"Estudo do contraditório" à Ota em marcha
A Câmara Municipal de Lisboa quer apresentar ainda este ano um estudo alternativo ao projecto do aeroporto da Ota que permita manter a Portela a funcionar, revelou hoje o presidente, Carmona Rodrigues (PSD).O projecto da criação de um grupo de trabalho destinado a elaborar este estudo será apresentado "tão breve quanto possível" ao executivo camarário e à Assembleia Municipal, disse aos jornalistas Carmona Rodrigues, a saída de uma reunião com o presidente do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, sobre o projecto do Governo de construir o aeroporto da Ota.
O objectivo é ter um "documento credível que mostre as preocupações e as questões que não estão respondidas e apresente contributos para uma solução que seja benéfica para o país e para a região de Lisboa", e que passará pela manutenção da Portela e a construção de um novo aeroporto, adiantou o autarca.
António Carmona Rodrigues adiantou já ter contactado alguns especialistas de áreas como a navegação aérea, transportes, economia e turismo para integrar este grupo de trabalho.
Para o presidente da autarquia lisboeta, "a Ota é uma má solução e a Ota sem Portela é uma péssima solução para o país", uma posição partilhada por Ribeiro e Castro.
"Temos a séria convicção de que é uma má solução para os portugueses e para os lisboetas, e portanto é necessário que se elaborem estudos de suporte para soluções que sirvam de facto as necessidades de Lisboa e do país nesta matéria", afirmou o líder do CDS-PP.
Na opinião de Ribeiro e Castro, "o aeroporto da Portela não está esgotado, tem potencialidades ainda a aproveitar".
O presidente do CDS-PP e Carmona Rodrigues acreditam que qualquer solução "Portela mais um" é "francamente melhor que a proposta do Governo" e "mais barata, mais eficiente e dá melhor resposta às necessidades do país".
"É indispensável que não se dê este assunto por encerrado, para nós continua em aberto. Achamos que o assunto deve ser seriamente estudado, não estamos aqui para 'bota-abaixo' ou para uma contestação sistemática ao Governo", considerou Ribeiro e Castro.
Notícia LUSA






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