Nuno Melo desafia João Cravinho
Nuno Melo quer que João Cravinho, antigo Ministro das Obras Públicas, concretize as suas acusações e denuncie os casos que conhece de corrupção para que possam ser investigados.É a resposta de Nuno Melo às declarações de João Cravinho, ontem, no programa da Rádio Renascença e do jornal Público, Diga Lá Excelência. O deputado “popular” revela que o ex-deputado socialista "saberá melhor que ninguém ao que se refere, mas, conhecendo-o, tem obrigação estrita, por esse conhecimento directo e testemunho indirecto, de os denunciar e, eventualmente, de auxiliar em quaisquer investigações criminais".
João Cravinho garantiu que “a grande corrupção” em Portugal “está a aumentar, independentemente dos partidos” e que as medidas tomadas pelo Governo, nesta área, não resolvem o problema. Recorde-se que o socialista Cravinho foi o autor de um pacote de medidas anti-corrupção apresentado na Assembleia da República e que foi rejeitado pelo próprio Partido Socialista.
Na resposta, Nuno Melo refere que "o engenheiro Cravinho tutelou pastas relacionadas com obras públicas. Ele próprio declara-as muito permeáveis aos fenómenos da corrupção", apesar de não lhe ver "particular empenho na alteração legislativa, muito embora o pudesse ter feito, quanto mais não fosse pela influência que tinha na área da governação, fá-lo agora, antes assim".
Corrupção – casos de “banho Maria”
A imprensa de hoje revela que no distrito judicial de Lisboa há mais de 400 processos de corrupção pendentes, cuja investigação pode estar em risco. A maioria são datados de 2005 e devido aos novos prazos já não estão em segredo de Justiça.
Fontes da Procuradoria-Geral da República admitem, à edição de hoje do “Correio da Manhã”, que algumas investigações podem estar em risco, também, devido à falta de meios. Nesse pacote incluem-se investigações à Câmara Municipal de Lisboa.
CDS/Lusa
CDS/Lusa






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