«É um insulto para o ACP dizer que o clube é um partido»
O Automóvel Clube de Portugal (ACP) considerou, esta terça-feira, um «insulto» o comentário do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, que definiu o ACP como uma «espécie de partido dos automóveis», refere a Lusa.«É um insulto para um clube com 104 anos de existência, utilidade pública e sem fins lucrativos dizer que o ACP é um partido parcial», considerou o presidente do ACP, Carlos Barbosa, sublinhando que o clube «vai sempre lutar pela mobilidade e pelos interesses quer dos peões, quer dos automobilistas».
ACP pode «impugnar» decisão da autarquia O presidente da Câmara de Lisboa defendeu, segunda-feira, que não é possível «delegar no ACP o papel de restringir a circulação automóvel porque o ACP é uma espécie de partido dos automóveis», disse António Costa durante uma conferência sobre a nova Carta Estratégica da cidade.
Carlos Barbosa admitiu «impugnar» judicialmente uma eventual decisão da Câmara de Lisboa relativa ao condicionamento de trânsito na Baixa, porque um estudo prevê que os cortes de trânsito previstos terão «consequências muito gravosas».
O responsável sublinhou que o ACP «nunca vai ceder a campanhas eleitoralistas sem fundamento técnico». «Somos um clube completamente apolítico, não temos nada a ver com partidos», afirmou.
Presidente e vereador não podem contrariar técnicos
O ACP encomendou um estudo ao Professor de Urbanismo e Transportes do Instituto Superior Técnico, Fernando Nunes da Silva, que concluiu que os cortes de trânsito previstos na Baixa são «nocivos para a cidade».
«Nem o presidente António Costa, nem o vereador Manuel Salgado têm qualquer espécie de capacidade para julgar este projecto. São os técnicos que têm de decidir se não é possível fazer aquilo», considerou.
O plano da autarquia estabelece um corte na ligação da Baixa à frente ribeirinha para o tráfego automóvel, à excepção dos transportes públicos. Prevê igualmente que os automóveis particulares só possam circular na direcção Santa Apolónia/Cais do Sodré/Alcântara e vice-versa, pela Ribeira das Naus, e que o estacionamento na zona fique reservado a moradores e comerciantes.
in PD
Etiquetas: ACP, Baixa, Lisboa, Mobilidade






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