Sim ao debate sobre a energia nuclear
O líder do CDS-PP, Ribeiro e Castro, apoiou hoje as declarações do primeiro-ministro, José Sócrates, que defendeu um debate racional em Portugal sobre a energia nuclear, face ao agravamento da crise energética a nível mundial e ao que actualmente se discute no quadro europeu.
"O CDS-PP considera que são declarações positivas e cumprimenta o primeiro-ministro por isso", disse Ribeiro e Castro à agência Lusa, sublinhando que o desafio de José Sócrates coincide com a posição que ele já tinha assumido num colóquio dos centristas sobre desenvolvimento sustentável, em 16 de Dezembro.
Ribeiro e Castro defendeu na altura que a energia nuclear não pode ser tabu e propôs um debate técnico e político sobre o assunto, embora sublinhando que o partido ainda não tinha uma posição final sobre o tema.
Em declarações à RR, sublinha que "Portugal não pode ficar à margem da discussão a nível europeu" e acrescenta: "O nuclear não pode ser uma questão tabu em Portugal. Houve um grande progresso técnico e científico nessa área. Esse debate tem que ser feito e Portugal não pode ficar ausente desse debate e é um debate em que não podemos ficar a meio caminho", disse.
Nestas declarações à Renascença, o presidente centrista acrescenta que numa altura em que se assiste à escalada do preço do petróleo, o país não pode esquecer as outras fontes de energia alternativas.
"Nós somos favoráveis ao esgotamento de 100% das capacidades de produção portuguesa de energia hídrica. Lamentamos a decisão tomada no tempo do Governo Guterres de abandonar a barragem de Foz Côa, estamos contra estar a ser entravada a construção da barragem do Baixo Sabor e somos favoráveis a que se continue neste caminho das energias renováveis", acrescenta.
E, em declarações à Lusa, o presidente do CDS-PP, afirmou hoje que o partido tem feito alguns debates no país sobre esta matéria, considerando que a situação da energia deve levar a considerar o nuclear como uma possibilidade.
"Apoiamos outras opções, nomeadamente as renováveis, hídrica, mas não podemos ignorar que o nuclear é uma possibilidade", afirmou, acrescentando o país precisa de um debate e não se pode "ficar a meio caminho", dada a dependência energética de Portugal e da Europa.
"Não podemos fazer de conta que não existe, não podemos tratar a energia nuclear como se não existisse. Aqui bem perto da fronteira portuguesa existem instalações nucleares", frisou Ribeiro e Castro, para defender um debate "do ponto de vista da modernidade da economia portuguesa".
Ribeiro e Castro sublinhou que é preciso realizar em Portugal um debate sério para que sejam avaliadas as questões ambientais e de segurança.
As declarações do primeiro-ministro motivaram uma reacção negativa do Partido Ecologista Os Verdes, que, em comunicado emitido sábado, manifestou "profunda preocupação.
Os Verdes entendem que é necessária uma maior independência do petróleo, mas apostando em fontes energéticas renováveis e diversificadas, bem como na requalificação das redes e frotas de transportes públicos, nomeadamente ferroviários, para criar alternativas ao automóvel.
"O CDS-PP considera que são declarações positivas e cumprimenta o primeiro-ministro por isso", disse Ribeiro e Castro à agência Lusa, sublinhando que o desafio de José Sócrates coincide com a posição que ele já tinha assumido num colóquio dos centristas sobre desenvolvimento sustentável, em 16 de Dezembro.
Ribeiro e Castro defendeu na altura que a energia nuclear não pode ser tabu e propôs um debate técnico e político sobre o assunto, embora sublinhando que o partido ainda não tinha uma posição final sobre o tema.
Em declarações à RR, sublinha que "Portugal não pode ficar à margem da discussão a nível europeu" e acrescenta: "O nuclear não pode ser uma questão tabu em Portugal. Houve um grande progresso técnico e científico nessa área. Esse debate tem que ser feito e Portugal não pode ficar ausente desse debate e é um debate em que não podemos ficar a meio caminho", disse.
Nestas declarações à Renascença, o presidente centrista acrescenta que numa altura em que se assiste à escalada do preço do petróleo, o país não pode esquecer as outras fontes de energia alternativas.
"Nós somos favoráveis ao esgotamento de 100% das capacidades de produção portuguesa de energia hídrica. Lamentamos a decisão tomada no tempo do Governo Guterres de abandonar a barragem de Foz Côa, estamos contra estar a ser entravada a construção da barragem do Baixo Sabor e somos favoráveis a que se continue neste caminho das energias renováveis", acrescenta.
E, em declarações à Lusa, o presidente do CDS-PP, afirmou hoje que o partido tem feito alguns debates no país sobre esta matéria, considerando que a situação da energia deve levar a considerar o nuclear como uma possibilidade.
"Apoiamos outras opções, nomeadamente as renováveis, hídrica, mas não podemos ignorar que o nuclear é uma possibilidade", afirmou, acrescentando o país precisa de um debate e não se pode "ficar a meio caminho", dada a dependência energética de Portugal e da Europa.
"Não podemos fazer de conta que não existe, não podemos tratar a energia nuclear como se não existisse. Aqui bem perto da fronteira portuguesa existem instalações nucleares", frisou Ribeiro e Castro, para defender um debate "do ponto de vista da modernidade da economia portuguesa".
Ribeiro e Castro sublinhou que é preciso realizar em Portugal um debate sério para que sejam avaliadas as questões ambientais e de segurança.
As declarações do primeiro-ministro motivaram uma reacção negativa do Partido Ecologista Os Verdes, que, em comunicado emitido sábado, manifestou "profunda preocupação.
Os Verdes entendem que é necessária uma maior independência do petróleo, mas apostando em fontes energéticas renováveis e diversificadas, bem como na requalificação das redes e frotas de transportes públicos, nomeadamente ferroviários, para criar alternativas ao automóvel.






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