CDS quer acesso aos documentos da supervisão no caso BPN
Nuno Melo, fez esta quinta-feira na Assembleia, o balanço do que já foi apurado na Comissão de inquérito ao caso BPN e considerou inaceitável que o Banco de Portugal "tente evitar" o acesso aos documentos pedidos pelos deputados da comissão parlamentar de inquérito ao caso BPN."É inaceitável que o supervisor que está a ser avaliado pelo Parlamento, que há semanas decidiu a nacionalização de um banco, tente agora evitar o acesso aos documentos, mesmo os mais elementares, necessários a essa avaliação", criticou Nuno Melo.
Para o CDS a acção da comissão de inquérito, proposta pelo partido, já revelou "a sua utilidade fundamental", sublinhando, a título de exemplo, que "ao contrário do que foi dito pelo Governador do Banco de Portugal, o supervisor já tinha conhecimento do Banco Insular, desde pelo menos o ano 2004".
Em relação ao dinheiro que a Caixa Geral de Depósitos, já injectou no BPN, Nuno Melo destacou o até agora conhecido “buraco” de 1800 milhões de euros, frisando que "a dívida de hoje são os impostos de amanhã" e que este valor corresponde a mais de 1 por cento do PIB.






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