quarta-feira, junho 30, 2010

CDS-PP afirma que plano de pormenor do Parque Mayer viola o PDM

O CDS-PP afirmou hoje que o plano de pormenor do Parque Mayer viola o Plano Diretor Municipal (PDM) da capital por prever a construção de menos estacionamento do que o instituído no documento.
A Câmara de Lisboa discute na quarta feira o Plano de Pormenor do Parque Mayer, que inclui vários parques de estacionamento subterrâneos e até 1700 lugares de espetadores no Capitólio, no Teatro Variedades e num novo auditório.
Em declarações à agência Lusa, o vereador do CDS-PP, António Monteiro, afirmou que este plano de pormenor viola o PDM, porque “não respeita um conjunto de regras de capitação do estacionamento, isto é, do número de estacionamento que tem de existir quando se fazem equipamentos”, instituído no PDM.
“O PDM prevê uma determinada capitação para um equipamento, porque prevê que esse equipamento atraia automóveis. Neste plano do Parque Mayer, esses equipamentos são feitos levando a uma construção de estacionamento em número inferior àquele que deviam ser construídos”, explicou António Monteiro.
Segundo o vereador centrista, o Plano de Pormenor do Parque Mayer prevê a construção de dois estacionamentos com 200 lugares cada e um terceiro com 40 lugares.
“O que o PDM diz é que na zona onde se vão construir 40 lugares de estacionamento deviam estar 340, e nos dois estacionamentos onde a Câmara só quer construir 200 lugares, num deviam estar 540 lugares e no outro 375 lugares”, avançou António Monteiro.
O vereador centrista considera que “não se pode esquecer que a construção de serviços prevista é de 65 mil metros quadrados: segundo o PDM existem estas regras, a maioria [camarária] não quer este estacionamento todo, mas não revê o PDM”.
Para o CDS-PP o Plano de Pormenor do Parque Mayer viola o PDM noutro ponto: ao “permitir a construção de hotéis em logradouros”. "Além do PDM, existe o Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade, que não permite a construção em mais de 20 por cento dos logradouros, que servem para drenar águas e permitir a respiração dos edifícios. Estranhamos que este plano venha permitir por parte de hotéis a construção dos logradouros”, disse António Monteiro.
O CDS-PP criticou ainda “a mudança de filosofia” da Câmara de Lisboa: “Não quer a construção do Frank Gehry, quer fazer um jardim, mas ao mesmo tempo que faz o jardim permite que se construa nos logradouros”. Desenvolvido a partir da proposta vencedora do concurso de ideias para o local, da autoria de Aires Mateus, o Plano de Pormenor do Parque Mayer, relativo também ao Jardim Botânico e zona envolvente, permite obras de alteração e reabilitação na zona habitacional histórica, inclusive em imóveis de valor patrimonial “elevado”, “relevante” ou “de referência”.

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sábado, outubro 03, 2009

Santana Lopes aconselha «cuidado» a António Costa «nervoso»

O candidato social-democrata à Câmara de Lisboa, afirmou hoje que «não se cala» sobre o Parque Mayer, como sugeriu o seu adversário socialista, afirmando que António Costa anda «nervoso» e que deve ter «cuidado».
António Costa «deve estar enganado quando pensa que uma ordem dele me faria calar sobre qualquer assunto», disse Santana Lopes em declarações aos jornalistas à margem de uma arruada no Lumiar, acrescentando não ter «qualquer razão para ficar calado».
Na quinta-feira, o candidato socialista aconselhou Santana Lopes a «não abrir a boca» sobre o Parque Mayer, acusando-o de desperdiçar 2,9 milhões de euros num projecto que não se concretizou.
Santana Lopes reiterou que Costa já anunciou «sete vezes nos últimos quatro meses» o início de obras no Parque Mayer, no entanto «não há nenhuma obra começada».
Além disso, afirmou, António Costa promove ali um festival que «custa quarenta mil euros por dia», pago «com o dinheiro do contribuinte quando devia ser pago pelo orçamento de campanha do Partido Socialista».

O candidato da coligação Lisboa com Sentido (PSD, CDS-PP, MPT, PPM) reafirmou ainda que todos os licenciamentos no Parque Mayer nos últimos dois anos «foram nulos» porque foram feitos a coberto de uma «rectificação» ao Plano Director Municipal que só em Agosto último teve força de lei graças a um decreto-lei do Governo.
Quando fala em «trapalhada jurídica e criminal», António Costa deve «ter cuidado e prudência», aconselhou Santana Lopes, afirmando que o socialista dá sinais de estar «nervoso».
«Hoje até vai sair uma boa sondagem para ele...foi infeliz quando falou do IPO, foi infeliz quando falou de questões criminais no Parque Mayer. Excede-se e se se excede é porque anda nervoso», argumentou.
«Eu, com uma sondagem que me desse oito ou nove pontos de vantagem, só cantava de manhã à noite. Ele não, ele ataca de manhã à noite. Porque será?», questionou.
Diário Digital / Lusa

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quinta-feira, agosto 13, 2009

Lisboa: o «oportunismo eleitoral» de Costa


As distritais do PSD, CDS-PP, MPT e PPM criticaram, esta quinta-feira, o investimento municipal de 1,6 milhões de euros na iniciativa «Lisboa ao Parque», acusando António Costa de «oportunismo eleitoral».
A Associação Turismo de Lisboa, presidida pela autarquia, vai promover de 19 de Agosto a 11 de Outubro um evento cultural e de lazer destinado a contribuir para a reabilitação da marca Parque Mayer e pago com as contrapartidas do jogo do Casino de Lisboa.
Para os partidos da coligação liderada por Pedro Santana Lopes, o investimento constitui, no entanto, uma «pura acção de campanha eleitoral», que termina precisamente no dia das autárquicas.
Em comunicado citado pela Lusa, as distritais «denunciam a utilização de dinheiros públicos para fins partidários» e defendem que o equipamento precisa de ser recuperado e não de «acções de mera propaganda eleitoral»,
«O PS criticou Santana Lopes, quando este era presidente da Câmara, por ter encomendado um projecto de 2,2 milhões de euros (caríssimo, diziam eles) para o Parque Mayer ao arquitecto Frank Gehry, um dos melhores arquitectos do mundo. Agora, António Costa esbanja 1,6 milhões de euros no Parque Mayer para fazer campanha eleitoral», acusam.
As forças políticas sublinham ainda que «vão estar atentos aos apoios dos artistas» que António Costa vai ter durante a campanha: «Esperamos que os dinheiros públicos não estejam a ser utilizados para obter apoios eleitorais.»
in Lusa

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