sábado, maio 15, 2010

CDS questiona se esforço dos portugueses serve apenas para pagar TGV e ponte de Lisboa

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, diz suspeitar que o Governo esteja a aumentar os impostos para financiar as grandes obras, como o TGV e a terceira travessia sobre o Tejo, em vez de equilibrar as contas públicas.
"O Governo apanhou-se com o voto do PSD para o aumento dos impostos e já está outra vez a pensar nos projetos das grandes obras", disse Paulo Portas, após uma visita às obras do lar de terceira idade da Misericórdia de Albergaria-a-Velha, este sábado à tarde.
O líder dos democratas cristãos comentava assim o anúncio feito pelo secretário de Estado dos Transportes, Correia da Fonseca, na sexta feira, de que o Governo iria anular o concurso para a terceira travessia do Tejo, entre Chelas e o Barreiro, mas esperava lançar um novo concurso dentro de seis meses.
"Mas então para que é a subida do IVA e do IRS. Para que serve a penalização das famílias, e das empresas, incluindo os mais pobres? É para fazer o TGV e a terceira ponte?", questionou Portas, defendendo que o Governo "tem de dizer de uma vez por todas o que quer, e tem de assumir perante o país quais são as prioridades".
"Vou perguntar-lhe afinal quem era o demagogo, o irresponsável e o populista", disse Portas, lembrando que essas foram as características que José Sócrates lhe apontou quando em fevereiro propôs, na Assembleia da República, que os políticos e gestores abdicassem de um mês de salário.
O líder do CDS-PP anunciou ainda para o dia 20 de maio o agendamento potestativo na Assembleia da República do diploma dos democratas cristãos para fazer uma reforma da lei do Rendimento Social de Inserção (RSI), que prevê o fim das renovações automáticas.
Além disso, "quem está no rendimento mínimo tem de aceitar ofertas de emprego e tem de fazer trabalho social", defendeu.
Segundo Paulo Portas, uma parte do dinheiro que se poupar com as fraudes e abusos do rendimento mínimo "vai para equilibrar as contas do país e outra vai para ajudar as pensões dos idosos".

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terça-feira, junho 16, 2009

TGV: CDS diz que decisão na próxima legislatura é "primeira vitória" da moção de censura

Diogo Feio saudou esta terça-feira, a decisão do Governo de remeter para a próxima legislatura uma posição final sobre o TGV, considerando que é “a primeira vitória” da moção de censura apresentada pelos democratas-cristãos.
“A comunicação que hoje é feita pelo Governo é a primeira vitória da moção de censura que apresentámos. Sempre dissemos que não estava em causa a legitimidade jurídica para tomar decisões, mas sim que o bom senso deveria imperar”, afirmou Diogo Feio.
O Líder da bancada centrista, frisou que o texto da moção de censura, que será discutida quarta-feira, alerta para a “circunstância de, politicamente, o Governo dever evitar tomadas de posição irreversíveis em matérias de grandes projectos”.
Sem questionar a legitimidade jurídica ou política do Governo, Diogo Feio frisou que o que está em causa “é o bom senso político”.

CDS

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terça-feira, junho 09, 2009

Governo deve abster-se de aprovar TGV e novo aeroporto

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu hoje que o Governo devia abster-se de tomar decisões sobre as grandes obras públicas «por uma questão de »bom senso político«.
«O bom senso político recomenda neste momento que o Governo se abstenha de tomar certo tipo de decisões que oneram gerações futuras de uma forma muito cara», afirmou Paulo Portas, referindo-se às «obras públicas que geram mais controvérsia» como o TGV e o novo aeroporto.
Em conferência de imprensa na sede nacional do CDS-PP, em Lisboa, Paulo Portas defendeu que deve deixar-se o «país falar nas eleições legislativas» antes de qualquer decisão sobre as «grandes obras públicas» não por uma questão de falta de legitimidade, como defende o PSD, mas por bom senso.
«O governo deve ser prudente quanto a decisões que onerem decisões futuras não por falta de legitimidade jurídica mas por bom senso político«, disse.
Para o PSD, o executivo socialista deixou de ter legitimidade política e ética para avançar com investimentos significativos em infra-estruturas, após o PS ter sido derrotado nas eleições europeias de domingo.
Diário Digital / Lusa

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sexta-feira, março 20, 2009

CDS quer ouvir no Parlamento presidente da CIP sobre TGV

O CDS-PP vai requerer a audição do presidente da Confederação da Indústria Portuguesa no Parlamento para perceber se há "racionalidade económica" na decisão política quanto ao traçado do TGV.
"Queremos perceber se há racionalidade económica na decisão de natureza política que foi tomada", afirma Diogo Feio, depois de se saber através da Rede Ferroviária de Alta Velocidade (RAVE) que o ministro do ambiente deu "luz verde" ao troço de TGV entre Lisboa e Alenquer, que tem uma extensão de 30 quilómetros e passa pelos concelhos de Loures e Vila Franca de Xira.
Uma solução criticada pelo presidente da CIP, Francisco van Zeler, para quem o Governo optou por uma solução "absurda" e "inexplicavelmente" mais cara.
Van Zeler disse ainda que, "há decisões tomadas que não têm a publicidade devida. Numa altura em que se fala de crise, estamos preocupados com dados que dizem que um pequeno troço pode custar mil milhões de euros".
Para o Líder Parlamentar do CDS, "com esses mil milhões de euros, podem ser construídos escolas, hospitais", concluiu Diogo Feio.
CDS

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