segunda-feira, junho 08, 2009

CDS-PP: Dois eurodeputados e uma moção de censura ao governo

À hora das primeiras projecções o CDS-PP movia-se com cautela. Apenas Pedro Mota Soares vinha dizer que apenas não se podia dizer muito «perante projecções». Depois, veio o silêncio. Nem apoiantes, nem declarações. Só quando os resultados finais chegaram chegou também a comitiva: Paulo Portas, Nuno Melo e Diogo Feio gritaram «Viva o CDS, viva Portugal» e mostraram-se satisfeitos com os dois eurodeputados eleitos.
8,4% foi o resultado que deu assentos no Parlamento Europeu a Nuno Melo e Diogo Feio. O CDS-PP foi a última força política na lista das cinco maiores mas mostrou-se satisfeito com o resultado que deixa o cabeça de lista, Nuno Melo, levar consigo Diogo Feio.
Demorou para que a noite aquecesse na Sede Nacional do Partido Popular, no Largo do Caldas. À excepção de meia dúzia de apoiantes da Juventude Partidária, nem um aplauso se ouvia. Apenas as conversas dos jornalistas iam animando o local. As projecções vieram, Pedro Mota Soares falou e depois veio o silêncio. Um silêncio demasiado sepulcral. Paulo Portas, Nuno Melo e Diogo Feio esperaram até perto do final da contagem dos votos para fazerem os seus discursos mas chegada a altura, o cenário no Caldas mudou.
O silêncio deu lugar a gritos de vários apoiantes com bandeiras que apareceram subitamente e a ausência de declarações foi substituída por gritos de vitória e abraços colectivos.
«Esta vitória é sua», disse Nuno Melo ao líder do partido. Portas retorquiu agradecendo aos portugueses que «contra ventos e marés confiaram no CDS».
O dirigente do CDS-PP salientou também que estas eleições europeias representaram uma derrota claríssima para o Partido Socialista e anunciou que o seu partido vai apresentar no Parlamento uma moção de censura ao Governo PS. «O país fez uma moção de censura ao governo Sócrates. O CDS dará voz, apresentando uma moção de censura na Assembleia da República como é justo e é merecido», anunciou, durante as suas declarações.
Terminados os discursos e apurados os resultados, rapidamente a acalmia voltou à sede do Partido Popular. Balanço da noite: dois eurodeputados e muito pouca festa por parte dos apoiantes.

in Sapo

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quinta-feira, junho 04, 2009

«Ana Gomes passou anos a difamar pessoas», diz Nuno Melo

Nuno Melo afirmou esta quarta-feira que eurodeputada do PS, Ana Gomes, devia pedir desculpa por ter «passado anos a difamar pessoas por causa dos voos da CIA». «Passa anos a difamar pessoas por causa de voos da CIA para hoje quando o processo é arquivado não ser capaz de pedir desculpa e se limitar a dizer que já estava à espera disto».
Um ataque forte à eurodeputada do PS, mas que não veio sozinho. Na recta final da campanha, Nuno Melo endurece as críticas, sobe o tom e vira-se para o PS, pedindo «um cartão vermelho a Elisa Ferreira que é candidata ao Parlamento Europeu e se dá ao luxo de dizer que quer ir a Bruxelas assinar o nome porque gosta mesmo é de estar no Porto». «São estes os candidatos do PS. Querem ser candidatos lá e cá, não vá correr mal cá e depois terem de ir para lá», afirmou Nuno Melo. «Nós não fazemos dois em um como Elisa Ferreira ou Ana Gomes. Não é assim que nós fazemos política», afirmou.
primeiro alvo do discurso foi José Sócrates que, segundo Nuno Melo, «já foi primeiro-ministro, mas agora suspendeu as funções para dar uma ajudinha a Vital Moreira na rua».
Vital Moreira também não saiu incólume. O cabeça-de-lista do CDS criticou o candidato socialista por não abordar temas europeus. «Para sermos eurpeus, não basta um cartaz e para ter uma maioria absoluta não basta pedir, é preciso tudo aquilo que há 4 anos nós não temos em Portugal», afirmou. «Somos muito diferentes de Ana Gomes, Elisa Ferreira, e Vital Moreira graças a Deus», disse ainda Nuno Melo.

Portas apela ao voto

O líder do CDS, Paulo Portas, pediu que os mais de 200 militantes presentes na sala mobilizem o eleitorado. «Peçam à nossa gente que vá votar: aos agricultores, professores, empresários, agentes da PSP, GNR, pensionistas, aos que trabalham e estudam».
«Muitas pessoas dizem-nos na rua:¿boa sorte¿. Eu digo sempre: ¿boa sorte é no Euromilhões e raramente sai. É preciso empenho. E o empenho é dar o voto àqueles a quem nós damos razão», afirmou.
Portas falou depois para quem está indeciso entre votar no PSD ou no CDS. «Pensem bem, o PSD votou leis penais erradas, nós não. O PSD só se lembrou agricultura agora, nós desde sempre, o PSD é favor do rendimento mínimo sem reservas, nós não, eles querem congelar os salários e nós queremos baixar os impostos. A abstenção favorece os que lá estão. Façam a escolha certa. Desta vez é CDS», pede Portas.

in IOL Diário

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quarta-feira, maio 20, 2009

CDS-PP saúda veto e diz que PS não deve confundir maioria com poder absoluto

O deputado do CDS-PP Pedro Mota Soares saudou, esta quarta-feira, o segundo veto do Presidente da República à lei do pluralismo e disse que o PS «não pode confundir maioria absoluta com poder absoluto».
O deputado popular, Mota Soares, considerou que «depois de uma alteração de mera forma que nada mudou na substancia, o PS hoje tem que perceber que a maioria absoluta não pode ser confundida com poder absoluto, com arrogância absoluta».
Em declarações à agência Lusa, o deputado referiu que o diploma que visa a não concentração dos meios de comunicação social «tem um erro original» que é «tornar os grupos de comunicação social mais permeáveis a pressões políticas».
O deputado frisou ainda que o diploma foi aprovado apenas com os votos favoráveis do PS «contra a opinião de todos os meios do sector e de todos os partidos».
O Presidente da República, Cavaco Silva, vetou esta quarta-feira pela segunda vez a lei do pluralismo e da não concentração dos meios de comunicação social, depois de ter devolvido o diploma pela primeira vez ao Parlamento a 2 de Março.
Em nota divulgada no site da Presidência da República, o chefe de Estado afirma que as alterações introduzidas pelo Parlamento mantêm «no essencial, inalteradas quer a substância do anterior diploma quer as condições políticas de aprovação do mesmo».

in TSF

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sábado, maio 09, 2009

Educação, segurança e economia dominam jornadas

Segurança, educação e economia são os temas das jornadas do CDS-PP, segunda e terça-feira em Aveiro, que contarão com intervenções do ex-secretário-geral do Sistema de Segurança Leonel Carvalho e do ex-ministro Sevinate Pinto.
As jornadas começam segunda-feira de manhã com uma visita a uma empresa de equipamento eléctrico, em Águeda, mas a intervenção de abertura está marcada para o início da tarde, pelo líder parlamentar, Diogo Feio.
«Temos pais e alunos preocupados, famílias inseguras e agricultores que não recebem aquilo a que têm direito» afirmou hoje Diogo Feio, indicando os temas a que será dada prioridade. Diário Digital / Lusa

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