
O líder do CDS-PP,
Paulo Portas, manifestou-se hoje confiante de que Telmo Correia será eleito vereador da Câmara Municipal de Lisboa, numa acção em que a campanha democrata-cristã se cruzou duas vezes com Carmona Rodrigues.
"O Telmo Correia vai ser eleito vereador porque as pessoas sabem que o CDS é o partido que faz frente a este primeiro-ministro arrogante e autoritário", sublinhou Paulo Portas, durante uma acção de rua que partiu da sede do CDS-PP, no Largo do Caldas, e percorreu as ruas do Chiado e da Baixa.
O líder do CDS-PP apelou aos eleitores do centro-direita para que "não dispersem votos".
"Votem no CDS, não fiquem em casa. Domingo é preciso dar um aviso democrático ao Governo", pediu.
Também o cabeça de lista do CDS-PP, Telmo Correia, negou estar desanimado com as sondagens que apontam para a sua não eleição.
"A eleição do vereador do CDS é perfeitamente possível. Estamos na fronteira da eleição", garantiu, prometendo "trabalhar até ao último minuto" para conseguir essa eleição.
"O PSD, que se apresenta dividido nesta eleição, desgovernou a cidade de Lisboa, não merece continuar. O PS, da forma como tem governado o país, não merece ter a maioria que lhe daria a mesma arrogância", reforçou Telmo Correia.
O Chiado acabou por ser pequeno para tantos candidatos à Câmara: se do candidato socialista António Costa - que também andou nesta zona - já só sobrava a propaganda, o encontro de Telmo Correia com Carmona Rodrigues foi 'ao vivo e a cores'.
Em plena Rua Garret, - Telmo subia e Carmona descia - os dois candidatos cumprimentaram-se de forma calorosa e desejaram um mútuo "boa campanha".
"Sou muito crítico em relação à gestão de Carmona Rodrigues mas não é nada de pessoal. É isto a democracia", justificou Telmo Correia.
Com Carmona Rodrigues - que voltou a cruzar-se com Telmo Correia na Rua Augusta - vinha Pedro Feist, ex-vereador do CDS na Câmara, também ele cumprimentado pelo número um da lista democrata-cristã.
Mas os encontros no Chiado não se limitaram a candidatos autárquicos, com Telmo Correia a cruzar-se com o ex-ministro do Ambiente do PSD Amílcar Theias, com os socialistas Vera Jardim e Medeiros Ferreira e com a apoiante de António Costa Maria de Belém.
Na acção de rua que reuniu até agora mais militantes do CDS-PP - mas sem a presença dos números dois e três da lista Teresa Caeiro e Luís Nobre Guedes - Telmo Correia voltou a distribuir o objecto que esta tarde era mais "útil" aos lisboetas: os abanicos do CDS contra o calor intenso que se fazia sentir na capital ao início da tarde.
"O abanico ajuda a passar o Verão e o voto no CDS ajuda a combater esta arrogância", apelava Portas.
Entre quiosques, floristas, esplanadas e simples transeuntes, Portas e Telmo Correia foram espalhando beijinhos e apelos ao voto, mas encontrar eleitores de Lisboa não é tarefa fácil.
"Eu não voto aqui" ou "eu não sou de cá" foram algumas das expressões mais repetidas.
Apesar de Telmo Correia ser, em geral, recebido com simpatia, é Paulo Portas que continua a despertar mais reacções.
"Devia haver não sei quantos 'Paulos Portas' no nosso país", desejava uma senhora, enquanto outra eleitora de Lisboa, mas natural do Norte, garantia o seu voto ao líder do CDS.
"Não se deixe intimidar", pedia ainda uma outra.
A Juventude Popular juntou-se a esta acção de campanha e ia animando a comitiva com os tradicionais cânticos 'roubados' aos estádios de futebol: "Olé, Telmo, olé, nós somos a tua voz" ou "Ninguém pára o Telmo".