Paulo Portas: o “CDS não está disponível para ser poder na primeira esquina”
O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, deixou hoje, em Viseu, um recado ao partido liderado por Luís Filipe Menezes, ao declarar que a “prioridade do seu partido é crescer” e “não dar boleia a ninguém”.Dando a entender que não tem pressa para eventuais coligações com o PSD, Portas disse que “o CDS não está disponível para ser poder na primeira esquina e que tem um caminho próprio a seguir: fazer crescer o partido e tirar a maioria absoluta ao PS nas próximas eleições legislativas.
“Não estamos à espera da boleia de ninguém, nem estamos aqui para dar boleia a ninguém”, frisou o líder dos democratas-cristãos, em Viseu, no encerramento das Jornadas Parlamentares do CDS que decorreram durante dois dias centradas em dois temas: saúde e educação.Sublinhando que “o CDS é muito diferente do Partido Social-Democrata” e que o seu partido “não se revê no PSD”, Portas afirmou que o CDS vai fazer o seu caminho, dando, assim a entender que não está disponível para fazer coligações a qualquer preço, nem com o PSD, nem com o PS, que não deverá ter maioria absoluta em 2009.
Avisando que não é presidente do CDS para fazer o mesmo e nas mesmas condições – “sei quais são as vantagens e os limites” – Paulo Portas revelou que o seu propósito é “fazer crescer o partido e fazer com que o CDS tenha influência”, o que significa “não estar disponível para ser poder na primeira esquina”.
Reclamando para o país uma “direita mais forte, com valores mais fortes e com políticas mais fortes que impeçam o declínio que estamos a viver em tantas áreas”, Portas pediu “paciência” aos militantes. “Precisamos de um CDS mais forte, que não dependa de ninguém”, porque “sei o que é fazer uma coligação em que um partido tem oito por cento e o outro tem 40 por cento”, disse, arrebatando uma salva de palmas da plateia.
Um pouco antes, tinha anunciado que o seu partido vai pedir a presença dos ministros da Economia, Manuel Pinho, e das Finanças, Teixeira dos Santos, no Parlamento.
O CDS pretende saber por que é que o ministro da Economia não usa o poder que a lei lhe dá de pedir à Autoridade da Concorrência para que verifique o que é que efectivamente se passou com o preço do pão, do leite e do gás.
Relativamente a Teixeira dos Santos, o partido liderado por Paulo Portas quer que o ministro das Finanças diga na Assembleia da República se mantém as previsões económicas para 2008 e se vai aproveitar a apresentação do Orçamente rectificativo, por causa da redução do IVA, para fazer uma “elementar medida de justiça”, que “é permitir que as pensões mais baixas tenham pelo menos direito a recuperar o poder de compra perdido desde o início do ano”.
in Público online






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