segunda-feira, junho 15, 2009

Caso BPN: Nuno Melo considera que BdP devia ter ido além da supervisão prudencial

O deputado centrista Nuno Melo defendeu esta segunda-feira que o Banco de Portugal (BdP) deveria ter ido além da supervisão prudencial no caso do Banco Português de Negócios (BPN), por considerar que houve crimes, insistindo que Vítor Constâncio deve demitir-se.
A intervenção do Banco de Portugal quando estão em causa a solvabilidade ou solidez financeira de uma instituição «tinha que se ter passado além da supervisão prudencial», sublinhou Nuno Melo, considerando que se trata de crime quando uma instituição mente ao supervisor, como já foi detectado.
O deputado centrista dirigiu diversas perguntas a Vítor Constâncio e insistiu várias vezes que este deve demitir-se de Governador do Banco de Portugal, por ter permitido uma actuação continuada ao longo dos anos de actos irregulares no BPN.
«Aconteceu o que aconteceu com o BCP, os clientes do BPP não podem levantar seu dinheiro, nacionalizou-se o BPN e não acontece nada», referiu também Nuno Melo.
As três horas de perguntas de Nuno Melo a Vítor Constâncio ficaram marcadas pelo despique entre Vítor Constâncio e Nuno Melo, com Constâncio a acusar o deputado centrista de ignorância.
«Pode partir para o insulto que eu não descerei a esse nível», disse Melo.

CDS com DD

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sexta-feira, novembro 21, 2008

CDS quer comissão para apurar se houve falta grave de Vítor Constâncio

O CDS-PP quer apurar se houve "falta grave" do Governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, no desempenho dos deveres estatutários na supervisão do BPN, refere a proposta para a realização de um inquérito parlamentar.
A ser viabilizada pelo PS, a comissão de inquérito teria como objectivo deteminar "a forma como o Banco de Portugal cumpriu plenamente" os deveres legais de supervisão ao BPN entre 2001 e 2008, e "aferir da existência de falta grave" por parte de Vítor Constâncio, enquanto "responsável máximo" pelo BdP, que regula e supervisiona o sistema bancário.
No texto da proposta, hoje entregue no Parlamento, o grupo parlamentar do CDS-PP considera que o Banco de Portugal, enquanto supervisor do sistema bancário, teve uma atitude "incauta e consdescendente" com o facto de só "quatro meses depois" ter recebido as respostas do Banco Português de Negócios às perguntas que lhe tinha dirigido.
Tal demora, considera o CDS-PP, indicia claramente a vontade de não comunicar ao Banco de Portugal factos decisivos" por parte do BPN, que foi nacionalizado depois de terem sido detectadas praticas irregulares e perdas acumuladas no valor de 700 milhões de euros.
Para o CDS-PP, Vítor Constâncio "não agiu como devia, assumindo uma postura demasiado passiva".
A responsabilidade ética da economia de mercado exige a "existência de um regulador forte, tempestivo e isento de qualquer condescendência -- por acção ou omissão -- com práticas fraudulentas, ilegais ou irregulares", defendem os deputados democratas-cristãos.
Lusa

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