CDS defende "negociação de alterações" ao tratado depois do "Não" irlandês
Paulo Portas, defendeu hoje que primeiro há que respeitar a vitória do “não” ao Tratado de Lisboa no referendo da Irlanda e depois abrir “uma negociação de alterações ou de excepções”.Em declarações aos jornalistas em Tondela, Paulo Portas frisou a necessidade de haver “respeito” e “não começar uma diabolização da Irlanda” pelos resultados do referendo.
“Se há um referendo tem que se respeitar o resultado.
“Se há um referendo tem que se respeitar o resultado.
Se os irlandeses votaram negativamente é porque tiveram as suas razões e, em democracia, quando se chama o povo soberano não se respeita esse povo soberano só quando se está de acordo com ele”, afirmou.Paulo Portas considerou “muito provável que a Irlanda tenha aproveitado a seu favor a circunstância de ser o único país da União a fazer um referendo”, por saber que “a Europa só pode avançar com todos”.
“Provavelmente, faz o que já fez uma vez: dar um sinal crítico, obrigar a uma negociação ou de excepções para a Irlanda ou de alterações ao tratado e obter no fim um resultado melhor”, referiu o líder do CDS/PP.
Lembrando que era não apenas favorável ao tratado, como também ao referendo, Paulo Portas disse entender que “a construção europeia se faz explicando as coisas e confiando nos cidadãos”, considerando este “um sinal de que quando os povos sentem que a Europa é feita apesar deles ou sem eles, emitem um sinal negativo”.
Neste âmbito, sublinhou que “provavelmente terão que se negociar excepções ou alterações em função deste resultado” o que, na sua opinião, “significa ser democrata, ser paciente e não começar uma diabolização da Irlanda”.
“A construção europeia não pode ser feita por decreto, não é um processo automático, tem que contar com os povos, não pode ser feito sem eles nem contra eles. Há uma dificuldade, é preciso ultrapassá-la com inteligência”, defendeu.
Questionado se se sente desiludido com o resultado do referendo, Paulo Portas apenas disse não ser irlandês e lembrou que “o primeiro-ministro de Portugal tinha obrigado a convocar um referendo e esqueceu-se desta promessa, como de outras”.
Apesar da importância do Tratado de Lisboa para José Sócrates, o líder do CDS disse que “o que o vai fazer perder a maioria (nas próximas eleições) não é o tratado”, mas sim “a situação económica em que o país está, de pobreza, de ineficiência dos serviços de educação e de saúde, de abandono do sector produtivo, de desprezo das forças de segurança”.
Lusa






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