CDS-PP questiona e crítica proposta de criação de novas Empresas Municipais em Lisboa
O CDS tem sido o partido que mais tem questionado António Costa sobre o estado das contas da cidade e sobre o nível de despesismo do executivo, recordando constantemente a carga fiscal e tributária a que, por opção de António Costa, os lisboetas estão sujeitos.Nesse sentido, o CDS volta a questionar o executivo de António Costa sobre a inusitada proposta de criação de mais uma empresa municipal, conhecida que é a péssima e despesista experiência que Lisboa tem tido com as empresas municipais. Nesta Sessão da Assembleia Municipal, o líder do Grupo Municipal do CDS, Adolfo Mesquita Nunes voltará a questionar esta opção de António Costa, em três planos:
Ou seja, como pode o Presidente da CML anunciar mais uma entidade empresarial, mais cargos de gestão, mais ordenados de gestores, de mais mordomias e regalias, conhecidos que são os efeitos da criação das anteriores empresas municipais (passivos que se acumulam, transferências constantes da CML para as empresas, objectivos de gestão e de actuação permanentemente gorados)? E qual a configuração dessa empresa? Qual a sua estrutura societária?
Nos termos do artigo 9.º do Regime Jurídico das Empresas Locais, “sob pena de nulidade e de responsabilidade financeira, a decisão de criação das empresas, bem como a decisão de tomada de uma participação que confira influência dominante, deve ser sempre precedida dos necessários estudos técnicos, nomeadamente do plano do projecto, na óptica do investimento, da exploração e do financiamento, demonstrando-se a viabilidade económica das unidades, através da identificação dos ganhos de qualidade, e a racionalidade acrescentada decorrente do desenvolvimento da actividade através de uma entidade empresarial”. Onde estão, pois, esses estudos?
«Das duas uma, ou os estudos não existem, e o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa já decidiu antes de estudar (ou já condicionou os estudos que está obrigado a apresentar), ou então o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa desrespeitou a Assembleia Municipal porque, sendo ela a quem cabe a última decisão, a privou dos dados básicos e necessariamente prévios para apreciar a criação de tal empresa».
Plano financeiro – Como pode o Presidente da CML anunciar a criação de mais uma empresa municipal quando, olhando para as contas da cidade, se assiste a um crescimento da despesa corrente e dos custos com pessoal e a um desnorte na política de contenção?
«Como pode a criação de uma empresa municipal ser anunciada sem a demonstração de que o dinheiro dos contribuintes lisboetas sai protegido e melhor gerido com tal opção?»
Nesta Sessão da Assembleia Municipal, o CDS voltará a recordar a António Costa que o dinheiro da CML é dinheiro dos lisboetas. E num momento de crise como este, seria preferível que o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa respeitasse mais os contribuintes lisboetas e se abstivesse de lançar propostas nestes termos.
Etiquetas: Adolfo Mesquita nunes, AML, CML, Diogo Moura, empresas, Lisboa










