CDS quer auditoria a "negócio do fogo"

O CDS/PP exigiu ontem uma investigação ao "negócio do fogo" em Portugal e propôs a realização de auditorias independentes às entidades que recebem fundos públicos para o combate a incêndios. Falando na apresentação do primeiro relatório do grupo de trabalho do CDS sobre incêndios florestais, o vice-presidente centrista José Castro Coelho defendeu que "há qualquer coisa que não está a correr bem neste sector". "Temos taxas de eficácia [de combate aos incêndios] em relação ao dinheiro aplicado muito inferiores às de outros países com problemas idênticos aos nossos", referiu, sublinhando que "o negócio do fogo em Portugal tem de ser investigado".
"Podemos estar a fazer perpetuar a dependência a quem tem interesses no negócio dos fogos", defendeu ainda o dirigente do CDS que, instado a concretizar a desconfiança, admitiu que "não existe nada de palpável". Mas "o normal, com as nossas condições climáticas, seria que tivéssemos 40 000 hectares de área ardida anualmente e nos últimos anos tivemos cerca de 100 000. Alguma coisa está errada", argumentou Castro Coelho, sustentando assim a necessidade de avançar com auditorias por entidades independentes.
De acordo com o estudo ontem apresentado pelos democratas- -cristãos, os prejuízos (públicos e privados) dos incêndios deste ano - em que arderam 288 mil hectares - ascendem a cerca de 635 milhões de euros, 0,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
Notícia DN






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