sexta-feira, outubro 02, 2009

Pedro Santana Lopes afirma que Sociedade Frente Tejo existe para actuar “nas costas dos lisboetas


Pedro Santana Lopes, no famoso café Nicola, ontem de manhã, criticou o actual executivo autárquico liderado por António Costa e a Sociedade Frente Tejo, considerando que esta última: “Existe para tornar possível evitar reuniões, contornar procedimentos e actuar nos bastidores, fazendo tudo nas costas dos Lisboetas”.
Como exemplo mais recente dessa actuação, Santana Lopes mencionou a negociação em curso para as grandes lojas a localizar no Terreiro do Paço, sem qualquer diálogo e com o total desconhecimento dos comerciantes da Baixa sobre os contratos estabelecidos ou a estabelecer.
Estas declarações foram proferidas durante um encontro no Café Nicola, promovido pela Associação de Dinamização da Baixa Pombalina (ADBP).
O presidente da Associação, Manuel Lopes, afirmou na abertura do encontro que Santana Lopes “Já provou ser capaz de gerir a cidade com êxito», pedindo-lhe depois que apresentasse as suas propostas para a resolução dos problemas que afectam esta zona crucial de Lisboa, incluindo “a falta de higiene, o caos no Terreiro do Paço, a ausência de condições de mobilidade e estacionamento e a desertificação”.
Na resposta a estas perguntas e a outras colocadas pelos restantes comerciantes presentes, Santana Lopes enumerou as medidas do Programa da Coligação “Lisboa Com Sentido” afirmando que o indispensável é “Garantir a mobilidade e a promoção” para apoio ao comércio local.
A solução a desenvolver ao longo do próximo mandato passará – entre outras medidas - por restaurar a fluidez do tráfego no Terreiro do Paço, a criação de estacionamento em altura, dar prioridade à reabilitação urbana e garantir a mobilidade através de um novo modelo de transportes públicos, não apenas na Baixa mas para toda a cidade, a criar em conjunto com a Autoridade Metropolitana de Transportes.

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terça-feira, julho 28, 2009

Martinho fecha em Dezembro se trânsito não mudar

Novo modelo de trânsito imposto pela autarquia afastou clientes do Martinho da Arcada, o café de Fernando Pessoa.
Proprietário disse ao DN que, se situação não mudar, fechará as portas.
"Se o trânsito continuar assim o Martinho da Arcada fecha portas até ao final do ano. "O desabafo é de António Sousa, proprietário do histórico café da Praça do Comércio, onde amanhã haverá uma conferência de imprensa que incidirá sobre esta possível "morte anunciada".
A menos de um metro de distância da mesa onde habitualmente se sentava Fernando Pessoa, António Sousa explica que "a crise piorou o negócio e novo modelo de trânsito da Baixa veio dar a machadada final". O proprietário do mítico café acrescenta que "os clientes já não conseguem estar na esplanada com a poluição e o ruído dos 150 autocarros, por hora, que aqui passam".
António Sousa garante que o apelo que vai ser dado na conferência de imprensa de amanhã não é fingidor, como o poeta. "Isto não é uma ameaça, o Martinho corre o risco real de fechar e não voltará a abrir", lamenta o comerciante.
Nos promotores da iniciativa que se realiza amanhã está Luís Machado, autor do livro Era uma vez um café, que relata a história do Martinho da Arcada. Luís Machado não quer abrir o jogo para "não queimar a conferência", mas revela que serão apresentados depoimentos de "grandes vultos da cultura."
Luís Machado quer evitar a todo o custo que este "local mítico de Lisboa" feche. O escritor faz um apelo: "não podemos deixar que o Martinho acabe".
Lembrando os danos que a passagem dos autocarros tem no número de clientes da esplanada, Luís Machado acusa a Carris de "sacudir a água do capote", ao ter dito publicamente que nada pode fazer por não ser a entidade que regula o trânsito.
Os defensores e proprietário do Martinho da Arcada têm feito reptos sucessivos junto da autarquia para esta situação. António Sousa foi mesmo à Assembleia Municipal expor a situação. Porém, segundo conta: "O presidente António Costa estava lá, eu questionei-o e ele ainda se riu, dizendo que ia tentar pôr todos os autocarros movidos a gás."
O proprietário do Martinho da Arcada lamenta ainda que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa nunca tenha ido ao estabelecimento nessa qualidade. "Ele tinha a obrigação de conhecer o Martinho", adverte.
No entanto, António Sousa diz que o café "não faz qualquer discriminações partidárias" e tem "amigos" de várias forças políticas.
Enquanto falava com o DN, o proprietário foi mostrando aos turistas o espólio de Fernando de Pessoa, como se fosse um guia de um museu. "Faço isto de borla, nunca cobrei nada porque acho que é um dever, mas se ficar sem clientes não aguento."
Apesar das divergências quanto ao modelo de trânsito, as portas do Martinho da Arcada estão também abertas para a António Costa, a quem António Sousa terá todo o gosto de "pagar um café".
Tal como alerta Luís Machado, seria um "escândalo nacional" o Martinho fechar. O promotor da conferência de imprensa espera que um rol de personalidades se insurja contra o encerramento.
Luís Machado lembra que um edifício com a história do Martinho da Arcada tem "muitos amigos", como se pode comprovar pelo livro de visitas.
Desde figuras nacionais como José Saramago e Manoel de Oliveira (que têm mesa reservada no café), passando pelos últimos quatro presidentes da República (de Ramalho Eanes a Cavaco Silva), até figuras estrangeiras como o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder ou o escritor Antonio Tabucchi, todos passaram no espaço. A estes junta-se um infindável lista de nomes da cultura de onde certamente sairão apelos para que o Martinho da Arcada não feche as portas.
A história do espaço poderá ser preponderante numa altura em que o seu futuro é incerto, assentando, tristemente, na última citação atribuída a Pessoa:"I know not what tomorrow will bring" ("Não sei o que o amanhã trará").

in Diário de Notícias

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segunda-feira, maio 25, 2009

ACP interpõe providência cautelar caso plano mobilidade seja aprovado

O presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, reiterou hoje à Lusa a intenção de interpor uma providência cautelar para impedir a concretização do plano de mobilidade para a Baixa, caso seja aprovado na quarta-feira.

"Vamos esperar calmamente a votação e, caso seja aprovado, avançaremos com uma providência cautelar", disse Carlos Barbosa. Apesar de ter sido sujeito a discussão pública e terem sido introduzidas alterações, o presidente do ACP mantém que se trata de um "projecto utópico, irrealista e eleitoralista, que vai prejudicar os lisboetas e o comércio da Baixa".

"É um projecto político do presidente da Câmara e do vereador Manuel Salgado, que não percebem nada de mobilidade", acusou. O ACP encomendou um estudo ao professor de Urbanismo e Transportes do Instituto Superior Técnico Fernando Nunes da Silva, que concluiu que o plano proposto pela Câmara terá "consequências muito gravosas", sobrecarregando as áreas envolventes à Baixa.

Segundo o estudo, divulgado em Janeiro, o corte de circulação proposto pela Câmara "iria ter consequências muito gravosas, tanto no que se refere à circulação na Baixa/Chiado, como na própria Avenida Infante D. Henrique e Avenida da Ribeira das Naus, onde os congestionamentos de tráfego entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré passariam a ser uma constante".

As alterações propostas introduzem "fortes impactes negativos nos acessos às colinas adjacentes à Baixa, com particular realce para a zona do Chiado e para a zona servida pela Rua da Madalena (Castelo de S. Jorge/Graça)". Nestes locais, "os acréscimos de tráfego poderão situar-se na ordem dos 600 a 900 veículos por hora nas vias que lhes dão acesso".

De acordo com o estudo, toda a malha envolvente ao Chiado pode vir a registar, no limite, "um acréscimo de 700 a 900 veículos/hora, com particular ênfase no período de ponta da tarde".

in Lusa

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sábado, maio 09, 2009

Vozes de Lisboa: Terreiro do Paço: Que futuro?

O Terreiro do Paço é uma das praças maiores e mais bonitas da Europa, porta de entrada de Lisboa e centro a partir do qual a cidade ressuscitada se desenvolve.
A nossa “Real Praça do Comércio”, ponto fulcral de todo um décor de um Projecto Mercantilista e Modernizante nunca conseguido, onde toda uma simbologia é desenvolvida: a geometria, o numeralismo, etc. A inclinação dos bordos em relação à estátua, para que os que se lhe aproximem sejam reduzidos à sua “insignificância” por D.José, o nosso Rei-Sol.
A luminosidade que a todos encandeia e que de todos os lados reflecte. Simbolismo materializado pela conjugação da vontade do homem e da domesticação dos materiais. Por tudo isso, o Terreiro do Paço é Monumento Nacional. Mas a relação do lisboeta com o Terreiro do Paço é ambígua, bipolar. Da cor das fachadas (era “amarelo de Nápoles” quando podia ser rosa, de Bragança; foi verde-garrafa, e voltou a amarelo) ao abandono do Arco Triunfal, aos torreões “mais para lá do que para cá”; aos elementos espúrios, ao “tratamento” do Cais das Colunas, à boca de Metro em plena arcada, aos pilaretes, quiosques, e aos esventramentos sucessivos do subsolo.
Foi parque de estacionamento. Tem sido feira popular e estaminé.

A decisão oculta

Lembrou a alguém, a propósito do Centenário da República, fazer dela o palco de 2010. Contagiado pelo despotismo esclarecido de antanho, decidiu e não auscultou ninguém, muito menos a “plebe”. O projecto é facto consumado. Da placa central? Reafectação dos pisos térreos? Correcção dos “embelezamentos”? Limpeza do arco e da estátua? Eternizar a veia de quermesse? Mastros, toldos, “bandeirinhas”? Publicidade a troco de €? Toque de “contemporaneidade”?
O projecto divulgado em sessão privada de CML emoldura o Terreiro do Paço com piso riscado, invocando a cartografia do séc. XVI.
A placa central é preenchida por uma desconcertante rede de losangos ocre, de areão, a “condizer” com as fachadas dos edifícios, num imenso tartan de gosto duvidoso, debruado a risquinha cinzenta e rematado por um losango verde-garrafa sob o plinto da estátua, em “pandan” com o verdete.
Aplana-se a placa central com uma “bancada” de 1m de alto, em degraus, ao longo de toda a frente-rio, para banhos de sol, farturas e passear o cão.E este o Terreiro do Paço pelo qual tanto temos aguardado? Por que não houve concurso para a selecção do projectista? Quem se arrogou o poder de escolher uma solução que não foi divulgada, muito menos discutida?

Que Terreiro do Paço?

É preciso respeitar o seu simbolismo, história, monumentalidade, magnificência, luminosidade, assimetria, estética, cromatismo e ligação ao rio, que fazem dele um local tão aparentemente minimalista e inóspito quanto, seguramente, belo e único. O que tem o losango que ver com o Barroco? E o areão, mais apropriado a paredões e pistas de atletismo?
O argumento da luminosidade excessiva é capcioso e não inviabiliza o lioz, ou as lajes de pedra do mesmo tipo das sob as arcadas. O alargamento dos passeios laterais pode ser em calçada portuguesa, sem recurso à “cartografia”.
Não é a calçada um ex-libris alfacinha, defendida publicamente, e bem, pelo próprio Presidente da CML? E será que a sombra, ou a falta dela, é um problema sério? Terá sido esta praça construída como praceta? Não é ela um local monumental, aberto ao rio, ao vento e à luz? Mas se for preciso ter sombra, por que não as árvores de alinhamento de há 100 anos? Não são elas um modo natural e não intrusivo de sombreado, impeditivo da publicidade e da ocupação abusiva da praça? Ou uma solução mais criativa (“elevando a fasquia”), com laranjeiras em grandes vasos bordejando as arcadas. E bancos? Com costas e em mármore (Pç. do Império)?
Sem costas (Rossio)? Por fim, não colhe a ideia do corredor central em piso diferenciado, perpendicular ao Arco, cruzando a estátua e prosseguindo até aos degraus do remate junto à marginal. Porque o peão não precisa que lhe indiquem por onde circular. Permita-se-lhe o gozo aleatório, sem pressas, buzinas e lixo. A contemplação. O horizonte, a luz e o vento.
O registo imponente, solene, estático, contemplativo, livre aos elementos, do projecto original. Há quem gabe o arrojo do novo projecto. Contudo, cremos que arrojo é decidir sobre a praça mais monumental do país às escondidas de todos. Haja debate!

Paulo Ferrero, Bernardo F. de Carvalho, Carlos F. de Moura, Luís Marques da Silva, Jorge Santos Silva, Nuno Santos Silva e António Sérgio Rosa de Carvalho (Pelo Fórum Cidadania Lx)

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quarta-feira, fevereiro 11, 2009

«É um insulto para o ACP dizer que o clube é um partido»

O Automóvel Clube de Portugal (ACP) considerou, esta terça-feira, um «insulto» o comentário do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, que definiu o ACP como uma «espécie de partido dos automóveis», refere a Lusa.
«É um insulto para um clube com 104 anos de existência, utilidade pública e sem fins lucrativos dizer que o ACP é um partido parcial», considerou o presidente do ACP, Carlos Barbosa, sublinhando que o clube «vai sempre lutar pela mobilidade e pelos interesses quer dos peões, quer dos automobilistas».
ACP pode «impugnar» decisão da autarquia O presidente da Câmara de Lisboa defendeu, segunda-feira, que não é possível «delegar no ACP o papel de restringir a circulação automóvel porque o ACP é uma espécie de partido dos automóveis», disse António Costa durante uma conferência sobre a nova Carta Estratégica da cidade.
Carlos Barbosa admitiu «impugnar» judicialmente uma eventual decisão da Câmara de Lisboa relativa ao condicionamento de trânsito na Baixa, porque um estudo prevê que os cortes de trânsito previstos terão «consequências muito gravosas».
O responsável sublinhou que o ACP «nunca vai ceder a campanhas eleitoralistas sem fundamento técnico». «Somos um clube completamente apolítico, não temos nada a ver com partidos», afirmou.
Presidente e vereador não podem contrariar técnicos
O ACP encomendou um estudo ao Professor de Urbanismo e Transportes do Instituto Superior Técnico, Fernando Nunes da Silva, que concluiu que os cortes de trânsito previstos na Baixa são «nocivos para a cidade».
«Nem o presidente António Costa, nem o vereador Manuel Salgado têm qualquer espécie de capacidade para julgar este projecto. São os técnicos que têm de decidir se não é possível fazer aquilo», considerou.
O plano da autarquia estabelece um corte na ligação da Baixa à frente ribeirinha para o tráfego automóvel, à excepção dos transportes públicos. Prevê igualmente que os automóveis particulares só possam circular na direcção Santa Apolónia/Cais do Sodré/Alcântara e vice-versa, pela Ribeira das Naus, e que o estacionamento na zona fique reservado a moradores e comerciantes.
in PD

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quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Comerciantes da Baixa de Lisboa discordam do encerramento ao trânsito

Comerciantes e empregados de lojas da Baixa pombalina discordam da proibição ao trânsito nesta zona e no Terreiro do Paço, como propõe o novo plano municipal de mobilidade para a Baixa de Lisboa, que se encontra em discussão pública.
Alguns comerciantes e gerentes de lojas do Rossio, Rua do Ouro e Terreiro do Paço reagiram hoje às propostas do plano da Câmara de Lisboa, considerando que o encerramento ao trânsito de veículos privados naquela zona “vem prejudicar ainda mais a crise que o comércio da Baixa já atravessa”.
“Não se deve retirar o trânsito automóvel da Baixa, porque isso é prejudicial para o comércio que já está em crise. O que se deve é criar mais condições para que as pessoas venham à Baixa”, disse à Agência Lusa António Guerreiro, gerente de uma sapataria existente há seis anos no Rossio.
“O que a autarquia devia fazer era criar mais parques de estacionamento, a preços mais baixos, e programas de promoção do turismo e comércio tradicional, e não proibir o trânsito nestes locais, o que vai matar a Baixa ainda mais”, frisou.
Ajuda às aos centros comerciais?Para este funcionário do comércio, a proibição do trânsito automóvel naquelas zonas da cidade não as vai devolver aos peões, mas antes “canalizá-los mais ainda para as grandes superfícies comerciais”.
A mesma opinião tem a gerente de uma perfumaria, existente há dois anos também na Baixa pombalina, para quem a proibição de trânsito automóvel privado se justifica apenas aos fins-de-semana.
“As pessoas não estão para vir para a Baixa a pé, porque sempre se habituaram a vir de carro ou passar de carro para voltarem mais tarde e fazerem compras”, afirmou Carla Fernandes, sublinhando que proibir o trânsito “é o mesmo que matar a Baixa”.
Apesar de admitir a possibilidade de condicionamento de trânsito em “ruas mais estreitas da Baixa”, outra funcionária da mesma perfumaria sustentou que, “apesar dos transportes públicos serem bons neste local, a Baixa não vive só com trânsito pedonal”.
A responsável de uma loja de comunicações discorda igualmente da medida, considerando que, quando o trânsito é proibido “em situações pontuais, como manifestações, é o suficiente para o comércio tradicional acusar a falta de clientes”.
Também a gerente de uma loja de “lingerie”, que abriu há um ano no edifício onde funcionava a antiga tabacaria Caravela, considerou que acabar com o trânsito particular na zona é “quase um novo terramoto, ou seja, destruir novamente a Baixa”.
O plano da autarquia estabelece um corte na ligação da Baixa à frente ribeirinha para o tráfego automóvel, à excepção dos transportes públicos.
Prevê igualmente que os automóveis particulares só possam ir na direcção Santa Apolónia-Cais do Sodré-Alcântara, e vice-versa, pela Ribeira das Naus, e que o estacionamento na zona fique reservado a moradores e comerciantes.
Um estudo do especialista em Transportes, Fernando Nunes da Silva, elaborado a pedido do Automóvel Club de Portugal, concluiu entretanto que o corte de trânsito entre a Baixa e o Terreiro do Paço proposto pela Câmara de Lisboa terá “consequências muito gravosas”, sobrecarregando as áreas envolventes.
Lusa

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