Portas diz que «a economia portuguesa está a cair a pique»
O líder centrista Paulo Portas considerou hoje que o previsto recuo de 3,4 por cento do PIB é representativo de uma economia portuguesa a cair «a pique» e que o Governo deve centrar-se nas micro, pequenas e médias empresas.
No dia em que o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, estimou que o PIB português vá recuar 3,4 por cento em 2009, o líder do CDS-PP quis «visitar e comentar esses números numa micro empresa que faz parte do que é essencial da estrutura económica portuguesa».
À margem da visita à empresa Cascais Estores, Paulo Portas frisou que os números que hoje foram conhecidos não deixam outra lição: «A economia portuguesa está a cair a pique e isso significa que uma política económica totalmente baseada no novo aeroporto e no TGV é uma ilusão, porque os empregos defendem-se nas micro, pequenas e médias empresas, agora, antes que fechem».
«Quando os portugueses vêm que vamos decrescer, do ponto de vista económico, mais de 3,4 %, perguntam-se: quando é que vamos sair da crise e quem é que vai criar empregos», referiu Paulo Portas, que quis dar o seu «testemunho junto de uma micro empresa, igual a outras 280 mil empresas pequenas ou médias, que garantem dois milhões de empregos».
«Desde o inicio do ano já entraram em falência milhares de micro, pequenas e médias empresas e mais de 50 mil postos de trabalho perderam-se, mas isso não foi suficiente para o Governo abrir os olhos», acrescentou.
O líder do CDS insistiu que é preciso acabar com as «utopias das obras públicas», uma vez que a economia portuguesa «não tem tempo para esperar».
«Ou ajudamos a sobreviver e a nascer as empresas, ou estamos a praticar eutanásia empresarial e social, que é o que este Governo tem feito ao não perceber os problemas das micro, pequenas e médias empresas», acrescentou.
Quanto ao aumento do desemprego, Paulo Portas achou que, perante «meio milhão de pessoas que perderam o posto de trabalho, não é possível que metade dessas pessoas não tenham acesso à prestação do desemprego», considerando que as «regras têm radicalmente que mudar».
O partido chamou o ministro da Economia ao parlamento, na próxima semana, para colocar questões «muito focadas e propostas muito concretas», relacionadas com uma quarta linha de crédito anunciada pelo Governo.
«O que eu quero saber é se nessa linha de crédito, para uma micro ou uma pequena empresa poder ter acesso, lhe vão exigir que nos últimos três anos tenha tido lucro», informou Paulo Portas, realçando que as linhas de crédito «têm de ser reais e com objectivos para a economia real» e não podem limitar-se a ser «anúncios para telejornais».
Diário Digital / Lusa
No dia em que o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, estimou que o PIB português vá recuar 3,4 por cento em 2009, o líder do CDS-PP quis «visitar e comentar esses números numa micro empresa que faz parte do que é essencial da estrutura económica portuguesa».
À margem da visita à empresa Cascais Estores, Paulo Portas frisou que os números que hoje foram conhecidos não deixam outra lição: «A economia portuguesa está a cair a pique e isso significa que uma política económica totalmente baseada no novo aeroporto e no TGV é uma ilusão, porque os empregos defendem-se nas micro, pequenas e médias empresas, agora, antes que fechem».
«Quando os portugueses vêm que vamos decrescer, do ponto de vista económico, mais de 3,4 %, perguntam-se: quando é que vamos sair da crise e quem é que vai criar empregos», referiu Paulo Portas, que quis dar o seu «testemunho junto de uma micro empresa, igual a outras 280 mil empresas pequenas ou médias, que garantem dois milhões de empregos».
«Desde o inicio do ano já entraram em falência milhares de micro, pequenas e médias empresas e mais de 50 mil postos de trabalho perderam-se, mas isso não foi suficiente para o Governo abrir os olhos», acrescentou.
O líder do CDS insistiu que é preciso acabar com as «utopias das obras públicas», uma vez que a economia portuguesa «não tem tempo para esperar».
«Ou ajudamos a sobreviver e a nascer as empresas, ou estamos a praticar eutanásia empresarial e social, que é o que este Governo tem feito ao não perceber os problemas das micro, pequenas e médias empresas», acrescentou.
Quanto ao aumento do desemprego, Paulo Portas achou que, perante «meio milhão de pessoas que perderam o posto de trabalho, não é possível que metade dessas pessoas não tenham acesso à prestação do desemprego», considerando que as «regras têm radicalmente que mudar».
O partido chamou o ministro da Economia ao parlamento, na próxima semana, para colocar questões «muito focadas e propostas muito concretas», relacionadas com uma quarta linha de crédito anunciada pelo Governo.
«O que eu quero saber é se nessa linha de crédito, para uma micro ou uma pequena empresa poder ter acesso, lhe vão exigir que nos últimos três anos tenha tido lucro», informou Paulo Portas, realçando que as linhas de crédito «têm de ser reais e com objectivos para a economia real» e não podem limitar-se a ser «anúncios para telejornais».
Diário Digital / Lusa
Etiquetas: economia, Paulo Portas






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