domingo, março 01, 2009

CDS quer três vezes mais polícias do que o Governo

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, alertou este domingo para a necessidade de reforçar os efectivos nas esquadras das áreas metropolitanas, considerando que é preciso admitir «o triplo» do número previsto pelo Governo, noticia a Lusa.
«É preciso admitir o triplo do que o Governo quer», afirmou Paulo Portas, em declarações aos jornalistas no final de uma visita à esquadra da PSP, no Cacém (Lisboa).

Sublinhando a necessidade de fazer uma programação das admissões na PSP, GNR e PJ para os próximos quatro anos, o líder democrata-cristão defendeu que esse aumento do número de efectivos deve ser feito de acordo com o princípio de que as «admissões têm ser largamente superiores às aposentações».
«Precisamos de programar para os próximos quatro anos admissões na PSP, PJ e GNR muito superiores ao número de agentes e guardas que se reformam ou aposentam. A prioridade absoluta é dar efectivos às esquadras dos concelhos à volta das áreas metropolitanas de Lisboa, Setúbal e Porto», insistiu.
Após uma reunião de cerca de uma hora com os responsáveis pela esquadra do Cacém, Paulo Portas não deixou ainda de criticar a política de segurança desenvolvida pelo Governo nos últimos quatro anos.

«Meios, efectivos e autoridade»

«Passámos dois anos com aquilo que eu chamo uma política menos menos, ou seja, não entrava ninguém nem na polícia, nem na guarda, e obviamente aposentavam-se e reformavam-se os mais velhos», recordou.
Depois, continuou, «passámos para uma política igual igual: entram uns tantos e saem outros tantos».
Por isso, frisou, é preciso agora passar para «uma política mais mais», dotando rapidamente a PSP, GNR e PJ de «meios, efectivos e autoridade».
Como exemplo da ausência de uma política de segurança em Portugal, o líder do CDS-PP relatou o que encontrou na esquadra do Cacém: 39 efectivos com a responsabilidade de assegurar a segurança de mais de 80 mil pessoas.
«Esta esquadra é o exemplo do esforço do efectivo policial para garantir a segurança, infelizmente um exemplo do que é a falta de uma política de segurança em Portugal», declarou, acusando o Governo de deixar «as populações vulnerabilizadas e desguarnecidas da protecção da sua segurança» com o cancelamento de admissões para as forças de segurança.

Coisas «incompreensíveis»

Por outro lado, continuou, há coisas «incompreensíveis» na realidade das forças de segurança, como a obrigação de «ir saber se os cidadãos têm bens penhoráveis, quando essa notificação deve ser feita pela repartição de Finanças».
«Esta esquadra tem de fazer 2 mil notificações para saber se tem bens penhoráveis. A função da polícia não é saber se tem bens penhoráveis», salientou, considerando que a função da polícia é fazer «policiamento dissuasor, preventivo e se necessário repressivo».
Ou seja, lamentou, a polícia está a ser desviada do seu objectivo que é «proteger os cidadãos, os comerciantes, os automobilistas, proteger a vida e o património dos cidadãos».
«Não desistiremos enquanto não conseguirmos melhores meios, melhores efectivos e mais autoridade para a polícia», prometeu.

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domingo, fevereiro 22, 2009

CDS vai pedir audiências aos responsáveis das polícias para travar criminalidade

O presidente do CDS-PP anunciou este sábado, que vai pedir audiências aos responsáveis pelas forças de segurança, para que sejam tomadas medidas "dissuasoras da criminalidade". Paulo Portas reafirmou estar preocupado com aumento da criminalidade em Portugal.
"Vamos solicitar audiências ao director nacional da Polícia de Segurança Pública, ao director nacional da Polícia Judiciária e ao comandante da GNR", anunciou Paulo Portas em Seia, onde visitou a feira do queijo da Serra da Estrela, organizada pela Câmara Municipal local. O líder do CDS-PP defendeu mais uma política de segurança que respeite as forças de segurança, com leis penais severas que sejam dissuasoras da criminalidade. Paulo Portas disse que, com a criminalidade a subir, "sobretudo nos meios urbanos", o CDS-PP precisa de saber "de quantos polícias e guardas" o país precisa "nos próximos anos".
Paulo Portas insistiu na necessidade de tratar da questão de “40 por cento da criminalidade grave em Portugal, é cometida por estrangeiros”.
"Nós só ouvimos falar nos assaltos às pessoas, às casas, aos multibancos, aos tribunais, às lojas, às empresas", disse, acrescentando que "o ambiente de criminalidade violenta está a tornar-se fora de controlo". Portas defendeu medidas mais duras para repor o ambiente de segurança.
"Este Governo não só cometeu um erro muito grave do ponto de vista dos efectivos da polícia, deixando o país durante dois anos com mais abandonos do que entradas nas forças de segurança, quando o crime estava a subir, como, o PS e o PSD, também devem ser responsabilizados por leis permissivas e irresponsáveis que foram aprovadas", admitiu.
"Nos próximos quatro anos, com a criminalidade a subir, o país tem que fazer uma programação de admissões, na polícia e na Guarda, que seja claramente superior àqueles [efectivos] que se aposentam ou que se reformam", defendeu.
"Em segundo lugar, o país tem que rever imediatamente estas leis penais que favorecem a criminalidade e que dão aos cidadãos a sensação, que é verdadeira, de que, no fundo, o Estado é condescendente com a criminalidade, de que para certas forças políticas, o criminoso é sempre um coitadinho", sustentou Portas.
Nesta passagem pela cidade de Seia, Paulo Portas recusou a ideia de a crise económica ser responsável pelo aumento da criminalidade em Portugal.
"Quando vejo o carjaking a subir, o homejacking a disparar, os assaltos às gasolineiras e multibancos, tudo isso com uma certa sofisticação e organização, garanto que não é um pequeno roubo de quem tem fome, é criminalidade organizada, é criminalidade grave", opinou.

CDS com Público.PT

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