segunda-feira, maio 25, 2009

ACP interpõe providência cautelar caso plano mobilidade seja aprovado

O presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, reiterou hoje à Lusa a intenção de interpor uma providência cautelar para impedir a concretização do plano de mobilidade para a Baixa, caso seja aprovado na quarta-feira.

"Vamos esperar calmamente a votação e, caso seja aprovado, avançaremos com uma providência cautelar", disse Carlos Barbosa. Apesar de ter sido sujeito a discussão pública e terem sido introduzidas alterações, o presidente do ACP mantém que se trata de um "projecto utópico, irrealista e eleitoralista, que vai prejudicar os lisboetas e o comércio da Baixa".

"É um projecto político do presidente da Câmara e do vereador Manuel Salgado, que não percebem nada de mobilidade", acusou. O ACP encomendou um estudo ao professor de Urbanismo e Transportes do Instituto Superior Técnico Fernando Nunes da Silva, que concluiu que o plano proposto pela Câmara terá "consequências muito gravosas", sobrecarregando as áreas envolventes à Baixa.

Segundo o estudo, divulgado em Janeiro, o corte de circulação proposto pela Câmara "iria ter consequências muito gravosas, tanto no que se refere à circulação na Baixa/Chiado, como na própria Avenida Infante D. Henrique e Avenida da Ribeira das Naus, onde os congestionamentos de tráfego entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré passariam a ser uma constante".

As alterações propostas introduzem "fortes impactes negativos nos acessos às colinas adjacentes à Baixa, com particular realce para a zona do Chiado e para a zona servida pela Rua da Madalena (Castelo de S. Jorge/Graça)". Nestes locais, "os acréscimos de tráfego poderão situar-se na ordem dos 600 a 900 veículos por hora nas vias que lhes dão acesso".

De acordo com o estudo, toda a malha envolvente ao Chiado pode vir a registar, no limite, "um acréscimo de 700 a 900 veículos/hora, com particular ênfase no período de ponta da tarde".

in Lusa

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quarta-feira, fevereiro 11, 2009

«É um insulto para o ACP dizer que o clube é um partido»

O Automóvel Clube de Portugal (ACP) considerou, esta terça-feira, um «insulto» o comentário do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, que definiu o ACP como uma «espécie de partido dos automóveis», refere a Lusa.
«É um insulto para um clube com 104 anos de existência, utilidade pública e sem fins lucrativos dizer que o ACP é um partido parcial», considerou o presidente do ACP, Carlos Barbosa, sublinhando que o clube «vai sempre lutar pela mobilidade e pelos interesses quer dos peões, quer dos automobilistas».
ACP pode «impugnar» decisão da autarquia O presidente da Câmara de Lisboa defendeu, segunda-feira, que não é possível «delegar no ACP o papel de restringir a circulação automóvel porque o ACP é uma espécie de partido dos automóveis», disse António Costa durante uma conferência sobre a nova Carta Estratégica da cidade.
Carlos Barbosa admitiu «impugnar» judicialmente uma eventual decisão da Câmara de Lisboa relativa ao condicionamento de trânsito na Baixa, porque um estudo prevê que os cortes de trânsito previstos terão «consequências muito gravosas».
O responsável sublinhou que o ACP «nunca vai ceder a campanhas eleitoralistas sem fundamento técnico». «Somos um clube completamente apolítico, não temos nada a ver com partidos», afirmou.
Presidente e vereador não podem contrariar técnicos
O ACP encomendou um estudo ao Professor de Urbanismo e Transportes do Instituto Superior Técnico, Fernando Nunes da Silva, que concluiu que os cortes de trânsito previstos na Baixa são «nocivos para a cidade».
«Nem o presidente António Costa, nem o vereador Manuel Salgado têm qualquer espécie de capacidade para julgar este projecto. São os técnicos que têm de decidir se não é possível fazer aquilo», considerou.
O plano da autarquia estabelece um corte na ligação da Baixa à frente ribeirinha para o tráfego automóvel, à excepção dos transportes públicos. Prevê igualmente que os automóveis particulares só possam circular na direcção Santa Apolónia/Cais do Sodré/Alcântara e vice-versa, pela Ribeira das Naus, e que o estacionamento na zona fique reservado a moradores e comerciantes.
in PD

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