CDS contra novo projecto do estatuto remuneratório da PSP por "não contemplar" subsídio de risco
O CDS anunciou, esta segunda-feira, após uma audiência com a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) que, ao contrário do "anunciado pelo Governo", o projecto do novo estatuto remuneratório da PSP "não contempla" subsídio de risco.Nuno Magalhães disse que, "se já estava preocupado com o estado da polícia em Portugal, esta reunião deixou-me chocado com o que está a acontecer, já sabíamos que havia falta de meios humanos, que havia leis penais que a desautorizava, mas ficámos esta segunda-feira, a saber que o ministério da Administração Interna (MAI) não cumpre sequer os compromissos que assumiu com os polícias".
Segundo o deputado do CDS, durante o encontro a direcção do sindicato deu conta da "desmotivação que existe na polícia" visto que, "apesar dos anúncios públicos do Governo, o subsídio de risco não está contemplado no projecto dos novos estatutos remuneratórios da PSP".
"Não queremos acreditar que o Governo não seja uma pessoa de bem. Isto não me surpreende neste Governo, que anuncia mais do que o que faz, mas não podemos brincar com questões de segurança", acrescentou Nuno Magalhães.
Nuno Magalhães acusou também o Governo de "permitir que a polícia seja cada vez mais envelhecida pela falta de admissão de novos agentes": "Quando o ministro Rui Pereira fala em 1000 novos agentes já são só 906, primeiro porque houve muito pouca procura e segundo porque já houve candidatos que desistiram por não terem condições que os motivem, visto que as remunerações são más e os próprios dirigentes da polícia preferem ir para a Polícia Judiciária e para a ASAE".
"Temos uma polícia cada vez mais envelhecida, desmotivada e desautorizada", concluiu.
CDS com TSF
Etiquetas: ASPP, MAI, Nuno Magalhães, PSP





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