terça-feira, julho 07, 2009

Paulo Portas: CGD privilegia BPN em relação às empresas

O líder do CDS-PP acusou esta terça-feira a Caixa Gera de Depósitos de estar mais concentrada em “ser o carro vassoura das fraudes do BPN" do que no apoio às empresas, intando o Estado apoiá-las com “medidas decisivas”.
“As pequenas e médias empresas são decisivas para o nosso futuro”, sublinhou Paulo Portas, em Santa Catarina (Caldas da Rainha) depois de uma visita ao Ivo Cutelarias, que há mais de 50 anos se dedica ao fabrico de facas.
No dia em que o novo ministro da Economia, Teixeira dos Santos, se reúne com associações empresarias para analisar medidas concretas para as PME, o líder do CDS exortou o Estado a tomar “medidas decisivas” para resolver “problemas” como o acesso ao crédito, os pagamentos por conta “altíssimos”, o atraso no pagamento da dívidas do Estado ou a devolução do IVA.
“Quando o banco do Estado, a Caixa Geral de Depósitos, em vez de estar concentrado no apoio às PME está concentrado em ser o carro vassoura das fraudes do BPN e de outras instituições”, acusa Portas, questionando o Estado se quer “apoiar a sério” as empresas portuguesas ou que estas “fechem e depois ter que pagar subsídio de desemprego”.

CDS com DN-online

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quinta-feira, fevereiro 19, 2009

CDS-PP propõe novo órgão de gestão na CGD para mais transparência e independência

O CDS-PP defendeu hoje a criação de um Conselho Geral e de Supervisão da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em parte designado pela Assembleia da República, visando uma gestão mais transparente e independente face ao Governo.
Em conferência de imprensa, o líder parlamentar do CDS-PP, Diogo Feyo, anunciou que vai entregar um projecto de resolução que recomenda a criação de um "Conselho Geral e de Supervisão" na CGD que "garanta a independência dos respectivos membros". O órgão de gestão proposto pelo CDS-PP seria composto por sete membros, três dos quais eleitos pela Assembleia-Geral (Governo), três designados pela Assembleia da República, sendo o presidente eleito pelos restantes membros.
De acordo com Diogo Feyo, o Conselho Geral e de Supervisão proposto pelo CDS-PP aprovará o Plano Estratégico, dará parecer obrigatório sobre a indigitação dos membros do Conselho de Administração, e apresentará um relatório de seis em seis meses à Assembleia da República.
O líder parlamentar do CDS-PP justificou a necessidade de alterar o modelo societário da CGD afirmando que "é essencial assegurar o princípio da liberdade de actuação dos agentes económicos".
"O facto de o único accionista ser o Estado", refere o diploma, é razão para que "a actuação do conselho de administração seja objecto de escrutínio", sem que isso signifique "meramente o controlo".
O líder parlamentar democrata-cristão considerou que tem havido decisões estratégicas da CGD que "podem ser questionáveis e têm que ser entendidas", dando como exemplo opções "para apoiar investimentos em bolsa".
A alteração aos Estatutos da CGD permitiria que o banco público fosse "um verdadeiro banco de fomento económico e de apoio às pequenas e médias empresas". "A CGD tem de ser bastante mais do que uma espécie de segundo Instituto de Participações do Estado, com sucessivas e controversas intervenções em empresas e instituições", sublinha o CDS-PP, no diploma.
in Lusa

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