Entrega de moções para o Congresso
As moções estão entregues... faltam os candidatos.
O CDS/PP encerrou ontem o processo de entrega de moções ao congresso. Com um saldo que deverá ficar por pouco menos de uma dezena de documentos, o referendo à Constituição Europeia surge, para já, como o foco de maior divisão.
O CDS/PP encerrou ontem o processo de entrega de moções ao congresso. Com um saldo que deverá ficar por pouco menos de uma dezena de documentos, o referendo à Constituição Europeia surge, para já, como o foco de maior divisão.
Reflectindo a história recente do partido - que evoluiu do eurocepticismo para o CDS "eurocalmo" defendido por Paulo Portas - as moções ontem apresentadas propõem desde o "sim" ao tratado constitucional europeu (caso do texto "patrocinado" por Lisboa) a "uma posição de princípio favorável", mas com liberdade de voto aos militantes (moção subscrita pelo eurodeputado Ribeiro e Castro).
No pólo oposto, totalmente contrários à aprovação do tratado estão pelo menos duas moções. A de Miguel Matos Chaves, até agora o único candidato à liderança do partido, e de Ismael Pimentel, líder da concelhia da Amadora do CDS/PP.
No pólo oposto, totalmente contrários à aprovação do tratado estão pelo menos duas moções. A de Miguel Matos Chaves, até agora o único candidato à liderança do partido, e de Ismael Pimentel, líder da concelhia da Amadora do CDS/PP.
Modernizar. Actualizar o programa e o discurso dos democratas-cristãos é uma das propostas da moção "Afirmar Portugal", que ontem foi apresentada em Lisboa. Nascido da iniciativa da distrital lisboeta, mas apresentada pelos subscritores como um documento que congrega quadros e não estruturas - por oposição ao texto liderado pelas distritais do Porto e Braga -, o texto sublinha que os populares devem adaptar-se ás novas realidades sociais, nomeadamente no que respeita à família. "O CDS tem de deixar de ser visto apenas como o partido das famílias tradicionais, tem de actualizar o discurso e dar resposta aos problemas de novos tipos de famílias, como as monoparentais", sublinhou António Carlos Monteiro, líder da distrital de Lisboa, na apresentação da moção. Nesse sentido, o texto defende alterações na política fiscal, substituindo o coeficiente conjugal pelo familiar, no cálculo dos rendimentos.
No que se refere aos próximos desafios eleitorais, a moção defende uma candidatura única de centro-direita às presidenciais. Já no que se refere às autárquicas, os subscritores limitam as coligações com o PSD apenas aos concelhos onde exista uma "real possibilidade" de vitória.
Subscrita por nomes como Teresa Caeiro e João Rebelo (deputados), Diogo Feyo e Nuno Fernandes Thomaz (ex-secretários de Estado), ou pelos líderes das distritais de Aveiro e Viseu, a moção ontem apresentada não está, para já, associada a qualquer candidatura - facto comum aos restantes textos, à excepção do de Miguel Matos Chaves. Para António Carlos Monteiro esta é uma forma de potenciar o debate de ideias, já que "uma simples solução de liderança não contribuirá para a reflexão que tem de ser feita" no centro-direita, face aos últimos resultados eleitorais. Quanto ao facto de o documento reunir nomes próximos de Telmo Correia, o líder da distrital de Lisboa defendeu que a "moção não tem qualquer nome de presidente nem define qualquer perfil ". "Seria fazer batota se estivéssemos atrás desta moção a defender qualquer candidatura", afirmou.
Apesar disso, entre os populares esta moção é tida como a mais próxima de Telmo Correia
- que, apesar de já ter afirmado que não é candidato à liderança, continua a ser apontado como o mais provável sucessor de Paulo Portas na presidência do partido.
- que, apesar de já ter afirmado que não é candidato à liderança, continua a ser apontado como o mais provável sucessor de Paulo Portas na presidência do partido.
Fonte: DN






1 Comentários:
A salientar que Miguel Matos Chaves não apresentou ao Congresso nenhuma moção.
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