Demissão na PJ: CDS critica Governo
O CDS-PP lamentou hoje "profundamente" o processo que levou à demissão do director nacional da Polícia Judiciária, Santos Cabral, e responsabilizou "inteiramente" o Governo pela situação de tensão que se vive na polícia de investigação criminal.
"Um Governo responsável não deixa a Polícia Judiciária sem dinheiro par a fazer face aos encargos financeiros", sublinhou, em declarações à Lusa, o porta-voz do CDS para a área da Justiça, João Luís Mota Campos.
Por outro lado, o ex-secretário de Estado da Justiça de Celeste Cardona criticou ainda a intenção do Governo de retirar à Polícia Judiciária (PJ) a representação portuguesa da Interpol e Europol, atribuindo essa iniciativa a "pressões do ministro da Administração Interna, António Costa".
A 29 de Março, a direcção nacional da PJ ameaçou demitir-se na sequência da possibilidade, entretanto afastada pelo Governo, daquela polícia de investigação criminal perder para o Ministério da Administração Interna o pelouro das Relações Internacionais, que inclui as ligações à Interpol e à Europol.
O Governo anunciou hoje a demissão do director nacional da PJ, Santos Cabral, que será substituído pelo procurador-geral adjunto Alípio Ribeiro, 56 anos, actualmente a exercer funções de procurador-geral distrital do Porto.
"O Governo entendeu que a adopção e exposição pública por parte de uma entidade dele dependente de posições tendentes a condicionar a liberdade do executivo punham em causa a relação de confiança necessária entre tutela e dirigente", justificou, em comunicado, o Ministério da Justiça.
"O primeiro-ministro deve andar muito preocupado com o Simplex [programa contra a burocracia] e pouco preocupado com as coisas simples da governação do país", criticou Mota Campos, considerando que todo o processo revela "desnorte e descoordenação do Governo".
Sem comentar o nome do novo director-nacional da PJ, alegando desconhecimento, Mota Campos disse estar ainda por esclarecer se a demissão de Santos Cabral é extensível a toda a direcção.
"Se [Alípio Ribeiro] vai entrar em funções com uma direcção completamente nova, nem dentro de seis meses vai agarrar o pulso à situação, podemos esperar seis meses de caos na Polícia Judiciária", vaticinou.
O vice-presidente da bancada parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, reagiu com "estupefacção" ao processo que levou à demissão de Santos Cabral, embora considerando que a situação era "insustentável", depois do ultimato público feito pela direcção da PJ ao Governo.
"Durante estes dias não se falou no essencial: nas competências e meios para o combate ao crime que são necessários", salientou, lamentando que todas a s divergências tenham sido tratadas "sem recato" e "através da comunicação social".
Para o ex-secretário de Estado da Administração Interna, esta foi "a primeira vez em que a autoridade que o primeiro-ministro gosta de exibir não se revelou tão efectiva como proclama".
"Quando há divergências entre dois ministros, num Governo há um responsável para as decidir, é o primeiro-ministro", sublinhou, referindo-se às notícias que deram conta de tensões entre os ministros da Justiça, Alberto Costa, e Administração Interna, António Costa.
"Se o resultado final já de adivinhava, o que é preciso é esclarecer como se chegou a essa situação de insustentatabilidade", referiu.
"Um Governo responsável não deixa a Polícia Judiciária sem dinheiro par a fazer face aos encargos financeiros", sublinhou, em declarações à Lusa, o porta-voz do CDS para a área da Justiça, João Luís Mota Campos.
Por outro lado, o ex-secretário de Estado da Justiça de Celeste Cardona criticou ainda a intenção do Governo de retirar à Polícia Judiciária (PJ) a representação portuguesa da Interpol e Europol, atribuindo essa iniciativa a "pressões do ministro da Administração Interna, António Costa".
A 29 de Março, a direcção nacional da PJ ameaçou demitir-se na sequência da possibilidade, entretanto afastada pelo Governo, daquela polícia de investigação criminal perder para o Ministério da Administração Interna o pelouro das Relações Internacionais, que inclui as ligações à Interpol e à Europol.
O Governo anunciou hoje a demissão do director nacional da PJ, Santos Cabral, que será substituído pelo procurador-geral adjunto Alípio Ribeiro, 56 anos, actualmente a exercer funções de procurador-geral distrital do Porto.
"O Governo entendeu que a adopção e exposição pública por parte de uma entidade dele dependente de posições tendentes a condicionar a liberdade do executivo punham em causa a relação de confiança necessária entre tutela e dirigente", justificou, em comunicado, o Ministério da Justiça.
"O primeiro-ministro deve andar muito preocupado com o Simplex [programa contra a burocracia] e pouco preocupado com as coisas simples da governação do país", criticou Mota Campos, considerando que todo o processo revela "desnorte e descoordenação do Governo".
Sem comentar o nome do novo director-nacional da PJ, alegando desconhecimento, Mota Campos disse estar ainda por esclarecer se a demissão de Santos Cabral é extensível a toda a direcção.
"Se [Alípio Ribeiro] vai entrar em funções com uma direcção completamente nova, nem dentro de seis meses vai agarrar o pulso à situação, podemos esperar seis meses de caos na Polícia Judiciária", vaticinou.
O vice-presidente da bancada parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, reagiu com "estupefacção" ao processo que levou à demissão de Santos Cabral, embora considerando que a situação era "insustentável", depois do ultimato público feito pela direcção da PJ ao Governo.
"Durante estes dias não se falou no essencial: nas competências e meios para o combate ao crime que são necessários", salientou, lamentando que todas a s divergências tenham sido tratadas "sem recato" e "através da comunicação social".
Para o ex-secretário de Estado da Administração Interna, esta foi "a primeira vez em que a autoridade que o primeiro-ministro gosta de exibir não se revelou tão efectiva como proclama".
"Quando há divergências entre dois ministros, num Governo há um responsável para as decidir, é o primeiro-ministro", sublinhou, referindo-se às notícias que deram conta de tensões entre os ministros da Justiça, Alberto Costa, e Administração Interna, António Costa.
"Se o resultado final já de adivinhava, o que é preciso é esclarecer como se chegou a essa situação de insustentatabilidade", referiu.
Notícia LUSA






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