OE 2007: Grupo parlamentar do CDS-PP considera voto contra "uma boa decisão"
O líder do grupo parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, considerou hoje "uma boa decisão" a indicação da direcção de que o partido poderá votar contra o Orçamento de Estado (OE) para 2007.Um membro do núcleo duro da direcção de José Ribeiro e Castro disse quarta-feira à noite à Lusa que o CDS-PP deverá votar contra a proposta orçamental do executivo para o próximo ano.
"Se assim for é a confirmação do que já se antevia e será uma boa decisão", afirmou Nuno Melo, à margem de uma conferência de imprensa no Parlamento.
O líder parlamentar democrata-cristão recordou que, dentro da bancada do CDS, já tinham surgido algumas declarações que consideram o OE para 2007 como "um mau orçamento", casos do próprio Nuno Melo e de Telmo Correia, bem como de outras personalidades do partido fora do Parlamento, como Pires de Lima.
A explicação da direcção para este previsível sentido de voto, que será confirmado em comissão política nacional, prende-se com as "respostas muito insatisfatórias" dadas pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, no debate orçamental no Parlamento.
Na discussão com Teixeira dos Santos, terça-feira, na comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República, o deputado Diogo Feyo manifestou "a desilusão evidente" do grupo parlamentar com este documento.
"As suas respostas são uma desilusão à desilusão que é o orçamento", criticou Diogo Feyo, dirigindo-se a Teixeira dos Santos.
Antes de ser entregue o OE para 2007, o líder do CDS- PP, José Ribeiro e Castro, admitiu todos os cenários possíveis, incluindo a abstenção e o voto favorável.
Para que os democratas-cristãos votassem a favor, Ribeiro e Castro exigia abertura do Governo na área da segurança social, redução da despesa pública e condições para diminuir impostos em 2008.
Para se abster, o CDS exigia "sinais positivos no comportamento da despesa pública em 2006", que o enfoque da proposta orçamental do próximo ano fosse a redução da despesa e abertura do Governo para aceitar propostas construtivas da oposição.
"Obviamente que o CDS voltará a votar contra se se verificar que este orçamento é mais do mesmo", salientou, na altura, Ribeiro e Castro.
in Lusa






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