Terça-feira, Julho 31, 2007

CDS-PP: Cem dias de liderança de Paulo Portas

"O balanço é positivo mas foram cem dias difíceis", assumiu o secretário-geral do CDS-PP João Almeida, em declarações à Agência Lusa.
Se a direcção assume os 3,7 por cento obtidos nas intercalares de Lisboa como negativos não deixa, no entanto, de lembrar que a "tendência de descida" do CDS-PP na capital começou na eleição de 2005, quando Maria José Nogueira Pinto foi eleita vereadora à tangente.
"Não é normal que uma direcção, nos seus primeiros cem dias, tenha de enfrentar dois actos eleitorais extraordinários [regionais na Madeira e intercalares em Lisboa], que obviamente não preparou e são condicionantes da acção do partido", acrescentou.
Por essa razão, defende, as consequências dos dois actos eleitorais "têm de ser partilhadas" com a anterior direcção de José Ribeiro e Castro.
No caso das regionais da Madeira, onde o partido desceu dos 9,7 para os 7 por cento, o secretário-geral não aceita falar em derrota, uma vez que o CDS-PP manteve os seus dois deputados.
"Aquela que foi a grande bandeira da campanha das directas, a mudança na forma de fazer oposição ao Governo, foi conseguida", destacou, por outro lado, João Almeida.
O aumento do número dos debates com o primeiro-ministro (um repto lançado por Portas, aceite por José Sócrates e integrado na reforma do Parlamento) ou o recuo do Governo nas regras de doações entre familiares são duas vitórias reclamadas pelo CDS-PP para esta nova direcção.
"Em termos internos, o partido inverteu o ciclo de redução da sua estrutura local: quando tomámos posse apenas estavam implantadas concelhias num terço do país, entretanto já houve eleições para 25 novas concelhias e duas distritais - Vila Real e Évora", disse João Almeida.
A organização de grupos de trabalho temáticos, o arranque da actualização de ficheiros dos militantes e o retomar de algumas iniciativas - o aniversário do partido no Algarve e o assinalar da 'rentrée' - são outras vitórias destacadas pelo secretário-geral do partido.
"As próprias sondagens dão-nos actualmente valores na casa dos 6 por cento, muito superiores aos anteriores a esta direcção, e que provam que o resultado de Lisboa é muito conjuntural", frisou.
Lusa

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