quinta-feira, maio 28, 2009

Caso BPN: Paulo Portas considera que Dias Loureiro "fez o que já devia ter feito"

Paulo Portas não escondeu o contentamento pela saída de Dias Loureiro do Conselho de Estado. Em campanha para as Europeias com Nuno Melo, o presidente do CDS-PP comentou a decisão do ex-administrador da SLN.
«Fez o que já devia ter feito e o que nós tínhamos pedido. A renúncia só é possível porque há uma comissão de inquérito a funcionar no Parlamento, que tem descoberto a verdade. Essa comissão de inquérito foi uma exigência do CDS e uma proposta do CDS e creio que ninguém dúvida do papel extraordinário de Nuno Melo para que o país saiba a verdade.
Agora, falta a renúncia de Vítor Constâncio, cuja incompetência e inacção já custaram aos portugueses dois mil e quinhentos milhões de euros», comentou.
«Tudo o que sucedeu no BPN está documentado e à vista e o governador do Banco de Portugal devia ter agido».
Portas não esconde, igualmente, o seu contentamento pelo facto do seu partido ter ajudado a desencadear o escândalo BPN: «O deputado que levou ao Parlamento os contratos que o negócio de Porto Rico está mal explicado é Nuno Melo».
CDS com TVI24

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quarta-feira, novembro 26, 2008

Portas desafia Dias Loureiro a garantir que não vai evitar depor

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, desafiou Dias Loureiro a assegurar que não invocará a sua qualidade de conselheiro de Estado «para evitar» depor num dos processos judiciais em curso ao caso BPN.
«Para nós aquilo que é importante é ter a certeza de que, se porventura Dias Loureiro for chamado a depor no processo judicial, não se invoque nenhuma das imunidades para evitar esse depoimento», afirmou Paulo Portas.
Questionado sobre se defende a manutenção do ex-ministro no Conselho de Estado, Paulo Portas recusou responder, reiterando que «o importante» é que Dias Loureiro se disponha a depor no processo judicial, se para tal for chamado. Paulo Portas defendeu que o ex-ministro e administrador da Sociedade Lusa de Negócios, detentora do Banco Português de Negócios, deve ser uma das individualidades a ouvir no âmbito da comissão de inquérito que o Parlamento promoverá à supervisão bancária ao BPN.
O líder do CDS-PP, que falava aos jornalistas no final de uma conferência sobre o 25 de Novembro, na Amadora, sublinhou que a comissão parlamentar de inquérito «tem um peso institucional onde o contraditório é a sério».
«É o local onde se responde com a mesma verdade que num tribunal. É lá que deve ser perguntado sobre o que conhecia da gestão do BPN e sobre a supervisão», disse.
O Conselho de Estado é o órgão político de consulta do Presidente da República. O Estatuto específico daquele órgão prevê que os membros do Conselho de Estado não podem ser peritos, testemunhas ou declarantes em processo judicial sem autorização do Conselho.
in Portugal Diário

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