segunda-feira, outubro 30, 2006

Debate

Lei das Finanças Locais

2 de Novembro (5ª feira)

21h30

Hotel Cidadela – Cascais


Oradores:

Prof. António Carmona Rodrigues
Presidente Câmara Municipal de Lisboa

Dr. António Carlos Monteiro
Deputado do CDS-PP e membro da
Comissão Parlamentar do Poder Local

Organização: CPN da Juventude Popular

Contamos com a sua participação! Inscrições através de 9125888657 ou e-mail diogomoura@cds.pt

Defender a proporcionalidade e representatividade

O líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, garantiu hoje que os democratas-cristãos irão reagir contra qualquer tentativa de alterar as leis eleitorais que seja "hostil" ao partido, sublinhando que a redução de deputados "não é necessária".
"Reagiremos com vigor a uma iniciativa política que não possa deixar de ser considerada hostil e que vise resolver na secretaria questões políticas que é o povo que tem de decidir em eleições", avisou Ribeiro e Castro, num almoço-debate sobre a revisão das leis eleitorais na sede do CDS-PP, que contou com intervenções do politólogo André Freire e do deputado socialista José Lamego.
O líder dos democratas-cristãos lembrou que a proporcionalidade "é um limite material da Constituição" e deixou um 'recado' ao PSD, partido que tem defendido uma redução do número de deputados, bem como um apelo ao eleitorado de centro-direita.
"Se algum partido acha que tem deputados a mais, passe-os para nós nas próximas eleições (...) Em 2009, o voto útil é ao contrário, porque há um partido que está 'passador' de deputados e outro que está 'recebedor'", ironizou.
Ribeiro e Castro sublinhou a "plasticidade" do actual sistema eleitoral que, ao longo de 30 anos, já permitiu vários cenários governativos, como executivos de maioria absoluta, de coligação ou minoritários.
"O sistema desmentiu na prática essa praga que lhe quiseram colar, de que seria um sistema avesso à estabilidade política e governativa", acentuou, atribuindo a um discurso "anti-parlamentar básico e populista" as críticas ao actual modelo.
Sobre o sistema eleitoral, o moderador do debate Pedro Pestana Bastos salientou que, em termos comparados com outros países europeus de dimensão semelh ante, só a Bélgica tem menos deputados por eleitor (um parlamentar para cada 54.000 eleitores).
De acordo com estes dados, em Portugal existe um deputado por cada 43 mil eleitores, enquanto, por exemplo, na Áustria há um deputado para cada 26 mil eleitores e na Grécia um parlamentar por cada 37 mil eleitores.
Pelas contas do membro da comissão executiva de Ribeiro e Castro, a redução do número de deputados pretendida pelo PSD (dos actuais 230 para 180) iria agravar as diferenças entre grandes e pequenos partidos.
"Com 230 deputados, PS e PSD juntos obtiveram (nas últimas eleições legislativas) 72 por cento dos votos e 84 por cento dos deputados (...) Com 180 deputados, com os mesmos votos, PS e PSD teriam 87 por cento dos deputados, enquanto CDS, CDU e BE com 21 por cento dos votos teriam 13 por cento dos deputados", disse.
A redução, acrescentou, teria também efeitos negativos na representação dos distritos com menos população, já que 90 por cento dos deputados seriam eleitos por apenas 40 por cento do território nacional, enquanto 60 por cento do país apenas elegeria um décimo dos deputados.
De acordo com Pestana Bastos, a redução aumentaria ainda o número de 'votos perdidos', aqueles que não contribuem para eleger qualquer deputado, e que actualmente rondam os 500.000. "Com 180 deputados, os votos perdidos seriam 650.000, 11,5 por cento dos votos, ou seja, o terceiro partido nacional", concluiu.

in Lusa

Críticas a mexidas no sistema eleitoral

O deputado socialista José Lamego alertou hoje que a revisão das leis eleitorais, defendida por PS e PSD, podem tornar mais difícil uma nova maioria absoluta do PS e trazer problemas de governabilidade do país.
Num debate sobre a revisão do sistema eleitoral, organizado pelo CDS-PP, José Lamego alertou que mexer nas leis eleitorais, nomeadamente através da introdução de círculos uninominais e da eventual redução de deputados, comporta "riscos para uma maioria absoluta do PS", que hoje pode ser obtida com 44 por cento dos votos.
"O encarecimento de uma maioria absoluta é muito mau para o PS e seria muito mau para o país", alertou Lamego, sublinhando que os socialistas já irão enfrentar "custos políticos óbvios" por estarem "a atacar os problemas da consolidação orçamental".
O deputado socialista manifestou-se radicalmente contra a redução de deputados - defendida pelo PSD e, até agora, apenas por algumas vozes do PS - que considerou "uma ideia intelectualmente indigente".
"Cavalga uma onda populista de rejeição da democracia parlamentar. Não contem comigo para esse peditório", frisou o deputado.
Para Lamego, "do ponto de vista prático, o partido mais interessado nesta redução seria o PSD porque diminuiria o peso do CDS numa negociação de coligação", considerando esse cenário actualmente mais plausível do que uma aliança governativa do PS como PCP ou Bloco de Esquerda.
José Lamego alertou ainda para o aumento previsível do custo das campanhas com a introdução de círculos uninominais ou regionais, sublinhando que "a proporcionalidade actual é razoável".
"Ao PS não interessaria aumentar o custo de uma maioria absoluta nem aumentar a proporcionalidade do sistema", disse, temendo que esta discussão possa surgir depois do referendo sobre aborto devido a "um vazio da agenda parlamentar".
Por outro lado, o deputado socialista considerou ainda que a introdução de círculos uninominais nas eleições para a Assembleia da República "afectaria a governabilidade".
"Os círculos uninominais levariam a que em questões como a co- incineração ou de orçamento tornássemos os deputados muito imprevisíveis e a governabilidade ficaria muito diminuída", considerou.
Da mesma opinião foi o politólogo André Freire, o outro orador convidado deste almoço-debate do CDS-PP, que citou como exemplos a recente introdução de portagens nas SCUT (auto-estradas sem custos para o utilizador) ou o encerramento de várias maternidades para manifestar dúvidas sobre a estabilidade governativa com a introdução de círculos uninominais, em que o eleitor saberia quem era o deputado que estava a eleger.
"Com os círculos uninominais teríamos uma série de deputados a depender muito directamente do voto popular. Pode potenciar condições para que se multipliquem os 'Albertos Joões Jardins', as 'Fátimas Felgueiras' ou os 'Isaltinos Morais'", disse.
O professor universitário André Freire confessou ser "bastante céptico" quanto à introdução de círculos uninominais e enumerou outros problemas que considera que este sistema poderia trazer, como a diminuição da pluralidade partidária, o aumento dos custos das campanhas e uma maior bipartidarização do sistema.
"Há vários problemas que podem advir da aplicação dos círculos uninominais que aconselham no caso português uma solução mais conservadora", disse, sublinhando ainda que "não existem deputados a mais em Portugal".
Em alternativa, o politólogo sugeriu a agregação de alguns dos actuais círculos (como Viana do Castelo a Bragança ou de Portalegre a Beja e Évora) bem como a junção dos dois círculos da imigração, como forma de reduzir as discrepâncias entre os grandes e os pequenos círculos.
O socialista José Lamego defendeu ainda a necessidade de um consenso alargado para alterar a proporcionalidade do sistema eleitoral, que faz parte dos limites materiais de revisão constitucional.
"Ou há um consenso alargado - que não pode ser apenas um entendimento dos dois maiores partidos - ou então é melhor não avançar", referiu.

in Lusa

AR: Conferência de líderes reúne amanhã para discutir proposta CDS-PP

O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, convocou hoje uma conferência de líderes para terça-feira para discutir a proposta do CDS-PP para a realização de um debate mensal com o primeiro-ministro antes da discussão orçamental.
O gabinete de Jaime Gama confirmou à Lusa a convocação desta reunião dos líderes parlamentares, que se realizará imediatamente após o final do plenário de terça-feira.
Na passada quinta-feira, o CDS-PP pediu a realização de um debate mensal com o primeiro-ministro no Parlamento antes da discussão orçamental, que começa a 07 de Novembro.
Em conferência de imprensa, o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, divulgou uma carta que enviou nessa quinta-feira a José Sócrates e em que pede a sua presença na Assembleia da República "o mais breve possível" para explicar vários factos políticos tornadas públicos nas últimas semanas.
A introdução de portagens em algumas SCUT (auto-estradas sem custos para o utilizador), novos aumentos de IRS para os pensionistas, os aumentos previstos na electricidade, a declaração do "fim da crise" pelo ministro da Economia e a introdução de taxas nos internamentos hospitalares são apenas alguns dos assuntos que o grupo parlamentar do CDS diz justificarem a presença do primeiro-ministro no Parlamento.
Questionado pela Lusa, o líder parlamentar do PS, Alberto Martins, afirmou sexta-feira que apenas se pronunciará em conferência de líderes sobre a proposta do CDS-PP para a realização de um debate mensal com o primeiro-ministro.
"Se existir algum pedido formalizado do CDS-PP [para que se realize um debate mensal], se o presidente da Assembleia da República [Jaime Gama] entender convocar uma conferência de líderes nos próximos dias, nessa altura o PS pronunciar-se-á sobre a questão", declarou, na altura, Alberto Martins.
No entanto, a presença de José Sócrates no Parlamento antes de 07 de Novembro, dia do início da discussão na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2007, será difícil devido à agenda do primeiro-ministro.


in Lusa

Co-incineração: lamentável obsessão do Governo

O presidente do CDS-PP advertiu este sábado o governo que a Comissão Europeia está "a seguir com atenção" o processo de co-incineração de resíduos que o executivo quer levar a cabo nas cimenteiras de Outão e Souselas.
"Já coloquei a questão à Comissão Europeia que está a seguir com atenção o que se está a passar em Portugal", afirmou Ribeiro e Castro, à margem de um encontro com militantes do CDS-PP no Montijo, sublinhando que não compreende "esta obsessão do governo".
"O comissário responsável chamou a atenção para a necessidade de respeitar as três directivas cuja violação está em causa no processo que o governo está a desencadear", disse o presidente do CDS-PP.
Ribeiro e Castro alertou para o facto de uma dessas directivas (2000/76 /CE) determinar que as instalações já existentes, mas que comecem a co-incinerar depois de 28 de Dezembro de 2004, são consideradas como novas instalações para efeitos da aplicação da directiva.
Este facto, adiantou, "implica a necessidade de nova licença e consulta do público, o que não está a acontecer".
De acordo com Ribeiro e Castro, o CDS-PP "contesta fortemente esta obsessão pela co-incineração", considerando que vai perturbar um consenso estabelecido em redor da solução dos CIRVER (Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos), lançado pelo anterior Governo PSD/CDS-PP.
Para Ribeiro e Castro, a solução deste problema de política ambiental "passa por queimar uma pequena parcela dos resíduos perigosos, depois de terem sido tratados nos CIRVER".
O Ministério do Ambiente atribuiu terça-feira à unidade da Secil em Outão (Setúbal) a licença ambiental e de recepção de resíduos, o primeiro passo para serem realizados os primeiros testes de co-incineração.
Hoje, o presidente do CDS-PP deslocou-se a Outão para "apoiar" o Movimento de Cidadãos pela Arrábida e as câmaras de Palmela e Setúbal, que contestam a decisão do governo.
O movimento e as autarquias defenderam que a queima de resíduos perigosos na cimenteira de Outão desrespeita a opinião da população e põe em causa o desenvolvimento sustentado da região.

Notícia LUSA

SCUT: Governo tem de explicar estudos sem concurso

O CDS-PP exigiu este sábado explicações do primeiro-ministro, José Sócrates, no Parlamento sobre a decisão do Governo de adjudicar sem concurso dois estudos sobre as SCUT a uma empresa fundada por um adjunto de um secretário de Estado. Em declarações à agência Lusa, o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, considerou "injustificada, chocante e imoral" a decisão do executivo socialista de adjudicar por ajuste directo dois estudos sobre as auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT) à empresa F9 Consulting, no valor de 275 mil euros.
Nuno Melo argumentou que se trata de mais um assunto sobre o qual o primeiro-ministro, José Sócrates, tem de dar explicações em debate mensal no Parlamento e adiantou que o partido vai também requerer esclarecimentos do ministro e do secretário de Estado das Obras Públicas em comissão.
O líder parlamentar democrata-cristão referia-se a uma notícia hoje divulgada pelo semanário Sol, segundo a qual os dois estudos técnicos sobre as SCUT foram atribuídos à empresa que Vasco Gueifão, actual adjunto do secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, fundou em 2001 com outros quatro sócios e à qual foi "requisitado" pelo Governo.
De acordo com o semanário, os estudos foram pagos pela Estradas de Portugal (EP), empresa tutelada por Paulo Campos, e o Ministério das Obras Públicas disse que se trata de "um lapso" a situação de "requisitado" de Vasco Gueifão e que irá proceder "imediatamente à alteração do despacho".
"É injustificado, chocante e imoral que o Governo adjudicado por ajuste directo estes estudos, que nem sequer eram necessários porque os factos são conhecidos, ainda para mais a uma empresa que teve como sócio um actual adjunto do secretário de Estado e sobretudo pagando este preço, 54 mil contos", contestou Nuno Melo.
"À mulher de César não basta ser séria, é preciso parecê-lo. E este caso não me parece sério", acrescentou, sustentando que há motivos de sobra para José Sócrates aceitar agendar para breve um debate mensal e dar explicações aos deputados sobre este e outros assuntos antes da discussão do Orçamento do Estado para 2007.
"Sobre isto o primeiro-ministro tem de dar explicações no Parlamento, não é no congresso do PS", declarou. "Foi-me comunicado pelo presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama, que haverá uma conferência de líderes, suponho que no dia 31 ou próximo desta data. Veremos o que faz a maioria socialista", concluiu.
Além do debate mensal com o primeiro-ministro, Nuno Melo afirmou que o CDS-PP vai requerer a presença do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, e do secretário de Estado Paulo Campos em comissão "para prestar as necessárias explicações", exigindo, designadamente, "uma discriminação do trabalho" dos dois estudos "que justificou um custo tão elevado".
"Não vejo como é que este orçamento consente um estudo pago a este preço para decidir se há portagens nas SCUT. Não há Orçamento do Estado que resista a estudos pagos com valores desta natureza", criticou.
O secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, já comentou hoje a notícia do semanário Sol, considerando-a uma "mistificação" e um "ataque político" para "descredibilizar o estudo" que determinou a introdução de portagens em três das sete SCUT.
Paulo Campos declarou que esse estudo é "rigoroso e foi validado por uma consultora internacional reputada", que Vasco Gueifão foi contratado "por ter um passado profissional de competência" e salientou que "assim que entrou, vendeu as acções na consultora" F9 Consulting.
O secretário de Estado sublinhou que o valor dos estudos não obriga à contratualização por concurso público, que o processo de ajuste directo dos estudos à consultora foi conduzido pela Estradas de Portugal (EP) e não pela secretaria de Estado e disse que esse processo foi "completamente transparente".
in Lusa

sexta-feira, outubro 27, 2006

Saúde: CDS acusa tutela de falhar metas nos cuidados primários

A reforma dos cuidados primários marcou hoje o debate sobre o orçamento de 2007 para a Saúde, tendo a oposição acusado a tutela de falhar as metas e o ministro replicado que nunca estabeleceu números para unidades em funcionamento.
A questão foi suscitada, na reunião conjunta das comissões parlamentares de Economia, Finanças e Saúde, pela deputada do CDS-PP Teresa Caeiro, que instou o ministro da Saúde a explicar como seria possível alcançar a meta das 100 Unidades de Saúde Familiar (USF) em funcionamento até ao final do ano, quando até agora estavam em funcionamento 16.
Ao que o ministro da pasta contrapôs que "100 representa o número de candidaturas a que [o Ministério da Saúde ] aspirava".
"Jamais pudemos aspirar a abrir as 100 este ano. Há 17 USF em funcionamento e 24 com abertura marcada até ao final do ano", explicitou o ministro, António Correia de Campos, adiantando que a sua "meta secreta eram 30 [em funcionamento] até ao final do ano".
Confrontado com críticas de outros deputados sobre a matéria, Correia de Campos concluiu: "Veremos, ainda temos tempo [até ao final do ano] para verificar a veracidade ou a inveracidade das promessas", disse, aludindo às candidaturas já aprovadas (mais de 100 até à data) e que ainda não têm data agendada para entrar em funcionamento.
A existência das Unidades de Saúde Familiar (USF) foi anunciada no primeiro trimestre deste ano, tendo o ministro da Saúde afirmado então que o objectivo da reforma era que estivessem "criadas" 100 até ao final do ano.
A criação das USF depende da iniciativa voluntária dos profissionais que trabalham nos centros de Saúde - que têm de se candidatar cumprindo um determinado conjunto de critérios -, e pretendem constituir-se como uma forma de prestação de cuidados mais próxima das populações.
Recentemente, numa reunião de balanço da reforma com os profissionais médicos envolvidos, a secretária de Estado Adjunta do ministro da Saúde, Carmen Pignatelli, deu conta de várias dificuldades no processo de criação das USF, nomeadamente ao nível da mobilidade dos funcionários e da informatização dos serviços.

in Lusa

OE 2007: CDS tem posição "bastante critica"

O presidente do CDS-PP remeteu hoje uma posição definitiva sobre o Orçamento de Estado de 2007 para quinta-feira, 02 de Novembro , mas sublinhou que o partido tem, nesta altura, uma posição "bastante crítica" face ao documento.
Ribeiro e Castro acrescentou que o sentido de voto será definido numa reunião da Comissão Política Nacional, referindo que "o debate não se esgotou com a entrega do Orçamento ao Parlamento, pelo ministro das Finanças".
O dirigente considerou que a proposta de orçamento não responde a duas questões que o CDS considera essenciais: redução da despesa pública e menor carga fiscal sobre as empresas e famílias."A previsão no Programa de Estabilidade e Crescimento entregue [pelo Governo] em Bruxelas previa a redução nominal da despesa pública em cerca de 1.800 milhões de euros em 2007 e não é isso o que acontece", assinalou o líder democrata-cristão ao visitar a Associação Nacional de Jovens Empresários, no Porto.
"Também não podemos apoiar medidas que, no seu saldo final, resultam no agravamento da carga fiscal. Isso representa insistir numa linha errada. A economia e as famílias já ultrapassaram o seu limite de tolerância da carga fiscal para os nossos limites de desenvolvimento", acrescentou.
O debate do OE para 2007 decorre entre 07 e 30 de Novembro, mas, a pedido do Governo, foram já agendados dois plenários extraordinários para discutir a Lei das Finanças Regionais (15 de Novembro) e as bases gerais do sistema de Segurança Social (23 de Novembro).

Notícia:Lusa

quinta-feira, outubro 26, 2006

OE 2007: Grupo parlamentar do CDS-PP considera voto contra "uma boa decisão"

O líder do grupo parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, considerou hoje "uma boa decisão" a indicação da direcção de que o partido poderá votar contra o Orçamento de Estado (OE) para 2007.
Um membro do núcleo duro da direcção de José Ribeiro e Castro disse quarta-feira à noite à Lusa que o CDS-PP deverá votar contra a proposta orçamental do executivo para o próximo ano.
"Se assim for é a confirmação do que já se antevia e será uma boa decisão", afirmou Nuno Melo, à margem de uma conferência de imprensa no Parlamento.
O líder parlamentar democrata-cristão recordou que, dentro da bancada do CDS, já tinham surgido algumas declarações que consideram o OE para 2007 como "um mau orçamento", casos do próprio Nuno Melo e de Telmo Correia, bem como de outras personalidades do partido fora do Parlamento, como Pires de Lima.
A explicação da direcção para este previsível sentido de voto, que será confirmado em comissão política nacional, prende-se com as "respostas muito insatisfatórias" dadas pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, no debate orçamental no Parlamento.
Na discussão com Teixeira dos Santos, terça-feira, na comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República, o deputado Diogo Feyo manifestou "a desilusão evidente" do grupo parlamentar com este documento.
"As suas respostas são uma desilusão à desilusão que é o orçamento", criticou Diogo Feyo, dirigindo-se a Teixeira dos Santos.
Antes de ser entregue o OE para 2007, o líder do CDS- PP, José Ribeiro e Castro, admitiu todos os cenários possíveis, incluindo a abstenção e o voto favorável.
Para que os democratas-cristãos votassem a favor, Ribeiro e Castro exigia abertura do Governo na área da segurança social, redução da despesa pública e condições para diminuir impostos em 2008.
Para se abster, o CDS exigia "sinais positivos no comportamento da despesa pública em 2006", que o enfoque da proposta orçamental do próximo ano fosse a redução da despesa e abertura do Governo para aceitar propostas construtivas da oposição.
"Obviamente que o CDS voltará a votar contra se se verificar que este orçamento é mais do mesmo", salientou, na altura, Ribeiro e Castro.

in Lusa

CDS-PP quer debate com Sócrates

O CDS-PP vai pedir um debate com o Primeiro-ministro, no Parlamento, à margem da discussão do OE 2007 para explicar "vários incidentes da governação".

O aumento dos preços da electricidade no ano que vem, a providência cautelar aceite pelo Tribunal de Coimbra a propósito dos exames de Física e Química, a quebra da promessa eleitoral com a criação de portagens nas Scuts, a contestação laboral generalizada com greve geral da Função Pública marcada para o mês que vem - estes são alguns dos casos recentes na governação sobre os quais Sócrates deve explicações aos cidadãos, segundo os populares.

O debate final do orçamento decorre a 7, 8 e 9 de Novembro, mas o PP quer que José Sócrates venha ao Parlamento antes dessa data.

Recorde-se que o Governo vai introduzir portagens nas auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT) do Norte Litoral, Costa de Prata e Grande Porto já em 2007.

Mas, cerca de 67% da população que reside na área de influência das Scut (vias sem custos para utilizadores) que vão ser portajadas vive em concelhos com um poder de compra abaixo do critério definido pelo Governo para introduzir a cobrança de portagens nestas vias.

- RR

Centristas querem explicações

O CDS-PP quer o Primeiro-ministro com urgência no Parlamento para obter explicações de José Sócrates sobre uma mão cheia de polémicas que estão na ordem do dia.

O pedido dos "centristas" já seguiu por carta para São Bento pelo líder parlamentar Nuno Melo.

Em causa estão, entre outros, o aumento da electricidade e as divergências entre o ministro da Economia e o seu secretário de Estado, a providência cautelar aceite pelo tribunal de Coimbra a propósito dos exames de Física e Química, as portagens nas SCUTs, contestação laboral generalizada com greve geral já marcada.

Falta saber se o Primeiro-ministro vai ou não dar resposta positiva ao pedido do CDS-PP.

Fonte do gabinete de José Sócrates limita-se, para já, a dar conta de que o Primeiro-ministro vai estar no Parlamento na próxima semana durante o debate do Orçamento de Estado.

Esta é a ocasião habitualmente aproveitada pela oposição para questionar o chefe de Governo sobre as mais variadas questões.

- RR

terça-feira, outubro 24, 2006

CDS-PP vai chamar Ministra ao Parlamento

O CDS-PP vai requerer a presença da ministra da Educação no Parlamento para a confrontar com a sentença judicial dando razão a uma estudante que se sentiu lesada pela tutela no caso dos exames de Química/Física.
Em comunicado, a comissão política nacional da Juventude Popular anunciou que o grupo parlamentar do CDS-PP vai requerer a presença de Maria de Lurdes Rodrigues no Parlamento "para que esta possa elucidar o país sobre a resolução [do ministério] e de outros problemas que trespassam o ensino em Portugal". "Já mais de uma vez denunciámos erros cometidos pelo Ministério da Educação que visavam apenas remendar estatísticas, sem nunca tentar reparar problema s de fundo. Foi isso que aconteceu com este erro crasso tomado em plena época de exames de acesso ao Ensino Superior", sustenta a Juventude Popular.
De acordo com o jornal Público, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra decidiu que os ministérios da Educação e do Ensino Superior devem permiti r que a aluna em causa realize um segundo exame de Química no prazo máximo de 15 dias.
O tribunal intimou ainda os ministérios a criarem uma vaga para o curso de Medicina em Coimbra caso a estudante obtenha a média igual ou superior ao úl timo aluno aceite.
O Ministério da Educação decidiu este ano permitir aos alunos participarem na segunda fase de provas de Física e Química e, ainda assim, candidatarem-s e na primeira fase de acesso ao ensino superior, na qual há mais vagas disponíveis, o que não estava previsto nos regulamentos.
Assim, quem tinha optado pela primeira fase teve a possibilidade de realizar o exame duas vezes, candidatando-se à universidade com a melhor das notas obtidas, enquanto quem escolheu a segunda fase apenas teve direito a uma oportunidade, como foi o caso da aluna de Coimbra. O juiz entendeu que estavam em causa princípios, liberdades e garantias de raiz constitucional que impunham uma decisão urgente, pelo que decidiu passar a providência cautelar para um processo de intimação, com o objectivo de proteger esses direitos.
Perante a decisão do tribunal, a Juventude Popular defendeu que "numa postura justa", o Ministério da Educação deveria "facultar iguais oportunidades a todos os outros estudantes que sofreram da mesma situação que a aluna".

in Lusa

Bastonários criticam liberalização do Aborto

O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, manifestou-se hoje contra a realização de interrupções voluntárias da gravidez no Serviço Nacional de Saúde (SNS) nas suas actuais condições financeiras.
"Não nos parece que, no estado actual do SNS, faça qualquer sentido uma maior responsabilização financeira deste serviço", defendeu Pedro Nunes, num debate sobre aborto promovido pelo CDS-PP.
Para o bastonário da Ordem dos Médicos, "não se compreende que o Estado se prepare para criar convenções para a realização de abortos quando não o faz noutras áreas", como as cirurgias às cataratas, exemplificou, "nem comparticipa a cem por cento os métodos anti-concepcionais".
A questão foi levantada no debate, realizado no Largo do Caldas, por uma militante da Figueira da Foz, que se insurgiu contra a pergunta aprovada quinta-feira no Parlamento, e que não especifica "que serão os contribuintes a pagar os abortos".
"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?" foi a pergunta que o PS propôs colocar aos portugueses e que mereceu a aprovação de PSD e Bloco de Esquerda.
O outro orador convidado deste debate promovido pelo CDS sobre "o direito à vida", o bastonário da Ordem dos Advogados, Rogério Alves, defendeu, pelo contrário, que "nos casos em que a Interrupção Voluntária da Gravidez é autorizad a pela lei deve ser integrada no SNS".
O debate acabou por ser dominado pela questão de saber qual o momento em que começa a vida, uma discussão para a qual Pedro Nunes gostaria de ver chamada a Ordem dos Médicos.
"Qual o momento a partir do qual existe uma vida: é para este debate que a Ordem dos Médicos gostaria de ter sido chamada. Infelizmente, até hoje não o foi", lamentou.
No entanto, Pedro Nunes alerta que a Ordem "não está disponível para dar uma resposta" a esta questão, mas apenas "contributos para esclarecer sobre o estado actual da ciência", cabendo depois a cada cidadão formar a sua convicção.
"Não há nenhuma certeza, há quem defenda que não é possível responder a esta questão (...) É evidente que o princípio da prudência deve ser aplicado em caso de dúvida", sublinhou Pedro Nunes.
Também Rogério Alves, que defendeu a título pessoal a manutenção da actual lei, considerou que, caso exista uma alteração legislativa, os juízes terão "as suas consciências jurídicas arranhadas".
"Que [o aborto] às dez semanas não seja crime e às onze já seja, do ponto de vista da valoração do ilícito não faz qualquer sentido", disse, admitindo que a Ordem dos Advogados venha a pronunciar-se sobre esta questão caso se concretize a mudança no Código Penal.
Na mesma linha, Bagão Félix, ex-ministro do Governo de coligação PSD/CDS na qualidade de independente, defendeu "que as 10 ou 12 semanas são apenas convenções administrativas".
"O que sei é que se destrói sempre uma vida humana", disse, acrescentando que "o que vai nascer é uma criança, não é uma mesa, não é um hipopótamo, não é uma máquina de filmar".
Bagão Félix criticou ainda os defensores da despenalização do aborto por promoverem um novo referendo, depois de o "não" ter ganho numa consulta popular em 1998.
"Se o 'sim' tivesse ganho, o que nos chamariam hoje se disséssemos que oito anos depois devia haver novo referendo...", disse, defendendo que "o direito à vida não deve ser sujeito a circunstâncias cíclicas ou conjunturais".
Maria José Nogueira Pinto, vereadora do CDS-PP na Câmara Municipal de Lisboa e moderadora do debate, sublinhou que a evolução da ciência tem caminhado no sentido da "sociabilização do embrião".
"Não havendo certeza absoluta de quando começa a vida não valeria a pena sermos mais cautelosos?", questionou, lamentando que a prioridade do Estado não seja a promoção de "um baby boom" para contrariar a estrutura envelhecida da população portuguesa.


Notícia LUSA
Ler e ouvir:
RR

segunda-feira, outubro 23, 2006

Aborto não é saúde sexual e reprodutiva

O líder do CDS-PP criticou hoje o PS por ter discutido a questão do aborto como um assunto de saúde sexual e reprodutiva da mulher, considerando que essa posição "é tratar o aborto como planeamento familiar".
Num debate sobre "o direito à vida", realizado no Largo do Caldas, José Ribeiro e Castro criticou que a primeira iniciativa pública do PS em matéria de aborto, na passada segunda-feira, tenha sido uma conferência sobre "saúde sexual e reprodutiva da mulher".
"Para nós esta não é uma matéria de saúde reprodutiva, quando muito é o seu contrário. E também não é uma matéria de saúde sexual, a não ser que se queira tratar o aborto como um método de planeamento familiar", criticou, sublinhando que esta é a "linha dos sectores mais radicais que querem a consagração do direito ao aborto".
Ribeiro e Castro defendeu que a actual lei "protege a criança e a mulher" e sublinhou que "Portugal não é uma ilha solitária num mar de liberalização".
"A nível internacional, sob as pressões do avanço da ciência, há uma evolução em sentido contrário [à despenalização]", defendeu.
O líder do CDS-PP voltou a elogiar a prestação da bancada parlamentar democrata-cristã no debate sobre esta matéria, realizado na última quinta-feira.
"Para nós, esta não é uma questão de Interrupção Voluntária da Gravidez, é uma questão de aborto. Concordamos com interrupções da gravidez que não resultam na morte da criança", disse, referindo-se às cesarianas.
Ribeiro e Castro manifestou ainda a discordância do CDS-PP em relação à expressão "despenalização" contida na pergunta que o PS propôs para referendo e que foi aprovada com os votos do PSD e BE.
"Ao contrário do que o PS diz, não se trata de alargar as excepções previstas na lei, trata-se de acabar com as excepções até determinado prazo", frisou, sublinhando que "o PS mantém a penalização e a criminalização" para abortos realizados após as dez semanas de gravidez.
Sublinhando que o CDS defenderá sempre o princípio "in dubio pro vita" (na dúvida a favor da vida), Ribeiro e Castro sublinhou que, para os democratas-cristãos, "está em causa uma vida concreta e irrepetível".
"Trata-se de saber se essa vida concreta merece protecção ou é lixo e pode ser ignorada e desprezada", afirmou.

Notícia LUSA

CDS concorda com videovigilância nos táxis

PS, PSD, CDS-PP e PCP apoiaram sexta-feira, genericamente, a proposta do Governo para introduzir sistemas de videovigilância nos táxis , embora sugerindo alterações na especialidade, e o BE foi o único partido que c ontestou o diploma.
A proposta foi apresentada no Parlamento pelo subsecretário de Estado da Administração Interna, Fernando Rocha Andrade, que aceitou desde logo a poster ior alteração do diploma para deixar explícito que não podem ser os condutores a fazer a gravação de imagens.
Fernando Rocha Andrade referiu que a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) discordou do Governo quanto à interpretação da proposta, nesse aspecto, e acrescentou que "se existe essa confusão tem toda a utilidade que seja re solvida", deixando claro que apenas as centrais podem gravar as imagens.
O subsecretário de Estado salientou que, segundo a proposta, as unidades móveis instaladas nos táxis só podem ser accionadas pelos condutores "em caso de risco ou perigo potencial ou iminente" e que as imagens gravadas "são elimina das de imediato, caso não se verifique a situação que motivou aquela gravação".
O deputado do CDS-PP Hélder Amaral apoiou o diploma, em nome da "garantia do direito à vida" dos taxistas, mas sugeriu que se fosse mais longe e houves se gravação automática de imagens, por exemplo, de três em três minutos, com a s ua posterior destruição, tendo em conta a "rapidez" de muitas acções criminosas.
Essa sugestão não teve acolhimento por parte de nenhum partido, mas o d eputado do PCP António Filipe questionou outro ponto: a sanção do taxista em cas o de accionar a unidade móvel prevendo "perigo iminente" e se verificar afinal q ue "nada de mal aconteceu". O social-democrata Luís Montenegro perguntou, por outro lado, se não se ria aconselhável haver "um registo da eliminação de imagens pela central, uma ma rca no procedimento" e lamentou que "o PS não tenha há mais tempo aberto a porta às propostas do PSD" nesta matéria. Por sua vez, Helena Pinto, do BE, interrogou se "foram esgotadas todas as outras medidas de segurança" antes de optar pela videovigilância, estranhou h aver "tão poucos separadores nos táxis" e concluiu que a proposta "levanta muita s dúvidas e muitas reservas".
"Como se considera a figura do perigo iminente em termos jurídicos?", p erguntou, rematando que esta poderá ser uma proposta "que não agrada a nenhuma d as partes, com parecer negativo da CNPD e que pode não servir os objectivos de s egurança do taxista".
O subsecretário de Estado da Administração Interna registou que "houve algum consenso quanto à necessidade desta iniciativa", argumentou que desagradar às partes em causa é próprio das propostas "equilibradas" e que a aplicação de coimas aos taxistas terá em conta, por parte da justiça, as atenuantes.

in Lusa

OE 2007: Telmo Correia defende que CDS vote contra "um mau orçamento"

O deputado do CDS-PP Telmo Correia defendeu na passada terça-feira que o partido deverá votar contra a proposta orçamental do executivo para 2007 , que classificou como "um orçamento mau de um Governo sofrível".
"Tudo visto e ponderado acho e espero que a posição do CDS deve ser de princípio contra, a não ser que haja alterações muito significativas", disse Telmo Correia à agência Lusa, a título individual, um dia depois do líder do partid o ter admitido o voto favorável ou abstenção antes de conhecer o documento.
"A minha experiência aconselha a que não se fale sobre o Orçamento sem pelo menos olhar para ele", afirmou Telmo Correia, recusando, contudo, comentar directamente as afirmações de Ribeiro e Castro.
Para o ex-líder parlamentar do CDS-PP, e adversário derrotado de Ribeir o e Castro no Congresso de 2005, os democratas-cristãos têm de definir se querem "ser oposição ou auxiliares a este Governo".
"Eu acho que deve ser oposição. Há margem na declaração do presidente d o CDS para que o partido chegue a esta conclusão e eu espero que chegue", ressal vou, defendendo que "o país precisa de clarificação" e de "uma boa oposição".
Num almoço realizado segunda-feira, horas antes de ser conhecida a prop osta orçamental do executivo, Ribeiro e Castro explicou as condições de que o CD S faz depender o seu sentido de voto, admitindo todos os cenários possíveis, inc luindo a abstenção e o voto favorável.
Para votar favoravelmente o Orçamento, o líder democrata-cristão exigiu abertura do Governo na área da segurança social, redução da despesa pública e c ondições para diminuir impostos em 2008.
Depois de ter feito uma primeira análise do documento, Telmo Correia ma nifestou uma opinião muito crítica sobre o Orçamento de Estado (OE) para 2007.
"É um orçamento mau de um Governo que, com alguma bondade, classificari a de sofrível", disse, considerando que o documento segue "uma linha de continui dade no mau sentido".
Telmo Correia criticou a subida da despesa em termos absolutos - de 70 para 72 mil milhões de euros -, a quebra de 15 por cento no investimento público e o aumento da pressão fiscal.
"Não há efectiva consolidação. A única ideia de esforço financeiro é fe ita à custa do aumento da pressão fiscal e dos cortes no investimento público, q uando deveriam ser feitos cortes na despesa", criticou.
Classificando o documento de "decepcionante", Telmo Correia considerou que o orçamento traz "notícias preocupantes" para a classe média - público-alvo da última campanha eleitoral legislativa do CDS em 2005 - como o aumento da pres são fiscal para os reformados e o fim dos benefícios fiscais para deficientes.
Questionado pela Lusa, o deputado João Rebelo considerou as condições f ixadas por Ribeiro e Castro para um eventual voto a favor do CDS ao OE de 2007 c omo "princípios aceitáveis".
"Espero que tenha sido uma posição articulada com o líder da bancada", ressalvou, opinião manifestada igualmente pelo vice-presidente do grupo parlamen tar Nuno Magalhães.
No entanto, contactado pela Lusa, o líder parlamentar Nuno Melo recusou fazer qualquer comentário sobre esta matéria.

in Lusa

quinta-feira, outubro 19, 2006

"Almoços do Caldas"

Direito à Vida

O mais fundamental dos direitos fundamentais

Dia 23 de Outubro de 2006

13.00h

Moderadora: Maria José Nogueira Pinto


Participam, o Dr. Rogério Alves e o Dr. Pedro Nunes, actuais Bastonários da Ordem dos Advogados e da Ordem dos Médicos, convidados como personalidades independentes a intervirem a título pessoal

Inscrições:

Gabinete da Presidência
Largo Adelino Amaro da Costa, 5
1149-063 Lisboa
Telefs: 21.881 47 22/39
Fax: 21.886 10 11
E-mail: presidencia@cds.pt

segunda-feira, outubro 16, 2006

CONVITE



Os Deputados Municipais do CDS-PP convidam-no(a) a estar presente na próxima terça-feira, dia 17 De Outubro, a partir das 15h00, na Assembleia Municipal de Lisboa, sita na Avenida de Roma, 14P, para assistir ao debate, subordinado ao tema:

"O Estado da Cidade"

onde participará o executivo camarários e todas as forças partidárias representadas na AML (CDS-PP, PSD, PS, PCP, PEV e BE).

Contamos com a sua presença.

Informações:
Dra. Cristina Dias
Telefone: 21 841 00 70 ou
cristina.maria.dias@cm-lisboa.pt

CDS-PP fixa condições para o OE 2007

O líder do CDS-PP admitiu hoje votar favoravelmente a proposta de Orçamento de Estado para 2007 desde que exista abertura do Governo na área da segurança social, redução da despesa pública e condições para diminuir impostos em 2008.

Num almoço-debate dedicado ao Orçamento de Estado, na sede do partido, em Lisboa, Ribeiro e Castro estabeleceu em que condições o CDS-PP poderá votar favoravelmente ou abster-se a proposta do executivo, uma decisão que será tomada pela comissão política do partido e pelo grupo parlamentar "em devido tempo".

"O CDS poderá ponderar votar a favor se existir uma atitude reformista efectiva e não apenas verbal do Governo. O grande teste está na Assembleia da República, é a reforma da segurança social, nomeadamente a nossa proposta", frisou.

A proposta do CDS-PP diverge da do Governo por assentar num modelo misto (público e privado) de segurança social e por introduzir o plafonamento, tornando opcionais os descontos para sistemas complementares a quem ganhe mais de seis salários mínimos (cerca de 2.300 euros) e obrigatórios acima dos dez salários mínimos (mais de 3.800 euros).

Mas, para que os democratas-cristãos votem favoravelmente o OE 2007, Ribeiro Castro exige ainda duas condições adicionais: que exista "redução efectiva e não só controlo da despesa pública" e "redução da carga fiscal ou, pelo menos, criação de condições para redução a partir de 2008".

"Se houver redução efectiva da despesa pública estaremos abertos a reconhecer o esforço feito e estaremos disponíveis para assinalar esse caminho", salientou Ribeiro e Castro, admitindo também o cenário de abstenção.

Para se abster, o CDS exige "sinais positivos no comportamento da despesa pública em 2006", que o enfoque da proposta orçamental do próximo ano seja a redução da despesa e abertura do Governo para aceitar propostas construtivas da oposição.

"Obviamente que o CDS voltará a votar contra se se verificar que este orçamento é mais do mesmo", salientou, lembrando que foi este o sentido de voto dos democratas-cristãos em 2006, quando contestaram a opção pela consolidação orçamental "por via da receita e do aumento de impostos".

O fiscalista Medina Carreira, o convidado deste almoço na sede do CDS-PP, defendeu que a redução da despesa pública tem de se fazer cortando nas prestações sociais e nas despesas com pessoal.

"Senão será como cortar nas despesas domésticas poupando apenas no sal, no vinagre e no papel higiénico", comparou.

Apesar de classificar como "correcto em abstracto" o caminho seguido pelo Governo no PRACE (Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado) e nas pensões, Medina Carreira considera insuficientes as medidas previstas.

"Se forem cem mil os disponibilizados na função pública diminuem seis por cento as despesas com pessoal. É pouca coisa para tanto estardalhaçoÓ", disse, defendendo que seria mais útil um congelamento dos aumento salariais na administração pública ou a sua fixação num máximo de 1,5 por cento anual até 2010.

Também no sector das pensões, onde o Governo introduziu um factor de sustentabilidade para fazer face ao aumento da esperança de vida, Medina Carreira considerou que "a totalidade dos efeitos será muito demorada", defendendo que todo o modelo de Estado social deveria ser repensado.

"O Estado social tem de ser adequado às receitas que temos. Deve ser selectivo: melhor para quem precisa e muito pior para quem não precisa", disse.

No Orçamento de Estado para 2007, que será hoje entregue pelo Governo no Parlamento, Medina Carreira gostaria de ler uma redução da despesa pública, que diz estar a crescer a uma média de 8 por cento ao ano.

"Seria muito grato para mim se verificasse que deste ano para o próximo a despesa iria crescer apenas 3 por cento. Infelizmente, não vai ser assim", lamentou.

- LUSA

quarta-feira, outubro 11, 2006

Audições para o OGE 2007

O CDS-PP está preocupado com eventuais cortes na área social que, o Governo venha a fazer no Orçamento de Estado.

O ministro das Finanças está hoje a ter reuniões com os vários partidos com assento parlamentar, antes da entrega do OE para 2007 na Assembleia da República, que está prevista para segunda-feira, 16 de Outubro.

O deputado dos CDS-PP, Nuno Melo, admitiu estar "preocupado" com a possibilidade do Executivo vir a cortar nas despesas na área da saúde e da segurança social, e de avançar com os projectos do novo aeroporto da OTA e do comboio de alta velocidade (TGV).

"Viemos hoje dizer ao ministro das Finanças que o equilíbrio das contas públicas deve ser conseguido à custa de ajustamentos da despesa e não na receita, sem agravamentos de impostos".

O CDS-PP diz "aguardar com tranquilidade" a divulgação do orçamento para "perceber melhor o que o Governo quer".

O deputado comunista Bernardino Soares disse que a reunião com o ministro das Finanças serviu para "confirmar os receios" de que o orçamento de Estado para 2007 vai ser de continuidade da política seguida nos últimos anos, com medidas que comprometem o desenvolvimento económico e o crescimento do emprego.

O Governo prepara-se para impor uma "forte contenção salarial", acrescentou ainda o deputado comunista, num orçamento que vai criar "dificuldades agravadas" para as famílias portuguesas.

Já segundo o deputado do Bloco de Esquerda (BE) Francisco Louçã, o Governo vai cortar o investimento público. "O corte vai ser superior a 10%, confirmou-nos o ministro", referiu Louçã, acrescentando que segundo as contas do BE, a descida do investimento público deve ficar entre 10 e 20% face ao valor executado em 2006.

- RR

Portas acusa Governo de preparar "abertura pouco responsável" da lei

O ex-líder do CDS-PP Paulo Portas acusou terça-feira à noite o Governo de preparar uma "abertura pouco responsável" da lei da im igração, tornando as quotas indicativas e deixando cair a exigência de um contra to de trabalho.
"Nós conseguimos estabilizar a imigração, estas alterações vão outra vez a brir mais portas, abrir mais fronteiras", alertou Paulo Portas, num debate sobre segurança e imigração organizado pela comissão política concelhia do CDS-PP de Odivelas.
Na sua intervenção, a que assistiram os deputados Telmo Correia, Nuno Maga lhães, António Carlos Monteiro, João Rebelo, Abel Baptista e o líder da Juventud e Popular, João Almeida, o antigo líder dos populares centrou as suas críticas e m duas alterações à lei - aprovada em 2003 pelo executivo de coligação PSD/CDS-P P - que diz estarem a ser preparadas pelo Governo socialista.
"Em 2003, uma alteração fundamental foi que só podia ser candidato a um vi sto quem tivesse um contrato de trabalho ou promessa dele. à boa maneira da terc eira via, este princípio vai ser substituído por outro: basta uma manifestação d e intenção".
Ao mesmo tempo, acrescentou Portas, "as quotas deixam de ser vinculativas e passam a ser indicativas, consultivas".
"Se a quota é indicativa, quer dizer que pode ser ultrapassada. Se deixa d e haver um requisito de dignidade, que é um contrato, significa mais uma vez uma abertura pouco responsável", criticou Paulo Portas, alertando para a pressão mi gratória da adesão de dois novos Estados-membros à União Europeia: Bulgária e Ro ménia.
O ex-líder do CDS-PP deixou ainda alguns "conselhos" nesta matéria, como a defesa da proibição de regularizações extraordinárias unilaterais dentro da Uni ão Europeia.
"Se não providenciarmos uma resposta comunitária comum, estamos a permitir que um Estado seja irresponsável e que todos partilhem das consequências dessa irresponsabilidade", sublinhou, frisando que "nenhum país pode comportar-se como se fosse a Caritas do mundo".
Portas defendeu ainda que seja vedada a possibilidade, prevista na lei da imigração, de o Estado receber impostos e contribuições para a segurança social de pessoas que não reconhece como imigrantes, revelando que esta matéria suscito u "uma tensão normal" com o antigo parceiro de coligação, o PSD.
O deputado, que continua a apenas aceitar discutir nestes debates matérias de "cultura política", apontou ainda um erro à Lei da Nacionalidade, aprovada n a anterior sessão legislativa.
"Para mim, é absolutamente inaceitável que o Estado português mantenha abe rto o processo de concessão da nacionalidade portuguesa a uma pessoa que cometa crimes ou viole a ordem jurídica portuguesa", criticou Paulo Portas.
Portas, que recusou estabelecer uma relação directa entre criminalidade e imigração, deixou o alerta contra as políticas de "portas abertas".
"Não é bom, como já acontece em algumas cidades europeias, que os naturais de um país - que construíram a sua identidade - comecem a sentir-se minoritário s dentro do seu próprio país", alertou o antigo líder dos centristas, avisando q ue "os melhores aliados do racismo são os defensores das fronteiras abertas".
O ex-líder do CDS enumerou ainda alguns exemplos de países europeus com le gislação sobre imigração mais exigente que Portugal, como Holanda, Reino Unido o u Suécia, e citou Ségolène Royal, uma das possíveis candidatas socialistas às el eições presidenciais francesas do próximo ano.
Segundo Portas, a deputada francesa defendeu que os filhos de imigrantes q ue cometam crimes devem ser encerrados em quartéis e propôs que sejam retiradas as prestações sociais aos pais de jovens imigrantes delinquentes reincidentes.
"Sorrio só de pensar o que aconteceria na chatíssima cultura do politicame nte correcto que existe em Portugal se alguém dissesse uma coisa parecida...", c omentou.
Paulo Portas não saiu de Odivelas sem uma lembrança, marmelada local, e co ntinuará, já no próximo sábado, a discussão de temas de "cultura política", dest a vez com jovens, no Porto, sobre o Islão.

CDS-PP teme corte de despesa com obrigações sociais

O CDS-PP considera que as contas públicas devem ser controladas pelo lado da despesa e não da receita, e por isso está preocupado.

O deputado do partido, Nuno Melo, disse à saída da reunião com o ministro das Finanças no Parlamento que este foi um encontro «preliminar» no qual pretendia perceber o que vai se levado a cabo na redução da despesa.

«Não ficámos completamente tranquilizados. No que toca à despesa percebemos que este Governo tenciona ou pode ter a tentação de cortar a despesa pelo lado social em relação a quem mais precisa, por exemplo na Segurança Social. Outro exemplo mais concreto, o fim da pensão automática (em caso de viuvez) poderá ter o seu fundamento», disse.

Além disso, o CDS-PP diz que percebeu que investimentos como a OTA e o TGV são para continuar.

- Agência Financeira

terça-feira, outubro 10, 2006

Debate



"Segurança e Imigração: Causa ou Efeito"


com Dr. Paulo Portas

10 de Outubro


21h00



Auditório CAELO em Odivelas


(mais indicações do local em CDS Odivelas)

segunda-feira, outubro 09, 2006

CDS-PP apoia reforço do contingente da GNR em Timor-Leste



O CDS-PP apoia o eventual reforço do actual contingente da GNR estacionado em Timor-Leste, desde que isso seja solicitado pelas autoridades timorenses, disse hoje em Díli o presidente do partido, José Ribeiro e Castro.
«O CDS está disposto a aceitar o reforço se isso for solicitado e sabe- se que isso é falado. Mas se isso for solicitado, o CDS não terá dificuldade em apoiar essa decisão», disse.


Ribeiro e Castro falava à Lusa e RTP no final da visita que efectuou hoje ao quartel da GNR, no âmbito da deslocação de quatro dias a Timor-Leste, iniciada domingo, tendo destacado a «excelência» do desempenho dos militares portugueses.

«Portugal pode estar orgulhoso do desempenho destes homens, que à semelhança de outras missões em que estão elementos das forças armadas, da GNR e da PSP, prestigiam o nome de Portugal», adiantou.

«Apoiamos, como partido da oposição, a decisão do governo em enviar a GNR. Conhecíamos as dificuldades e as incertezas, mas felizmente tudo correu bem.

Sabíamos que era necessário, indispensável, vir apoiar Timor numa situação de grande instabilidade e incerteza, e o facto das coisas terem corrido bem deve-se a qualidade, à experiência, ao excelente desempenho destes homens e do seu comando», afirmou o líder do CDS-PP.

«Para nós, a operação em Timor-Leste é uma prioridade que deve ser entendida pelos portugueses e órgãos de soberania», vincou.

Para Ribeiro e Castro, as missões com a participação de militares e polícias portugueses, como a de Timor-Leste, constituem «factor de apoio à estabilização da democracia, do estado de Direito e consolidação institucional».

Referindo-se expressamente a Timor-Leste, o presidente da CDS salientou que está confiante no futuro, para «o que possa resultar das eleições de 2007 e para uma maior maturidade politica, para o desenvolvimento positivo do diálogo nacional».

Contudo, reconheceu, persistem «factores de incerteza no horizonte, até às eleições», previstas para o primeiro semestre de 2007.

«É indispensável garantir a ordem e a segurança depois do colapso das forças de Timor-Leste para assegurar a possibilidade da estabilização política. Mas há também factores de incerteza que resultam do [relatório da Comissão de] Inquérito Independente [da ONU], e a sua divulgação e a situação dos deslocados», frisou.

Além da continuação do apoio da comunidade internacional e da Comissão Europeia, Ribeiro e Castro defendeu ainda a necessidade das autoridades timorenses serem mais céleres na resolução dos problemas que estão ao seu alcance.

«Também é necessária maior celeridade das autoridades de Timor. Mas talvez uma pressão da comunidade internacional, a partir da ONU, da Comissão Europeia, das organizações não-governamentais e da Igreja Católica, possa acelerar as respostas», acrescentou.

«São precisas respostas práticas, porque - ouvi vários testemunhos e isso é praticamente unânime - a situação das populações deslocadas pode deteriorar-se aceleradamente com o início da época das chuvas. É fundamental ter outro tipo de alojamento e o tempo para agir já é muito curto. Creio que a falta não é propriamente de fundos, mas da capacidade de realização e de execução e aí é preciso maior celeridade», disse.

O presidente do CDS já se encontrou com o primeiro-ministro José Ramos-Horta, o antigo chefe do governo e líder do partido maioritário, a FRETILIN, Mari Alkatiri, e o presidente do Partido Social Democrata (PSD, oposição), Mário Carrascalão, e vai prosseguir os contactos com outros dirigentes políticos, bem como com dirigentes religiosos e militares «para ter uma prestação mais completa da sua visão da situação actual e evolução».

- Diário Digital / Lusa

sexta-feira, outubro 06, 2006

CDS quer saber quantas armas ilegais já foram apreendidas ou entregues

O CDS-PP questionou hoje o Governo sobre o número de armas ilegais já entregues ou apreendidas desde a entrada em vigor da nova legislação, em Agosto, que dificulta o acesso a licenças de uso e porte de arma .
"A nova lei traz uma maior responsabilidade aos detentores de armas, to rnando mais difícil a obtenção ou renovação da licença de uso e porte de arma, n a medida em que exige formação prévia, um exame médico e capacidades de utilizaç ão da arma e seguro de responsabilidade civil", sublinham os democratas-cristãos , em requerimento hoje entregue na Assembleia da República.
Recordando que o diploma previa um prazo para a legalização de armas ir regulares, sem penalização, até 23 de Dezembro, o CDS-PP lamentou que o executivo não tenha até agora divulgado "quaisquer números sobre o número da entrega de armas ilegais ao abrigo desta norma".
"Quantas armas ilegais foram apreendidas/entregues até ao momento, desde a entrada em vigor da lei nova", questiona o CDS-PP, no requerimento dirigido ao Ministério da Administração Interna (MAI).
Os democratas-cristãos questionam ainda o executivo sobre quais as medi das de sensibilização que estão a ser desenvolvidas pelo Governo sobre a nova Le i das Armas e a divulgação da oportunidade de legalizar as armas detidas irregul armente.
"Houve, ou não, reforço de fiscalização sobre as armas e condições da s ua detenção com a entrada em vigor da nova lei", interrogam ainda os democratas- cristãos, questionado também o executivo sobre a regulamentação do diploma.
O novo regime jurídico das armas e munições foi publicado em Diário da República em Fevereiro e altera o quadro legislativo que remontava a 1949.
O novo diploma estabelece o regime jurídico relativo ao fabrico, montag em, reparação, importação, exportação, transferência, armazenamento, circulação, comércio, aquisição, cedência, detenção, guarda, segurança, uso e porte de arma s, seus componentes e munições, bem como o enquadramento legal das operações esp eciais de prevenção criminal.
A lei determina também que quem detiver arma proibida ou ilegal pode se r punido com pena de prisão entre dois e oito anos, consoante o tipo de armas.
Quem for acusado de tráfico de armas sujeita-se a uma pena de prisão de dois a dez anos, mas que será de quatro a 12 anos de cadeia se o infractor "for funcionário incumbido da prevenção ou repressão de alguma das actividades ilíci tas" previstas no diploma.
O uso e porte de arma sob efeito de álcool (taxa igual ou superior a 1, 2 gramas/litro de sangue), substâncias estupefacientes ou psicotrópicas têm uma pena de prisão até um ano.
A detenção de armas e outros dispositivos, produtos ou substâncias em l ocais proibidos é punida com pena de prisão até cinco anos.

in Lusa

CDS apoia combate á corrupção

O dirigente do CDS-PP João Luís Mota Campos ouviu com agrado o discurso do chefe de Estado, mostrando total disponibilidade do partido para o combate à corrupção."Eu julgo que foi a primeira vez que nós tivemos um discurso prático, que chama as coisas pelos nomes e vai ao ponto que interessa", disse."Aquilo que o Presidente da República fez foi um apelo a toda a sociedade portuguesa, designadamente a todos os responsáveis políticos, para combater a corrupção", acrescentou, sublinhando que "do ponto de vista do CDS, foi com enorme agrado que foi escutado este discurso, sendo que o partido manifesta inteira disponibilidade para participar nesse combate".
As declarações do porta-voz do CDS para a Justiça, Mota Campos, seguem-se ao discurso de hoje do Presidente da República.
"A República e o espírito republicano têm de ser renovados e actualizados, para não perderem o seu valor enquanto forma de regime e padrão de comportamento cívico", afirmou Cavaco Silva, na sua intervenção, durante a cerimónia das comemorações dos 96 anos da proclamação da República.
"No combate por uma democracia de melhor qualidade devem ser convocados todos os portugueses, mas esta é uma tarefa que compete, em primeira linha, aos titulares de cargos públicos".
Sublinhando que a corrupção "tem um potencial corrosivo para a qualidade da democracia, que não pode ser menosprezado", Cavaco Silva dirigiu uma "interpelação" a todos os níveis do Estado, desde o poder central às autarquias locais.
O Presidente defende ser necessário inverter a tendência dos portugueses para se alhearem da vida público referiu as áreas por onde deve começar o combate à corrupção - o poder local, o poder judicial e a comunicação social.
De acordo com Cavaco, a "transparência da vida pública deve começar precisamente onde o poder do Estado se encontra mais próximo dos cidadãos", por isso chamou a atenção para "as especiais responsabilidades" dos autarcas nesta batalha.
"Para este esforço colectivo deve também ser convocado o poder Judicial - pilar fundamental do Estado de Direito. Por outro lado, a influência que a comunicação social adquiriu, implica que os seus profissionais participem igualmente neste esforço de renovação da ética republicana", exortou.
Salientando que dentro de quatro anos será comemorado o primeiro centenário da República portuguesa, o Presidente defendeu que "os portugueses desejam viver numa democracia melhor".
"É tempo de nos tornarmos mais exigentes perante a democracia que temos. É tempo de nos preocuparmos com a qualidade da nossa democracia", apelou.

Fonte: TSF

Grande êxito internacional do partido

O CDS-PP foi hoje admitido como membro da União Democrática Internacional (UDI), 13 anos depois de ter abandonado esta formação política que integra partidos como os republicanos norte-americanos ou os conservadores britânicos.

De acordo com uma nota de imprensa do CDS, a decisão foi tomada, por unanimidade, pelo Comité Executivo da UDI, reunido em Sidney sob a presidência do primeiro-ministro australiano, John Howard, e que contou com a presença do líder democrata-cristão português, José Ribeiro e Castro.

"É uma grande satisfação política, pessoal e partidária, começamos a superar o caminho do isolamento internacional", afirmou, em declarações à agência Lusa, o vice-presidente do CDS-PP Anacoreta Correia.

O dirigente democrata-cristão, presidente em exercício do CDS enquanto Ribeiro e Castro se encontrar fora do país (até dia 12 de Outubro), salientou que esta adesão "é um grande êxito do CDS".

"Quero saudar o doutor Ribeiro e Castro, que foi o grande obreiro da reinserção do partido na cena internacional", disse.

O CDS tinha abandonado a UDI em 1993, sob a liderança de Manuel Monteiro.

De acordo com Anacoreta Correia, a UDI integra partidos como os republicanos norte-americanos, os conversadores britânicos, os liberais australianos e os sociais-cristãos e democratas-cristãos alemães (CDU e CSU), entre outros.

O próximo passo, admitiu Anacoreta Correia, poderá ser a reintegração do CDS-PP como membro de pleno direito no Partido Popular Europeu, do qual os democratas-cristãos portugueses foram expulsos também durante a liderança de Manuel Monteiro.

Consultar: IDU

Opinião: O porquê do referendo

A afirmação do cardeal-patriarca de que o "aborto não é um problema religioso" seguiram-se diversas reacções, quase todas de carácter partidário e ideológico, cada uma fazendo as interpretações que mais lhe convinha.
No entanto, D. José Policarpo não disse nada de novo, limitando-se a repor a questão onde ela sempre esteve: no plano ético, dos direitos humanos fundamentais. É, por isso, uma questão de sociedade e de Estado. Se assim não fosse, para quê leis e referendos? Alguma vez se nos ocorreria submeter a referendo uma questão religiosa num Estado laico?
O aspecto mais determinante, mais profundo e mais rico deste debate prende-se claramente com o confronto entre dois conceitos de vida humana, sua protecção e dignidade.
E é por isso que a lei deverá seguir o veredicto popular expresso no referendo, tendo este mecanismo de consulta excepcional sido considerado, como indispensável, pelas forças políticas.
A moral religiosa, por seu lado, tem a vantagem de ser muito clara, quer quanto ao valor da vida humana e ao imperativo da sua dignificação, quer quanto à referência desta ao acto criador de Deus estabelecido na sua própria "imagem e semelhança".
A Igreja, instituição secular, ama, vive e convive com a condição humana e, salvaguardando sempre o núcleo duro dos valores essenciais da fé, tem recebido com extrema lucidez tudo o que foi marcando a evolução da Humanidade.São planos completamente distintos que naturalmente se juntam no intelecto e no coração de muitos portugueses. Sem contudo se confundirem.
Como católica fico tranquila com esta clarificação, não porque a veja como um sinal de "libertar" o debate do aborto, mas como uma chamada de atenção para as responsabilidades de todos, enquanto cidadãos, decidindo num plano político, societário e de Estado, e não apenas por convicções religiosas.
Ou seja, estas declarações, colocando a Igreja no seu lugar, relembram a natureza própria das responsabilidades dos partidos e, sobretudo, dos cidadãos individualmente considerados ou organizados em plataformas para o efeito.E ainda, julgo eu, a necessidade de construírem um argumentário assente não apenas em crenças religiosas ou reacções ideológicas pouco racionais, mas numa análise profunda e séria da sociedade, da evolução da ciência nesta matéria e do conflito de direitos que lhe está subjacente.
É por isso que neste referendo temos de ser mais sérios, exigentes e esclarecidos, se queremos que a decisão dos portugueses se forme num quadro amplo de análise dos inúmeros aspectos, pluridisciplinares, que se entrecruzam.Todo o fundamentalismo é de rejeitar, por obnubilador do que realmente se discute, obscurecendo as premissas do debate e da escolha.
A comunidade científica, médicos, biólogos, juristas, não podem estar ausentes da tarefa de informar a opinião pública no dever da partilha do conhecimento e do combate ao facilitismo da ignorância.É hoje impossível não colocar sobre a mesa a questão fundamental do estatuto jurídico do embrião, cuja necessidade foi reconhecida, por exemplo, pelas duas resoluções de 16 de Março de 1999 do Parlamento Europeu, a propósito das questões éticas e jurídicas da engenharia genética e da reprodução medicamente assistida.
Ou a Convenção sobre os Direitos do Homem e a Biomedicina, também conhecida pela Convenção de Oviedo, elaborada pelo Conselho da Europa e ratificada por Portugal em 2001.De facto, algumas décadas atrás, o ser humano não nascido estava ausente da vida social. Hoje, ele é directamente observável, objecto de terapêutica médica, "sujeito" de cuidados de saúde. O que levou a que o corpo da mãe se tenha tornado mediador incontornável das vias de conhecimento, contacto e acção sobre o ser humano não nascido.
Desapareceu a base empírica da oposição, fundamental entre o ser nascido - visível e imediatamente presente na vida social - e o ser não nascido, inacessível e oculto.
O ser humano não nascido aparece agora, e aparecerá no futuro, em contextos sociais cada vez mais extensos, como uma entidade ética e jurídica por si mesma.Para concluir que esta discussão não pode ser feita como na década de 60, porque tudo mudou e o quadro é hoje claramente de conflito entre direitos. O proclamado direito da mulher ao seu corpo e o direito do embrião a desenvolver-se e a nascer.


Maria José Nogueira Pinto
Vereadora na CMLisboa

quinta-feira, outubro 05, 2006

Ensino superior: ministro deve falar

O CDS-PP anunciou hoje que vai requerer a audição parlamentar do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para que Mariano Gago quebre o "excesso de silêncio" sobre matérias como o financiamento e organização das universidades.
Numa intervenção política no plenário da Assembleia da República, o deputado do CDS-PP Diogo Feio adiantou que o requerimento a solicitar a audição de Mariano Gago sobre matérias "essências ao futuro" irá ser entregue na comissão de Educação, Ciência e Cultura.
"Há um excesso de silêncio", afirmou Diogo Feio, mostrando-se convicto de que o PS não irá utilizar a sua maioria absoluta "como uma força de bloqueio" e viabilizará a audição do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Na sua intervenção do período antes da ordem do dia, Diogo Feio lançou críticas à forma como Mariano Gago está a conduzir a pasta do Ensino Superior, questionando se o ministério "não deve ser mais do que uma qualquer direcção-geral gestora do Processo de Bolonha".
"Não será esta a altura de pensar de uma forma séria na alteração do modelo de financiamento", interrogou ainda o deputado do CDS-PP, defendendo que é tempo de penalizar financeiramente os maus alunos.
"Quem mais utiliza o sistema de ensino superior mais deve pagar. Com toda a certeza que a bancada do PS concorda com este princípio do utilizador-pagador. Por isso, vamos a isso que o tempo tarda", acrescentou Diogo Feio.
Outra das questões levantadas pelo deputado democrata-cristão foi a forma como está organizado o ensino superior, considerando que é verdadeiramente "desolador" verificar o peso que ainda têm os "conhecidos cursos de 'lápis e papel', por contraposição aos de maior inovação".
"Que ideias existem para alterar o desolador quadro de vagas por preencher nos cursos de engenharia e tecnologia", questionou Diogo Feio, advogando um "programa real de promoção destas áreas do conhecimento", que explique as perspectivas de saídas profissionais e a inserção dos cursos nas regiões respectivas.

in LUSA

Estado deve divulgar aqueles a quem deve

O CDS-PP apresentou hoje um projecto de lei que torna obrigatória a publicação anual das dívidas do Estado a particulares e empresas, depois de o Ministério das Finanças ter divulgado em Julho a lista de devedores ao fisco.
"Chegou o momento de pedir ao Estado e demais entidades públicas que se comportem da mesma forma que exigiram aos contribuintes", defendeu o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, em conferência de imprensa no Parlamento.
O projecto, que já tem discussão em plenário agendada para 20 de Outubro, prevê que a lista das dívidas do Estado seja publicada na Internet, no "site" do Ministério das Finanças, e hierarquizada em função do período de atraso no pagamento das dívidas.
"Não raras vezes, o Estado é mau pagador. Só que quem exige, tem de ser capaz de dar o exemplo", afirmou Nuno Melo, sublinhando que as dívidas da administração central e local causam "sérias dificuldades financeiras" a particulares e empresas.
De acordo com o CDS-PP, o diploma pretende "repor alguma igualdade de tratamento" entre o Estado e os privados, contribuir para a redução dos prazos de pagamento e favorecer a compensação de dívidas fiscais com créditos dos particulares sobre o Estado e outras entidades públicas.
"Há empresas e particulares que surgem, aos olhos da opinião pública, como devedores, sem se conhecer que o Estado lhes pode ser devedor em quantias muito superiores", explicou Nuno Melo, considerando que "será fácil" o cruzamento de dados entre as duas listas.
Os democratas-cristãos pretendem que a lista contenha as dívidas da administração central e local do Estado, dos serviços integrados e de fundos autónomos, da empresa Estradas de Portugal, dos hospitais com a natureza de sociedades anónimas ou entidades públicas empresariais e das sociedades gestoras do Programa Polis.
O líder parlamentar do CDS-PP sublinhou que "a iniciativa não é fechada", estando os democratas-cristãos disponíveis para acolher contributos de outras bancadas, incluindo a do PS.
A 31 de Julho, o Ministério das Finanças publicou na Internet a primeira lista de devedores ao fisco, que incluía um total de 288 nomes, entre contribuintes individuais e empresas, representando uma dívida de cerca de 130 milhões de euros.
Na última actualização, divulgada a 30 de Setembro, a lista continha já mais de 800 nomes.
A actualização mantém o universo abrangido, ou seja, pessoas singulares com dívidas fiscais de montante igual ou superior a 50.000 euros e pessoas colectivas com dívidas fiscais de valor igual ou superior a 100.000 euros, e depois de ter sido dada aos devedores oportunidade para regularizarem a sua situação tributária.
A lista está disponível para consulta no "site" do Ministério das Finanças (www.e-financas.gov.pt).

in Lusa

CDS defende Prevenção Rodoviária

O secretário de Estado da Administração Interna , Ascenso Simões, negou hoje qualquer intenção de "aniquilar" a Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP), considerando que se assim fosse "não se compreenderia a tribuição de um subsídio extraordinário à instituição".
Trata-se de um subsídio de 750 mil euros, verba que não é do Fundo de arantia Automóvel (FGA), e que se destina a "resolver o problema estrutural" com que se debate a PRP.
Ascenso Simões foi hoje ouvido pela Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, numa audição acerca da política do Governo em relação à Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP), solicitada pelo CDS-PP a 15 de Setembro.
Os democratas-cristãos contestam a "viabilidade da reestruturação da PRP" com a disponibilização de uma verba de 750 mil euros.
O secretário de Estado da Administração Interna afirmou que "o Governo decidiu alterar o perfil institucional da prevenção rodoviária", ficando a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária encarregue do desenvolvimento das políticas de segurança rodoviária.
"Prevenção, fiscalização e acompanhamento do processo contra-ordenacional devem estar sob a alçada desta nova autoridade", cujo relatório foi publicado em Diário da República, prevendo um quadro único dirigido pela secretaria-geral do Ministério da Administração Interna (MAI), explicou Ascenso Simões.
O deputado do CDS-PP, Hélder Amaral, afirmou que existe "uma má vontade" do Governo que, associada a outras condicionantes, tem feito com que o Secretário de Estado "tenha uma actuação de costas voltadas para a PRP".
O secretário de Estado da Administração Interna informou que o Governo se limitou a seguir as recomendações do Tribunal de Contas, segundo as quais as verbas do FGA devem ser atribuídas mediante concurso.
Por seu lado, o deputado do CDS-PP, Nuno Magalhães, afirmou que o PNPR "está morto".
Para Ascenso Simões, o PNPR é um "plano do Governo e do país e não da PRP", competindo ao Governo "desenvolver as tarefas, ideias e propostas para concretizá-lo, em primeiro lugar, dentro dos serviços do Estado".
O PNPR inclui também um programa com as autarquias, que tem como objectivo a criação de condições para a implementação de novas práticas de prevenção rodoviária.
Segundo o secretário de Estado, o programa será lançado nas próximas semanas, sendo as candidaturas das câmaras municipais apresentadas e avaliadas por um júri técnico que determinará os apoios.
Caberá ao Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) fazer uma revisão do PNPR, de modo a que os principais problemas sejam identificados.
Os cadernos de prevenção rodoviária para as crianças do ensino básico serão desenvolvidos pela Direcção-Geral de Viação (DGV) e pelos serviços do Ministério da Educação e terão uma componente nova em termos de conhecimentos digitais.
"A partir de agora, as escolas passam a relacionar-se com os Governos Civis ou com a DGV", informou o Secretário de Estado, acrescentando que "não existem protocolos com associações", tendo também cessado o processo de relacionamento com as câmaras municipais, "que estava parado".
Por considerar que os comandos distritais e o conselho nacional de prevenção rodoviária "funcionavam mal", o Governo determinou a sua extinção.

Grande Entrevista


Judite de Sousa entrevista

Luís Nobre Guedes

5 de Outubro

21h00

RTP 1

quarta-feira, outubro 04, 2006

CDS-PP quer publicação anual das dívidas do Estado

O CDS-PP apresentou esta quarta-feira um projecto de lei que torna obrigatória a publicação anual das dívidas do Estado a particulares e empresas, depois de o Ministério das Finanças ter divulgado em Julho a lista de devedores ao fisco.

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, defendeu, em conferência de imprensa no Parlamento, que «chegou o momento de pedir ao Estado e demais entidades públicas que se comportem da mesma forma que exigiram aos contribuintes».

O projecto, que já tem discussão em plenário agendada para 20 de Outubro, prevê que a lista das dívidas do Estado seja publicada na Internet, no "site" do Ministério das Finanças, e hierarquizada em função do período de atraso no pagamento das dívidas.

«Não raras vezes, o Estado é mau pagador. Só que quem exige, tem de ser capaz de dar o exemplo», afirmou Nuno Melo, sublinhando que as dívidas da administração central e local causam «sérias dificuldades financeiras» a particulares e empresas.

De acordo com o CDS-PP, o diploma pretende «repor alguma igualdade de tratamento» entre o Estado e os privados, contribuir para a redução dos prazos de pagamento e favorecer a compensação de dívidas fiscais com créditos dos particulares sobre o Estado e outras entidades públicas.

«Há empresas e particulares que surgem, aos olhos da opinião pública, como devedores, sem se conhecer que o Estado lhes pode ser devedor em quantias muito superiores», explicou Nuno Melo, considerando que «será fácil» o cruzamento de dados entre as duas listas.

Os democratas-cristãos pretendem que a lista contenha as dívidas da administração central e local do Estado, dos serviços integrados e de fundos autónomos, da empresa Estradas de Portugal, dos hospitais com a natureza de sociedades anónimas ou entidades públicas empresariais e das sociedades gestoras do Programa Polis.

O líder parlamentar do CDS-PP sublinhou que «a iniciativa não é fechada», estando os democratas-cristãos disponíveis para acolher contributos de outras bancadas, incluindo a do PS.

- TSF

terça-feira, outubro 03, 2006

"Termino a minha tarefa quando defender o projecto"

A Baixa pombalina está de cara lavada, pelo menos no papel. O projecto, liderado pela vereadora do CDS/PP, foi ontem apresentado oficialmente. Seis meses depois da constituição do Comissariado para a Baixa-Chiado, Maria José Nogueira Pinto está orgulhosa da obra final, até porque é algo que extravasa os circuitos eleitorais.

A vereadora garante que a sua tarefa terminará no dia em que defender a proposta na câmara e na assembleia municipal. "Não peço mandatos. Nunca pedi", frisa.

A entidade gestora terá mais poderes que a Câmara Municipal de Lisboa?

Não. A câmara é parte integrante da entidade gestora. Essa entidade será constituída por capitais da autarquia e do Estado. Dessa fatia, haverá uma parte em que manda a câmara, que é a parte da gestão urbana, que é o que compete ao município, e há a parte dos projectos estruturantes em que é o Estado que manda, e ainda bem, porque são todos, ou quase todos, do Estado, e são muito caros.


Será a vereadora a liderar esta entidade gestora?

Não. Não está nada projectado nesse sentido. Eu por mim acabo a minha tarefa no dia em que defender este projecto na câmara e na assembleia municipal. Não vou pedir mandatos. Nunca peço. A candidatura da Baixa/Chiado a Património Mundial foi suspensa por falta de um plano de gestão. Este projecto confere-lhe agora esse plano.

A candidatura vai acontecer?

Penso que o presidente da autarquia vai anunciar isso em breve. Nós considerámos sempre que este projecto devia ser o projecto de gestão da candidatura, porque queremos que este projecto tenha esta certificação de Património Mundial. É possível que a candidatura seja apresentada antes mesmo da conclusão do projecto.

As datas avançadas para conclusão da proposta são exequíveis? É possível os projectos estruturantes estarem prontos em apenas quatro anos (2007/2010)?

Não é pouco tempo se o modelo institucional que apresentámos for cumprido. Sobretudo da parte do Estado, que vai ter de articular coisas muito diversas. E daí termos proposto aquele modelo. Apesar de não ser parecido com o que aconteceu na Expo, tem algo de muito semelhante: a articulação de muitas entidades. E é preciso haver uma entidade única, com poder, que lhe é dado pelo Estado e pela autarquia, para fazer essa articulação.

Muitas áreas deste projecto de revitalização da Baixa-Chiado cruzam-se com pelouros que são da responsabilidade de outros vereadores. Como foi feita essa articulação?

Fomos fazendo a articulação até agora, para apresentar algo que não fosse desconforme à vontade das pessoas, ou pelo menos uma concordância de princípio. Depois, com este modelo institucional, o que se propõe é um estado de excepção daquela zona. Digamos que é um front office da câmara. Este modelo resiste também aos círculos eleitorais. O que é muito importante, pois não pode parar e depois começar. Tem uma continuidade. Vai além-mandatos.

O que espera da reunião de câmara, quando este projecto for discutido?

Não tenho ideia. Isto é um dossier grande e os vereadores devem querer estudá-lo, eventualmente até pedirem esclarecimentos. Temos de dar tempo.

E da parte do ministro do Ambiente, Nunes Correia, já teve alguma resposta?

O projecto só foi apresentado ao ministro do Ambiente na passada sexta-feira. O Governo está a estudá-lo e certamente dará uma resposta em momento oportuno. Mas, o que no fundo sexta-feira significou foi uma concordância de princípio.

in DN