domingo, junho 22, 2008

Paulo Portas quer que Sócrates diga quanto o Estado já ganhou com a escalada de preços

O líder do CDS, pretende que o primeiro-ministro revele quanto é que o Estado arrecadou a mais em IVA e ISP desde 01 de Janeiro, “para o país perceber” quanto o Estado ganha com a crise dos combustíveis.
Paulo Portas referiu que “a França arrecadou cerca de 170 milhões de euros desde Janeiro” com os impostos, devido à subida do preço dos combustíveis, dados que são desconhecidos relativamente a Portugal, mas do que não tem dúvidas é que “o Estado ganhou muito mais com esta crise do que o governo previa no Orçamento”.
“O primeiro-ministro deve ter a transparência de dizer quanto o Estado já arrecadou, desde 01 de Janeiro, em IVA e ISP, para o país perceber o quanto é injusto que o Estado esteja a ganhar mais dinheiro e não dê um único sinal para aliviar a vida das empresas e das famílias”, disse.
Falando em Anadia, onde foi inaugurar a sede local do partido e dar posse à comissão concelhia, Paulo Portas lembrou que “o CDS tem vindo a dizer que é preciso um sistema de justa repartição do esforço, que corrói a vida da classe média e recai em cima do consumidor, sem prejudicar o Estado, nem as companhias petrolíferas”.
No entanto, o líder do CDS hoje acrescentou um recado a José Sócrates, caso ele esteja a pensar em aplicar uma nova taxa sobre as companhias: “Gostava que o primeiro-ministro desse a garantia de que a aplicação de uma taxa sobre as companhias não terá efeito no preço”.
Paulo Portas aproveitou também o primeiro dia de Verão para “renovar a necessidade de um plano de contingência para a Saúde”, que diz ter ficado sem resposta do governo, no sentido de reforçar os meios técnicos e humanos para acudir a todas as situações provocadas pelo calor, com especial atenção para a população mais idosa.Em declarações aos jornalistas, antecipou questões com que pretende confrontar a ministra da Educação no Parlamento, na próxima terça-feira e que se prendem com a avaliação.
O líder do CDS afirma-se preocupado com “provas de aferição que não contam para a avaliação, respostas erradas que contam como certas e exames nacionais com níveis de exigência reduzidos ao mínimo, para a ministra produzir estatísticas felizes que deixam as famílias aliviadas”.
“A função docente é essencial para transmitir o conhecimento e nada disso tem a ver com critérios que obrigam os professores a passar alunos em qualquer circunstância, porque a vida depois da escola é muito difícil e é para a exigência que devem estar preparados”, comentou.
Sublinhando as críticas feitas pelas sociedades científicas, Paulo Portas conclui que “os exames têm de ser um modelo sem matérias de polémica e não pode todos os anos ser posta em causa a sua credibilidade”, pelo que devem evoluir para um sistema independente, com um banco de perguntas validado cientificamente, organizado por níveis de dificuldade e cujos resultados seja possível objectivar e comparar”.
Lusa

0 Comentários:

Enviar um comentário

<< Home