sexta-feira, maio 22, 2009

Manuel Pinho «é o ministro errado em tempo de crise»

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, considerou hoje que o ministro da Economia, Manuel Pinho, «é o ministro errado em tempo de crise» enquanto o governante destacou que Portugal subiu três lugares no «ranking da competitividade».
«Com mais 100 mil desempregados, com menos 20 mil micro, pequenas e médias empresas, com 38 por cento da carga fiscal mas com menos 19 por cento de receita fiscal, com o endividamento a disparar, os portugueses sabem que não é o ministro certo na hora certa, é o ministro errado em tempo de crise» , criticou Paulo Portas.
O líder democrata-cristão falava na interpelação parlamentar promovida pelo seu partido sobre política económica, em que afirmou duvidar que Manuel Pinho esteja a fazer «tudo o que é possível» para preparar Portugal «para quando os ventos mudarem».
Portas acusou o Governo de não apoiar as micro, pequenas e médias empresas e, ao contrário, preferir apostar «tudo nas grandes obras publicas», provocando o aumento do endividamento do país e desafiou o ministro a baixar os pagamentos por conta, a «moderar as taxas» fiscais que recaem sobre as empresas e a fazer a devolução mensal do IVA.
Na resposta, Manuel Pinho recusou que o Governo tenha esquecido as micro, pequenas e médias empresas, contrapondo que em 2004, durante o Governo PSD/CDS-PP, «receberam apoios do Estado 1.500 empresas, quatro vezes menos que em 2008».
«As PMEs são a espinha dorsal da nossa economia», afirmou.
O ministro destacou que «Portugal subiu três lugares no ranking internacional da competitividade», considerando que «é uma boa notícia no tempo certo», já que esse indicador «tem em conta um grande número de aspectos e leva muito tempo a mudar e que é impossível melhorar sem uma estratégia».
Atribuindo a crise em exclusivo a factores externos, Manuel Pinho defendeu que a economia portuguesa «se tornou mais resistente e mais competitiva» desde 2005 e está mais bem preparada para enfrentar a crise que em 2002 – 2004.
«Em 2002-2004 as PMEs não foram apoiadas, e não foi por esquecimento», disse, considerando «inadmissível considerar que os apoios não são transparentes», já que o nome das empresas apoiadas está disponível nos sites do Governo.
Diário Digital / Lusa

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