domingo, junho 14, 2009

CDS-PP acusa Ana Jorge de preconceito contra misericórdias


O CDS-PP acusou hoje a ministra da Saúde, Ana Jorge, de ter um «preconceito ideológico contra as misericórdias», criticando-a por «se recusar a utilizar os recursos e capacidades instaladas» para cuidados continuados disponibilizadas por essas instituições.

«O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) veio pôr o dedo na ferida, porque apesar das misericórdias terem uma capacidade instalada de duas mil camas, e um enquadramento logístico e técnico de médicos, de enfermeiros e de auxiliares, essas camas têm uma taxa de ocupação de 70 ou 80 por cento», afirmou à agência Lusa a deputada do CDS-PP Teresa Caeiro.

Na opinião da deputada democrata-cristã, a taxa de ocupação das misericórdias na prestação de cuidados continuados «devia ser maior face às necessidades que existem» e o facto de o Estado «não reencaminhar os doentes» está a prejudicar financeiramente as instituições. ´

«O Estado celebra acordos com as misericórdias, elas assumem esse compromisso mas depois o Ministério da Saúde não reencaminha os doentes. Isto é um contra-senso quando a ministra e o primeiro-ministro se desdobram em inaugurações», criticou a dirigente centrista, frisando que as instituições «gastam dinheiro em equipamento técnico e em pessoal especializado» mas «só recebem» retorno financeiro do Estado pela «ocupação efectiva» de camas.

O presidente da UMP, Manuel Lemos, alertou sexta-feira, no Funchal, para o facto de algumas destas instituições poderem encerrar por falta de «sustentabilidade» e acusou o Estado de não encaminhar para elas pessoas necessitadas de apoios clínicos.

A deputada do CDS-PP Teresa Caeiro afirmou que «o preconceito ideológico da ministra da Saúde está a prejudicar os doentes» e deu como exemplo o caso das operações às cataratas, para que, no ano passado, algumas autarquias levaram munícipes a Cuba para serem submetidos a uma cirurgia.

«Nas operações às cataratas as misericórdias tinham capacidade e meios para prestar apoio na área da oftalmologia e a ministra preferiu desembolsar mais de 20 milhões de euros para um sistema de recuperação no próprio Serviço Nacional de Saúde (SNS), em intervenções cirúrgicas que demoram 15 ou 20 minutos», observou a deputada do CDS-PP.

Segundo Teresa Caeiro, nessa altura existiam «32 mil pessoas a aguardar [a operação] e 107 mil à espera de uma primeira consulta de especialidade em oftalmologia», quando as «misericórdias tinham capacidade para fazer 3 mil cirurgias por mês».

«Mesmo assim, a ministra não quis utilizar essa capacidade instalada, insistindo que as cirurgias tivessem de ser todas feitas nos hospitais públicos», referiu a deputada democrata-cristã.

«A forma como o Governo tem encarado este problema é uma ilusão que está a penalizar muitíssimo as misericórdias e quando sabemos que as carências são enormes, penso que esta [a das misericórdias] é uma resposta fundamental e importantíssima», concluiu.

Diário Digital / Lusa

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domingo, maio 31, 2009

Porta-voz do CDS diz que eurodeputada Ana Gomes está à procura de palco político no caso das OGMA

O porta-voz do CDS-PP, Pedro Mota Soares, considerou hoje que a eurodeputada do PS Ana Gomes "está á procura de um palco político" por ter levantado dúvidas de legalidade sobre a privatização das OGMA.
"É preciso descaramento e uma certa lata para dizer o que se disse hoje. A dra. Ana Gomes está com falta de memória", afirmou Pedro Mota Soares, em declarações à Agência Lusa.
A eurodeputada socialista levantou hoje dúvidas políticas e de legalidade sobre "negócios" realizados na compra de submarinos na privatização das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), operações ambas da área do antigo ministro Paulo Portas.
Questionado pelos jornalistas na tarde de sábado, Paulo Portas recusou-se a responder, afirmando que "alguém responderá".
A resposta foi dada no final do jantar-comício do CDS-PP em Lisboa, no âmbito da campanha eleitoral ao Parlamento Europeu, pelo deputado Pedro Mota Soares que afirmou que Ana Gomes "está à procura de um palco político numa campanha que não está a correr bem ao PS".
Sobre a privatização das OGMA, o deputado disse que o anterior Governo PS tinha deixado as Oficinas "sem dinheiro para pagar salários" e que "a única proposta do PS era fechar a empresa e lançar pessoas no desemprego".
"Se ela está preocupada com o que se está a passar em Portugal, que ajude o CDS a levar o procurador Lopes da Mota ao Parlamento e a levar o dr. Vítor Constâncio rapidamente ao Parlamento e se poder apurar tudo o que falhou na supervisão bancária", acrescentou.

in Lusa

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