissão da bancada

O deputado do CDS-PP Nuno Melo apelou hoje a Telmo Correia para que reconsidere a sua decisão de abandonar a liderança da bancada e confessou ter ficado "surpreendido" com as suas declarações e as de Paulo Portas.
"Fiquei surpreendido. Tudo aquilo que é feito sem que eu com isso conte surpreende-me", afirmou à Lusa Nuno Melo, que assistiu pela televisão à noite eleitoral de domingo. Questionado se concorda quer com a demissão de Telmo Correia de todos os cargos no CDS e com o "período de reflexão" iniciado por Paulo Portas, Nuno Melo sublinhou não ter falado nem com o líder parlamentar nem com o presidente do partido antes ou depois dessas declarações.
"Não critico nem aplaudo decisões de que desconheço a motivação (…) Tenho a certeza de que entretanto falarei com Telmo Correia e Paulo Portas e perceberei", afirmou o também porta-voz do CDS e vice-presidente da Assembleia da República.
No entanto, Nuno Melo foi mais longe sobre a decisão de Telmo Correia se demitir da liderança da bancada.
"O resultado em Lisboa foi mau mas uma coisa é o resultado autárquico, outra é o mandato de deputado", disse, frisando que Telmo Correia foi eleito presidente do grupo parlamentar com o voto dos doze deputados do CDS no início de Maio.
"Espero que possa reconsiderar e manter-se à frente do grupo parlamentar", apelou.O grupo parlamentar do CDS-PP reúne-se quinta-feira de manhã para analisar este pedido de demissão de Telmo Correia e, eventualmente, convocar novas eleições.
Contudo, Nuno Melo é já o segundo deputado do grupo a apelar publicamente à continuidade de Telmo Correia, depois do vice-presidente da bancada Nuno Magalhães o ter feito segunda-feira.
Lusa

terça-feira, julho 17, 2007

Almoços do Caldas: Especialista defende mais exames e elaborados por órgão independente

O professor universitário Nuno Crato defendeu hoje que são necessários mais exames no sistema de ensino português e que estes devem ser elaborados por uma entidade independente e não pelo Ministério da Educação.
"O Ministério da Educação não sabe fazer exames fiáveis e comparáveis de ano para ano", afirmou Nuno Crato, professor de Matemática no ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão) e autor do livro "O Eduquês em Discurso Directo".
Nuno Crato foi o orador convidado de um almoço organizado pelo CDS-PP, na sede do partido, mas fez questão de frisar ser "um independente".
No entanto, o investigador defendeu, tal como os democratas-cristãos, a necessidade de mais exames no sistema educativo português, propondo que estes sejam elaborados por uma entidade independente, "uma espécie de Banco de Portugal".
"Não tem sentido nenhum que os alunos cheguem ao 9º ano sem serem sujeitos a qualquer exame", defendeu.
Para Nuno Crato, a não existência de mais exames em Portugal deve-se a "uma corrente ideológica" que domina parte dos teóricos das ciências da educação e o próprio Ministério e a que apelida de 'eduquês'.
"É uma ilusão completa pensar que se pode avaliar os professores sem exames aos alunos", considerou.
Recentemente, o CDS-PP apresentou um projecto de resolução no Parlamento que propunha a introdução de exames nacionais do 4º e 6º ano, mantendo as actuais provas no 9º ano, um diploma que foi chumbado pela maioria socialista e pela oposição de esquerda.
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, apenas colocou algumas questões ao orador e não fez a habitual intervenção final neste almoço.
in Lusa

Eleições em Évora

A Comissão Política Concelhia de Lisboa do CDS-PP felicita as listas candidatas aos órgãos concelhios de Évora, em especial à lista eleita na pessoa do Presidente da CPC , Manuel Zagallo Pacheco.
Há muitos anos que não se efectuava a eleição dos orgãos distritais de Évora do CDS-PP, por sufrágio directo.
Nos últimos anos existia apenas um delegado distrital, nomeado pela Direcção do partido.
Os nossos parabéns e votos de um bom trabalho em prol do crescimento do CDS-PP em terras alenetejanos.

segunda-feira, julho 16, 2007

Nuno Magalhães diz que Telmo Correia tem condições para continuar líder parlamentar

O vice-presidente da bancada do CDS-PP Nuno Magalhães lamentou hoje a decisão de Telmo Correia de deixar a liderança parlamentar e considerou que, apesar da derrota autárquica, tem "todas as condições" para continuar a desempenhar o cargo.
"Respeito obviamente a decisão do dr. Telmo Correia mas vejo-a com muita pena. É um excelente líder parlamentar, creio que o melhor da Assembleia da República", defendeu Nuno Magalhães, a título pessoal, no final de um almoço na sede do CDS-PP sobre educação.
"É uma excelente notícia para o engenheiro José Sócrates", lamentou.
Telmo Correia anunciou domingo à noite a sua decisão de pedir a demissão de todos os cargos que ocupa no CDS - líder parlamentar e vice-presidente do partido -, na sequência da sua não eleição para a vereação da Câmara Municipal de Lisboa.
Questionado se Telmo Correia poderá reconsiderar, Nuno Magalhães expressou apenas o seu desejo.
"Não faço ideia. Se dependesse de mim... O deputado Nuno Magalhães defende que o dr. Telmo Correia é um excelente líder parlamentar e tem todas as condições para desempenhar as suas funções de forma brilhante", considerou.
O vice-presidente do grupo parlamentar escusou-se a adiantar quando poderão realizar-se novas eleições para a bancada.
"Tudo isso é ainda muito prematuro. Terá de ser marcada uma reunião do grupo parlamentar onde será formalizada essa decisão de Telmo Correia e daí sairá a data das eleições", afirmou, garantindo que esse processo será desencadeado "brevemente".
Esta é a última semana em que haverá sessões plenárias na Assembleia da República, sendo que os trabalhos parlamentares se prolongarão - em sede de comissão - até 26 de Julho.
Na sexta-feira, realiza-se o debate do Estado da Nação, que encerra a sessão legislativa, com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates, mas Nuno Magalhães considera que a prestação do CDS não sairá afectada.
"Será com certeza muito bom", disse, escusando-se a precisar quem irá protagonizar esse debate.
Além de Telmo Correia, também o líder do CDS-PP, Paulo Portas, tirou consequências do resultado do partido nas eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa (o CDS obteve 3,7 por cento dos votos) e anunciou a abertura de um período de reflexão.
"Entendo que o partido deve pensar no que sucedeu. Assumo as minhas responsabilidades, pedirei a convocação de um Conselho Nacional o mais breve possível", anunciou domingo.
"Estou a fazer uma reflexão pessoal, não escondo, sobre as condições do exercício da acção política em Portugal e darei uma resposta aos conselheiros nacionais sobre as conclusões que tirarei", disse então, numa declaração sem perguntas.
Também hoje, no final do almoço, o líder do CDS-PP recusou responder às perguntas dos jornalistas.
Lusa

Almoços do Caldas


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Portas: "É preciso reflectir sobre a acção política em Portugal"

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, assumiu hoje a derrota nas eleições intercalares de Lisboa com a não eleição do cabeça de lista, Telmo Correia, e anunciou que vai convocar um Conselho Nacional para discutir as consequências do desaire eleitoral.
«Vou pedir a convocação de um Conselho Nacional o mais breve possível. Estou a fazer uma reflexão pessoal sobre as condições da acção política em Portugal», referiu.
«O partido deve pensar sobre o que sucedeu, assumo as minhas responsabilidades», afirmou.
Em conferência de imprensa conjunta com o candidato Telmo Correia, Portas anunciou que irá pedir a convocação de uma reunião do órgão máximo entre Congressos para analisar as consequências da não eleição de qualquer vereador do CDS para a Câmara de Lisboa.
«Estou a fazer uma reflexão pessoal, não escondo, sobre as condições do exercício da acção política em Portugal e darei uma resposta aos conselheiros nacionais sobre as conclusões que tirarei», disse.
Numa declaração sem direito a perguntas, o líder do CDS garantiu que nada dirá sobre essas conclusões antes do Conselho Nacional.
«Este resultado é recuperável mas considero que há questões muito sérias sobre o exercício da acção política em Portugal», disse.
O líder do CDS-PP recordou que «sempre disse que estas eleições teriam consequências do ponto de vista da oposição ao Governo socialista».
«Podia fazer o habitual, um certo politiquês, dizer que são meras eleições locais, que são intercalares, que houve muita abstenção», disse.
«Mas a verdade é que o Governo do PS acaba de ganhar a Câmara de Lisboa, que não tinha, e a verdade é que o CDS tinha representação e deixou de a ter», frisou.
Portas agradeceu ao cabeça de lista do CDS-PP, Telmo Correia, e destacou a «decência e civilidade» da sua campanha.
Em 2005, o CDS-PP teve 5,92% dos votos e elegeu um vereador, Maria José Nogueira Pinto.
in Diário Digital / Lusa

domingo, julho 15, 2007

Telmo Correia demite-se de vice e de líder parlamentar

O candidato do CDS-PP à Câmara de Lisboa, Telmo Correia, anunciou hoje que vai pedir a demissão da vice-presidência do partido e da liderança da bancada parlamentar depois da sua não eleição como vereador.
Telmo Correia chegou à sala de conferências de imprensa acompanhado do líder do CDS-PP, Paulo Portas, do seu mandatário, Bagão Félix, e de alguns nomes da sua lista, como Nobre Guedes, António Carlos Monteiro e Orízia Roque.
«Quem não conseguiu este resultado para o CDS fui eu. Assumo pessoalmente essa responsabilidade», afirmou, considerando que a sua não eleição é «objectivamente uma derrota».
«Obviamente, pedirei ao presidente do partido a demissão da vice-presidência do CDS e pedirei aos deputados que comecem as diligências necessárias para escolher uma nova liderança parlamentar», anunciou, sublinhando que a política «vive de resultados».
O candidato do CDS considerou ter feito uma «campanha digna» e garantiu ter a sua consciência «absolutamente tranquila».
«Tenho pena de não ter chegado», disse, lamentando esta derrota «sobretudo pelo partido».
«O CDS teve há pouco tempo uma mudança e iniciou um novo percurso e gostaria de ter dado outro resultado ao partido», frisou.
in Lusa

Resultados oficiais finais

O socialista António Costa ganhou hoje as eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa (CML), mas sem maioria absoluta, garantindo seis dos 17 mandatos em jogo, correspondentes a 29,54% dos votos.
Num sufrágio marcado pela forte abstenção, o independente Carmona Rodrigues, ex-presidente da CML, então apoiado pelo Partido Social Democrata, garantiu três lugares na vereação, com 16,70%, suplantando mesmo a candidatura social-democrata, encabeçada por Fernando Negrão, que se ficou pelos 15,74%, embora elegendo também três vereadores.
A outra independente entre as 12 listas candidatas, a ex-socialista Helena Roseta, conseguiu dois mandatos, com 10,21%, à frente da Coligação Democrática Unitária, liderada por Ruben de Carvalho e agregando o Partido Comunista Português e o Partido Ecologista «Os Verdes», que obteve 9,53% e também dois postos na vereação.
No sexto lugar, conseguindo a reeleição para o lugar de vereador, surge José Sá Fernandes, do Bloco de Esquerda, com 6,81%, enquanto o democrata-cristão Telmo Correia falhou a eleição, ficando-se pelos 3,70%, seguido pelo cabeça-de-lista do PCTP/MRPP, Garcia Pereira, que atingiu 1,59%.
As restantes listas, do Partido Nacional Renovador (0,77%), do Partido Nova Democracia (0,61%), do Movimento Partido da Terra (0,54%) e do Partido Popular Monárquico (0,38%), ficaram abaixo de um por cento de votos, enquanto os votos em branco ascenderam aos 2,31% e os nulos cifraram-se em 1,53%.
As eleições foram convocadas na sequência da «queda» do executivo municipal de Carmona Rodrigues, após o ex-edil lisboeta ter sido constituído arguido no denominado caso Bragaparques.
in Lusa

sexta-feira, julho 13, 2007

O nosso Candidato

Vote CDS-PP

O Voto Útil a Lisboa

O VOTO ÚTIL A LISBOA


No Domingo vote CDS-PP

Telmo Correia: o trunfo do abanico

Telmo Correia adapta-se como pode à falta de meios. E fá-lo bem. Não há banda, há poucos militantes, em algumas acções de rua o contacto com as pessoas é até esporádico. Por isso mesmo, alguns passeios foram relativamente rápidos. Os fracos resultados das sondagens estão longe de impulsionar estas iniciativas, sem pesos-pesados do CDS.
À distância não se dá muito por Telmo. De perto, vê-se que é um político já com rodagem de campanha. Prenche os tempos mortos com frases que são "soundbytes" perfeitos.
A uma pergunta sobre uma prima que acabara de lhe comunicar tal grau de parentesco, que Telmo desconhecia, o candidato foi desconcertante: "Todos nós portugueses somos descendentes de Afonso Henriques e primos uns dos outros. Portanto, estamos alegres e contentes com essa situação". Uma frase assim passa sempre na TV. Nos contactos pessoais não galvaniza, mas também não mostra falhas.Apertos de mão, sobretudo; faz coro com reclamações, de retornados ou sobre insegurança, que lhe apresentam; noutro dia, dá beijinhos a quatro jovens com quem se cruzou no Largo do Rato. Na conversa com os eleitores, a mensagem política vem no fim, quando vem. A sedução é feita pela oferta de um abanico. Ao “lequezinho para os dias de calor”, acresceu, no mercado de Benfica, a oferta de pequenas pás e vassoura, porque “é preciso fazer a limpeza”. Numa campanha em que nada se dá, Telmo oferece “objectos que possam ser úteis a Lisboa”.
Iniciaticas acompanhadas: dia 7, Benfica; dia 10, zona do Marquês de Pombal.



no Expresso por Paulo Paixão

Construção de alternativa ao primeiro-ministro começa domingo - Portas

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu hoje que as eleições de domingo servirão para começar a construir "uma alternativa ao primeiro-ministro", considerando que os portugueses estão "cada vez mais descrentes de um Governo autoritário".
"É preciso preparar a construção de uma alternativa para substituir este primeiro-ministro. Esta alternativa começa domingo, com um aviso sério ao Governo", defendeu o líder do CDS, durante a última acção de campanha de Telmo Correia.
Paulo Portas voltou a acusar o Governo de autoritarismo."Ainda não se deram conta que Portugal está a voltar ao antigamente com os socialistas? (…)
No domingo, temos um boletim de voto na mão. Deve ser usado contra o primeiro-ministro e a favor do político, ou políticos, que lhe podem fazer frente", apelou.
Numa caminhada de mais de uma hora, a caravana democrata-cristã partiu da Avenida da Igreja, desceu a Avenida de Roma e terminou na Praça de Londres, pela primeira vez ao som de bombos e acordeões.
Quando as sondagens continuam a deixar Telmo Correia fora da Câmara, o cabeça de lista do CDS deixou os últimos apelos ao voto democrata-cristão.
"A eleição neste momento está entre eleger o CDS para a Câmara ou eleger mais um vereador do PS ou do PCP. A votação do PSD está estabilizada", garantiu Telmo Correia.
Questionado sobre os apelos de Manuel Monteiro, que pediu os votos dos eleitores de direita, Telmo Correia contrapôs que "em todos os estudos de opinião o CDS é o único partido de direita que pode ser eleito".
Carmona Rodrigues continuou a ser o alvo, como em grande parte da campanha do CDS, com o presidente Paulo Portas a reiterar que "nenhuma pessoa de direita pode votar em alguém que mandou criar duas salas de chuto em Lisboa".
Acompanhado dos principais nomes da sua lista, Nobre Guedes, Teresa Caeiro, António Carlos Monteiro e Orízia Roque, Telmo Correia e Portas percorreram algumas das mais emblemáticas ruas da capital, equipados a rigor contra o calor com os bonés que sobraram da campanha das legislativas de 2005.
Os brindes que têm acompanhado a campanha também não faltaram neste último esforço para manter um vereador do CDS na Câmara de Lisboa: os abanicos para o calor e as pás e vassouras para 'limpar' a cidade.
"É para limpar Lisboa e, de caminho, varrer um bocadinho o socialismo, fica o país e a cidade mais justa", ironizou Portas.
in Lusa

Coligação entre PS e PCP na CML é perigosa

O candidato do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa alertou quinta-feira à noite para os perigos de uma reedição da coligação entre PS e PCP na autarquia da capital.

«Eu não quero voltar para trás (…) não quero voltar ao tempo em que a política de subsídios da Câmara financiava a Festa do Avante e os Pioneiros, umas criancinhas que por serem filhos de comunistas têm de ser comunistas também», criticou, no último de jantar de campanha do CDS-PP.

Telmo Correia considerou que, se for eleito, os democratas-cristãos podem «pregar um enorme susto» aos restantes partidos e aos interesses instalados na autarquia.

«Vamos-lhes pregar um enorme susto. Vamos dizer que acabou o emprego político na Câmara», apelou.

O candidato democrata-cristão pediu aos eleitores «a oportunidade» de fazer frente quer «à arrogância» de António Costa, quer «ao desgoverno» do PSD.

«A culpa nestas eleições não pode morrer solteira. O PSD e o PSD de Carmona Rodrigues desgovernaram esta cidade mas o que se anuncia em relação ao PS é bastante preocupante», disse.Convicto de que o CDS vai iniciar domingo, com as intercalares na capital, «um novo percurso de vitória», Telmo Correia percorreu neste último discurso político - o último dia de campanha será dedicado a contactos de rua - as grandes bandeiras da sua candidatura.

O aumento do policiamento na rua e a defesa de sistemas de videovigilância, a oposição à criação de 'salas de chuto' em Lisboa e à construção em grande volumetria, a abertura de mais creches na capital e a prioridade social aos idosos foram temas fortes da campanha do CDS que Telmo Correia recuperou quinta-feira à noite.

Antes do cabeça de lista, o mandatário da sua campanha, o ex-ministro das Finanças Bagão Félix, fez um apelo aos valores do CDS e desvalorizou as sondagens, que apontam para a não eleição do candidato democrata-cristão.

«Eu não posso acreditar, não quero acreditar que num país da União Europeia, no século XXI, se ponha em causa a eleição de alguém que representa a democracia-cristã», frisou.

Para Bagão Félix, «é absolutamente impensável que algumas pessoas pensem que os trotskistas têm mais votos que os democratas-cristãos».«Não fiquem em casa, não se acomodem, votem em quem vos representa, o CDS-PP», apelou.

A última noite de campanha do CDS-PP, uma espécie de arraial popular no Páteo Alfacinha, um espaço inaugurado pelo antigo presidente da autarquia do CDS, Nuno Kruz Abecassis, começou com febras e sardinhas e terminou com uma sessão de fados.Além do presidente do CDS-PP, Paulo Portas, dos elementos da lista de Telmo Correia - Nobre Guedes, Teresa Caeiro, António Carlos Monteiro, Orízia Roque - de muitos dirigentes e deputados - como Nuno Melo, Nuno Magalhães, Mota Soares, Hélder Amaral - marcaram também presença no encerramento da campanha do CDS figuras que têm estado mais afastadas da vida política do partido.

O ex-vice presidente Miguel Anacoreta Correia e último vereador do CDS na Câmara e o antigo membro da comissão política de Ribeiro e Castro Paulo Núncio foram duas dessas figuras que quinta-feira fizeram questão de manifestar o seu apoio a Telmo Correia.

Portas lembra que faltam poucos votos para eleição de Telmo

O presidente do CDS-PP considerou que faltam poucos votos a Telmo Correia para que este possa ser eleito como vereador na Câmara de Lisboa, tendo Paulo Portas pedido aos eleitores centristas para que votem no candidato do CDS-PP.
Baseando-se em recentes sondagens para as intercalares de domingo, Portas disse que se estas dizem que «falta um por cento» para a eleição de Telmo Correia, então «isso significa que já estamos muito perto desse objectivo».
«Para trás ficaram dias em que a aparecíamos com zero, um, meio, um e meio. O CDS por ter sido decente começou com dificuldades e foi subindo. Estamos muito perto de conseguir a eleição do vereador», frisou.Portas pediu, por isso, que os seus eleitores «não descansem até às eleições de domingo, até à eleição de Telmo Correia».
Numa espécie de arraial popular no Pátio Alfacinha, o líder democrata-cristão voltou-se depois para o Governo, ao afirmar que «cada voto no CDS é uma dor de cabeça para o engenheiro José Sócrates».
«Ser oposição a este primeiro-ministro é muito duro, muito violento, arrisca-se muito, sofre-se muito», adiantou o líder do CDS-PP, que pediu ajuda aos eleitores para fazerem oposição ao primeiro-ministro.
Na sua intervenção, Portas atacou ainda Carmona Rodrigues por ter «aprovado duas salas de chuto onde é a droga é dada» e lançou críticas contra o anterior executivo camarário, que considerou ser demasiado excessivo.
«Duzentos e sessenta assessores é mais do que os deputados da Assembleia da República, um presidente de Câmara com mais de 30 assessores é mais do que dois ministérios», explicou Portas, que aludiu ainda às mais de 400 viaturas em auto-condução e aos mais de 800 telemóveis pagos pela autarquia da capital.
Por seu lado, Telmo Correia explicou que quase consiga ser eleito irá provocar um «grande susto» aos restantes partidos e interesses instalados na câmara, uma vez que defenderá o fim do «emprego político» na autarquia.
O candidato do CDS-PP pediu a oportunidade para que possa enfrentar a «arrogância» de António Costa, bem como o desgoverno provocado na cidade pelo PSD e pelo PSD de Carmona Rodrigues.
«Se os dois PSD desgovernaram esta cidade aquilo que se anuncia em relação ao PS é bastante pior. O que vejo no PS é um candidato que não ganhou coisa nenhuma, que tem a mesma arrogância de José Sócrates e que já está a prometer cargos e prebendas a toda a gente», acrescentou.
Para além de Portas e Telmo Correia, nesta última acção de campanha do CDS-PP para as intercalares em Lisboa de domingo, estiveram presentes o mandatário de campanha, Bagão Félix, bem como deputados e figuras ligadas ao partido.
in TSF

Eurodeputado Ribeiro e Castro chefia missão da UE a Equador

O eurodeputado do CDS-PP, Ribeiro e Castro, vai chefiar uma missão de observação da União Europeia às eleições para a Assembleia Constituinte no Equador, marcadas para 30 de Setembro, disse à Agência Lusa fonte comunitária.
José Ribeiro e Castro foi convidado para chefiar a missão da União Europeia pela comissária europeia para as Relações Externas, Benita Ferrero-Waldner.
Em Abril, o presidente do Equador, Rafael Correa, convocou um referendo sobre a sua proposta de reforma do Estado e a eleição de uma Assembleia Constituinte, com vista a elaborar uma nova Lei Fundamental para o país.
O referendo passou com 80 por cento dos votos dos eleitores equatorianos.
O eurodeputado irá fazer uma primeira visita a Quito entre o final de Agosto e o início de Setembro, em data ainda a determinar.
O Equador é um dos países apoiados pela União Europeia através da ajuda ao desenvolvimento e vai receber 130 milhões de euros até 2013 para a execução de programas educativos e combate à pobreza, nomeadamente junto da população indígena.
O economista de esquerda Rafael Correa, 43 anos, foi eleito a 26 de Novembro último para a presidência do Equador tendo prometido aplicar no país um «socialismo do século XXI».
Nas suas palavras, este socialismo promove «a supremacia do trabalho sobre o capital» e «a supremacia das sociedades sobre o mercado».

Lisboa não é betão

Veja a apresentação da candidatura "Útil a Lisboa" aqui

CDS concorda com Cavaco Silva

Nuno Melo, deputado centrista, considera que as palavras de Cavaco Silva estão próximas dos avisos do CDS-PP.
“Percebi que o senhor Presidente da República se estaria a referir àquilo que o CDS se referiu na passada quinta-feira quando chamou a atenção para uma série de exemplos da governação que demonstram uma grande falta de tolerância democrática.
Os exemplos que o CDS deu acerca dos processos crimes abertos relativamente a manifestantes que em Guimarães reclamavam da governação, o caso Charrua, o caso da exoneração da directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, exemplos daquilo que é suposto não acontecer em democracia, razão pela qual interpreto as declarações do Presidente da República como mais um aviso”, refere.
Tal como Cavaco Silva, o CDS-PP vem também defender políticas de natalidade que combatam o envelhecimento da população.
O Instituto Nacional de Estatística divulgou esta quarta-feira dados que apontam para a queda da taxa de natalidade em 2006.Estes números fizeram o Chefe de Estado a apelar à adopção de medidas a favor da natalidade. Nuno Melo concorda com o Chefe de Estado.
“Parece óbvio que uma política de natalidade em Portugal é importante, mais ainda quando se assiste a uma necessidade cada vez maior do recurso à mão de obra estrangeira precisamente porque muita da nossa juventude, que estaria em idade activa, poderia participar nesse esforço que é nacional, só por si não chega para aquelas que são as reais necessidades do país. Dai que é bom que esse esforço para a natalidade aconteça num fenómeno que é europeu”, acrescenta.
in RR

quinta-feira, julho 12, 2007

Portas confiante que Telmo Correia será vereador

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, manifestou-se hoje confiante de que Telmo Correia será eleito vereador da Câmara Municipal de Lisboa, numa acção em que a campanha democrata-cristã se cruzou duas vezes com Carmona Rodrigues.
"O Telmo Correia vai ser eleito vereador porque as pessoas sabem que o CDS é o partido que faz frente a este primeiro-ministro arrogante e autoritário", sublinhou Paulo Portas, durante uma acção de rua que partiu da sede do CDS-PP, no Largo do Caldas, e percorreu as ruas do Chiado e da Baixa.
O líder do CDS-PP apelou aos eleitores do centro-direita para que "não dispersem votos".
"Votem no CDS, não fiquem em casa. Domingo é preciso dar um aviso democrático ao Governo", pediu.
Também o cabeça de lista do CDS-PP, Telmo Correia, negou estar desanimado com as sondagens que apontam para a sua não eleição.
"A eleição do vereador do CDS é perfeitamente possível. Estamos na fronteira da eleição", garantiu, prometendo "trabalhar até ao último minuto" para conseguir essa eleição.
"O PSD, que se apresenta dividido nesta eleição, desgovernou a cidade de Lisboa, não merece continuar. O PS, da forma como tem governado o país, não merece ter a maioria que lhe daria a mesma arrogância", reforçou Telmo Correia.
O Chiado acabou por ser pequeno para tantos candidatos à Câmara: se do candidato socialista António Costa - que também andou nesta zona - já só sobrava a propaganda, o encontro de Telmo Correia com Carmona Rodrigues foi 'ao vivo e a cores'.
Em plena Rua Garret, - Telmo subia e Carmona descia - os dois candidatos cumprimentaram-se de forma calorosa e desejaram um mútuo "boa campanha".
"Sou muito crítico em relação à gestão de Carmona Rodrigues mas não é nada de pessoal. É isto a democracia", justificou Telmo Correia.
Com Carmona Rodrigues - que voltou a cruzar-se com Telmo Correia na Rua Augusta - vinha Pedro Feist, ex-vereador do CDS na Câmara, também ele cumprimentado pelo número um da lista democrata-cristã.
Mas os encontros no Chiado não se limitaram a candidatos autárquicos, com Telmo Correia a cruzar-se com o ex-ministro do Ambiente do PSD Amílcar Theias, com os socialistas Vera Jardim e Medeiros Ferreira e com a apoiante de António Costa Maria de Belém.
Na acção de rua que reuniu até agora mais militantes do CDS-PP - mas sem a presença dos números dois e três da lista Teresa Caeiro e Luís Nobre Guedes - Telmo Correia voltou a distribuir o objecto que esta tarde era mais "útil" aos lisboetas: os abanicos do CDS contra o calor intenso que se fazia sentir na capital ao início da tarde.
"O abanico ajuda a passar o Verão e o voto no CDS ajuda a combater esta arrogância", apelava Portas.
Entre quiosques, floristas, esplanadas e simples transeuntes, Portas e Telmo Correia foram espalhando beijinhos e apelos ao voto, mas encontrar eleitores de Lisboa não é tarefa fácil.
"Eu não voto aqui" ou "eu não sou de cá" foram algumas das expressões mais repetidas.
Apesar de Telmo Correia ser, em geral, recebido com simpatia, é Paulo Portas que continua a despertar mais reacções.
"Devia haver não sei quantos 'Paulos Portas' no nosso país", desejava uma senhora, enquanto outra eleitora de Lisboa, mas natural do Norte, garantia o seu voto ao líder do CDS.
"Não se deixe intimidar", pedia ainda uma outra.
A Juventude Popular juntou-se a esta acção de campanha e ia animando a comitiva com os tradicionais cânticos 'roubados' aos estádios de futebol: "Olé, Telmo, olé, nós somos a tua voz" ou "Ninguém pára o Telmo".