sexta-feira, abril 25, 2008

CDS propôs exclusão dos discursos dos partidos na sessão solene no Parlamento

O CDS-PP propôs no Parlamento que a sessão solene comemorativa do 25 de Abril se centrasse nos discursos do Presidente da República e do presidente da Assembleia da República, excluindo os partidos políticos.
“É a única vez que o Presidente da República vai à Assembleia fazer um discurso. É compreensível que exista um dia centrado no Presidente da República e esse dia pode ser o dia 25 de Abril”, defendeu o líder parlamentar do CDS-PP, em declarações à Agência Lusa.
Para Diogo Feio, o cerimonial das comemorações na Assembleia da República, com discursos de todos os grupos parlamentares, do presidente da Assembleia da República e, por último, do Chefe do Estado “são comemorações que as pessoas pouco ligam”.
“Sobretudo para uma geração que nasceu depois do 25 de Abril de 1974, aquela cerimónia diz relativamente muito pouco”, defendeu, frisando que o Presidente da República fez o ano passado “um apelo, que tem razão de ser, para que se repensasse a forma das celebrações”.
No seu discurso na sessão solene dos 33 anos do 25 de Abril, o ano passado, Cavaco Silva interrogou-se se “continuará a fazer sentido” manter o actual modelo ou se será tempo de inovar”.
Hoje, na sua intervenção no plenário, o deputado democrata-cristão revelou que o CDS tinha feito uma proposta, referindo, sem explicitar, que “um curioso conservadorismo da câmara não permitiu a mudança”.
As comemorações na Assembleia da República, que neste dia é decorada com cravos vermelhos, símbolo da Revolução, seguem um formato estabelecido pela Divisão de Protocolo ao minuto, de forma a organizar as chegadas das muitas personalidades convidadas.
O programa do cerimonial estabelece desde a hora da chegada de todas as altas figuras do Estado, até ao lugar onde se sentam no hemiciclo as mulheres do Presidente da República e do Presidente da Assembleia da República.
A sessão solene começa às 10:00, depois de o Presidente da República ter escutado o Hino Nacional e passado revista à Guarda de Honra.
Há duas galerias no hemiciclo, onde decorre a sessão, que estão reservadas ao público, mas este ano algumas cadeiras ficaram vazias, tal como nas bancadas parlamentares.

LUSA

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