CDS diz que taxas moderadoras não podem sanar "défices do socialismo"
O CDS-PP criticou hoje a eventual criação de taxas moderadoras para serviços como o internamento ou a cirurgia de ambulatório, sublinhando que este tipo de taxas "não podem servir para sanar os défices do socialismo"."O CDS entende que as taxas moderadoras servem para racionalizar o acesso aos serviços de urgência e não para sanar os défices do socialismo", sublinhou a deputada democrata-cristã Teresa Caeiro.
Em entrevista à agência Lusa, o ministro da Saúde, Correia de Campos, admitiu hoje criar taxas moderadoras para serviços actualmente gratuitos para os utentes, como o internamento ou a cirurgia de ambulatório, adiantando que a medida pode ser aplicada em breve.
Correia de Campos disse que essa possibilidade não tem apenas fundamentos económicos, que resulta num valor "mínimo" de receitas e que os objectivos são mais estruturais como a moderação do acesso e a valorização do serviço prestado.
No entanto, para a deputada do CDS-PP o verdadeiro objectivo do ministro da Saúde com esta medida é "reduzir o défice de forma a cumprir o orçamento para a saúde".
"Parece-me estranho como é que, com uma taxa moderadora, se pode moderar o acesso a cirurgias. Ninguém se faz internar por capricho", frisou Teresa Caeiro.
Para a deputada do CDS-PP, "só por teimosia ideológica o ministro não abdica de um modelo de saúde totalmente estatizado".
Para os democratas-cristãos, a solução para o sector da saúde passa por um novo modelo de financiamento e pela criação de um sistema misto, um "Sistema Nacional de Saúde", que articularia um serviço público com os regimes privados.
"O importante é que todos tenham um acesso efectivo aos cuidados de saúde, com liberdade de escolha, e que haja verdadeira equidade: quem tem mais, pode pagar mais", explicou Teresa Caeiro, defendendo ser necessário retirar da Constituição o artigo onde se lê que o serviço nacional de saúde é "tendencialmente gratuito".
in Lusa






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