25 de Novembro de 1975
Comemoram-se este ano 30 anos do designado 25 de Novembro.
A Esquerda tentou tomar o poder pelo recurso às armas, contudo a Direita conseguiu opôr-se e contrariar o descalabro total em que o País se vinha a afundar.
Um período complicadíssimo; assalto a imóveis, nacionalizações, etc, etc - o chamado Verão Quente.
Acreditem, foi MESMO quente.

- Imagem disponibilizada em: JPDias
Transcreve-se um trecho de um discurso de Gomes da Costa à altura Presidente da República:
Entre o 11 de Março e o 25 de Novembro, o País viveu momentos de alguma crispação com diferentes grupos, de esquerda e de direita, a quererem empurrar o País para soluções de força.
A minha posição foi sempre igual, tentando evitar situações que pudessem conduzir a uma situação de guerra civil.
Evidenciei sempre que me teriam contra quaisquer actos violentos. Foi o período do denominado Verão Quente cujas causas radicaram: na ânsia de poder, radicalizarão dos partidos políticos na acção de certos grupos esquerdistas, na propaganda levada a efeito nos principais meios de Comunicação Social para separar o povo do MFA; na campanha internacional orquestrada contra o Governo e contra a Revolução, acompanhada de incríveis medidas de carácter económico e Financeiro; na actuação sistemática nas unidades militares minando a disciplina, aconselhando o não cumprimento das ordens dimanadas dos escalões hierárquicos, a recusa ao embarque para o Ultramar e a destruição de tudo o que pudesse significar o prestígio das Forças Armadas, desorganização ,indisciplina, desordem e, por vezes, violência nos liceus e universidades; reiteração das exigências dos trabalhadores e exacerbação dos conflitos de trabalho, sabotagem económica e financeira, provocando o desemprego e revolta dos trabalhadores.
O 25 de Novembro, implicou algum esforço de contenção, superando-se as ameaças esquerdistas e o aproveitamento da direita e extrema-direita. Na altura, pensei que o 25 de Novembro era apenas uma manifestação de rebeldia por parte dos pára-quedistas. Agora, à posteriori, analisando as acções passadas e, sobretudo, as reuniões levadas a efeito para se fazer face a um golpe, parece-me pois que o 25 de Novembro, se não foi provocado, foi pelo menos muito facilitado por alguns grupos que pretendiam realmente a definição de situações e o afastamento de determinados elementos, não apenas militares, mas também políticos que, na altura, detinham uma certa preponderância.
Chegámos finalmente à promulgação da primeira Constituição, marco histórico da institucionalização da democracia. Então afirmei:
Nela se consignam, como objectivos fundamentais do Estado, a promoção da independência nacional, em termos tanto políticos, como económicas, sociais e culturais; a democratização da vida pública, garantindo-se o recato e a defesa intransigente da Democracia e da Liberdade; e ainda a adequação da riqueza ao seu fim social, criando-se as condições que permitam promover o bem-estar e melhorar a qualidade de vida do nosso povo.
(...)
Uma visão do 25 de Novembro por parte de Álvaro Cunhal, líder, à data, da Esquerda.
Participem no Jantar Comemorativo!






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