domingo, fevereiro 22, 2009

CDS vai pedir audiências aos responsáveis das polícias para travar criminalidade

O presidente do CDS-PP anunciou este sábado, que vai pedir audiências aos responsáveis pelas forças de segurança, para que sejam tomadas medidas "dissuasoras da criminalidade". Paulo Portas reafirmou estar preocupado com aumento da criminalidade em Portugal.
"Vamos solicitar audiências ao director nacional da Polícia de Segurança Pública, ao director nacional da Polícia Judiciária e ao comandante da GNR", anunciou Paulo Portas em Seia, onde visitou a feira do queijo da Serra da Estrela, organizada pela Câmara Municipal local. O líder do CDS-PP defendeu mais uma política de segurança que respeite as forças de segurança, com leis penais severas que sejam dissuasoras da criminalidade. Paulo Portas disse que, com a criminalidade a subir, "sobretudo nos meios urbanos", o CDS-PP precisa de saber "de quantos polícias e guardas" o país precisa "nos próximos anos".
Paulo Portas insistiu na necessidade de tratar da questão de “40 por cento da criminalidade grave em Portugal, é cometida por estrangeiros”.
"Nós só ouvimos falar nos assaltos às pessoas, às casas, aos multibancos, aos tribunais, às lojas, às empresas", disse, acrescentando que "o ambiente de criminalidade violenta está a tornar-se fora de controlo". Portas defendeu medidas mais duras para repor o ambiente de segurança.
"Este Governo não só cometeu um erro muito grave do ponto de vista dos efectivos da polícia, deixando o país durante dois anos com mais abandonos do que entradas nas forças de segurança, quando o crime estava a subir, como, o PS e o PSD, também devem ser responsabilizados por leis permissivas e irresponsáveis que foram aprovadas", admitiu.
"Nos próximos quatro anos, com a criminalidade a subir, o país tem que fazer uma programação de admissões, na polícia e na Guarda, que seja claramente superior àqueles [efectivos] que se aposentam ou que se reformam", defendeu.
"Em segundo lugar, o país tem que rever imediatamente estas leis penais que favorecem a criminalidade e que dão aos cidadãos a sensação, que é verdadeira, de que, no fundo, o Estado é condescendente com a criminalidade, de que para certas forças políticas, o criminoso é sempre um coitadinho", sustentou Portas.
Nesta passagem pela cidade de Seia, Paulo Portas recusou a ideia de a crise económica ser responsável pelo aumento da criminalidade em Portugal.
"Quando vejo o carjaking a subir, o homejacking a disparar, os assaltos às gasolineiras e multibancos, tudo isso com uma certa sofisticação e organização, garanto que não é um pequeno roubo de quem tem fome, é criminalidade organizada, é criminalidade grave", opinou.

CDS com Público.PT

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