quarta-feira, abril 12, 2006

Por um sistema de Saúde multifacetado

O líder do CDS-PP, Ribeiro e Castro, rejeitou hoje que o seu partido defenda a "demolição" do Serviço Nacional de Saúde (SNS), sublinhando que é necessário preservar o serviço público nas áreas de ponta.
"Não queremos demolir o Serviço Nacional de Saúde. Há que preservar serviços públicos estruturantes, sobretudo em áreas de ponta", defendeu Ribeiro e Castro, no final de uma visita ao Instituto Gama Pinto, em Lisboa, especializado na área da oftalmologia.
No entanto, para o líder do CDS "tem de haver responsabilidade financeira" no sector da saúde.
"Os cuidados de saúde têm de estar garantidos a todos, quem pode pagar deve contribuir mais", disse, ressalvando contudo que os doentes "são sempre os mais necessitados".
Por exemplo, para Ribeiro e Castro, o sistema de financiamento do SNS não pode evoluir de tal forma que "um doente crónico que seja rico empobreça devido à sua doença".
"Temos abertura a vários subsistemas, não temos preconceitos contra o sector privado, mas também não os temos contra o sector público", sublinhou.
Esta visita integra-se numa atenção especial que o Conselho Económico e Social do partido, órgão formado por quadros do CDS e independentes, quer dedicar ao tema da saúde.
"Neste sector convém não ser demagógico e não brincar com os cidadãos", alertou Ribeiro e Castro, numa visita em que esteve acompanhado pelo médico e membro da comissão executiva João Varandas.
Recusando-se a fazer uma avaliação global do SNS, por considerar que "seria uma apreciação ligeira", Ribeiro e Castro elogiou até a redução média nas listas de espera verificadas nos últimos anos nos hospitais e centros de saúde.
No Instituto Gama Pinto, que recebe cerca de 38.000 doentes por ano e realiza 250 cirurgias por mês, o tempo médio de espera por uma cirurgia não urgente é de quatro meses, enquanto por uma consulta sem indicação de prioridade clínica é necessário esperar cerca de oito meses.

Notícia LUSA

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