Portas defende que empresas ajudadas devem ser obrigadas a manter empregos
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu hoje que as empresas que recebem "injecções de capital" do Estado devem dar garantias de que não despedirão trabalhadores.
"Quando há injecção de capital público é importante que o Estado exija garantias quanto à manutenção do emprego", defendeu o líder do CDS, no final de um encontro com a direcção da Associação Industrial Portuguesa. Com o objectivo de responder "com mais justiça à urgência social, nomeadamente na área da pobreza e do desemprego", Paulo Portas propôs ainda que as contratações para a Administração Pública devem ser feitas com recurso aos centros de emprego.
"Devem ser contactados todos os jovens licenciados inscritos nos centros de emprego", disse, para poderem participar no concurso. O líder do CDS-PP insistiu em mais duas medidas de "resposta à crise" que tinha anunciado ontem durante o debate quinzenal. "Ontem a Assembleia da República discutiu menos o desemprego do que devia", afirmou.
Paulo Portas considerou que vem em "contra-ciclo" uma das medidas do Governo PS para incentivar a contratação sem termo: "Se um pequeno empresário tiver que pagar mais três por cento por contratar a termo, [no actual contexto económico] a opção pode ser não contratar", considerou.
CDS-PP propôs ainda que o Estado e a administração regional e local contratem os serviços de fornecimentos preferencialmente a pequenas e médias empresas se os valores em causa não ultrapassarem os 75 mil euros.
Lusa
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