CDS contra regresso do Bloco Central
Um claro "Não" à possibilidade de um “regresso ao bloco central” foi a tónica dominante das intervenções dos dirigentes do CDS na Convenção Programática do CDS-PP, em Tomar os quais consideram ainda a esquerda como sendo a principal responsável pelo “atraso do país”.José Ribeiro e Castro, afirmou que o país “não precisa” do “regresso do bloco central”. “Há acenos, sugestões do regresso ao bloco central, não esclarecendo se seria por casamento ou união de facto”, ironizou, afirmando que os que defendem que o PS e o PSD poderiam governar juntos confundem “salvação nacional com a salvação do centrão”.
“É um pântano que não precisamos”, disse o cabeça de lista do CDS pelo distrito do Porto, que criticou ainda “os mitos, preconceitos e contra-valores da esquerda”, que “são os responsáveis pelo atraso do país”.
As críticas a um possível regresso de um governo de coligação PS/PSD foram retomadas pelo presidente do Conselho Nacional, António Pires de Lima, que pediu "o voto útil" dos eleitores da área não socialista para evitar o bloco central.
"Se não tivermos uma votação forte, se o povo não socialista não der ao CDS uma votação muito forte, é um Governo do bloco central que teremos e eu creio que é preciso fazer tudo para evitar este resultado. Depois da tragédia da governação socialista autocrática, pior, pior, só uma coligação PS/PSD", considerou Pires de Lima.
As críticas à ideia do regresso do Bloco Central marcaram também o discurso do eurodeputado Nuno Melo: “Eles dizem que o PS é mau para o país, salvo se for coligado com o PSD”, ironizou.
“É a ficha tripla da política. Para nós este governo é mesmo mau, sozinho ou coligado”, acrescentou.
O eurodeputado do CDS-PP referiu-se ainda a declarações recentes do líder do partido, Paulo Portas, afirmando o objectivo de ficar à frente do BE e do PCP nas próximas legislativas, considerando que “é uma meta temerária” mas que significa “uma expressão de prioridade nacional”.
O ex-deputado na Assembleia da República fez questão de criticar a mandatária da Juventude do PS, a apresentadora Carolina Patrocínio, por ter afirmado, segundo foi publicado, que “detesta perder e preferir fazer batota”, citou Nuno Melo.
“É o exemplo que se dá à juventude. Nós também não gostamos de perder, mas nunca faríamos batota. Antes preferíamos perder”, disse.
CDS com DN.pt
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