Opinião: A situação na PJ
Desde há algum tempo que se vem falando publicamente da situação de crise que se vive na Polícia Judiciária. E isso é mais uma manifestação da situação crítica e de perda de prestígio do sector da justiça no nosso país. E é, também, um reflexo da situação generalizada a que chegámos, às vezes, quase de terceiro mundo.
Sobre esta crise na Polícia Judiciária importa tecer algumas considerações que me parecem importantes.
Em primeiro lugar, temos que registar a diminuição de verbas a atribuir à Polícia Judiciária que chegou a colocar em causa, segundo o que foi divulgado, os meios necessários para a eficácia da investigação criminal.
Depois, a contradição entre os membros do Governo quanto à possibilidade daquela polícia de investigação criminal perder para o Ministério da Administração Interna o pelouro das Relações Internacionais, que inclui as ligações à Interpol e à Europol. Após essa medida ter sido consagrada no PRACE, por influência de António Costa, o outro Ministro Costa, desta vez o Alberto, veio anunciar que, por “decisão política”, foi recusada essa alteração.
Denotou-se uma clara contradição entre Ministros e uma vontade de reforço da área da administração interna. No meio de tudo isto, o Primeiro-Ministro nada fez, pautando por uma clara omissão num caso patente de desarticulação no Governo.
Essa suposta e ex-medida não era, na minha opinião, portadora de qualquer elemento positivo, desde que não implicasse, necessariamente, uma partilha de informações. A Polícia Judiciária não poderia ser retirada da investigação.
Em face desse anúncio, a Direcção da PJ colocou o seu lugar à disposição.
Com tudo isto, a situação de instabilidade no sector da Justiça alastrou-se, definitivamente à PJ. Mergulhada na falta de verbas e com crises criadas pelo Governo a polícia criminal sai fortemente prejudicada e fragilizada.
O problema não é o facto do Director ser um ou outro, mas sim a forma e o processo que muito afectou a instituição tendo na sua base uma desarticulação do Governo que fragilizou a PJ.
Mais uma vez, estabeleceu-se uma instabilidade numa instituição fundamental para o Estado ao invés de se discutir e trabalhar no sentido de reforçar os meios de combate ao crime e de investigação criminal.
Esperemos que depois deste episódio a nova Direcção da PJ possa desenvolver a sua actividade de forma isenta, sem permitir qualquer intervenção do poder político.
Sobre esta crise na Polícia Judiciária importa tecer algumas considerações que me parecem importantes.
Em primeiro lugar, temos que registar a diminuição de verbas a atribuir à Polícia Judiciária que chegou a colocar em causa, segundo o que foi divulgado, os meios necessários para a eficácia da investigação criminal.
Depois, a contradição entre os membros do Governo quanto à possibilidade daquela polícia de investigação criminal perder para o Ministério da Administração Interna o pelouro das Relações Internacionais, que inclui as ligações à Interpol e à Europol. Após essa medida ter sido consagrada no PRACE, por influência de António Costa, o outro Ministro Costa, desta vez o Alberto, veio anunciar que, por “decisão política”, foi recusada essa alteração.
Denotou-se uma clara contradição entre Ministros e uma vontade de reforço da área da administração interna. No meio de tudo isto, o Primeiro-Ministro nada fez, pautando por uma clara omissão num caso patente de desarticulação no Governo.
Essa suposta e ex-medida não era, na minha opinião, portadora de qualquer elemento positivo, desde que não implicasse, necessariamente, uma partilha de informações. A Polícia Judiciária não poderia ser retirada da investigação.
Em face desse anúncio, a Direcção da PJ colocou o seu lugar à disposição.
Com tudo isto, a situação de instabilidade no sector da Justiça alastrou-se, definitivamente à PJ. Mergulhada na falta de verbas e com crises criadas pelo Governo a polícia criminal sai fortemente prejudicada e fragilizada.
O problema não é o facto do Director ser um ou outro, mas sim a forma e o processo que muito afectou a instituição tendo na sua base uma desarticulação do Governo que fragilizou a PJ.
Mais uma vez, estabeleceu-se uma instabilidade numa instituição fundamental para o Estado ao invés de se discutir e trabalhar no sentido de reforçar os meios de combate ao crime e de investigação criminal.
Esperemos que depois deste episódio a nova Direcção da PJ possa desenvolver a sua actividade de forma isenta, sem permitir qualquer intervenção do poder político.
Carlos Barroso
Vice-Presidente da Assembleia
Concelhia de Lisboa
Publicado na revista Focus






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